Monthly Archives: abril 2016

#TOP5: Cinco passos para aliviar problemas respiratórios durante o outono

O outono chegou e as temperaturas estão caindo! Para quem sofre com alergias e problemas respiratórios em geral é necessário adotar alguns hábitos para minimizar os sintomas. Confira!

 

#Curiosidade: Lavar as mãos faz bem para a saúde!

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o 05 de maio como Dia Mundial de Higiene das Mãos. A cada ano, centenas de milhões de pacientes em todo o mundo são afetados por infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), consideradas como um dos eventos adversos (EA) mais frequentes nos serviços de saúde. Os micro-organismos resistentes podem ser transferidos ao paciente por meio das mãos dos profissionais de saúde. A resistência aos antimicrobianos reduz ou impede a eficácia de qualquer tratamento para a prevenção e cura de infecções.

Assim, a higiene das mãos é a principal ação para reduzir a transmissão de infecções e micro-organismos resistentes, consistindo em uma das medidas essenciais para a prevenção e controle das IRAS, promovendo a segurança de pacientes, profissionais e usuários dos serviços de saúde. A preocupação com a prevenção da infecção deve ser reforçada nos serviços de saúde, sendo fundamental a prática da higiene das mãos em todos os processos de cuidados, tais como inserção de dispositivos invasivos, manipulação da ferida cirúrgica, entre outros.

Em 2016, a OMS, com pleno apoio da Anvisa, vem estimulando a melhoria das práticas de higiene das mãos, especialmente nas unidades cirúrgicas (clínicas cirúrgicas, centros cirúrgicos e serviços de cirurgia ambulatorial) visando à prevenção das Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) para a segurança do paciente.

Fonte: Anvisa.

#SaúdeELiteratura: Fiocruz lança versão digital do livro “O que é o SUS”

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Uma nova experiência de leitura, potencializada por recursos multimídia e possibilidade de interação, aliada a um conteúdo rico sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado é o livro digital “O que é o SUS”, recém-lançado pela Editora Fiocruz. O e-book traz vídeos, áudios, galerias de fotos, infográficos e outros recursos que proporcionam uma nova experiência de leitura. Para ter acesso gratuito ao livro digital, clique aqui.

O livro de Jairnilson Silva Paim, que tem cinco reimpressões, foi selecionado para se transformar no primeiro e-book interativo da Editora Fiocruz, no âmbito do primeiro edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) especialmente dedicado às editoras universitárias. O objetivo do projeto não era mudar o suporte do papel para a tela, mas oferecer uma nova experiência de leitura, em que vídeos, áudios, galerias de fotos, infográficos e outros recursos ora complementassem partes do texto original, ora os substituíssem, criando uma nova textualidade. Essa nova experiência de leitura favorece a compreensão sobre o que é o SUS, o que faz e o que não faz, o que deve e o que pode fazer o Sistema.

O livro fala sobre a luta pelo direito à saúde e pela consolidação do SUS tem se expressado a partir da articulação de trabalhadores das áreas da saúde, pesquisadores e militantes dos movimentos sociais nas últimas décadas. O livro “O que é o SUS” é fruto de uma construção coletiva. O consentimento do autor, o professor Jairnilson Silva Paim (Universidade Federal da Bahia), foi essencial para a realização do projeto.

Generosamente, ele seguiu “o exemplo de João Ubaldo Ribeiro de não interferir na transformação de seus livros em filmes, novelas ou minisséries, pois, além de outras linguagens, na realidade, tais iniciativas expressam novas criações“, nas palavras do próprio sanitarista. Uma nova criação que, assim como o livro de 2009, busca contribuir para a consolidação, o fortalecimento e a expansão do SUS.

