Monthly Archives: fevereiro 2016

#SaúdeEntrevista: Saiba mais sobre o Dia Mundial das Doenças Raras

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Dia 29 de fevereiro, por ser considerado um dia raro que só acontece de quatro em quatro anos, é a data escolhida para simbolizar o Dia Mundial das Doenças Raras. Para conferir a matéria completa sobre este assunto no site da SES-MG, clique aqui. Em ano bissexto, a data é antecipada para o dia 28 do mesmo mês. O Blog da Saúde MG entrevistou Wagner Fulgêncio, referência técnica em doenças raras da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto. Confira: 

1) O que são doenças raras?

As doenças raras são doenças crônicas, progressivas e em geral de grande impacto familiar e social. Muitas delas não têm cura. Segundo a OMS, 95% dessas doenças raras não possuem tratamento específico e dependem de uma rede de cuidados paliativos. De acordo com o Ministério da Saúde, considera-se doença rara aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. São doenças crônicas progressivas e, muitas delas não têm cura. Em geral, são de grande impacto familiar e social.

2) Qual a proposta do Dia Mundial das Doenças Raras?

A proposta do Dia Mundial das Doenças Raras é a mobilização e conscientização social a respeito desses problemas de saúde de baixa prevalência, mas de grande impacto na vida das pessoas e seus familiares e na sociedade como um todo.

2) Em 2014, o Ministério da Saúde lançou a portaria N° 199, de 30 de janeiro de 2014, que institui a Política Nacional de Atenção Integral às pessoas com Doenças Raras. Qual a importância dessa portaria para a saúde pública?

A Portaria federal tem o mérito de estabelecer a política nacional e de dar base para o estabelecimento e fortalecimento das políticas estaduais. Ela serve como direcionador das atribuições da união, estados e municípios, além de prever recursos financeiros para serviços de referência em doenças raras.

3) Em 2015, a SES-MG implantou o Núcleo Estadual de Doenças Raras. Qual o objetivo do Núcleo?

O Núcleo tem o objetivo de propor ações de promoção e proteção da saúde e a organização da assistência às pessoas com Doenças Raras. O Núcleo busca, ainda, trabalhar em conjunto com as Associações de Doenças Raras e com os prestadores de serviços com o objetivo de construção da rede estadual de doenças raras. A discussão a respeito das doenças raras e do fluxo de atendimento e resposta às necessidades da população é a tarefa principal do Núcleo.

4) Qual o papel desempenhado pelo Núcleo Estadual de Doenças Raras na saúde pública do Estado?

O seu papel é fazer acontecer, em parceria com os municípios e prestadores de serviço e com a sociedade, a rede de atenção às doenças raras.

5) No que se refere à revisão dos protocolos clínicos para as doenças raras mais prevalentes, você poderia explicar melhor como será essa revisão?

Vamos iniciar com a revisão do Protocolo de Fibrose Cística, que foi publicado em anos anteriores pela SES-MG. A revisão consiste na leitura e atualização do protocolo por um conjunto de especialistas, com o objetivo de atualizar as informações e adequar as recomendações do Protocolo às melhores e mais atuais evidências cientificas, em conformidade com a capacidade assistencial do estado. Isso vai permitir a pactuação e a programação da oferta de serviços de saúde, medicamentos e insumos de forma mais efetiva e organizada, resultando em melhor assistência aos usuários e seus familiares.

Mobilização pelo Dia Mundial das Doenças Raras

No dia 28 de fevereiro, com o objetivo de mobilizar a população e esclarecer dúvidas a respeito das doenças raras, acontecerá em Belo Horizonte, na Praça da Administração do Parque Municipal, evento que contará com uma caminhada curta dentro do parque, aula de zumba, pintura facial para crianças e aferição da pressão arterial. O evento terá início a partir das 8h30, com término previsto para as 14h.

Cosméticos vencidos podem prejudicar a saúde

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Sabe aquele creme que ficou esquecido na gaveta? Se o prazo de validade estiver vencido, além de perder o efeito ele pode fazer mal a sua pele. A dermatologista chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Federal Cardoso Fontes, Fernanda Aguiar Santos Vilela, explica o motivo. “Um cosméticos com validade vencida, mesmo que pareça inalterado, pode perder sua eficácia e causar agravos à saúde. Caso o produto perca sua eficácia pode piorar a condição de base que justificou seu uso.

