#10MinContraADengue: Esclarecimento de boatos sobre o mosquito Aedes aegypti e o Zika Vírus

By | 11 de dezembro de 2015

Zika Vírus

Está rolando boatos na web sem fundamentos científicos a respeito da relação entre o mosquito Aedes aegypti e o Zika Vírus. Por se tratar de uma doença recente e que ainda não foi suficientemente estudada pelos pesquisadores, é compreensível surgir dúvidas e perguntas, bem como boatos e informações desencontradas, especialmente na internet. Por isso, é importante, num momento como este, que a população busque informações de fontes seguras e confiáveis. Diante disso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) esclarece o seguinte:

# O Zika Vírus é uma doença viral crônica, transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da Dengue e da febre Chikungunya. Os sintomas caracterizam-se por febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações, manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos, dores musculares, dores de cabeça e nas costas. Para outras informações, clique aqui.

# A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma alteração congênita em que ocorre a diminuição do crescimento do crânio e do cérebro em bebês ainda na barriga da mãe. A doença não tem cura. Mas o tratamento realizado desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança. Por isso, é muito importante que as gestantes façam o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e realizem todos os exames necessários recomendados pela equipe de saúde. Para mais esclarecimentos, clique aqui.

# Cientificamente, a microcefalia está associada a uma série de fatores de diferentes origens durante a gestação, como exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos, desnutrição grave, agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação. Dependendo do grau da doença, a criança pode apresentar deficiência mental, problemas de visão, auditivos, convulsões e dificuldades de locomoção.

# As vacinas oferecidas pela rede pública de saúde (coqueluche, difteria, tétano e influenza) são seguras e testadas. Não há evidências científicas sobre associação com microcefalia ou Zika Vírus.

# Gestantes com manchas vermelhas na pele devem procurar uma Unidade de Saúde do SUS, imediatamente. Trata-se de um sintoma comum à Dengue, febre Chikungunya e Zika Vírus.

# Até o momento, não existem estudos científicos que apontem para o envolvimento de outras espécies de mosquitos – além do Aedes aegypti, na transmissão da doença no Brasil.

# Não há evidências científicas de que a microcefalia – causada pelo Zika Vírus, possa ser transmitida através do aleitamento materno.

# Não existe comprovação científica que acomete a existência de complicações neurológicas crianças menores de 07 anos e idosos em decorrência do Zika Vírus. Em comunicado, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclarece que assim como outros vírus – a exemplo de varicela, enterovírus e herpes, o Zika Vírus poderia causar, em pequeno percentual, complicações clínicas e neurológicas em adultos e crianças, sem distinção de idade.

# Vai usar repelentes em casa? A dica é usá-los em qualquer ambiente da casa desde que estejam, no mínimo, a 2 metros de distância das pessoas. No caso de repelentes utilizados em aparelhos elétricos ou espirais não se deve utilizá-lo em locais com pouca ventilação, nem na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias.

# Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba e óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia, nem a aprovação pela Anvisa, até o momento.

# Não há medicamentos aprovados cientificamente com a finalidade de repelir insetos. A vitamina B ou Tiamina não apresenta eficácia comprovada como repelente e esta indicação de uso não é aprovada pela Anvisa.

# Todos os produtos repelentes ditos como “naturais”, comumente comercializados como velas, odorizantes de ambientes, limpadores e os incensos, que indicam propriedades repelentes de insetos, não estão aprovados pela Anvisa.

# Um aviso importante: os repelentes ambientais e inseticidas também podem ser utilizados em ambientes frequentados por gestantes, desde que estejam devidamente registrados na Anvisa. A segurança para a utilização desses produtos em ambientes frequentados por gestantes depende da obediência a todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos.

# Sobre o uso de repelentes em crianças, recomenda-se a utilização dos repelentes tópicos (uso direto na pele) à base de DEET em crianças entre 2 e 12 anos em concentração máxima de 10%, 3 vezes ao dia. Já repelentes com concentração superior a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.

# Sobre o uso de repelentes para gestantes, recomenda-se a utilização dos repelentes tópicos (uso direto na pele) à base de DEET (N, N-DIETIL – META – TOLUAMIDA ou N, DIETIl-3, METILBENZAMIDA), Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (lcaridin ou Picaridin e de Ethyl butylacetyminopropionate) que não trazem riscos à gestação.

# Quer informações seguras sobre a Dengue, febre Chikungunya e o Zika Vírus? Então, acesse o nosso site: www.saude.mg.gov.br/dengue

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