Monthly Archives: novembro 2016

#NovembroAzul: Mobilização dos parceiros em prol da saúde integral do homem

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Durante todo #NovembroAzul, a campanha em prol da promoção da saúde do homem ganhou as ruas e chegou a diversos pontos de Minas Gerais. Com ações criativas, empresa, escolas, grupos e instituições das mais diversas áreas foram sensibilizados pela equipe de Mobilização Social da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) a passar para frente a ideia de que “Homem que se cuida também cuida da saúde”. A todos os parceiros que participaram conosco desta campanha o nosso muito obrigado.

Na campanha Saúde do Homem 2016 contamos com 51 parceiros de Mobilização Social que apoiaram as ações voltadas a conscientização, tais como: blitz educativas, palestras sobre o tema, divulgação da Campanha da SES-MG nas redes sociais e nos murais, rodas de conversa, café da manhã, além do ato símbólico de vestir a camisa com a cor azul que é referência da campanha. Abaixo, confira a nossa galeria de imagens:

#MitoOuVerdade: saiba como evitar a entrada de besouros dentro da sua casa

Arte: Maycon Portugal

Arte: Maycon Portugal

A proliferação de besouros de todos os tipos é bastante comum nessa época do ano, em decorrência do calor e da umidade. Porém, eles não oferecem risco para as pessoas.

Para evitá-los dentro de casa, mantenha portas e janelas fechadas, e diminua a luz, que os atrai para dentro das residências. 😉👍

 

#SaúdeEntrevista: Ex-aluna da pós-graduação de “Comunicação e Saúde” da ESP-MG fala sobre teatro e mobilização social no SUS

Por Sílvia Amâncio
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Foto: Arquivo Pessoal.

A Assessoria de Comunicação Social da Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG) está com a proposta de fazer uma série de entrevistas com ex-alunos do curso de pós-graduação de “Comunicação e Saúde”, cuja a segunda turma começou em agosto deste ano. A ideia é mostrar como o conteúdo aprendido na especialização contribuiu para a formação de profissionais de saúde que atuam com esse tipo de interface no Sistema Único de Saúde (SUS). Abaixo, confira a entrevista com a psicóloga e servidora da SES-MG, Susan Prado Aun:

1) Qual sua formação e cargo?

Sou psicóloga e servidora concursada no cargo de Especialista em Políticas e Gestão de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

2) Conte-nos um pouco de sua vida profissional na SES-MG?

Em 2007, logo que entrei na SES-MG, a Assessoria de Comunicação Social fez uma convocatória para a ação de um grupo de teatro, ao qual fiquei bastante interessada, pois poderia aliar trabalho e teatro ao qual tinha paixão. Então entrei para o Grupo de teatro, o grupo que mudaria minha vida daí para frente, o Grupo de Teatro Saúde em Cena.

3) E como foi esse trabalho?

Fizemos apresentações e o que era para ser somente um modelo de ação de Mobilização Social, se tornou uma ferramenta importante da SES-MG. Tendo como coordenação e direção, o ator e coordenador da Mobilização Social, Joney Fonseca. Nesse ínterim, havia feio o concurso para Especialista em Políticas e Gestão em Saúde na SES, e felizmente fui nomeada. Primeiramente para o setor de Recursos Humanos, e posteriormente, a pedido do coordenador de Mobilização, Joney Fonseca, para a Comunicação Social, para que assumisse a coordenação do Grupo e integrar a equipe de Mobilização.

4) Como é sua atuação na Assessoria de Comunicação da SES-MG?

Atualmente sou responsável pela Coordenação do Grupo de Teatro Saúde em Cena, a minha função se identifica com atuação de um produtor no teatro profissional. Recebo demandas, organizo ensaios e tudo que se refere a apresentações. Também participo do Grupo como atriz, escritora e diretora. Na Mobilização Social a função dos parceiros é essencial, é o parceiro que nos ajuda a divulgar nossas campanhas, sou responsável por articular ações de Mobilização Social junto aos parceiros. Sou responsável por captar o parceiro e inseri-lo em todo o processo de uma campanha sendo ela direta como a Dengue, como pontuais: Outubro Rosa, Gripe além de outras.

5) Como foi sua participação na especialização em Comunicação e Saúde da ESP-MG?

