Monthly Archives: dezembro 2016

#VerãoSaudável: Confira alguns cuidados que você precisa tomar para curtir trilhas, cachoeiras e rios

Por Agência Minas

verao_post4

Verão, sol, calor e férias. As trilhas em mata, cachoeiras e rios da exuberante Minas Gerais são cenários bem convidativos para este momento. O Estado conta com 45 circuitos turísticos certificados, envolvendo todas as regiões de Minas Gerais e aproximadamente 460 municípios regionalizados.

Eleito pela publicação DataFolha, o Estado foi escolhido, em 2016, como “Melhor Destino Histórico” e “Melhor Destino para Férias em Família”. No melhor destino turístico histórico indicado para quem deseja aproveitar as férias e conhecer sobre a história o importante é ficar atento a alguns cuidados para aproveitar cada passeio com segurança.

A pergunta é: como evitar acidentes durante esses passeios e como proceder caso aconteça alguma coisa? O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, treinados para agir em situações como estas, assim pudemos entender como proceder em cada situação de risco ou perigo.

Veja as dicas:

1 – Cuidado com o nível dos rios. No verão, especialmente quando faz sol e muito calor durante o dia, geralmente chove muito à tarde ou à noite, dependendo da região. Normalmente o volume de água dos rios fica mais alto e aumenta também os riscos de afogamento. A correnteza fica mais forte e qualquer descuido ela leva você com ela;

2 – Seguro morreu de velho. Mesmo que você esteja careca de conhecer o local, verifique a profundidade antes de mergulhar. As águas se movimentam o tempo todo e, com elas, as pedras, os troncos de árvores e a terra no fundo do rio;

3 – Muito cuidado com as pedras. O fato delas estarem secas não quer dizer que não estão escorregadias. Por onde passa a água deixa limo e, mesmo que imperceptível algumas vezes, ele está lá e é perigoso. O risco de levar um escorregão nesses locais é muito, super, hiper, extragrande. Fique de olho especialmente nas pedras que possuem uma “sujeira” preta, pois escorregam como sabão.

4 – Se vai com família, nunca deixe as crianças sozinhas. Elas geralmente são aventureiras, curiosas e não têm dimensão dos perigos. Não tire os olhos delas;

5 – Cuidado com os chinelos e sandálias de dedo. São um perigo, escorregam nas pedras pois não dão firmeza nenhuma aos pés e podem aprontar um tombo de uma hora para outra, além de agarrarem na lama. Prefira sandálias específicas para caminhadas e trekking nas montanhas;

6 – Nas áreas mais difíceis de atravessar, não arrisque pulos e, se possível, caminhe usando as mãos também. Em alguns momentos, andar de quatro garante a passagem segura. Antes de dar um passo, teste se está seguro antes de colocar seu peso todo sobre o apoio – seja uma pedra, um tronco, um galho;

7 – Jamais atravesse uma corredeira. Ela pode parecer fraquinha, mas a água tem muita força sempre e as pedras submersas são extremamente escorregadias. Sem equilíbrio você não tem chance alguma. Em último caso, o auxílio de uma corda é imprescindível;

8 – Cuidado com as águas muito geladas que podem dar câimbra nas pernas imediatamente. Quando o poço é fundo, não dá pé o risco aumenta pela ansiedade causada;

9 – Cuidado com as famosas “cabeças-d’água”. Mesmo com dia lindo elas podem chegar ao local onde você está, vindas de outras regiões onde caiu chuva pesada;

10 – Não use bebida alcoólica ou qualquer outra substância entorpecente. Você precisa estar no melhor do seu juízo para tomar decisões acertadas, medir seus passos com precisão e controlar bem seu corpo;

11 – Não participe ou promova brincadeiras de empurrar ou dar tombo em colegas. Deixe as brincadeiras para outra hora em que a vida de ninguém esteja em risco. Faça brincadeiras saudáveis e divirta-se com responsabilidade, sempre respeitando o outro;

12 – Use roupa de banho e leve toalhas para se secar. As águas de cachoeiras são geralmente muito geladas e podem trazer um resfriado. Levar uma peça de roupa extra também é uma boa pedida, já que voltar para casa com roupa molhada é sinônimo de ficar doente e cheio de assaduras.