Por Periódicos Fiocruz

Regional de Saúde de Uberlândia fortalece a Atenção Primária no SUS

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O Sistema Único de Saúde (SUS) divide a sua rede de atenção ao usuário em três níveis: Atenção Primária, Atenção Secundária e Atenção Terciária. Para saber mais sobre cada um deles, clique aqui. Mas, o que muita gente não sabe é que a porta de entrada do usuário do SUS se dá por meio da Atenção Primária, também conhecida como Atenção Básica. Esta parte é constituída pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), pela Equipe de Saúde da Família (ESF) e pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

A Atenção Primária é voltada para a promoção da saúde, imunização, prevenção de agravos, acolhimento, reabilitação, entre outros. Trata-se do nível de assistência à saúde responsável pela UBS, onde são realizados atendimentos de rotina, como consultas com o clínico geral, vacinação, pré-natal, atendimento odontológico, acompanhamento de hipertensos e diabéticos, entre outras ações.

Ciente da importância da Atenção Primária na rede de atenção do SUS, a Superintendência Regional de Saúde de Uberlândia conta com o Núcleo de Atenção Primária à Saúde (NAPRIS) que está próximo dos 18 municípios de sua área de abrangência. Juntamente com as Secretarias Municipais de Saúde, o NAPRIS assessora e realiza orientação técnica referente aos programas do setor, além de fazer visitas técnicas rotineiras.

O NAPRIS também faz reuniões mensais com os coordenadores municipais, capacitações, análise e aprovação de projetos para credenciamento de Equipes de Saúde da Família, Saúde Bucal, Núcleo de Apoio à Saúde da Família e Consultório na Rua, e acompanhamento de obras das UBSs que tenham recursos financeiros federal e/ou estadual, aplicação financeira dos programas sob sua responsabilidade e dos indicadores de saúde. Nos municípios da SRS Uberlândia, nos últimos anos, houve grandes melhorias e ampliação na Atenção Primária, sendo que atualmente a região é composta por 163 Equipes de Saúde da Família, 72 Equipes de Saúde Bucal e 25 Equipes de Núcleo de Apoio à Saúde da Família.

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Por Lilian Cunha.

#Curso: UNA-SUS oferece curso sobre “Atualização do Manejo Clínico da Influenza”

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A Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) está oferecendo gratuitamente, por meio de educação a distância, o curso de “Atualização do Manejo Clínico da Influenza” até 20 de novembro de 2016. O objetivo da iniciativa é atualizar médicos que atuam em toda rede assistencial para reforçar o manejo adequado da influenza, de acordo com os protocolos vigentes do Ministério da Saúde, que preconizam o uso da medicação antiviral e a atenção especial aos casos de síndrome respiratória aguda grave. Para fazer a sua inscrição, clique aqui.

O curso apresenta casos clínicos interativos, com explicações sobre os erros e acertos de cada decisão tomada durante o tratamento. Ao final de cada caso, o profissional poderá assistir ao vídeo com comentários de especialistas sobre o tema abordado. Além disso, o aluno terá acesso a materiais de apoio, como fluxograma de tratamento, orientações de etiqueta respiratória, além de produtos disponíveis na internet.

#TOP5: Saiba como prevenir a Hipertensão!

Nesta terça-feira (26/04) é celebrado o Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão, uma doença crônica popularmente conhecida como pressão alta, que é determinada por níveis altos da pressão sanguínea nas artérias. O Blog da saúde MG listou cinco ações que podemos ter para prevenir a doença. Confira:

#VidaSaudável: Monitoramento do Academia da Saúde garante qualificação e o fortalecimento do Programa

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Neste mês de maio, municípios habilitados ao Programa Academia da Saúde responderão ao Monitoramento 2016, iniciativa do Ministério da Saúde. O Monitoramento tem o objetivo de retratar a situação geral de implantação e implementação do Programa em todo o Brasil, a fim de produzir informações que subsidiem sua qualificação e fortalecimento. Com as informações levantadas, é possível identificar os modos de gestão em cada município, as estratégias de divulgação no território, bem como as ações de educação permanente e parcerias. Através de um formulário online, os municípios habilitados preencherão as informações referentes ao polo do Programa do município. Clique aqui e saiba mais.

