#SaúdeEntrevista: Saiba como prevenir infecção hospitalar

By | 13 de maio de 2016
infeccao hospitalar_2016

Foto: Wikimedia / Reprodução.

A infecção hospitalar constituí um risco significativo à saúde dos usuários das unidades de saúde. Por isso, é muito importante que os profissionais de saúde, pacientes e usuários compartilhem noções básicas de prevenção como, por exemplo, a importância de se lavar as mãos corretamente, entre outras ações. Clique aqui e confira uma matéria completa no site da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Atualmente, o termo infecção hospitalar tem sido substituído por Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS), por abranger não só a infecção adquirida no hospital, mas também aquela relacionada a procedimentos feitos em ambulatório, durante cuidados domiciliares e à infecção ocupacional adquirida por profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros). Para saber mais sobre o assunto, o Blog da Saúde MG conversa com a Coordenadora de Investigação e Prevenção das Infecções e Eventos Adversos, Nádia Aparecida Campos Dutra. Confira:

1) Como podemos definir “infecção hospitalar”?

Podemos defini-la como infecção adquirida durante a hospitalização e que não estava presente no período de incubação por ocasião da admissão do paciente. São diagnosticadas, em geral, a partir de 48 horas após a internação.

2) Quais são as ações corretas que os usuários devem adotar para se evitar esse tipo de infecção?

Os familiares ou visitantes devem sempre higienizar as mãos antes e após visitar o paciente, observar se há placas com orientações de precauções fixadas nas portas dos quartos, devendo procurar o profissional de enfermagem para auxiliá-lo nos cuidados antes de entrar no quarto, não sentar no leito do paciente e nem em leito vazio, evitar levar flores para o paciente porque podem trazer fungos com risco de inalação pelo paciente.

3) Quais são os fatores de risco para se adquirir uma infecção hospitalar?

Podemos citar idade, permanência hospitalar, doenças de base (como, por exemplo, diabetes , doenças vasculares, pacientes imunodeprimidos), uso de procedimentos invasivos (uso de cateter venoso, sonda vesical de demora, ventilação mecânica, cirurgias) e uso indiscriminado de antimicrobianos.

4) A SES-MG adota alguma ação em especial ou política para o controle das infecções hospitalares?

A SES-MG realiza capacitações para a equipe de Vigilância Sanitária das Unidades Regionais de Saúde para que, durante as inspeções, sejam avaliadas as medidas adotadas e o seu cumprimento pelos serviços de saúde, bem como o monitoramento mensal das infecções em Unidades de Terapia Intensiva e clínica cirúrgica onde os pacientes estão mais expostos ao risco de infecção, haja vista sua condição clínica e variedade de procedimentos invasivos realizados de rotina. As infecções são notificadas através do formulário FormSus.

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