#Artigo: Imprensa e saúde, uma relação que está na UTI

By | 28 de setembro de 2015

Credito: Agência Brasil

O diagnóstico é rápido e cruel: a mídia brasileira está claudicando há um bom tempo na cobertura da saúde. A falta de capacitação profissional, a absoluta ausência de uma perspectiva crítica e a relação muitas vezes promíscua com a chamada indústria da saúde tem provocado distorções importantes e, consequentemente, penalizado a sociedade.

Na verdade, a mídia não domina verdadeiramente os conceitos básicos da área, a começar pelo próprio conceito de saúde, entendido de forma restrita e equivocada, porque apoiado em uma visão positivista. Na prática, a imprensa defende a tese de que é possível reduzir todas as doenças a uma causa orgânica objetiva, ampliada agora com as novas descobertas da genômica.

Neste contexto, ela acaba legitimando o distanciamento entre médico e paciente (visível na Medicina moderna), adere à tecnificação do processo de tratamento e cura (instrumentos de diagnóstico e remédios) e valoriza a hiperespecialização, ignorando a relação saudável das partes com o todo. Para ler o artigo completo, clique aqui.

Por Wilson da Costa Bueno*

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*Perfil: Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor do programa de pós-graduação em Comunicação Social da UMESP, professor de jornalismo da USP e diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Na USP, responde pela disciplina Jornalismo e Saúde: a experiência brasileira. Ele mantém o site: http://www.comunicasaude.com.br

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