Por exemplo, um produto hidratante pode deixar de hidratar e, consequentemente, a pele se tornará ainda mais ressecada. O uso de produtos fora da validade também pode gerar outros danos como dermatites, irritação, vermelhidão na pele e acne”. Além disso, os cosméticos que estão armazenados há muito tempo, principalmente os que já foram abertos, podem favorecer a contaminação e proliferação de bactérias e fungos e causar infecções.

Outro hábito comum entre as mulheres é o uso de maquiagem vencida. “Muitas pessoas acreditam que esse hábito seja inofensivo, mas isso não é verdade, pois o uso de maquiagem fora da validade pode, por exemplo, causar irritação, acne ou infecções”, explica a dermatologista.

Por isso é fundamental verificar regularmente a validade da maquiagem e descartar as que estiverem espiradas. Para verificar a validade de cada produto, guarde a embalagem original que contenha essa informação. Caso jogue a caixa externa da maquiagem fora e permaneça somente com o estojo original da maquiagem, não se esqueça de etiquetar a validade no exterior do estojo.

Fique atento se o produto for líquido originalmente e tornar-se bifásico ( seus componentes se separam e duas fases diferentes se destacam) ou apresentar formação de grumos, alteração na cor, na textura e/ ou no cheiro. Mesmo ainda dentro da validade, eles podem não estar adequados para o uso e causar danos à saúde.

Dicas:
Cosméticos devem ser guardados tampados. Em locais sem grandes variações de temperatura e grande umidade como, como os banheiros. Estes fatores podem contribuir para a deterioração das fórmulas. O prazo de validade é estipulado pelo fabricante do produto para que o mesmo permaneça com sua cosmética, cor, estabilidade, fixação e características intactas.

ATENÇÃO:
De uma maneira geral, a duração das maquiagens é:
– rímel : 6 meses
– gloss labial : 6-12 meses
– Delineador: 6-12 meses
– bases aquosas: 12 meses
– bases oleosas: 18 meses
– corretivos: 18 meses
– pó compacto, iluminador, blush: 18-24 meses
– sombras compactas: 36 meses
– batom: 48 meses

Fonte: Blog da Saúde / Ministério da Saúde.

#Evento: Web-Simpósio “Aedes e as Epidemias Atuais: Realidade, Possibilidades e Ações”

Diante da emergência do Zika Vírus e da possibilidade de associação à casos de microcefalia em recém-nascidos e outras manifestações neurológicas foi criado um fórum permanente de discussão composto pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Telessaúde Brasil Redes – Núcleo Minas Gerais e Sociedade Mineira de Pediatria. O objetivo desse fórum é possibilitar um espaço de atualização e troca de informações relacionadas à infecção pelo Zika Vírus e suas consequências, tendo como público profissionais de saúde, educação e comunicação, além de acadêmicos da área da saúde.

Como atividade do fórum, será realizado um Web-Simpósio intitulado “Aedes e as Epidemias Atuais: Realidade, Possibilidades e Ações” no dia 26 de fevereiro de 2016 com disponibilidade de 430 vagas presenciais. O evento será realizado no Salão Nobre da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais situado na Rua Alfredo Balena, nº190, Bairro Santa Efigênia, Belo Horizonte, com início às 08h.

Para a atividade presencial é necessário realizar a pré-inscrição através do site do CNEX, através do endereço eletrônico: medicina.ufmg.br/contraoaedes

A transmissão online do Simpósio será realizada através do link: http://youtu.be/ZgQR_bUmNd8 

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» Confira abaixo a programação do Web-Simpósio:

PROGRAMAÇÃO
Aedes e as Epidemias Atuais: Realidade, Possibilidades e Ações

Público: profissionais de saúde, comunicação e educação.

Data: 26 de fevereiro de 2016
Local: Salão Nobre da Faculdade de Medicina – UFMG
Horário: 08h às 18h

Mesa de Abertura: Ministro da Saúde (gravação), Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Diretoria da Faculdade de Medicina-UFMG, Diretoria da Escola de Enfermagem-UFMG, Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Enfermagem, Unimed

Módulo I – WebSimpósio Zika Vírus: Panorama atual – Carga horária: 5 horas

Mesa Redonda 1
8:20-8:40h – Zika vírus: Histórico, o que é o vírus, fisiopatogenia – Profa Marise Fonseca – FM-UFMG
8:40-9:00h – Zika vírus: Manifestações clínicas e exames laboratoriais – Dra. Andrea Luchesi – SMS-PBH
9:00-9:20h – Microcefalia: diagnóstico, critérios – Dra. Marli Marra – HOB-BH
9:20-9:40h – Situação Epidemiológica e medidas de prevenção – Dr. Rodrigo Said – SES/MG
9:40-10:00h – Situação Epidemiológica de Belo Horizonte – Dr. Fabiano Geraldo Pimenta Jr – Secretário Municipal de Saúde de BH
10:00-10:30h – Debate

