Monthly Archives: setembro 2016

SES-MG traz filhos dos servidores para estrelar a Campanha de Multivacinação voltada para jovens

Entre os dias 19 a 30 de setembro, todas as crianças menores de cinco anos e jovens com idade entre nove e 14 anos se dirigiram a um posto de saúde para participar da Campanha de Multivacinação. O objetivo é atualizar o cartão de vacinas dos dois grupos, oferecendo proteção para 17 doenças diferentes. A vacinação é gratuita e é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as Unidades Básicas de Saúde do estado.

De forma mobilizadora, a Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) convidou alguns filhos de trabalhadoras e trabalhadores da Secretaria que pertencem a faixa etária da fase da campanha voltada para o público jovem (09 a 14 anos) para estrelarem de forma voluntária a ação nas redes sociais.

  • Clique aqui e veja a galeria de imagens da fase da campanha voltada para o público infantil.

“A ideia é engajar os servidores para que eles sintam parte das ações da SES-MG e, com isso, mobilizarem os seus amigos, familiares e conhecidos, por meio das redes sociais, sobre a importância da multivacinação”, diz a referência em mobilização social da SES-MG, Susan Prado. Abaixo, confira a nossa galeria de imagens com a participação destes jovens:

Fhemig promove I Encontro de Brinquedotecas Hospitalares de Belo Horizonte

O auditório do Hospital João XXIII (HJXXIII) foi palco do I Encontro de Brinquedotecas Hospitalares de Belo Horizonte, neste mês de setembro. O evento, organizado pelo Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), pertencente à Rede Fhemig, serviu como um momento de reflexão sobre a política de humanização no atendimento ao paciente pediátrico, além de uma oportunidade para estreitar as relações com funcionários de outras instituições de referência na hospitalização infantil e entre os servidores das unidades da Fhemig.

Cerca de 70 profissionais da área de saúde e educação dos hospitais da Rede Fhemig, do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte, do Ipsemg, do Hospital da Baleia e do Hospital das Clínicas, participaram do evento, que durou o dia todo.

A programação incluiu palestras com os temas “Brinquedoteca hospitalar: espaço de promoção da saúde e valorização da vida”, ministrada pela pedagoga do HIJPII, Jacqueline Luiz Leite Dantas, e “A brinquedoteca hospitalar sob o olhar da Política de Humanização da Fhemig”, ministrada pela coordenadora geral do Grupo de Trabalho de Humanização da Fhemig, Valéria Regina Neves Coelho; e também uma mesa redonda sobre as vivências e experiências da brinquedoteca hospitalar.

Segundo o diretor do HIJPII, Luiz Fernando Andrade de Carvalho, nos últimos anos houve uma mudança no perfil das crianças. “A maioria dos hospitais pediátricos trabalha hoje com crianças em internações prolongadas e múltiplas internações. Algumas chegam a se internar 4, 5 vezes ao ano. Por isso, brincar passa a ter um papel fundamental no humor da criança e, consequentemente, no tratamento dela”, afirmou o diretor durante seu discurso de abertura do encontro.

O encerramento ficou por conta do contador e inventador de histórias e fazedor de brincadeiras, Pierre André, que, em uma apresentação lúdica, contagiou todos com sua alegria, arrancando risadas dos participantes com suas maravilhosas histórias e cantigas.

#NiverDoDia: “Blog da Saúde MG” completa primeiro aniversário na web

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Um ano no ar, 440 postagens, 33.497 acessos únicos e um desafio de aproximar o cidadão dos assuntos ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de uma maneira leve, descontraída e com a linguagem da web. Este é um balanço desse primeiro aniversário do Blog da Saúde MG.

Um trabalho que une diversas áreas da Secretaria de Estado de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) para a missão de fazer promoção da saúde na web – ao lado dos perfis de redes sociais e do site institucional, mostrando que é possível trabalhar os mais diversos assuntos de saúde pública. Por falar nisso, no site da SES-MG fizemos uma matéria especial sobre este primeiro aniversário.

Parece que foi outro dia que a equipe da Assessoria de Comunicação Social da SES-MG estava toda reunida para a nossa contagem regressiva, de experimentar novas linguagens e novos meios de informar ao cidadão aquilo que é de mais relevante na saúde pública.