Inicialmente fiquei um pouco temerosa, porque não era da área de Comunicação, apesar de ter uma boa experiência na Assessoria de Comunicação, pois já tinha seis anos trabalhando na mesma. Após o susto inicial, sentia que eu precisava dedicar com um pouco mais, pois a maioria dos pensadores e a matéria era um pouco novo para mim. Tentei dar o melhor, tive dificuldades com a leitura, pois já tinha se passado 13 anos da minha formação, mas isso aos poucos foi ficando mais fácil. Quando tinha dúvidas perguntava aos professores e tive muito apoio dos colegas. O nível do curso me surpreendeu, aprendi fazer uma leitura diferente em relação às práticas e tudo acerca do SUS.

6) Qual o diferencial desse curso na sua prática profissional?

O curso literalmente ampliou minha visão sobre o SUS por meio da Comunicação Social. A prática é uma coisa, entender a prática no dia a dia é completamente diferente, principalmente quando estamos falando sobre o SUS. Hoje sou outra profissional, entendo os processos ao qual trabalho e tenho uma visão ampliada de qual é o meu papel dentro do SUS.

7) E o seu TCC? Foi sobre qual assunto?

Não poderia ser diferente falar de outro assunto que não o Grupo de Teatro Saúde em Cena, mas o meu relato de experiência foi relacionado especificamente ao espetáculo infantil “Deu a Louca no Mundo da Fantasia”, escrito por mim e Léo Duarte, também integrante do Grupo, esse espetáculo se transformou em animação (ao qual nós atores dublamos), HQ e radionovela também interpretado por nós, posteriormente criado um kit escolar que foi distribuído para todas as Escolas Estaduais de Minas Gerais. Nós tínhamos o grupo, mas ainda não tínhamos feito uma reflexão mais aprofundada sobre o fazer teatral dentro da Comunicação Social, tendo como público as crianças. Saí do lugar de ação para espectadora (um exercício bem difícil) para fazer uma reflexão do teatro como estratégia de Mobilização Social para o público infantil sobre a Dengue.

8) Como foi esse processo?

Resgatei toda a história do Grupo, baseando em três teóricos, dois teatrólogos importantes, Augusto Boal e Bertold Brecht e o sociólogo Irving Goffman como suporte para refletir sobre a nossa experiência com o teatro. Foi um exercício de se colocar fora de todo o processo, levar em conta todos os aspectos relacionados a criação, a execução e a dificuldade de perceber os problemas sendo esse ultimo juntamente com o meu orientador, o Prof. Mst Gilvan Araújo, foi um processo catártico ao qual pude analisar e finalmente compreender nosso processo. Compreendi que era impossível mensurar resultados, mas que a nossa análise se voltava mais para o dia a dia, tanto em relação aos espectadores quanto aos atores do grupo. E minha conclusão sobre a atuação do grupo foi totalmente positiva e enriquecedora.

9) Qual a importância da ESP-MG para você e para o SUS em Minas Gerais?

Pela ESP-MG tive uma oportunidade imensa de fazer esse curso de alto nível. A ESP-MG priva pela qualidade do ensino aos seus alunos, valoriza a produção, traz questionamentos sobre o SUS para os servidores que às vezes ficam estacionados (processo normal). O SUS é para ser falado e questionado, hoje, graças a ESP- MG e o curso sou uma forte defensora do SUS. Sabendo avaliar as coisas positivas e o que precisa ser mudado. Obrigada ESP-MG! Espero o Mestrado.

  • Clique aqui e confira a entrevista da jornalista e ex-aluna da ESP-MG, Kênia Aparecida Dias Costa, que trabalha com educação permanente no SUS.

#VidaSaudável: Anvisa divulga relatório sobre resíduos de agrotóxicos em alimentos

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De acordo com a Anvisa, a laranja aparece como o alimentos com maior número de casos de resíduos de agrotóxicos que apresentam risco para a saúde. Foto: Shutterstock / Reprodução.

Quase 99% das amostras de alimentos analisadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre o período de 2013 e 2015, estão livres de resíduos de agrotóxicos que representam risco agudo para a saúde. O dado faz parte do relatório do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). Esta é a primeira vez que a Anvisa – órgão ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS), monitora o risco agudo para saúde, uma vez que, nas edições anteriores do PARA, as análises tinham o foco nas irregularidades observadas nos alimentos.