10:30-10:50h – INTERVALO

Mesa Redonda 2
10:50-11:10h – Fluxos Assistenciais – representante da SES/MG
11:10-11:30h – Triagem, diagnóstico e acompanhamento da gestante – Profa. Regina Amélia L P Aguair – FM-UFMG
11:30-11:50h – Acompanhamento do RN com microcefalia – manejo clínico – Dra. Andrea Chaimowicz
11:50-12:10h – Manifestaçoes neurológicas no adulto – Dr. Paulo Christo – HC-UFMG
12:10-12:30h – Possibilidades para assessoria via telessaúde: teleconsultorias online e off-line – Profa. Maria do Carmo Barros de Melo – CETES/FM-UFMG
12:30-13:00h – Debate

Módulo II – Seminário: Doenças emergentes e reemergentes – Carga horária: 3 horas

Mesa redonda 3
14:00-14:50h – Panorama das Doenças Reemergentes no Brasil e no mundo contemporâneo – Prof. Enio Pietra – FM-UFMG
14:50-15:40h – Arbovírus e as arboviroses: conceitos, abordagem e diagnósticos diferenciais – Profa. Marise Fonseca – FM-UFMG
15:40-16:30h – Pesquisa na UFMG: dispositivo químico como forma de combate ao vetor – Prof. Jadson Belchior – ICB-UFMG
16:30-17:00h – Debate

 

Médicos têm nova chance para atuar no Mais Médicos

Os médicos brasileiros inscritos no atual edital do Mais Médicos têm nova chance para participar do Programa. Os candidatos têm até esta terça-feira (23) para indicar os municípios em que pretendem atuar. Ao todo, são 330 vagas em 260 cidades que serão disponibilizadas para 8.965 profissionais. Em Minas Gerais, as vagas disponíveis se distribuem entre 25 municípios, conforme tabela abaixo:

Fonte: Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Os participantes podem escolher até quatro cidades onde desejam atuar através do site do Mais Médicos. O resultado final da segunda chamada está previsto para o dia 3 de março. No período de 4 a 7 de março os médicos devem comparecer aos municípios para validarem a participação no programa e, no mesmo período, os gestores deverão homologar os profissionais confirmando quais compareceram. Os participantes que validarem a inscrição, mas não se apresentarem dentro do prazo, ficarão impedidos de se inscrever no Mais Médicos por seis meses.

Criado em 2013, o Programa Mais Médicos ampliou a assistência na Atenção Básica levando médicos às regiões com carência de profissionais. Atualmente, o programa conta com 18.240 vagas autorizadas em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas.

Clique aqui e acesse a lista nacional de vagas por município. Mais informações, aqui.

#10MinContraADengue: O que ingerir ou não durante a recuperação da dengue?

Para se recuperar melhor da dengue é importante consumir alimentos fontes de proteína e ferro, como carnes, ovos e fígado, pois esses nutrientes ajudam a prevenir a anemia e a fortalecer o sistema imune. De acordo com a nutricionista da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Kelly Marques da Silva, é importante também consumir juntamente com esses alimentos fontes de vitamina C, como sucos de limão, acerola e laranja, a fim de aumentar a absorção de ferro, melhorando assim os seus níveis no organismo.

A Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) orienta que os pacientes com suspeita de dengue, devem evitar alguns alimentos que podem aumentar o tempo de sangramento, pois contém uma substância que interfere no processo da coagulação sanguínea, sendo eles: abricó, ameixa fresca, amêndoa, amora, batata, cereja, groselha, limão, maçã, melão, morango, nectarina, nozes, passa, pepino, pêssego, pimenta, tangerina, tomate e uva.

Estar bem nutrido favorece o corpo no combate à dengue, e por isso é importante se alimentar com frequência, fazer repouso e ingerir pelo menos três litros de líquidos por dia.

