#SemanaDaAmamentação: Brasil é referência mundial em aleitamento materno

By | 4 de agosto de 2016
Arte: Maycon Portugal

Arte: Maycon Portugal

Amamentar faz bem à saúde da mãe, do bebê e também do planeta. Esse é o alerta da campanha publicitária lançada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria. Cartazes, folders e cartões para internet chamam atenção das pessoas sobre as metas de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e como elas se relacionam com a amamentação. O Brasil é referência no mundo quando se trata de aleitamento materno, registrando uma taxa de 41%. Está a frente de países como os Estados Unidos, Reino Unido e China, com o dobro das taxas de aleitamento exclusivo até os seis meses e 12 meses de vida quando comparado a estes países.

As expressivas taxas de aleitamento materno no Brasil se devem ao fato da Política Nacional de Aleitamento Materno possuir diversas ações que apoiam, promovem e protegem a amamentação. Na atenção primária, o ministério capacitou 22.371 profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) para promover a prática do aleitamento materno e alimentação complementar saudável nas famílias. Na atenção secundária e terciária, existe a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC com 326 certificados em todo o país), além dos 220 Bancos de Leite Humano que compõe a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (BLH) e o Método Canguru, voltados aos recém-nascidos de baixo peso.

Neste ano, revista britânica The Lancet, em série especial sobre aleitamento materno, alertou sobre os índices globais de amamentação exclusiva em crianças menores de seis meses, que ainda estão abaixo de 50% na maioria dos países. De acordo com dados da revista, os avanços destacados nesse estudo mostram que as crianças brasileiras em 1974-1975 eram amamentadas em média dois meses e meio, sendo que em 2006-2007 essa média subiu para 14 meses. A revista indica que um aumento de 10 pontos percentuais no índice de amamentação exclusiva até os seis meses ou da amamentação continuada até os dois anos ou mais se traduziria numa economia em tratamentos de saúde de 6 milhões de dólares no Brasil.

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