O risco agudo está relacionado às intoxicações que podem ocorrer dentro de um período de 24 horas após o consumo do alimento que contenha resíduos tóxicos. Este novo tipo de avaliação, que já vem sendo feito na Europa, Estados Unidos, Canadá etc., leva em consideração a quantidade de consumo de determinado alimento pelo brasileiro. Foram avaliados cereais, leguminosas, frutas, hortaliças e raízes, totalizando 25 tipos de alimentos. O critério de escolha foi o fato de que estes itens representam mais de 70% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira, conforme detalhados na tabela a seguir:

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O que foi encontrado?

Um dos alimentos com maior quantidade de amostras analisadas foi a laranja. Vigilâncias sanitárias de estados e municípios realizaram a coleta de 744 amostras em supermercados de todas as capitais do País. No montante avaliado, 684 amostras foram consideradas satisfatórias, sendo que, dessas, 141 não apresentaram resíduos.

Uma das situações de risco identificadas na laranja está relacionada ao agrotóxico carbofurano, que passa por processo de reavaliação na Anvisa. É a substância presente nas amostras que mais preocupa quanto ao risco agudo, sendo que 11% das amostras de laranja apresentaram situações de risco relativas ao carbofurano. O agrotóxico carbendazim é outro que merece atenção quanto ao risco agudo. Os resultados do programa revelaram que em 5% das amostras de abacaxi há potencial de risco relacionado à substância.

Um aspecto importante é que as análises do programa sempre são feitas com o alimento inteiro, incluindo a casca, que, no caso da laranja e do abacaxi, não é comestível. Ou seja, com a eliminação da casca, a possibilidade de risco é diminuída. Isso porque alguns estudos trazem indícios de que a casca da laranja tem baixa permeabilidade aos principais agrotóxicos detectados, de modo que a possibilidade de contaminação da polpa é reduzida.

Já para os demais produtos, como a abobrinha, o pimentão, o tomate e o morango, o risco agudo calculado foi considerado aceitável em quantidade superior a 99% das amostras. As irregularidades apontadas no relatório, apesar de não representarem risco apreciável à saúde do consumidor do ponto de vista agudo, podem aumentar os riscos ao agricultor, caso ele utilize agrotóxicos em desacordo com as recomendações de uso autorizadas pelos órgãos competentes.

As irregularidades também podem indicar uso excessivo do produto ou mesmo a colheita do alimento antes do período de carência descrito na bula do agrotóxico. As situações de contaminação por deriva, contaminação cruzada e solo, entre outros, também podem ocasionar a presença de resíduos irregulares nos alimentos, principalmente nos casos em que os resíduos são detectados em concentrações muito baixas.

O que é o PARA?

O PARA foi iniciado em 2001, com o objetivo de avaliar os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos de origem vegetal que chegam à mesa do consumidor. O programa é coordenado pela Anvisa, que atua em conjunto com as vigilâncias sanitárias de estados e municípios e com os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens).

As vigilâncias sanitárias realizam os procedimentos de coleta dos alimentos disponíveis no mercado varejista e os enviam aos laboratórios para análise. O objetivo é verificar se os alimentos comercializados apresentam agrotóxicos autorizados em níveis de resíduos dentro dos Limites Máximos de Resíduos (LMR) estabelecidos pela Anvisa. Atualmente, o PARA acumula um total de mais de 30 mil amostras analisadas, distribuídas em 25 alimentos de origem vegetal.

Com os resultados, o que acontece?

Os resultados obtidos no PARA contribuem para a segurança alimentar para a população. Quando são encontrados riscos para a saúde, uma das ações da Agência é verificar qual ingrediente ativo contribuiu decisivamente para o risco e, assim, proceder às ações mitigatórias, como fiscalização, fomento de ações educativas à cadeia produtiva, restrições ao uso do agrotóxico no campo e, até mesmo, incluir o ingrediente ativo em reavaliação toxicológica. Ou seja, reavaliar a anuência do registro do agrotóxico no país do ponto de vista da saúde.

A Anvisa não atua sozinha nesta questão. Para que os agrotóxicos sejam registrados, a Agência avalia essas substâncias do ponto de vista do risco para a saúde humana. Já o Ibama avalia a substância pela ótica da possibilidade de danos ao meio ambiente e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) avalia a eficiência do produto no campo e formaliza o registro com o aval dos três órgãos envolvidos.