Resgates 

Um dos problemas típicos e riscos que trazem estes locais envolveu a vida de Thais Mota quando a carioca veio conhecer as belezas de Minas Gerais, um pequeno descuido quase levou a jovem de 27 anos.

Ela visitava o Parque Estadual do Ibitipoca, em um local conhecido como “Janela do Céu” quando caiu ao pedir que uma amiga a fotografasse. Ela escorregou nas pedras e caiu de uma altura de 35 metros.

Thaís foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o helicóptero da corporação. O capitão Acácio Tristão Gouvêa, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar em Juiz de Fora, foi o socorrista à frente do resgate da jovem e complementa as observações para a segurança dos viajantes durante as férias.

Segundo o capitão, as principais características destes locais que trazem riscos aos frequentadores e turistas “normalmente são locais de grande beleza e que geram um fascínio nos frequentadores, visitantes e turistas, sendo assim, devido a esse encantamento as pessoas descuidam dos princípios de segurança e acaba ocorrendo os acidentes”, observa.

Associado a isso, continua, “as características físicas dos locais, que apresentam pedras escorregadias, lodo, musgos, a própria força da água e da correnteza, a altura, o difícil acesso, além da busca por ‘adrenalina’ e fortes emoções que tomam conta de algumas pessoas, concluí.

Em caso de acidentes, segundo orientações gerais do Corpo de Bombeiros, os frequentadores devem sempre deve tentar, primeiramente, o contato através do telefone 193 – Emergência dos Bombeiros. Caso não seja possível, procure um ponto onde haja sinal.

Por isso, outro fator de grande importância para a segurança dos turistas é o planejamento e buscar todas as informações sobre a aventura com antecedência e informar um familiar ou amigo que está indo viajar e, sobretudo, se há algum serviço de emergência no local.

 

#Ciência: FAPEMIG oferece oportunidade de troca de experiências entre pesquisadores

Foto: iStock / Reprodução.

Foto: iStock / Reprodução.

Não é de hoje que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) vem desenvolvendo inúmeras ações e acordos para incentivar e promover a realização deworkshops e outras atividades em conjunto com instituições internacionais. Uma dessas iniciativas, firmada há cinco anos entre a Fundação Alemã de Pesquisa (DFG, sigla em alemão) e a FAPEMIG, visa justamente a essa possibilidade de troca de experiências entre os pesquisadores de Instituições de Ensino Superior e Pesquisa de Minas Gerais e da Alemanha, e já apresenta bons resultados no que tange ao intercâmbio de ideias.

É o que diz o professor Eladio Oswaldo Flores Sanchez, coordenador do Serviço de Bioquímica de Venenos Animais da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Ezequiel Dias (FUNED). De acordo com Sanchez, a colaboração na pesquisa com componentes ativos de venenos animais (serpentes) com o grupo do Prof. Dr. Johannes A. Eble, do Institute of Physiological Chemistry and Pathobiochemistry, University of Münster, é fundamental para o desenvolvimento dos trabalhos com a finalidade de elucidar as propriedades estruturais e funcionais das proteínas de venenos ofídicos (Bothrops sp e Lachesis muta), com potencial biotecnológico e ou agentes terapêuticos.

Essa história teve início em 2007 e após um ano de pesquisa o professor Sanchez fez sua primeira viagem, a convite do pesquisador Eble, aos laboratórios do Institute of Physiological Chemistry and Pathobiochemistry. De lá para cá, foram realizadas várias visitas entre Brasil e Alemanha para compartilhar ideias, resultados e conhecimentos sobre toxinologia de venenos animais (alvo de estudo entre as partes). Em novembro de 2016, o professor Eble teve a oportunidade de vir ao Brasil para uma visita técnica aos laboratórios da FUNED, dessa vez por meio do acordo de cooperação entre FAPEMIG e DFG. O resultado foi produtivo e bem avaliado pelo professor Sanchez “Esse auxílio constitui um imprescindível exercício para a geração de conhecimentos que, em sua essência, é uma obra coletiva nas concepções e avaliações propostas associadas às complexidades das ações dos venenos e seus derivados, como as moléculas”, afirma Sanchez.