 

Por: ACS/Funed

#SomosTodosRaros: Dia Mundial das Doenças Raras

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No último dia de fevereiro (29/02) é comemorado Dia Mundial das Doenças Raras. O objetivo é conscientizar as pessoas a respeito desses problemas de saúde de baixa prevalência, mas de grande impacto na vida e na sociedade. Para saber as ações de mobilização e conscientização da sua região, acesse: http://somostodosraros.com.br

Atualmente, a SES-MG possui um Núcleo Estadual de Doenças Raras, composto por diversos setores, com o objetivo de propor ações de promoção e proteção da saúde e a organização da assistência às pessoas com Doenças Raras. O Núcleo busca trabalhar em conjunto com as Associações de Pessoas com Doenças Raras e com os prestadores de serviços com o objetivo de construção da rede estadual de doenças raras.

Em breve, a SES-MG deverá iniciar – com o apoio de especialistas, a revisão dos protocolos clínicos para as doenças raras mais prevalentes, com a pactuação dos fluxos assistenciais e a organização da rede de atenção. Essa é a proposta para todas as doenças raras e o primeiro passo será com a Fibrose Cística.

Mobilização

No dia 28 de fevereiro, acontece em Belo Horizonte uma Mobilização pelo Dia Mundial das Doenças Raras, no Parque Municipal de Belo Horizonte, de 08h30 às 14h. Haverá uma caminhada dentro do parque, aula de Zumba, pintura facial para crianças e aferição da pressão arterial. Além disso, as principais associações de doenças raras irão orientar a população e distribuir material informativo sobre este assunto.

Ministério da Saúde lança curso sobre Zika para profissionais de saúde

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O Ministério da Saúde e a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) lançaram o curso “Zika: abordagem clínica na atenção básica”. Destinado a médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais de nível superior da atenção básica, o curso abordará questões relacionadas a suspeita, notificação, investigação, diagnóstico e conduta nos casos e situações tratadas nos protocolos aprovados pelo Ministério da Saúde.

Com 45h de duração, o curso é dividido em quatro unidades que abordam os aspectos epidemiológicos, de promoção à saúde e prevenção, quadro clínico e abordagem de pacientes infectados. O conteúdo é trabalhado por meio de atividades interativas, estudo de casos clínicos e vídeos com especialistas e entrevistas. Além disso, são disponibilizados, na biblioteca virtual, livros e vídeos com conteúdos referentes ao tema para o aluno que desejar aprofundar seus conhecimentos.

As matrículas podem ser realizadas online, clique aqui. Mais informações: http://unasus.gov.br/cursos/zika .

#10MinContraADengue: Copasa mobiliza os mineiros contra o mosquito Aedes aegypti

Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) também está mobilizando os mineiros contra o mosquito Aedes aegypti. Todas as contas de água do Estado já contam com uma mensagem informativa alertando as pessoas sobre a Dengue, Chikungunya e o Zika Vírus.

Outra ação de destaque é que os os leituristas da Copasa estão distribuindo material informativo da campanha “10 Minutos contra a Dengue” e orientando os moradores no momento em que se registra o consumo de água dos imóveis. Abaixo, confira as principais ações no informativo elaborado pela equipe de comunicação da Copasa:

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#SaúdeEntrevista: Conheça mais sobre a Hanseníase

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Caracterizada por manchas dormentes e insensíveis à dor, ao tato, ao quente e ao frio, a hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Micobacterium leprae que afeta a pele, nervos periféricos e se não for tratada precocemente, pode causar deformidades. Para falar mais sobre o assunto e esclarecer dúvidas, o Blog da Saúde MG entrevistou a médica dermatologista da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Maria Aparecida de Faria Grossi. Acompanhe:

1) O que caracteriza a Hanseníase?

A hanseníase é uma doença ainda frequente em muitos países, inclusive no Brasil. Embora seja transmitida pela respiração, somente os doentes da forma contagiosa, sem tratamento, têm possibilidade de contaminar os seus conviventes. E o mais importante é que 90 a 95% da população geral têm boa defesa contra o micróbio causador da doença, o bacilo de Hansen, também chamado de Micobacterium leprae.

 2) Quais são os principais sintomas?

A hanseníase inicia-se, em geral, com manchas brancas, vermelhas ou marrons em qualquer parte do corpo, mas, são manchas com características especiais, pois são dormentes, insensíveis à dor, ao tato e, ao quente e ao frio. Podem aparecer também áreas dormentes, especialmente nas extremidades, como mãos, pernas, córneas, além de caroços, nódulos e entupimento nasal.

 3)Há algum grupo de risco para essa doença?