O PARA ainda municia vigilâncias sanitárias com informações que podem auxiliar em programas estaduais de monitoramento. Também ajuda na identificação de culturas que possuem poucos agrotóxicos registrados em razão do baixo interesse das empresas em registrar produtos para essas culturas, denominadas minor crops ou Culturas de Suporte Fitossanitário Insuficiente (CSFI).

Nesses casos, há normas que simplificam o registro de produtos para essas culturas, melhorando de forma significativa a disponibilidade de ingredientes ativos autorizados para as CSFI nos últimos cinco anos. De 2011, quando a primeira norma para CSFI foi publicada, até hoje, mais de 900 novos LMRs de ingredientes ativos de relativa baixa toxicidade foram estabelecidos para as mais diversas culturas consideradas de baixo suporte fitossanitário no país.

Perspectivas para o futuro

Nos próximos anos, o PARA pretende aumentar o número de alimentos monitorados de 25 para 36, os quais terão abrangência de mais de 90% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de amostras coletadas também se ajustará à realidade de consumo de cada alimento em cada estado.

Além disso, o programa ampliará o número de agrotóxicos pesquisados nas amostras, incluindo substâncias de elevada complexidade de análise, como glifosato e o 2,4-D, entre outras. A Anvisa também está acompanhando o desenvolvimento de metodologias para avaliação do risco cumulativo, ou seja, quais são os riscos à saúde resultantes da ingestão de alimentos contendo resíduos de diferentes agrotóxicos com mesmo efeito tóxico.

A Europa, nos últimos anos, tem trabalhado no desenvolvimento de metodologia para avaliar esse tipo de risco e deve publicar no próximo ano os primeiros resultados dessa avaliação, segundo informações disponíveis no site da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).

 

Fonte: Blog da Saúde / Min. da Saúde.

#Investimento: BNDES destina R$ 23 milhões a pesquisa de enfrentamento ao Zika

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Foto: Fiocruz / Reprodução.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai repassar R$ 23 milhões para financiar pesquisas de combate à epidemia de zika desenvolvidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os recursos serão destinadas à elaboração de kits de diagnóstico e ações de enfrentamento ao Aedes aegypti.

A participação do BNDES no projeto da Fiocruz viabiliza a antecipação de resultados para o Sistema Único de Saúde (SUS), evitando maiores prejuízos à população, principalmente àquela em situação de maior vulnerabilidade social. Desde 2008, o BNDES já apoiou 30 projetos de pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e produtos para saúde, totalizando R$ 352 milhões em recursos não reembolsáveis do BNDES Funtec.

O projeto prevê o desenvolvimento de três novos testes de diagnóstico. Dentre os três produtos haverá duas categorias de testes, que são complementares e utilizadas em fases distintas da doença. O teste molecular, mais moderno, destaca-se por sua sensibilidade e especificidade, e identifica os vírus da zika, chikungunya e dengue com maior segurança. Já os testes sorológicos, por se basearem na reação do organismo à presença do vírus, podem ser utilizados muito tempo após a transmissão do vírus pelo mosquito. Por isso são importantes para pacientes assintomáticos, possibilitando aferir se já foram infectados anteriormente.

Enfrentamento

Complementam o projeto duas ações de combate ao vetor. A primeira delas busca validar o uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão, não só da dengue, mas também do zika e da chikungunya. Em paralelo, será apoiada a avaliação do uso do próprio mosquito como veiculador de larvicida. O método visa solucionar o problema de acesso aos criadouros de insetos não tratáveis pelos meios de controle tradicionais, seja por dificuldade de acesso ou mesmo por impossibilidade de identificação.

O zika é um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, cuja primeira transmissão no País foi registrada em abril de 2015. A infecção pode produzir graves consequências neurológicas – como a microcefalia ou a síndrome de Guillain-Barré. Os casos de zika associados à microcefalia no Brasil levaram à declaração de estado de emergência em Saúde Pública. Até setembro foram registrados 200.465 casos prováveis de febre pelo zika vírus no País, e cerca de 109.596 casos.

 

Foto: Portal Brasil.