São muitos desafios, muitos projetos e ideias. Queremos agradecer, nesse primeiro ano, a todos os colegas jornalistas das Regionais de Saúde e das vinculadas do Sistema Estadual de Saúde que se sensibilizaram com o projeto e contribuíram, de alguma forma, com produções de conteúdo inéditas.

Também merece um agradecimento especial à Diretoria de Promoção à Saúde da SES-MG que sempre têm apoiado o blog com sugestões de pauta e informações técnicas para que possamos levar ao público um conteúdo de qualidade.

E, para finalizar, não poderíamos deixar de ressaltar a criatividade da equipe de Jornalismo, de Relações Públicas, de Mobilização Social e de Comunicação Digital da SES-MG que, durante todo esse período, não mediram esforços para contribuir para o fortalecimento do Blog da Saúde MG. É por essas e outras que o aniversário do blog é seu também. É de todo mundo! Se você não conhecia o blog ainda, seja bem-vindo e continue nos acompanhando pela internet.

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Wander Veroni Maia / Jornalista e coordenador de Comunicação Digital da SES-MG.

#PapoReto: Jogo aborda sexualidade de forma interativa para o público jovem

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Para descomplicar alguns tabus e abordar o tema de sexualidade de uma forma interativa e divertida, pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), desenvolveram o jogo Papo Reto. De forma interativa e divertida, o jogo tem diferentes cenários como casa, escola, internet, balada e rua, e apresenta situações no formato de perguntas abertas ou fechadas.

A proposta é que o conhecimento se faça por meio das interações entre os próprios adolescentes, e que as situações do jogo, retiradas do cotidiano adolescente, sejam capazes de levá-lo a buscar novos conhecimentos, analisar respostas e atitudes.

A coordenadora do projeto, Vânia de Souza, comenta que, geralmente, o diálogo com os adolescentes acaba sendo marcado por regras de certo e errado, de verdades tidas como únicas, que pouco ou nada têm a ver com a vivência deles. Sendo assim, quando o participante responde uma pergunta no jogo ninguém vê a resposta dos outros, mas ao publicá-la, é possível ver todas as respostas dos jogadores para aquela questão e comentá-la. Quanto mais interação, mais pontos.

“Percebemos que o jogo mostrou ser capaz de produzir mudança sem a nossa interferência”, diz Vânia. Exemplo disso, dado pela pesquisadora, é que em uma pergunta sobre violência contra o corpo da mulher, os homens também leram as respostas das meninas e se conscientizaram sobre o tema. Além disso, a plataforma do jogo tem algumas abas de apoio, sendo que uma delas é o Como buscar ajuda, que traz endereços e telefones de apoio.

Ficou curioso? Para acessar o jogo é só enviar um e-mail sinalizando o interesse para vaniaxsouzapaporeto@gmail.com. Aproximadamente 500 pessoas já entraram nessa brincadeira, mas o objetivo é chegar a 3.000 acessos de adolescentes até o final do projeto. Para isso, a equipe de pesquisa visitou escolas em São Paulo e em Minas Gerais para aplicá-lo e explicar a proposta. O próximo desafio da equipe é transformar o jogo num aplicativo para facilitar o acesso, diante da percepção que o público alvo prefere os dispositivos móveis ao computador.

Fonte: Fapemig.

#ResultadoDaEnquete: qual sua principal tática para abandonar a dependência do cigarro?

No último mês, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) abordou em suas redes sociais o tema do tabagismo, em função do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado no dia 29/08. Por meio do slogan Troque o cigarro por uma #VidaSaudável, o objetivo das ações de informação e mobilização da SES-MG foi o de propor uma vida mais saudável, por meio de uma alimentação balanceada e sobretudo da atividade física, em substituição à dependência do cigarro.

No site da SES-MG, uma enquete questionou os internautas sobre as táticas utilizadas para abandonar o vício, confira os resultados:

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Rota do Caminhão Mamógrafo em Minas Gerais em outubro

A mamografia é essencial para diagnosticar o câncer de mama, uma das doenças que mais acomete as mulheres atualmente. Para ter acesso ao exame disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as mulheres com idade entre 40 a 49 anos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e solicitar uma consulta médica. A partir dessa consulta, será avaliada a necessidade de realizar o exame.

