#Artigo: Saúde em Minas sai da UTI

By | 8 de janeiro de 2016
Todos Juntos pelo SUS_1
Por Durval Ângelo*

Ao assumir o Governo de Minas Gerais, a gestão de Fernando Pimentel se deparou com uma grave situação na saúde. O Estado tinha um rombo de R$ 1,5 bilhão na área. Faltavam medicamentos, hospitais, ambulâncias e centros de exames para atender a população do interior. Pimentel também encontrou paralisadas as obras de oito hospitais regionais. Mesmo diante desse cenário, não há como deixar de constatar que o novo governo já conseguiu importantes avanços na área num curto tempo.

Entre as principais melhorias está a retomada das obras dos hospitais regionais, uma antiga demanda dos mineiros que vivem no interior. Sem ter a quem recorrer, esses pacientes foram obrigados, durante anos, a enfrentar horas de viagens à procura de um atendimento na Grande Belo Horizonte. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), no início de 2015, 50% das internações na capital eram de pacientes do interior.

Para reverter esse quadro, a nova gestão, já no primeiro ano de governo, retomou as obras de três hospitais, em Governador Valadares, Ipatinga e Teófilo Otoni. Somente a unidade de Valadares terá capacidade para cobrir 80 cidades e uma população de 1,5 milhão de habitantes da região.

O governo também está ampliando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Já no início de 2015, foi inaugurado o SAMU do Sul de Minas, em Varginha, com 153 municípios na área de cobertura, beneficiando 2,7 milhões de pessoas. A atual administração ainda colocou em operação a UTI Aérea – um helicóptero comprado por R$ 35 milhões, em 2014, e que nunca havia levantado voo.

Outro grave problema encontrado pela atual gestão diz respeito à distribuição de remédios. No início de janeiro, o governo Pimentel se deparou com 6 milhões de unidades de medicamentos vencidos em um galpão em Contagem, totalizando aproximadamente R$ 13 milhões jogados no lixo. Os remédios, que deveriam ter sido entregues aos municípios, tiveram que ser incinerados. Enquanto isso, as cidades enfrentavam uma profunda crise de desabastecimento, com falta de 165 itens.

O descaso reflete como o governo tucano tratou a saúde durante 12 anos de administração. Para solucionar a questão, a atual gestão montou uma força-tarefa, assinou um contrato de distribuição e também retomou as licitações para compra de medicamentos.

Também é preciso ressaltar a lei de autoria do governador que garantiu a recuperação salarial dos cerca de 40 mil servidores da saúde, antes sempre em segundo plano. Outro destaque é a posição de diálogo e respeito estabelecida pelo secretário Fausto Pereira dos Santos com o Parlamento mineiro.

É verdade que ainda são muitos os desafios para o governo Pimentel na área, como a retomada das obras dos demais hospitais regionais, compromisso já assumido, e a descentralização dos serviços especializados. Mas também é fato que a equipe da nova gestão tem trabalhado para tirar da UTI a saúde em Minas e oferecer um serviço digno à população.

Observação: este artigo foi publicado originalmente no jornal O Tempo.

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*Perfil: Durval Ângelo é professor de História e filosofia. Ele está no sexto mandado como deputado estadual e atua como líder de governo na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). É autor do livro “Herança Maldita – O desgoverno tucano em Minas Gerais”.

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