#Pesquisa: Quase 40% das crianças e adolescentes reconhecem discriminação na internet

By | 11 de outubro de 2016

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Ao navegar na internet, 37% das crianças e adolescentes usuários da rede identificaram alguma forma de discriminação no ambiente virtual. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), o percentual equivale a 8,8 milhões de jovens entre 9 e 17 anos. Ao todo, o estudo aponta que existem 23,7 milhões de internautas na faixa etária, equivalente a 80% dessa parcela da população.

Os atos de intolerância atingiram, diretamente, de acordo com o estudo, 6% das crianças e adolescentes usuárias da internet. A visualização de conteúdos ofensivos foi maior entre aqueles com pais que concluíram ao menos o ensino médio (43%), entre 15 e 17 anos (51%) e pertencentes as classes A e B (46%).

Essas faixas são mais atingidas, segundo a coordenadora da pesquisa, Maria Eugênia Sozio, não só porque são as parcelas com mais acesso à rede, mas também os grupos que têm maior capacidade de identificar esse tipo de ofensa. “Por um lado, as crianças mais velhas, cujos pais têm escolaridade maior e de classe sociais mais altas, têm um acesso muito mais intenso à rede, portanto, estão mais expostas a esse tipo de conteúdo. E por outro lado, isso diz respeito a percepção a esse tipo de conteúdo”, ressaltou, ao divulgar os dados.

O preconceito por raça ou cor foi a forma de discriminação mais identificada pelos jovens, encontrado por 23% daqueles que usam a internet. Ações agressivas relacionadas à aparência física foram vistas por 13% deles, por gostar de pessoas do mesmo sexo por 10% e por ser pobre por 8%. São mencionados ainda preconceito religioso (7%), pelo local de residência (4%) e contra mulheres (3%).

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