Como participar?

Na FAPEMIG, as parcerias são gerenciadas pela Assessoria Científica Internacional, departamento criado especialmente para esse fim. As oportunidades são divulgadas periodicamente, no site da Fundação, e as propostas são analisadas por ambas as partes, que decidirão sobre as responsabilidades de apoio financeiro, de acordo com as regras e legislação de cada País. Não existe um valor para apoio do projeto e os itens financiáveis encontram-se no Manual da FAPEMIG. 

Nesse caso específico, que engloba um acordo entre Minas Gerais e a Alemanha, o pesquisador mineiro deverá encaminhar sua proposta para a FAPEMIG e o da Alemanha para o DFG, a mesma poderá ser escrita em inglês. Cada instituição tem um procedimento para a submissão de suas propostas, no caso da FAPEMIG, o pesquisador deverá enviar a proposta para o e-mailaci@fapemig.br; marinabrini@fapemig.br e gabrieladilly@fapemig.br. O documento deve conter as seguintes informações: tema, justificativa, objetivos, orçamento e contato na Universidade da Alemanha. Dúvidas podem ser esclarecidas nesses mesmos endereços eletrônicos disponibilizados.

Sete filhotes de cascavel nasceram no Serviço de Animais Peçonhentos da Funed

Por Luciane Marazzi / FUNED

29-12_filhotes-de-cascavel

Sete filhotes da espécie Crotalus durissus, mais conhecida como cascavel, nasceram no Serviço de Animais Peçonhentos (SAP), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), no dia 26 de dezembro.

De acordo com o biólogo Rafael Batista Pereira, do SAP, as serpentes possuem reprodução sazonal bastante influenciada por condições climáticas. “Esta espécie apresenta reprodução do tipo vivípara (quando o desenvolvimento embrionário é interno) e o nascimento dos filhotes coincide com o período do verão”, explica.

O casal de cascavéis que se reproduziu faz parte dos animais da Exposição Permanente do SAP, sendo esta a segunda gestação deles. A primeira foi em dezembro de 2015, resultando no nascimento de três filhotes. Rafael Batista Pereira diz que a segunda gestação é um indício de que os animais estão saudáveis e bem adaptados ao cativeiro.

#SaúdeELiteratura: Livro discute questões sobre o uso de cigarros eletrônicos

banner_livro_cigarros_eletronicos

O livro “Cigarros eletrônicos: o que sabemos?”, que revisa pesquisas sobre cigarros eletrônicos, está disponível para leitura e download gratuito. A obra tem como objetivo revisar os estudos a respeito dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) e do tratamento da dependência da nicotina a partir do uso desses dispositivos, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos. O livro também discute questões acerca dos danos à saúde oriundos dos DEF’s e de doenças relacionadas ao tabagismo.

A leitura da pesquisa é importante para que sejam feitos esclarecimentos acerca dos cigarros eletrônicos e de informações relacionadas, como a proibição da comercialização no Brasil. A comercialização, a importação e a propaganda de cigarro eletrônico são proibidas no Brasil desde 2009, por meio da publicação da RDC 46/2009 da Anvisa.

A obra é fruto da parceria entre a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Foi elaborada por Stella Regina Martins, juntamente com o Ministério da Saúde.

Em tempo

Em agosto de 2009, a ANVISA proibiu formalmente o comércio e importação de qualquer dispositivo eletrônico de fumar, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos, e-cigarretes, e-ciggy e ecigar, entre outros. A proibição atinge especialmente os produtos que se apresentam como alternativa ao tratamento do tabagismo.

A medida é válida para todo o país e levou em consideração a falta de comprovação científica sobre a eficácia e segurança do produto. O cigarro eletrônico nunca teve registro no país. Após uma consulta pública, que contou com a participação de órgãos de defesa do consumidor, a Anvisa decidiu pela proibição do produto. A medida abrange ainda acessórios e refis destinados ao uso nos dispositivos, assim como a propaganda, a publicidade e a promoção, inclusive na Internet, desses produtos.