A hanseníase acomete indivíduos de todas as idades e em todas as classes sociais, porém, é mais frequente nos segmentos mais humildes da sociedade, em que a multiexposição favorece a infecção, especialmente entre os conviventes dentro do domicílio da pessoa com a hanseníase da forma contagiosa sem tratamento. É muito importante, portanto, especial vigilância em relação aos contatos intradomiciliares, considerado o grupo de risco.

4)De que forma o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico é clínico e epidemiológico, pela avaliação da história e das condições de vida do paciente e pelo exame dermatoneurológico, isto é, da pele e dos principais nervos periféricos comprometidos pela bactéria.

 5) Como é o tratamento fornecido pelo SUS?

O tratamento é oral e realizado gratuitamente pelo SUS, especialmente pela Atenção Primária, pelas Equipes da Saúde da Família e, quando necessário, pelas Policlínicas ou Centros de Especialidades.

A pessoa com hanseníase em tratamento pode continuar frequentando normalmente suas atividades sociais,… Click To Tweet

6) Hanseníase tem cura?

Sim. A hanseníase tem cura e é uma doença fácil para tratar e curar. De todas as doenças contagiosas é a que tem o menor poder de contágio, e mesmo os doentes da forma contagiosa, deixam de transmitir a doença assim que o tratamento é iniciado. Vale lembrar que em torno de 70% dos doentes são da forma não contagiosa, isto é, ao respirar não eliminam os micróbios pela respiração e não transmitem a doença.

#SaúdeEntrevista: Profissionais da Atenção Básica aprendem sobre o “Método Canguru”

Método Mãe Canguru - Imagem Post - Créditos Divulgação Minsitério da Saúde

Entre os dias 15 e 17 de fevereiro, a Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia (SRS Uberlândia) realizou, em parceria com o Ministério da Saúde, o Curso de Formação de Tutores para a Atenção Básica. O tema foi o Método Canguru e 26 profissionais foram preparados para serem multiplicadores.

Em Minas Gerais, o Triângulo Norte é a primeira região do interior que terá a Atenção Primária preparada para o acompanhamento dos recém-nascidos, como explicou Noilma Passos, coordenadora do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde da SRS. “Uberlândia não estava na agenda o Ministério. Foi somente Belo Horizonte e região. Porém, como a nossa rede está estruturada com os leitos Cangurus no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, estamos credenciando leitos também na Santa Casa de Patrocínio, implantando a rede Cegonha, articulamos para preparar os nossos profissionais da Atenção Primária”, disse a coordenadora.

O Blog da Saúde MG conversou com Maria Cândida Bouzada, consultora do Ministério da Saúde para o Método Canguru, que explicou como é o método, as vantagens para as mães e os desafios de implementação. Acompanhe:

1) Em essência, o que é o Método Canguru?

O Método Canguru é uma maneira nova de cuidar do recém-nascido, que prioriza o cuidado centrado na família, ou seja, na mãe, no pai e nos irmãos. Quando se pensa em Método Canguru todo mundo só pensa no “pele a pele”, mas vai muito além do “pele a pele”. É a ideia de proteger a criança na questão orgânica, cerebral e também psíquica; e inclusive os seus familiares – melhorando a atenção à família e o vínculo afetivo entre essa família e o bebê.

2) O Método Canguru é indicado somente para bebês prematuros?

O Método é indicado para todas as crianças que nasça abaixo de 2,5 kg. Por quê? Abaixo deste peso, a criança corre mais risco de morte e de morbidade, sujeito a doenças. Então podemos tratar de bebês que não foram prematuros, mas tem 2,3kg? Podemos, porque ele requer muito cuidado também da Atenção Básica. O método é mais direcionado para o prematuro e crianças abaixo de 2,5 kg.

3) E como está sendo implementado nos Estados?

O Método Canguru já é uma política pública de saúde há muitos anos. Agora ele está sendo estendido também para a Atenção Básica. A partir do momento que a criança recebe alta na maternidade ela é referenciada, de acordo com o seu domicílio. Os profissionais da Atenção Básica (ou Atenção Primária), que são responsáveis por aquele domicílio, irão saber desta alta, e começarão a dar assistência para este recém-nascido logo após a alta. Um cuidado compartilhado com a maternidade de risco de onde este bebê saiu.

O cuidado compartilhado na Atenção Básica está sendo implementado desde 2014. O primeiro foi no Acre. Uberlândia é o segundo lugar de Minas Gerais a fazer um curso direcionado a novos tutores. Belo Horizonte foi o primeiro local, onde atendeu várias regiões de Minas. O que nós esperamos é a transformação do cuidado compartilhado com a maternidade do prematuro.