O Programa Academia da Saúde foi lançado pelo Ministério da Saúde em 2011 como estratégia de promoção da saúde e produção do cuidado para os municípios brasileiros. Seu objetivo é promover práticas corporais e atividade física, promoção da alimentação saudável, educação em saúde, entre outros, além de contribuir para produção do cuidado e de modos de vida saudáveis e sustentáveis da população.

Leia mais: Academia da Saúde incentiva a prática de atividades físicas por meio do SUS

Biblioteca da Funed possui acervo sobre a história da saúde moderna

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Desde 1907, quando foi inaugurada em Belo Horizonte, por Ezequiel Caetano Dias, a filial do Instituto Manguinhos do Rio de Janeiro, hoje Funndação Ezequiel Dias (Funed), o local conta com uma biblioteca, que mais tarde transformou-se no Serviço de Informação Científica, Histórica e Cultural. Como discípulo de Oswaldo Cruz, Ezequiel Dias valorizava a cultura, o conhecimento e a informação. Desta forma, implantou no Instituto uma biblioteca científica para dar suporte às pesquisas biológicas. A biblioteca era excepcionalmente rica, pois Ezequiel garimpava obras em antiquários europeus e arrematava bibliotecas em leilões no Rio de Janeiro, além de assinar e receber revistas de todas as partes do mundo, principalmente da Alemanha e França, berços do desenvolvimento científico no século XX.

No acervo, era possível encontrar os principais livros de ciência básica e os grandes tratados de Microbiologia, Anatomia, Histologia, Zoologia e Botânica, como os dez volumes da Flora Brasiliense de Von Martius, a coleção completa de Hipócrates, traduzida por Litré, além dos periódicos nacionais como o Brasil Médico, a Gazeta Médica da Bahia, O Hospital e outros latinos como o La Semana Médica.

A biblioteca funcionou por anos como a única no estado com tamanho acervo científico, cerca de 20 mil volumes. Durante esse período, todos os estudantes, professores e pesquisadores da área médica recorriam à biblioteca do Instituto, pois a biblioteca da Faculdade de Medicina foi criada a partir de 1911.

Sendo Belo Horizonte uma cidade moderna e em fase de crescimento, a biblioteca do Instituto era um dos poucos lugares onde a ciência, a pesquisa e a informação científica se encontravam. Os “saraus” realizados todas as quintas-feiras eram o momento para discutir e comentar os artigos recém-chegados. A esses eventos compareciam constantemente grandes nomes da época, como Baeta Viana, Borges da Costa, Marques Lisboa, Samuel Libânio, entre outros. De acordo com Simon Schwartzman no livro a Formação da Comunidade Científica no Brasil “o Instituto Ezequiel Dias […] parece ter sido o verdadeiro centro intelectual da vida belorizontina”.

Ao mesmo tempo em que o Instituto avançava no crescimento da biblioteca científica, também investia na formação do museu com coleções de ofídios e insetos recolhidos nas excursões científicas pelo estado de Minas Gerais. Há registros de uma coleção rara de Lachesis Mutus. L conhecida como surucucu pico de jaca ou surucutinga. A coleção era tão completa que foi exposta no American Museum of Natural History, na estação experimental em Cuba, dentre outros lugares do Brasil e da Europa.

Mesmo com a morte de Ezequiel Dias em 1922 e a vinda de Octávio Magalhães para a direção, o Instituto manteve o investimento na biblioteca e no Museu. Acreditavam que, sem literatura boa e abundante, não seria possível nada de útil e novo numa casa de ciência e pesquisa.

