#10MinContraADengue: Qual é a diferença entre casos notificados, suspeitos e confirmados?

By | 22 de março de 2016

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Muita gente não sabe, mas os profissionais de saúde, bem como os responsáveis pelos estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino em saúde, são obrigados a comunicar aos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) a ocorrência de casos suspeitos ou confirmados das doenças de notificação compulsória – como o são as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, em conformidade com a Lei nº 6259/1975. O sistema de vigilância epidemiológica é de fundamental importância para que as ações de enfrentamento ao mosquito possam ocorrer de forma eficaz, evitando a ocorrência de novos casos, de complicações ou mesmo de óbitos.

Com o crescimento do número de casos de Dengue, bem como o surgimento de novas doenças transmitidas pelo mesmo mosquito vetor, tem acendido um debate na imprensa sobre os números de casos divulgados pelos órgãos públicos. Para esclarecer um dos pontos cruciais dessa questão, que diz respeito ao funcionamento do processo de notificações dessas doenças entre as secretarias municipais, estaduais e o Ministério da Saúde, o Blog da Saúde MG vem esclarecer a diferença entre caso notificado, caso suspeito e caso confirmado. Confira:

CASO NOTIFICADO: É a comunicação oficial, à autoridade sanitária competente, da ocorrência de determinada doença. Quando essas são de particular importância para a saúde pública, como são a Dengue, o Zika Vírus e a Chikungunya, a notificação deve ser feita inclusive dos casos suspeitos, uma vez que requerem investigação epidemiológica e a aplicação de medidas assistenciais especiais.

CASO SUSPEITO: É considerado um caso suspeito de alguma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a pessoa que viva ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo transmissão de Dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti, que apresenta febre, usualmente entre 2 e 7 dias, e apresente duas ou mais das seguintes manifestações: náusea, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça e nos olhos, entre outros sintomas. Os casos suspeitos podem ser descartados a partir de um diagnóstico laboratorial negativo – cujas amostras tenham sido coletadas no período adequado; quando não há critério de vínculo clínico-epidemiológico, ou quando se tratar de um caso cujas investigações clínica e epidemiológica são compatíveis com outras patologias.

CASO CONFIRMADO: É todo caso suspeito da doença confirmada laboratorialmente (sorologia IgM, NS1 teste rápido ou ELISA, isolamento viral, PCR, Imunohistoquimica).

Orientações do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde orienta que no curso de uma epidemia, a confirmação pode ser feita através de critério clínico-epidemiológico, exceto nos primeiros casos da área, ou quando se tratar de casos graves, que deverão ter confirmação laboratorial. Na impossibilidade de realização de confirmação laboratorial específica, deve se considerar confirmação por vínculo epidemiológico com um caso confirmado laboratorialmente. Durante surtos, também se considera caso confirmado de dengue aqueles casos notificados que não puderam ser investigados, pois se considera que todos possuem vínculo clínico-epidemiológico.

 

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