#Ciência: Inscrições abertas para o Fórum de Cultura Científica da UFMG

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A quarta edição do Fórum de Cultura Científica da UFMG, que será realizado no dia 2 de dezembro, já recebe inscrições. As atividades serão desenvolvidas das 14h às 17h, no Auditório 3 da Faculdade de Ciências Econômicas, campus Pampulha

O evento, destinado aos públicos interno e externo à UFMG, promove a discussão de temas relacionados à cultura e à divulgação científica, assim como estratégias para articular e conferir visibilidade às diversas iniciativas de comunicação pública do conhecimento produzido pela Universidade.

Organizado pela Pró-reitoria de Extensão, por meio da Diretoria de Divulgação Científica (DDC), o evento vai contar com a conferência Cultura e divulgação científica no Brasil: tensões e perspectivas, do professor da UFRJ Ildeu de Castro Moreira. A exposição será seguida de debate e de conversas que definirão a dinâmica de funcionamento do Fórum em 2017.

Informações podem ser obtidas pelo e-mail eventos@proex.ufmg.br e pelo telefone (31) 3409-3215.

Fonte: UFMG.

#FalaRegional: Atenção Especializada em Santo Antônio do Monte chama atenção do Uruguai

com Willian Pacheco

Uma delegação de representantes do Uruguai esteve em visita técnica ao Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE) de Santo Antônio do Monte. Acompanhados do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde, o objetivo da equipe estrangeira foi observar a experiência de trabalho em rede desenvolvida pelo CEAE junto às equipes de Saúde da Família, referência na atenção especializada a usuários do Sistema Único de Saúde do Centro Oeste do Estado.

Inaugurado em 2010, o CEAE de Santo Antônio do Monte tem como foco organizar o sistema público de saúde, e melhorar o fluxo de atendimento prestado aos pacientes diabéticos e hipertensos do Centro Oeste do Estado. O CEAE de Santo Antônio do Monte tem capacidade para atender 1.347 pacientes por mês com problemas de diabetes e hipertensão.

Confira a reportagem produzida pela TV Integração, afiliada Globo, que acompanhou a visita:

#CâncerInfantil: Diagnóstico precoce pode representar em torno de 70% de cura

Arte: Maycon Portugal

Arte: Maycon Portugal

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer infantil no Brasil foi extremamente significativo. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que, atualmente, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

No entanto, como ocorre também em países desenvolvidos, o câncer é a primeira causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência. Por isso, a importância do Dia Nacional de Enfrentamento ao Câncer Infantil, celebrado nesta quarta-feira (23/11). O INCA estima que ocorrerão cerca de 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil, por ano, em 2016 e em 2017. A região Sudeste deverá apresentar os maiores números de casos novos, 6.050 no total.

Diferentemente do câncer de adulto, o câncer da criança geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias – que afeta os glóbulos brancos, os do sistema nervoso central, e os linfomas (sistema linfático). Além disso, no adulto, o surgimento do câncer está associado, em muitas situações, a fatores ambientais, como por exemplo o fumo ao câncer de pulmão.

Nos tumores da infância e adolescência, até o momento, não existem evidências científicas que nos permitam observar claramente essa associação. Dessa forma, a ênfase deve ser dada ao diagnóstico precoce e a uma orientação terapêutica de qualidade. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas, e que ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos à uma unidade de saúde para avaliação. Na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isto não deve ser motivo para descartar a visita à equipe de saúde.

#Ciência: Pesquisadores da UFMG desenvolvem forma de reduzir população do Aedes aegypti

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Uma armadilha para capturar mosquitos Aedes aegypti. Com menos mosquitos adultos, menos transmissão das doenças transmitidas por eles. Essa é a expectativa do projeto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade James Cook, da Austrália, que será financiado pela chamada pública do Governo Federal para apoiar projetos de pesquisa no combate ao vírus zika e no enfrentamento do mosquito.

O projeto envolve 3 passos: o primeiro identifica as áreas com alta infestações do mosquito; o segundo controla o mosquito por meio de armadilhas específicas; e o terceiro avalia o custo dessa ferramenta dentro de um programa de controle da dengue.

“Já tem uma nota técnica dizendo que as armadilhas são melhores indicadores da presença do Aedes aegypti. A armadilha adesiva MosquiTRAP já vem sendo utilizada no Brasil há 10 anos em mais de 80 cidades brasileiras e em outros países como Cingapura, no Havaí e na Flórida dos Estados Unidos, Colômbia e Austrália. Agora tem outros países que estão interessados, inclusive, no Sudeste dos Estados Unidos”, explica o coordenador da pesquisa Álvaro Eiras.