Magalhães ficou na direção até 1940, época em que o governo Vargas fez uma reforma estrutural na instituição, que passou a se chamar Instituto Químico Biológico de Minas Gerais, dedicando-se apenas à produção fabril de fármacos e produtos imunobiológicos com inexpressiva atividade cultural e científica. A compra de livros foi suspensa, juntamente com as assinaturas de revistas e as expedições científicas. O acervo museológico se estagnou e se dissipou ao longo do tempo. Desta forma, a primeira biblioteca científica do estado de Minas Gerais tornou-se obsoleta e subjugada, transformando-se num depósito de livros esquecidos pelo tempo por mais de 50 anos.

Na década de 1980, o professor Carlos Ribeiro Diniz foi convidado para reativar o caráter cientifico que a instituição havia perdido. Fundou o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Funed e colocou novamente a Fundação nas discussões acadêmicas. Com ele veio a necessidade de suporte informacional moderno e dinâmico. Assim, foi criada, em julho de 1984, a Divisão de Documentação e Informação, com o objetivo de prestar serviços de informações técnicas e científicas aos pesquisadores, funcionando como suporte informacional às atividades desenvolvidas na instituição.

Em 2001, foi elaborado um projeto de reestruturação da biblioteca e a integração dos dois acervos da instituição, além de reunir as peças tridimensionais. Em 2007, o projeto é ampliado, sendo inaugurada a réplica do laboratório de Ezequiel Dias com as peças tridimensionais recolhidas na Instituição. Atualmente, o Serviço de Informação Científica Histórica e Cultural da Funed tem características de uma biblioteca especializada em saúde pública, cujo acervo é de, aproximadamente, 75.848 volumes:

Livros Históricos: 3.981
Livros Científicos: 4.000
Livros do Ministério da Saúde: 648
Anais de Congresso: 230
Relatórios Institucionais: 60
Obras Literárias: 2.142
Artigos: 1.200
Teses: 498
Peças Bidimensionais: 50
Vidrarias: 89
Fotografias: 5.000
DVDs: 950
Títulos de periódicos: 116 títulos (com volume total: 57.000)

O acervo da Funed reúne uma coleção de livros científicos e técnicos, manuais, dicionários, periódicos científicos, teses, relatórios institucionais, catálogos, informes técnicos, documentos iconográficos, objetos tridimensionais e um Banco de Separatas.

Na biblioteca, o usuário tem livre acesso ao material, podendo recorrer a qualquer um dos funcionários para a recuperação de alguma informação que exija um processo mais elaborado de pesquisa.

Dentre os serviços prestados pela biblioteca podemos destacar:

Serviço de Encadernação e Restauração

Recupera as obras fragilizadas do acervo. Faz encadernações especiais.
Serviços de Memória Institucional

Em mais de cem anos de existência, a Fundação Ezequiel Dias acumulou informações valiosas a respeito da História da Saúde Pública de Minas Gerais. A criação do Serviço de Memória Institucional tem como objetivo preservar a identidade da Fundação, ao difundir as grandes contribuições da Funed à saúde brasileira.
O acervo do Serviço de Memória Institucional é composto por imagens, documentos e objetos.
Serviço de Empréstimo e Referência

Empréstimo de material bibliográfico;
Empréstimo entre bibliotecas;
Auxílio à pesquisa bibliográfica;
Comutação bibliográfica;
Normalização de trabalhos;
Orientação quanto ao uso da biblioteca;
Orientação quanto ao uso de fontes bibliográficas;
Serviço de informação por telefone;
Consulta local;
Localização de documentos usando o Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN);
Obtenção de documentos;
Intercâmbio.