 

Fonte: Anvisa.

Ministério da Saúde publica novo guia de manejo clínico para chikungunya

O Ministério da Saúde publicou um guia clínico para o manejo da chinkungunya. O documento traz orientações para casos graves, os cuidados com as gestantes, medicamentos recomendados, exames necessários, bem como o tratamento e as ações de vigilância para a doença. O guia serve de base de consulta para profissionais de saúde para a avaliação dos casos no país e aborda as três fases de evolução da doença: aguda, subaguda e crônica, além da forma de intervenção para cada uma.

O novo manual incorpora a experiência dos profissionais de saúde brasileiros desde a publicação do primeiro guia, no início de 2015. Com o documento atual é possível diferenciar com mais precisão um caso de chinkungunya de outros agravos suspeitos e, com isto, iniciar imediatamente o tratamento correto. Outro destaque é o manejo terapêutico da dor, que informa quais medicamentos são mais indicados em cada condição clinica e os cuidados a serem adotados de acordo com a situação clínica do paciente.

» Clique aqui e acesse o novo Guia de Manejo Clínico para Chikungunya

Projeto Unimontes Solidária lança edital para o ano de 2017

projeto-unimontes-solidaria

Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) lançou o edital da próxima edição do Projeto Unimontes Solidária, que prevê a realização de ações no período de março a dezembro de 2017. Serão contemplados os municípios com índices econômicos e sociais ainda abaixo da média do restante do estado, especialmente nas regiões Norte e Noroeste de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Em 2017, o projeto atingirá uma marca histórica, ao completar 15 anos.

As atividades são coordenadas pela Pró-Reitoria de Extensão, por intermédio da Coordenadoria de Apoio ao Estudante (CAE). As inscrições dos municípios serão recebidas no período de 10 de janeiro a 20 de fevereiro, seguindo os critérios previstos no edital, disponível no site www.unimontes.br – seção editais.

O projeto envolve os alunos dos diversos cursos da Unimontes, que, supervisionados por professores, visitam os municípios como voluntários, onde realizam as ações solidárias junto à população de baixa renda. Desta forma, os estudantes colocam o conhecimento produzido na sala de aula a serviço da comunidade.

As atividades voluntárias são realizadas nas áreas de educação, saúde, assistência social, meio ambiente, organização social, desenvolvimento sustentável, cidadania, arte, cultura, entretenimento, esporte e lazer, entre outras, de acordo com as demandas específicas dos municípios. São atendidos moradores da área urbana e da zona rural.

Na seleção das comunidades para o recebimento das equipes do Unimontes Solidária será dada prioridade aos municípios que apresentam indicadores econômicos e sociais insatisfatórios, como: Produto Interno Bruto (PIB) per capita baixo e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo – em relação ao restante do estado. Também são priorizados municípios com índices mais elevados de analfabetismo e de mortalidade infantil.

 

#EAD: UNA-SUS oferece curso online Doenças Endócrino-Metabólicas e Nutrição

Por UNA-SUS / UERJ

ead-sus

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), integrante da UNA-SUS, está com inscrições abertas para o curso online Doenças Endócrino-Metabólicas e Nutrição até 13 de março de 2017, nesse link. O público são profissionais e gestores da área da saúde atuantes no Sistema Único de Saúde (SUS), mas também é aberto para estudantes e demais interessados no tema.

O curso traz informações sobre a avaliação nutricional no tratamento de doenças relacionadas com a produção de hormônios, originadas a partir de vários fatores, mas que podem ser prevenidas ou controladas. O foco são orientações alimentares para pacientes com obesidade, diabetes mellitus ou síndrome metabólica – que consiste em um conjunto de doenças associadas a resistência à insulina.

Ofertado de forma autoinstrucional (sem tutoria), esse curso é um dos módulos educacionais de capacitação que compõem os Programas de Valorização da Atenção Básica (PROVAB) e Mais Médicos. É composto por sete unidades e a carga horária é de 15h.