Como vai funcionar?

O primeiro passo é fazer o Monitoramento Inteligente do Aedes (MI Aedes) para a infestação na região. “É muito barato e eficiente o que faz essa metodologia do M.I Aedes. Ela simplesmente tira uma fotografia da cidade para dizer os locais que os mosquitos estão em altas infestações e se estão infectados por vírus ou não”, explica o pesquisador. A tecnologia já está em prática em outros países.

Serão distribuídas as armadilhas chamadas de Gravid Aedes Trap (GAT) a cada 200 metros, em todo município. Esta armadilha foi desenvolvida em 2012, pelo coordenador da pesquisa, Álvaro Eiras, e é comercializada na Ásia e pretende-se produzir no Brasil, mas é necessário a participação de investidores. A armadilha é 3 vezes mais eficiente do que a armadilha MosquiTRAP e funciona como um criadouro, atrai somente a fêmea de Aedes aegypti que vai colocar ovos. Quando as fêmeas entram na armadilha ficam retidas e morrem. Toda semana elas são vistoriadas por agentes de campo, que registram as informações no celular, como, por exemplo, a quantidade de mosquitos em cada armadilha georreferenciada por GPS.

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Esses dados são enviados automaticamente para um banco de dados online. Os gestores de saúde, secretários municipais de saúde ou população, podem ter acesso a essas informações que ficam na internet, tanto naquela semana da vistoria como todo histórico. A informação qualificada pode gerar uma resposta mais efetiva de controle do Aedes aegypti. Porto Alegre usa a tecnologia há 5 anos.

As armadilhas parecem com um criadouro e contêm um composto sintético que atrai as fêmeas grávidas de Aedes aegypti. Uma vez dentro do recipiente, elas não conseguem sair e morrem. Nesse processo é possível identificar a espécie do mosquito capturado e consequentemente já impede a reprodução do inseto.

Todo mosquito que for apreendido no monitoramento irá para laboratório para realização de teste de biologia molecular para saber se o mosquito está infectado com algum vírus. “Nessas áreas que têm mosquito infectado há a probabilidade de ocorrer uma transmissão, uma epidemia. Então, essa metodologia acelera o controle do Aedes e previne doenças”, justifica Álvaro Eiras.

“A primeira tecnologia mostra onde tem áreas infectadas com o mosquito. No segundo passo, vamos controlar os mosquitos das áreas infestadas com as novas armadilhas GAT, reduzindo a quantidade deles a níveis que não ocorra a transmissão de doenças”, detalha o pesquisador. Segundo ele, atualmente é impossível erradicar o mosquito. A principal contribuição do projeto é reduzir a população do Aedes aegypti e essa redução será a principal forma de impedir a transmissão das doenças como zika, dengue e chikungunya.

O pesquisador afirma que em recente uso de áreas inundadas por armadilhas foi possível reduzir significativamente, em 2 semanas, a população de mosquitos em uma área. Na terceira etapa, vão ser analizados os aspectos econômicos e sociais destas novas tecnologias e comparar com os métodos convencionais de prevenção e controle do Aedes aegypti. O trabalho final será entregue em 48 meses.

Participam desse grupo de pesquisa pesquisadores das seguintes instituições: James Cook University (Austrália), Biocomplexity Institute of Virginia Tech (EUA), CDC-Porto Rico, UFMG, UFPA, USP, CEFET-MG e Ecovec.

Investimento

O Governo Federal selecionou 69 estudos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do vírus Zika e doenças correlacionadas, em chamada pública conjunta, no valor de R$ 65 milhões, lançada no primeiro semestre deste ano com recursos do Ministério da Saúde, CNPq/MCTIC e Capes/MEC. O objetivo do Governo Federal é potencializar a produção de conhecimento científico e tecnológico para o enfrentamento da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) declarada em função da alteração do padrão de ocorrência de microcefalia no Brasil, decorrente da infecção pelo vírus zika.

Clique aqui e acesse a lista de projetos selecionados.

 

Fonte: Blog da Saúde / Ministério da Saúde.