Serviço de Inclusão Digital

Pesquisas via internet;
Base de dados de Separatas;
Acesso bases de dados no país e no exterior.
Museu Histórico de Ciências

Recuperação e organização de objetos e equipamentos que reconstroem a história da Funed desde a sua criação;
Através de documentação fotográfica da época, acrescido de relatos de antigos funcionários, foi possível mudar o antigo Museu para um laboratório de época;
Com a coleta do material (mobiliário, equipamentos) dentro da própria Funed, o Museu exibe hoje equipamentos, painéis e documentos históricos, bem como procura reproduzir o ambiente do “Álbum Médico 1912- Instituto Oswaldo Cruz (Filial)” – original;
No local futuramente serão realizadas outras exposições temporárias de caráter técnico-histórico e cultural.
Serviço de Extensão Cultural

Setor voltado para a complementação de formação dos servidores da Funed, devidamente equipado com microcomputador, vídeo e TV, acervo de programas e filmes educativos, selecionados para auxílio nos cursos preparatórios de nível médio ou superior, cursos de línguas estrangeiras, filmes documentários sobre pesquisas e temas da atualidade, etc.
DVDteca da Associação dos Trabalhadores da Funed – Asstraf, que realiza empréstimo de filmes aos servidores, estagiários, bolsistas e terceirizados, sem nenhum custo.

Criação do Serviço de Normas Técnicas

Dá subsídios às diversas certificações de auditorias do Instituto Octávio Magalhães e da Diretoria Industrial, com o objetivo de contribuir para solucionar os problemas tecnológicos e de certificação.
Informações para Indústria

Disponibiliza informações com valor agregado, através dos serviços de consulta técnica e extensão tecnológica, apontando soluções para melhoria da qualidade industrial.

 

Por Assessoria de Comunicação da Funed 

#MitoOuVerdade: Tire as suas dúvidas sobre o vírus Influenza e a vacina contra a Gripe

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Com a chegada do outono e do inverno, uma doença bastante comum entra em cena: a gripe, cuja transmissão é favorecida, nos dias mais frios, pelo maior agrupamento de pessoas em ambientes fechados. Mas, você sabe o que é mito ou verdade sobre esta doença? Confira algumas das perguntas mais frequentes:

A gripe pode matar?
Verdade. Se não for tratada a tempo, a gripe pode causar complicações graves, e inclusive a morte, principalmente nos grupos de alto risco, como crianças menores de cinco anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Existem pessoas mais suscetíveis à infecção pela gripe?
Verdade. Por isso, a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), adotada como estratégia do Ministério da Saúde, determina grupos prioritários para receberem a vacina. O público-alvo desta campanha são pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), crianças entre seis meses e menos de 5 anos de idade, profissionais de saúde, indígenas, pessoas privadas de liberdade, além dos doentes crônicos e transplantados.

É possível prevenir da gripe sem a vacina?
Verdade. A transmissão da gripe ocorre, geralmente, por secreção e pela inalação de partículas de saliva infectada em suspensão no ar. Por isso, para se prevenir contra a gripe, é muito importante mudar alguns hábitos como, por exemplo, lavar a mão com mais frequência e levar o antebraço à boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e manter os ambientes bem ventilados são algumas das medidas que podem ser tomadas por todos. Além disso, manter a saúde em dia, com uma alimentação saudável, dormindo bem e realizando atividades físicas periódicas, diminuem também as chances de infecção pelo vírus Influenza, bem como sua evolução para um quadro mais grave.

Beber bastante líquido ajuda no tratamento da gripe?
Verdade. O tratamento dos sintomas da Influenza sem complicações deve ser realizado com hidratação, medicação sintomática, alimentação leve e repouso. Nos casos com complicações graves, o tratamento será específico. É fundamental procurar atendimento nas unidades de saúde, para que haja identificação precoce de risco para agravamento da doença.

Devo correr para tomar a vacina antes da Campanha?
Mito. As datas para realização das campanhas de vacinação da Influenza (gripe) são programadas de acordo com o perfil epidemiológico de maior circulação do vírus no Brasil. Como é no inverno que acontece o maior risco de transmissão, em virtude das baixas temperaturas e da maior permanência das pessoas em locais fechados, as campanhas são realizadas no outono.