4) Quais são as principais vantagens do Método Canguru para a mãe?

Já existem vários trabalhos e pesquisas na literatura que mostram que o Método é tão importante para a mãe quanto para a família. Se a mãe vê o seu filho internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo, ela pode ficar com depressão e triste. Mas se ela tiver este acolhimento dos trabalhadores em saúde e souber que ele está sendo atendido por uma rede de saúde do estado e do município, ela irá ficar mais tranquila. Então o que fazemos é também um trabalho de prevenção de danos psíquicos, de depressão pós-parto.

O Método Canguru também é importante para o aleitamento materno. Se a criança é amamentada no seio, isto tem inúmeras vantagens, tanto para a criança como para a mãe. Por exemplo: redução do peso mais rápido, prevenção do câncer de mama, de útero e de ovário. Logo após quando ela ganha o neném, se ele for amamentado, ela pode evitar hemorragia uterina. É mais difícil amamentar logo após o nascimento, pois os bebês costumam nascer abaixo do peso.

5) Quais são os principais desafios para executar a política?

Primeiro, é devido à extensão do país que é quase um continente. Tem também a questão dos próprios locais. Uberlândia e a região do Triângulo Norte são também muito grandes. No Triângulo será interessante, porque aqui tem muitas pessoas engajadas na causa, como podemos ver, já que todos os municípios estão presentes na oficina. Existem locais no Brasil que é mais difícil do que aqui, por causa das extensões territoriais. Outro problema no Brasil é a questão da articulação entre os profissionais de saúde nos vários níveis de gestão. Mas, isto, aqui no Triângulo, que será mais tranquilo.

Por Priscilla Fujiwara

 

#10MinContraADengue: Dia Nacional de Mobilização Contra o Zika nas escolas

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Escolas de todo o país vão receber nesta sexta-feira (19/02), Dia Nacional de Mobilização da Educação contra o Zika, a visita de autoridades federais, municipais e estaduais. As atividades nas escolas buscam conscientizar e mobilizar os estudantes para o enfrentamento e controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus.

A presidente Dilma Rousseff participará de atividade com alunos do Colégio Alfredo Vianna, no município baiano de Juazeiro. Pelo menos 25 ministros viajam pelo país para visitar escolas. O vice-presidente Michel Temer participa da mobilização em Rio Branco (AC), cidade onde também terá agenda partidária.

Em Minas Gerais, ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, e a subsecretária de Vigilância e Proteção à Saúde, Celeste Rodrigues, participam, na tarde desta sexta-feira (19/02), às 14h, de atividades de conscientização junto aos estudantes da Escola Estadual Paschoal Comanducci, em Belo Horizonte.

Ao longo do dia serão desenvolvidas atividades específicas nas escolas como palestras, distribuição de panfletos e vistoria para combater possíveis criadouros do mosquito. As atividades envolverão ainda professores, diretores, reitores de universidades e de institutos federais, agentes de saúde e da vigilância sanitária e militares das Forças Armadas.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou que a prevenção é a melhor alternativa contra o Aedes aegypti e que a mobilização das redes pública e privada de educação fará a diferença no combate ao mosquito. A intenção é que jovens e crianças levem para casa informações sobre a prevenção ao Aedes. Segundo Mercadante, a orientação para o combate aos criadouros do mosquito vai continuar durante todo o ano nas redes educacionais do país.

“Só na rede pública são mais de 200 mil escolas. Por meio da sala de aula podemos manter informadas a juventude, as crianças, e elas levarem para dentro de casa uma nova atitude. O dia é para todo mundo parar e refletir, mas vai ter que ser uma campanha permanente. Todo mundo tem que gastar 15 minutos por semana para não deixar nada de água parada dentro de casa”, disse Mercadante ao participar da edição dessa quinta-feira (18/02) do programa Bom Dia, Ministro, da TV NBR.

A campanha é uma ação semelhante à ocorrida no último sábado (13/02), quando a presidenta e ministros viajaram pelo país no Dia Nacional de Mobilização contra o Aedes aegypti. A mobilização de hoje dá prosseguimento ao proposto no Pacto da Educação Brasilleira contra o Zika, firmando no início do mês entre o Ministério da Educação, demais representantes do governo federal, de estados e municípios, além de instituições e organizações públicas e particulares.