#SaúdeDaMulher: OPAS e parceiros lançam publicação sobre diabetes na gravidez

Foto: Shutterstock / Reprodução.

Foto: Shutterstock / Reprodução.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou, recentemente, a publicação “Rastreamento e Diagnóstico do Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil”. O documento apresenta critérios práticos para a detecção da doença em mulheres grávidas,  considerando as diferenças de acesso aos serviços de saúde existentes no país. Quem desenvolve o distúrbio metabólico durante a gestação tem risco 40% maior de ter diabetes tipo 2 ao longo da vida.

Fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a Sociedade Brasileira de Diabetes e a agência regional das Nações Unidas, o guia foi lançado em Brasília durante cerimônia com representantes de diferentes organismos da área da saúde.

Dados da Federação Internacional de Diabetes indicam que atualmente cerca de 415 milhões de adultos vivem com Diabetes Mellitus, e outros 318 milhões têm intolerância à glicose, com risco elevado de desenvolver a doença mais tarde. O distúrbio metabólico e suas complicações estão entre as principais causas de morte na maioria dos países.

Rossana Pulcineli Vieira Francisco, da FEBRASGO, ressaltou que uma criança gerada por uma mãe com diabetes não controlada terá chances maiores de ter a doença e também obesidade no futuro. “Há mais de dez anos, estamos discutindo o tema da diabetes na gestação. Mas, se não fosse o poder catalisador da OPAS/OMS e a abertura do Ministério da Saúde, não conseguiríamos finalizar esse documento e propor um diagnóstico factível para o Brasil”, afirmou.

Para o coordenador de Doenças Crônicas da Secretaria de Atenção à Saúde, Sandro Martins, a publicação vai melhorar o atendimento aos que vivem com a doença. “Com esse documento, temos a possibilidade de trazer um marco normativo para orientar as equipes de saúde no sentido de identificar mais precocemente a diabetes na gestante”, disse.

Também presente, o coordenador de programas da Fundação Mundial da Diabetes , Bent Lautrup-Nielsen, lembrou que de 2002 a 2015 “foram financiados investimentos de 130 milhões de dólares para mais de 400 projetos em mais de 100 países”. A maior parte das iniciativas do organismo internacional está localizada em nações de média e baixa renda, incluindo o Brasil.

A OPAS, em parceria com a Fundação e a Secretaria de Saúde da Bahia, tem desenvolvido desde 2013 o Projeto de Capacitação e Educação em Diabetes. Como resultados, o número de diagnósticos da doença aumentou 5,7 vezes e a obtenção de hemoglobinas glicadas — exame para avaliar comportamento da glicemia — cresceu 6,6 vezes entre do início do programa até 2015. A pasta estadual e a agência da ONU também adotaram medidas para fortalecer a prevenção de complicações decorrentes da diabetes, como amputações, principalmente em regiões mais pobres, onde o trabalho agrícola é um dos principais meios de subsistência e o acesso aos serviços de saúde ainda é restrito.

Fonte: ONU.

#Curiosidade: Como guardar os medicamentos em casa da forma correta?

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Manter os medicamentos armazenados em casa de forma adequada é fundamental para a durabilidade dos produtos, além de manter sua eficácia. Por isso, é preciso ficar atento e observar se os medicamentos estão sendo guardados segundo a recomendação do rótulo e da bula. O armazenamento inadequado pode acelerar a deterioração dos remédios, reduzir sua eficácia e causar riscos para a saúde.

A maioria dos remédios, no entanto, deve ser conservada em local seco, ao abrigo da luz e em temperatura de até 30° C. Por isso, locais como banheiros, cozinhas e carros não são indicados para o armazenamento. Já os medicamentos chamados de termolábeis, como as insulinas, são sensíveis a temperaturas extremas e geralmente são armazenados em faixas de temperatura entre 2° e 8°C. Estes medicamentos devem ser guardados na parte do meio da geladeira, mas não no congelador e nem na porta, além de serem bem identificados e separados da melhor maneira possível.

Além desses cuidados, é importante verificar se os medicamentos estão sendo armazenados fora do alcance das crianças e de animais de estimação. Dessa forma, a ingestão acidental e intoxicações são evitadas. Outra dica importante é armazenar os medicamentos em suas embalagens originais, devidamente tampados (no caso de frascos) e com a bula.