Já para as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos, basta solicitar a requisição de mamografia e agendar o exame pelo SUS. Os municípios que não têm acesso ao exame, contam com mamógrafos para facilitar o diagnóstico precoce do câncer de mama que aumentam em mais de 90% o sucesso do tratamento. Confira a Rota do Caminhão Mamógrafo em Minas Gerais durante o mês de outubro:

Arte: Maycon Portugal

Arte: Maycon Portugal

SUS incorpora técnica para tratar ceratocone

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Foto: Agência EBC / Reprodução.

O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou um procedimento rápido e pouco invasivo para tratar o ceratocone, doença que pode causar deformidade da córnea. A nova técnica, conhecida como crosslinking corneano, tem capacidade de deter a evolução da doença. Ceratocone é degenerativa pode levar a progressiva perda do campo de visão, comprometendo a qualidade de vida da pessoa. A Portaria, que teve como base a recomendação técnica da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), foi publicada nesta quinta-feira (22/9).

Estima-se que, por ano, 2.434 pessoas acometidas por ceratocone podem ser tratadas com a técnica incorporada ao Sistema Único de Saúde. O método é uma possibilidade terapêutica para conter o avanço da doença progressiva, com o objetivo de retardar a perda da visão do paciente e evitar ou adiar a necessidade de transplante de córnea.

O procedimento será incluído na tabela SUS mediante a publicação de um protocolo de uso, que se encontra em elaboração. Por meio do crosslinking corneano, é possível aumentar a rigidez do tecido da córnea com a retirada de algumas células superficiais, seguida da aplicação de colírio de riboflavina (vitamina B2) e da irradiação de luz ultravioleta na região por cerca de 30 minutos. O procedimento estabiliza a córnea, pois aumenta a força de ligação entre suas células.

Para saúde ocular da população, o SUS oferece cirurgias para tratar ceratocone por implante intraestromal, a catarata e o glaucoma. Neste ano já foram realizadas 234.405 cirurgias para tratar a catarata e 7.113 cirurgias para glaucoma. O SUS também oferece tratamento medicamentoso para glaucoma, só neste ano já foram feitos 331.127 tratamentos.

Confira a portaria de incorporação ao SUS.

Fonte: Ministério da Saúde.

#Curiosidades: Tire as suas dúvidas sobre Doação de Órgãos

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No dia 27 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos. O objetivo da data é conscientizar a população sobre a importância de ser doador de órgãos. Confira abaixo as principais perguntas e respostas sobre o assunto:

Quem pode ser doador de órgãos e tecidos?
Todos podemos ser doadores de órgãos desde que não sejamos portadores de doenças transmissíveis (aids, por exemplo), de infecções graves e de câncer generalizado.

E quem não pode ser doador?
Não podem ser doadores as pessoas com doenças infecciosas incuráveis e câncer generalizado, ou ainda as pessoas com doenças, que pela sua evolução tenham comprometido o estado dos órgãos. Também estão excluídos do direito de doar as pessoas sem identidade, ou menores de 21 anos sem a autorização dos responsáveis.

Quais as partes do corpo que podem ser doadas para transplante?
Os mais freqüentes são: rins, pulmões, coração, fígado, córneas, válvulas cardíacas. Menos freqüente: rim e pâncreas juntos. Fora do Brasil, também são feitos transplantes de estômago e intestino. É possível também transplantar pele e ossos, e até mesmo uma parte completa, como a mão.

Posso doar um dos órgãos duplos (rim, por exemplo) para quem eu quiser?
Pode, em termos. No caso da doação entre vivos, ela pode ser dirigida para um parente até quarto grau.

Existe limite de idade para ser doador ou receptor?
O que determina o uso de partes do corpo para transplante é o seu estado de saúde. Em geral, aceita-se os seguintes limites, em anos: rim (75), fígado (70), coração e pulmão (55), pâncreas (50), válvulas cardíacas (65), córneas (sem limite), pele e ossos (65).

Eu quero ser doador(a). O que devo fazer?
A atitude mais importante é comunicar à família e aos amigos este desejo, pois pela legislação atual todos nós podemos ser doadores, desde que a família autorize a retirada dos órgãos. Por isso, é muito que seus amigos e familiares saibam da sua opção de doar. Use um símbolo (um selo de doador, por exemplo) que indique claramente esta opção em seu documento de identidade.

