#SaúdeEntrevista: Diagnóstico e tratamento da Sífilis é oferecido pelo SUS

By | 8 de novembro de 2016
Ilustração: Deise Meireles

Ilustração: Deise Meireles

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível, que se não for tratada pode gerar graves problemas para a saúde. A Coordenadora de DST/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Jordana Costa Lima, esclarece as principais dúvidas sobre a doença, que tem cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

1) Quais as formas de transmissão da sífilis?
A transmissão pode ocorrer por via sexual seja ela anal, vaginal ou oral. Também existe a transmissão vertical de mãe para filho, durante a gestação ou no momento do parto (sífilis congênita). Há a possibilidade da transmissão por transfusão sanguínea, mas que é rara, devido à triagem rigorosa das bolsas de sangue.

2) Como se previne a sífilis?
A principal forma de prevenção da sífilis é utilizando o preservativo, seja ele masculino ou feminino. É importante ressaltar que em todas as relações sexuais (anal, vaginal e oral) deve-se utilizar o preservativo. Para o combate da sífilis congênita, é importante realizar os exames de pré-natal na gestante. É através destes exames de rotina, tratamento adequado da gestante e do parceiro que se previne a infecção no recém-nascido.

3) Como é o tratamento da doença? Há um tempo médio de duração desse tratamento?
O tratamento da sífilis é simples, basta a prescrição preferencial da Penicilina com doses variadas. O tratamento pode durar em média de 7 a 14 dias, dependendo da fase da doença. Existem outras alternativas para o tratamento da sífilis como por exemplo a doxiciclina e a ceftriaxona sendo utilizados a critério médico.

4) Como é o tratamento da sífilis no caso das gestantes?
A penicilina é o medicamento de escolha para o tratamento da sífilis, sendo a única medicação eficaz que ultrapassa a placenta e chega ao bebê. Também é importante o tratamento do pai da criança para que não transmita a infecção para a mãe.

5) Quais os sintomas e a evolução da infecção em adultos?
A sífilis é uma infecção que possui vários estágios (primária, secundária, terciária e latente). A sífilis primária apresenta uma erosão ou úlcera no local de entrada da bactéria (pênis, vagina, ânus, boca), denominada de “cancro duro”, única e indolor. Esse estágio pode durar entre duas a seis semanas.

A sífilis secundária apresenta sinais e sintomas em média entre seis semanas e seis meses após a infecção e duram entre quatro e doze semanas. Nesse estágio podem ocorrer erupções cutâneas em forma de máculas e/ou pápulas, principalmente no tronco, lesões eritemato-escamosas palmo-plantares não pruriginosas, queda de cabelo, febre, mal estar e dor de cabeça.

A sífilis terciária ocorre após o não tratamento da doença, podendo cursar de dois anos a quarenta anos depois do início da infecção. Nesta fase, a sífilis acomete o sistema nervoso central causando neurossífilis, problemas cardiovasculares e complicações ósseas.

Já a sífilis latente se caracteriza como um período em que não se observa nenhum sinal ou sintoma clínico da doença. A sífilis latente é dividida em latente recente (menos de um ano de infecção) e latente tardia (mais de um ano de infecção). Importante lembrar que o indivíduo continua a transmitir a doença, mesmo sem sintomas.

6) Se não tratada, quais problemas a sífilis pode causar?

A sífilis em adultos, quando não tratada ou tratada inadequadamente, poderá levar a graves problemas, como complicações neurológicas, cardiovasculares, ósseas, além de levar à morte. Já a sífilis em gestantes pode levar a abortos, natirmorto (morte ao nascer), parto prematuro e má formação da criança.

Por Fernanda Rosa e Jéssica Gomes.

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