A vacina oferecida na rede privada é melhor que a vacina ofertada pelo SUS?
Mito. O Brasil possui um excelente Programa Nacional de Imunizações (PNI), que não só oferece uma gama muito abrangente de vacinas de qualidade, como essas são conservadas e aplicadas de forma adequada nas unidades do setor público, não havendo justificativa técnica para se deixar de vacinar os filhos na rede do SUS. Os êxitos alcançados pelo PNI renderam reconhecimento e respeitabilidade mundial ao Brasil.

É verdade que podemos ficar gripados ao tomar a vacina?
Mito. A vacina da gripe é feita por fragmentos de vírus mortos, portanto incapaz de produzir doença. Vale, no entanto, ressaltar que o efeito protetor da vacina tem início após cerca de 2 semanas, tempo necessário para que os anticorpos induzidos pela vacina possam ser produzidos.

Se eu já tiver pegado a gripe H1N1, ainda preciso tomar a vacina?
Verdade. Quem foi infectado fica imunizado por um tempo, mas depois pode voltar a contrair a doença.

Já me vacinei no ano passado. É verdade que preciso me vacinar novamente?
Verdade. A constante mudança dos vírus Influenza requer uma frequente reformulação da vacina, de forma que é necessário se vacinar anualmente contra a gripe.

Pessoas alérgicas a ovo não podem tomar a vacina?
Verdade. Como muitas vacinas, a vacina contra a gripe possui em sua composição proteínas como a ovoalbumina, agente causador da anafilaxia (alergia grave) ao ovo.

A infecção pelo vírus da gripe pode provocar alguma complicação para o bebê de uma grávida, a exemplo do Zika Vírus?
Mito. Muitas pesquisas realizadas envolvendo números elevados de pacientes não foram capazes de correlacionar a Influenza com malformações congênitas. Não se encontrou nenhuma evidência de transmissão transplacentária do vírus da gripe ou de produção de auto-anticorpos em gestações complicadas por infecções de gripe.

Há riscos para os bebês de grávidas que são vacinadas?
Mito. A gestante não só pode como deve tomar a vacina para a prevenção da Influenza, seja em qualquer fase da gestação. Aliás, a gestação é um excelente momento para vacinar. O bebê ficará protegido pela passagem de anticorpos via placenta até que possa receber a vacina, após os seis meses de vida.

Quem toma a vacina pode doar sangue?
Verdade. No entanto, a doação deve ser feita, pelas pessoas que atendam aos requisitos, depois de 48 horas contadas a partir do dia da vacinação.

#SaúdeEntrevista: Política Estadual de Saúde Indígena aposta no diálogo e participação das comunidades

Myrtô Sucupira (ao centro). Foto: Arquivo Pessoal.

Até o final deste mês de abril, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está empenhada na realização de visitas técnicas aos 15 municípios com jurisdição indígena do Estado. Para a elaboração de uma nova Política Estadual de Saúde Indígena para o ano de 2016, a proposta é estreitar o diálogo com as 8 etnias aldeadas em Minas: Pataxó, Pankararú, Xucurú Kariri, Maxakali, Mokuriñ, Kaxixó, Krenak e Xacriabá. Elas estão distribuídas em 15 municípios mineiros: Açucena, Araçuaí, Bertópolis, Caldas, Campanário, Carmésia, Coronel Murta, Guanhães, Itapecerica, Ladainha, Martinho Campos, Resplendor, Santa Helena de Minas, São João das Missões e Teófilo Otoni.

A Política Estadual de Saúde Indígena aponta a possibilidade de atendimento em diversas linhas de atuação: atenção à saúde indígena, infraestrutura, saúde bucal, vigilância epidemiológica, promoção, prevenção e educação sanitária, saúde mental, transporte sanitário indígena (sistema viário), e manutenção da medicina tradicional indígena. Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de elaboração dessa Política, o Blog da Saúde MG conversa com a coordenadora estadual de Saúde Indígena da SES-MG, Myrtô Sucupira. Confira:

1) Myrtô, a SES-MG está em fase de elaboração de uma Política Estadual de Saúde Indígena. O que essa Política “promete”; ou seja, qual diferencial ela pode trazer não só para a gestão como para a promoção e prevenção da saúde indígena em Minas?