Quando podemos doar?
A doação de rim, medula óssea ou parte do fígado pode ser feita em vida. Mas em geral nos tornamos doadores quando ocorre a MORTE ENCEFÁLICA. Tipicamente ocorre morte encefálica em pessoas que sofreram um acidente que provocou um dano na cabeça (acidente com carro, moto, quedas, etc.) e continuam com seus outros órgãos em perfeito estado de funcionamento.

A morte encefálica pode ser diagnosticada em qualquer hospital?
Em princípio sim, porque o diagnóstico básico é clínico e deve ser feito por um neurologista. Contudo, alguns hospitais não têm condições de complementar esse diagnóstico com um exame laboratorial, como a lei exige. Entretanto, desde que haja necessidade, uma equipe médica e equipamentos podem ser deslocados de um hospital para outro.

Há chance de os médicos errarem no diagnóstico de morte encefálica?
Não. Se for seguido o protocolo, que está muito bem documentado, a chance de erro não existe.

É possível o diagnóstico de morte encefálica apenas com um exame clínico?
Sim, o diagnóstico é clínico, mas pela legislação brasileira este diagnóstico deve ser confirmado com outro método de análise: eletroencefalograma, angiografia cerebral, entre outros. Em alguns países, essa exigência não existe.

Os órgãos retirados podem ser guardados para posterior transplante?
Em termos. Após a retirada os órgãos suportam muito pouco tempo sem circulação sangüínea. No máximo: pulmão e coração (4-6h), fígado (12-24h), pâncreas (12-24h), rim (24-48h), córneas (até 7 dias).

Quem retira os órgãos de um doador?
Desde que haja um receptor compatível, a retirada dos órgãos para transplante é realizada em um centro cirúrgico, por uma equipe de cirurgiões com treinamento específico para este tipo de procedimento. Depois disso, o corpo é devidamente recomposto e liberado para os familiares.

Como funciona o sistema de captação de órgãos?
Se existe um doador em potencial (vítima de acidente com traumatismo craniano, derrame cerebral, etc., com autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos) a função vital dos órgãos deve ser mantida. É realizado o diagnóstico de morte encefálica. Seguem-se então as seguinte ações:
(1) O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um paciente com morte encefálica (potencial doador);
(2) A Central de Transplantes pede confirmação do diagnóstico de morte encefálica e inicia os testes de compatibilidade entre o potencial doador e os potenciais receptores em lista de espera. Quando existe mais de um receptor compatível, a decisão de quem receberá o órgão, passa por critérios tais como tempo de espera e urgência do procedimento;
(3) A Central de Transplantes emite uma lista de potenciais receptores para cada órgão e comunica aos hospitais (Equipes de Transplante) onde eles são atendidos;
(4) As Equipes de Transplante, junto com a Central de Transplante adotam as medidas necessárias para viabilizar a retirada dos órgãos (meio de transporte, cirurgiões, pessoal de apoio, etc.);
(5) Os órgãos são retirados e o transplante realizado.

Como fazer para um familiar falecido se tornar doador?
Um dos membros da família pode manifestar o desejo de doar os órgãos ao médico que atendeu o familiar, ou à administração do hospital, ou ainda, entrar em contato com uma Central de Transplantes que tomará as providências necessárias. Se a sua família quer mesmo adotar esta atitude de doação, aconselha-se que insista com a equipe médica do hospital para que as providências sejam tomadas.

Se for tomada a decisão de doar os órgãos de um familiar, quanto isso vai custar?
A família de um potencial doador não paga pelos procedimentos de sua doação. Existem coberturas do SUS para este procedimento. A maioria dos planos privados de saúde não cobre este tipo de procedimento.

Tenho um familiar em lista de espera por um transplante. Sou compatível com ele. Se eu morrer posso ser o seu doador?
Não. Os seus familiares não podem escolher o receptor. O receptor será sempre indicado pela Central de Transplantes com base apenas em critérios de compatibilidade e de urgência do procedimento.

Como sei se um familiar ou amigo pode doar para mim?
Se você precisa de um rim, medula óssea ou parte do fígado, um familiar ou amigo pode ser doador. Antes da doação, no entanto, eles devem ser submetidos a uma bateria de exames de compatibilidade, sempre sob a orientação de médicos, para determinar esta possibilidade.
Uma pessoa é doadora e vem a falecer. Se quando chegar ao hospital não encontram seus documentos, nem os seus familiares, seus órgãos podem ser retirados para transplantes?
Não. Pessoas sem identidade, indigentes e menores de 21 anos sem autorização dos responsáveis, não são consideradas doadoras.