Segundo estudo do Imperial College de Londres, publicado em abril desse ano na revista Lancet, a obesidade afeta 13% da população mundial adulta, mais de 641 milhões de pessoas. De acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado no mesmo mês, mais de 422 milhões de adultos são portadores de diabetes. No Brasil, são mais de 16 milhões de brasileiros vivendo com a doença, sendo que a maioria são mulheres.

A estudante de medicina, Izabel Coelho, reside em Divinópolis (MG) e aproveitou a possibilidade do curso ser ofertado à distância para se matricular. Ela conta que a capacitação permitiu ainda que ela aprofundasse seus conhecimentos em temas abordados superficialmente na graduação. “Com o conteúdo do curso foi possível dar orientações mais consistentes aos pacientes e também adquirir hábitos mais saudáveis para minha vida”, relata.

O conteúdo do curso também traz tópicos da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), ação que objetiva contribuir com a melhora das condições de alimentação, nutrição e saúde da população brasileira. Entre as estratégias da Política, destacam-se a promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis, a vigilância alimentar e nutricional, a prevenção e o cuidado integral dos agravos relacionados à alimentação e nutrição.

#Ciência: Pesquisa revela altas taxas de resistência aos antimicrobianos em todas as regiões do país

Por Blog da Saúde / Min. da Saúde
medicamentoanvisa

Crédito: Anvisa / Reprodução.

 

Globalmente elevados, os índices de resistência da gonorreia a certos medicamentos preocupam o mundo – e, recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a ciprofloxacina uma opção viável para o tratamento dessa infecção sexualmente transmissível (IST). Neste contexto, o Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde coordenou, em parceria com o Laboratório de Biologia Molecular e Microbactérias da Universidade Federal de Santa Catarina entre 2015 e 2016, o Projeto de Vigilância da Resistência de Neisseria gonorrhoeae aos antimicrobianos – como o nome já diz, um estudo nacional de vigilância da resistência das cepas de gonorreia circulantes no Brasil.

Os resultados do chamado Projeto Sengono foram compartilhados com os representantes das sete cidades que participaram da pesquisa: Brasília, Salvador, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Manaus e a própria capital catarinense. Estiveram presentes a diretora do DIAHV, Adele Benzaken; técnicos do Departamento; a Dra. Maria Luiza Bazzo, coordenadora do projeto e sua equipe da Universidade Federal de Santa Catarina; e coordenadores e profissionais de laboratório dos sete sítios coletadores envolvidas.

A pesquisa revelou que há taxas de resistência à ciprofloxacina, à penicilina e à tetraciclina superiores a 50% em todas as regiões do país. A única exceção é a Região Norte, que apresentou uma taxa de 47% de resistência a ciprofloxacina. Com relação a ceftriaxona e cefixima, todos os isolados estudados foram sensíveis a essas cefalosporinas de terceira geração. Esses resultados corroboram a atual recomendação terapêutica da OMS, lançada em 2016, no sentido de substituir a ciprofloxacina pela ceftriaxona ou cefixima, na terapia dupla, com azitromicina, como opção de tratamento para infecções gonocócicas. Ainda, segundo a OMS, um agente antimicrobiano não deve ser usado quando, em estudos de vigilância in vitro, mais de 5% das culturas gonocócicas demonstrarem resistência a esse antimicrobiano em questão.

“Quando não tratada de maneira correta, ou quando o gonococo desenvolve resistência ao tratamento empregado, a gonorreia pode causar danos graves e até irreversíveis, como doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica, abortamento e infertilidade, com graves consequências médicas, sociais, psicológicas e econômicas, em mulheres e homens”, disse a diretora do DIAHV, Adele Benzaken. Ela destacou ainda que uma IST é um fator complicador para a infecção pelo HIV: “Uma pessoa com algum tipo de IST tem até 18 vezes mais chances de se infectar com o vírus causador da aids do que uma pessoa que não a tem”, complementou.

A gonorreia, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae – também conhecida como gonococo – é a segunda infecção sexualmente transmissível (IST) bacteriana mais comum no mundo. Estima-se que, somente no Brasil, existam cerca de 500 mil novos casos por ano. Atualmente, o gonococo já é considerado um microrganismo multirresistente.

