Adoção de crianças e adolescentes é um ato de amor, inclusão social e cidadania

By | 25 de maio de 2016

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Nesta quarta-feira (25/05) é comemorado o Dia Nacional da Adoção. Uma data que serve para lembrar que a adoção de crianças e adolescentes é um ato de amor, inclusão social e cidadania dentro do núcleo familiar. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Brasil há quase 36 mil pretendentes a serem pais e mães e 6,5 mil crianças para serem adotadas.

Para quem pretende adotar, o primeiro passo é procurar a Vara da Infância e da Juventude para se cadastrar, apresentar documentos, passar pela sindicância de um comissário da infância e da juventude, submeter-se à avaliação psicossocial e fazer o curso preparatório para os possíveis adotantes, processo que dá aos candidatos a oportunidade de saber se querem realmente ser pais e mães.

É muito raro a Justiça receber uma criança recém-nascida para adoção. A maioria passou por violação de direitos e teve os pais destituídos do poder familiar após uma ação judicial. Assim, a criança somente poderá ser legalmente adotada depois de destituído o poder familiar, mas antes é possível que os pretendentes assumam a criança em casa, sob sua guarda, para fins de adoção.

Assim, as pessoas interessadas em adotar passam por um curso com uma promotora, uma psicóloga e uma assistente social que esclarecerem todo o processo até a adoção definitiva. A proposta é desconstruir mitos e orientar os interessados sobre os desafios de assumir a educação de um filho.

A psicóloga da SEF, Letícia Greco, enfatizou, durante o curso em Belo Horizonte, que “no caso de adoções inter-raciais, por exemplo, o pai e/ou a mãe têm que estar preparados para enfrentar o preconceito da sociedade, que é um fato”. Ela citou várias situações de preconceito enfrentadas pelas famílias inter-raciais.

O contato com as famílias habilitadas é feito após a verificação, pelos profissionais da SEF, da sintonia das características da criança com o perfil indicado pelos pretendentes, na ordem cronológica de habilitação, que é a data em que o juiz deferiu o pedido. A pessoa tem que se apresentar o mais rápido possível para conhecer a história da criança, visitá-la na instituição de acolhimento, fazer os primeiros contatos e se decidir pela adoção, que começa com a guarda provisória. No caso de recém- nascidos, os pais já saem da Vara da Infância e da Juventude com a guarda do bebê.

Tânia afirma que, no trabalho, ela lida com o pior e o melhor do ser humano, porque mesmo que a maioria das crianças tenha passado por processos terríveis de violação dos seus direitos, ela encontra pessoas dispostas a adotar algumas com deficiência ou soropositivas. “Também vemos pessoas com uma disponibilidade de afeto impressionante. Algumas histórias me fazem pensar que eu ainda tenho muito que evoluir”, afirma a psicóloga.

Fonte: TJMG.

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