Quem faz transplante no Brasil?
Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, existem no Brasil cerca de 400 equipes médicas cadastradas para realizar transplantes de órgãos. Parte dessa lista está indicada aqui.

Fonte: Ministério da Saúde

Faculdade de Medicina da UFMG executa PPSUS na área de Controle de Qualidade

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Equipe do Laboratório de Dosimetria e Controle de Qualidade, coordenada pelo professor Mamede. Foto: Faculdade de Medicina da UFMG / Reprodução.

Com o objetivo de verificar a qualidade dos serviços prestados pela Medicina Nuclear no estado de Minas Gerais, a Faculdade de Medicina da UFMG foi responsável pela execução do projeto do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), na área de Controle de Qualidade. O professor do Departamento de Anatomia e Imagem da Faculdade e coordenador do projeto, Marcelo Mamede, explica que uma das formas de fazer essa avaliação é através dos equipamentos que realizam os exames.

“Existem basicamente dois grandes tipos de equipamentos de Medicina Nuclear. Um é o SPECT – tomografia computadorizada por emissão de fóton único-, outro é o PET – tomografia por emissão de pósitrons-. No estado há um número muito maior de SPECT, até porque o PET é uma tecnologia muito cara e nova”, esclarece Mamede. De acordo com ele, o intuito era verificar o controle de qualidade dos equipamentos segundo normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que definem todos os testes que devem ser realizados.

Esse é o primeiro projeto feito no Brasil, o que significa que nunca houve uma avaliação desse tipo em Minas ou em outros estados. “Com o projeto também conseguimos formar um número de pessoas qualificadas para realização dos testes e a formação do Laboratório de Dosimetria e Controle de Qualidade na Faculdade, o primeiro laboratório focado em controle de qualidade de equipamentos”, destaca o professor. “Dessa forma, hoje estamos 100% equipados para todos os testes de medicina nuclear, tanto para PET, quanto SPECT, passando a ser, também, um centro de formação para os profissionais que trabalham com Medicina Nuclear,como tecnólogos, físicos médicos”, completa.

Mamede comenta que, de forma geral, os serviços estão funcionando dentro das normas preconizadas. O que se precisa, hoje, é dar um tempo para que os serviços se adequem as novas regras estabelecidas em 2013 pela CNEN e consigam obter todos os simuladores – equipamentos usados para os testes-, o que é uma aquisição cara. O professor conta que, na maior parte dos serviços que visitaram, verificou-se que não tinham todos os simuladores necessários para a realização dos testes.

Os resultados provisórios mais detalhados foram apresentados à FAPEMIG e à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Na ocasião também, foi proposto a ideia de certificar esses serviços e acreditá-los dentro do SUS.

O projeto

O projeto corresponde ao edital do PPSUS de 2012, elaborado junto com o SUS, o CNPQ e a Fapemig, para suprir a demanda do SUS em gestão de serviços, no qual está inserindo o controle de qualidade dos serviços prestados pela rede suplementar do Sistema. No caso da Medicina Nuclear, os serviços são quase 100% prestados de forma suplementar.

Na primeira fase da execução do projeto, fez-se o levantamento dos serviços licenciados com o CNEN, identificando a distribuição dos serviços no estado, o contato com a explicação sobre os testes e o interesse de cada um deles participar e, por fim, o envio do termo de aceite com um questionário.

“Na segunda fase, analisamos o funcionamento dos equipamentos, de acordo com a norma preconizada pela CNEN, e também mostramos aos profissionais do local como realizar os testes”, pontua Mamede. A importância dessa capacitação e formação de recursos humanos dá autonomia às clínicas de executarem os testes, seguindo a periodicidade estabelecida pela CNEN.

Além da frequência, há testes específicos para cada equipamento que incluem a análise do envio da radiação correta para a identificação do que se propõe, a qualidade do cristal dentro do equipamento, o funcionamento da parte eletrônica, entre outras. Em suma, os testes verificaram se os aparelhos funcionam para dar o resultado com eficácia de acordo com os tipos de exames propostos e com segurança.

