#DicaDeLeitura: Revista Radis traz edição sobre Comunicação Pública no Brasil

By | 10 de novembro de 2016

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Diante do atual cenário político, a edição n°170 (novembro de 2016) da Revista Radis, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sai em defesa da comunicação pública brasileira. De acordo com os organizadores, a proposta é debater o atual conflito dos governos entre promover mídias públicas e/ou mídias estatais e, mais do que isso: a informação que preza a diversidade de vozes e matizes de interlocutores precisa ser mantida e respeita. Para fazer o download da revista, clique aqui.

Esta concepção de comunicação, de acordo com pesquisadores, especialistas e ativistas ouvidos pela revista, pressupõe a autonomia dos cidadãos e das coletividades numa esfera em que estão presentes tanto o Estado quanto a sociedade.

Segundo esta edição da Radis, no âmbito do Estado, a comunicação pública só é possível com independência editorial em relação aos governos, quando ela não está a serviço de interesses partidários, só funciona quando os governos estão comprometidos com a autonomia e a pluralidade no processo de comunicação.

“No Brasil, a tradição autoritária e patrimonialista do Estado nunca permitiu que houvesse comunicação estatal de interesse público. Sempre resultou, mais cedo ou mais tarde, em comunicação governamental, como demonstra o atual golpe à jovem experiência da Empresa Brasil de Comunicação”.

Já no âmbito da sociedade, acrescenta o editorial da revista, a comunicação também não será pública enquanto for orientada pelo mercado e o capital, essência da mídia comercial.

“A mídia brasileira é um lamentável arremedo de espaço comunicativo, um oligopólio de meia dúzia de famílias dedicado à desinformação e à manipulação. Uma imprensa ultrapartidária que se diz ‘neutra’, rádios e TVs que se apropriam de concessões públicas sem qualquer regulação séria por parte do Estado ou, principalmente, da sociedade. Esta mídia existe para realizar negócios como a produção da cultura do consumo, a especulação financeira, a apropriação privada dos recursos públicos, a reprodução do modo de produção capitalista e da dominação da classe hegemônica há 500 anos no país”, aponta a publicação.

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