[Myrtô] Essa Política trará um novo olhar à atenção à saúde indígena, à saúde bucal dessas comunidades, à vigilância epidemiológica, à promoção, prevenção e educação sanitária, bem como à saúde mental e ao saneamento básico nas comunidades indígenas em Minas Gerais; todas essas perspectivas sendo contempladas em linhas de financiamento disponíveis na resolução de 2016 para utilização nas aldeias, podendo ser trabalhadas na prevenção e/ou promoção da saúde indígena. Um diferencial dessa nova Política Estadual de Saúde Indígena está na linha saneamento básico, antes não trabalhada pela SES-MG. Trata-se de uma das áreas mais desprovidas de atenção nas aldeias indígenas de Minas, assim como a vigilância epidemiológica.

2) A elaboração dessa Política conta com a participação ativa de lideranças indígenas no processo de diálogo e construção das propostas. Essa é uma iniciativa inédita na SES-MG. Como tem sido para você essa experiência?

[M] A experiência tem sido muito satisfatória, uma vez que, de forma inédita, essa nova gestão tem apostado no protagonismo e consequente empoderamento deste grupo. Essa demanda era apresentada ao governo, por parte do movimento indígena, há muitos anos e somente o atual governo a acolheu.

3) Um dos primeiros passos dentro desse processo de elaboração da Política foram as visitas técnicas realizadas nas aldeias. O que você trouxe dessas visitas como pontos mais significativos para seu trabalho como Coordenadora de Saúde Indígena da SES-MG?

[M] Há um ponto que merece destaque, que é a a interação com a comunidade, a interação explicitada no diálogo e implícita nos olhares, semblantes, gestos. Essa interação possibilitou a troca, a empatia e a vivência in loco pela SES-MG – através da equipe que esteve em campo – e a comunidade. É nessa troca que acontece a política em sua essência, onde a realidade se apresenta e interage com a escrita; e a teoria e prática dialogam em tempo real. Dessa forma, a escuta dos desafios e construção das possibilidades para a política pública se faz coletiva e parceira, costurada com conhecimento e afetos.

Leia mais: SES-MG promove diálogo e inclusão das comunidades para a elaboração da Política Estadual de Saúde Indígena

#AbrilIndígena: Atividades culturais marcaram o Dia do Índio em Minas Gerais

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Para marcar as comemorações do #AbrilIndígena nesta última terça-feira (19/04), uma série de atividades aconteceram na Cidade Administrativa e nas aldeias no interior de Minas Gerais. No túnel do prédio Gerais, uma exposição de fotos e uma feira de produtos artesanais marcou a programação. Um ritual indígena, com representantes das etnias indígenas foi realizado no gramado da Cidade Administrativa e, logo após, foi feito também o lançamento dos Jogos Indígenas Mineiros, iniciativa que será realizada no município de Ladainha, em junho deste ano.

No mesmo dia, o secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda, e representantes de outras secretarias e órgãos do Estado receberam líderes indígenas para a discussão dos desafios e perspectivas para a construção de uma política pública para essas comunidades em Minas. Já no dias 22 e 23 de abril será realizada a festa Awê Heruê Hum Niamissun, na aldeia Guarani, dos Pataxó, evento que simboliza a vida da comunidade e a saúde dos indígenas. Tradição herdada dos antepassados, a festa é um momento também para a expulsão dos maus espíritos e manutenção da cultura desse povo. Ainda, na semana passada, em São João das Missões, no Norte de Minas, ocorreu também o seminário sobre educação indígena, realizado no território Xakriabá.

Por Sedpac.