Mamede ainda informa que das 415 instalações radiativas licenciadas no Brasil, 56 estão em Minas Gerais, distribuídas em 28 cidades mineiras (16 só em BH). A análise, coordenada por ele, foi feita com um total de 20 SPECTs e dois PETs, em 20 clínicas que aceitaram participar do projeto.

 

Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG.

#Rio2016: Atleta varginhense conquista bronze nos Jogos Paralímpicos

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Uma atleta mineira foi destaque na Paralimpíada do Rio de Janeiro 2016. A varginhense Janaína Petit Cunha, de 39 anos, realizou um sonho de criança ao conquistar, junto com a Seleção Brasileira de Vôlei Sentado, a medalha de bronze nesta edição. Janaína começou sua história no vôlei tradicional ainda bem jovem, com participação nos jogos estudantis de Varginha.

Foi a partir daí que a paixão pelo esporte foi falando mais alto e a convocação para a Seleção Brasileira Infantil e, posteriormente, pela categoria Juvenil, chegaram. Janaína começou a disputar jogos em Varginha, Lavras, Barbacena, Pinheiros, São Caetano, São Paulo e Londrina. Participou de jogos pela Seleção Mineira e depois pela Seleção Brasileira de Vôlei.

Foi quando jogava no Clube Pinheiros, em São Paulo, que Janaína sofreu um grave acidente, o que a impediu, por um período, de permanecer no seu maior sonho, jogar vôlei. Janaína tentou, mas não conseguia mais obter rendimento no vôlei tradicional. Isso trouxe a atleta de volta a Varginha, sua cidade natal, para se dedicar, então, aos estudos e trabalho.

Porém, seu destaque no vôlei não ficaria esquecido. Em reconhecimento a todo o potencial que apresentou quando jogadora, Ronaldo Oliveira (SESI/SP), então técnico da seleção brasileira de vôlei sentado, realizou o convite para que participasse dos jogos. Janaína manteve certa resistência por um tempo, até que, em 2009, resolveu aceitar a oportunidade e não parou mais. Hoje, é uma das paratletas de maior destaque do Comitê Paralímpico Brasileiro (CBP), sendo considerada a melhor jogadora de Vôlei Sentado do Brasil e a 2ª melhor do mundo.

Janaína coleciona grandes conquistas no esporte paralímpico, sendo vice-campeã pré-mundial em Oklahoma (Estados Unidos), vice-campeã nos Parapanamericanos (2013 e 2015), 3º lugar no Intercontinental da China (2016), e, por fim, foi oito vezes campeã do Brasileiro, jogando pelo SESI/SP, onde joga atualmente, na cidade de Suzano (SP). Junto com a Seleção Brasileira, participou de duas Paralimpíadas: Londres (2012) e Rio de Janeiro (2016), nas quais foi considerada a maior pontuadora entre todas as equipes dos países que disputaram o vôlei sentado.

A atleta destaca a importância no esporte na vida de um cidadão, com ou sem deficiências. “O esporte é sensacional; promove não só benefícios físicos, mas também psicológicos, seja qual for a modalidade”. Ressaltou, ainda, que espera ser um incentivo aos deficientes físicos, para que não percam a esperança e não fiquem dentro de casa sentindo-se impossibilitados de realizar o que desejam. “Àqueles que desejem conhecer algum esporte paralímpico, me coloco à disposição para apresentar e incentivar a prática, que fez tanta diferença em minha vida”, finalizou.

 

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Por Tânia Corrêa / Gabryella Trindade  / Regional de Saúde de Varginha.

 

Regional de Saúde de Patos de Minas traz filhos e netos de servidores para estrelar a Campanha de Multivacinação

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Inspirados na ação realizada pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a equipe de Mobilização e Comunicação Social da Regional Patos de Minas teve a iniciativa de regionalizar a campanha com os filhos e netos de alguns servidores.

Esta ação surgiu com a proposta de aproximar as trabalhadoras e trabalhadores a respeito da Campanha de Multivacinação 2016, que acontece no período de 19 a 30 de setembro, tendo como publico crianças menores de 05 anos e jovens com idade entre 09 e 14 anos.

Entre as vacinas que devem ser atualizadas está a vacina contra poliomielite. Além desta causa nobre, a ação também teve a função de aproximar os servidores das ações promovidas pela Regional Patos de Minas, proporcionando um maior engajamento e aproximação com a causa. Confira a galeria de imagens:

Por Guilherme Camargos