Para a Professora do Departamento de Analises Clinicas da Universidade Federal de Santa Catarina, Maria Luiza Bazzo – coordenadora do estudo -, os resultados não surpreenderam. “Apesar de não existir no Brasil um panorama real em relação a resistência em relação a ciprofloxacina, estudo confirmou o alto índice de resistência a este antimicrobiano, o que, sem dúvida, vai trazer impacto para o tratamento da gonorreia no Brasil”. Por outro lado, ela ressalta que o estudo mostrou que não houve resistência com os medicamentos ceftriaxona e cefixima.

PREVALÊNCIA – No Brasil, o cenário epidemiológico da infecção acompanha os altos índices mundiais. Estima-se que a prevalência da gonorreia na população de 15 a 49 anos seja de aproximadamente 1,4% – e que a incidência na população em geral esteja em torno de 498.848 novos casos por ano.

TIPOS – Qualquer prática sexual pode transmitir a gonorreia – seja o contato oral, vaginal ou anal. A bactéria se prolifera em áreas quentes e úmidas do corpo, incluindo o canal que leva a urina para fora do corpo, a uretra. Pode ser encontrada também no sistema reprodutor feminino, que inclui as tubas uterinas, o útero e o colo do útero. Há ainda a transmissão de mãe para filho durante o parto. Em bebês, a gonorreia costuma se manifestar principalmente nos olhos, na forma de conjuntivite grave, mas também pode haver infecção disseminada.

 

Hemominas promove atenção multidisciplinar para tratamento da Doença Falciforme

Por Fundação Hemominas / ASCOM

doenca-falciforme_2016

Crédito: Wikimedia Commons / Reprodução.

Na Fundação Hemominas, o cuidado com a pessoa que possui doença falciforme estende-se às mães ou responsáveis, preocupados com dificuldades de aprendizagem e problemas de disciplina e que procuram o atendimento pedagógico para orientação. A primeira providência é saber se os pais já levaram informativos para a escola, orientando sobre as doenças e os cuidados que devem ser observados pelos profissionais de educação. Se não, o setor de pedagogia encaminha à direção da escola e aos professores cartas e a cartilha “Conhecer e compreender para educar”.

» Clique aqui e confira uma matéria completa no site da SES-MG sobre uma pesquisa para tratamento da Doença Falciforme.

Há escolas que solicitam orientação sobre a doença quanto aos pacientes do ambulatório. Cada doença tem uma carta específica (coagulopatias, hemoglobinopatias), de acordo com suas características. A doença falciforme e hemofilia têm cartas separadas para educação infantil e ensino regular, pois exigem cuidados diferenciados.

As pessoas que possuem a doença falciforme, por exemplo, devem evitar lugar abafado, muito frio, uma vez que a friagem pode provocar crises de dor que podem ocorrer em qualquer parte do corpo. Outros sintomas também devem ser observados: febre acima de 38 graus, palidez acentuada, vômito, desidratação. Falciformes precisam de mais hidratação e devem ser liberados para irem ao banheiro com maior frequência. A falta de água pode provocar crises de dor ou facilitar o aparecimento de outras complicações clínicas como o AVC.

Há outros tipos de intervenção como: solicitar o apoio do professor nas dificuldades das crianças, envolvendo até, se necessário, a Secretaria de Educação, o Conselho Tutelar e até instâncias superiores.  O setor orienta também quanto ao direito do paciente a transporte escolar e os procedimentos para consegui-lo; sobre mudança de escola para matricular o aluno numa unidade mais próxima de sua residência.

Entendendo a doença

Tudo começa com o teste do pezinho nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS). O sangue do bebê vai para o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), responsável por executar o Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG). O exame mostra se o bebê possui alguma alteração que possa indicar o diagnóstico de uma doença de origem genética grave ou que se desenvolveu no período fetal (congênita). Uma das seis doenças triadas é a doença falciforme.

Se o exame der alterado, o Nupad aciona a família que agenda uma primeira consulta nas unidades da Hemominas. O teste do pezinho é oferecido gratuitamente à população dos 853 municípios de Minas, por meio do PTN-MG, sob a gestão da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Atualmente, são cerca de 5,5 milhões de recém-nascidos triados pelo PTN-MG, e mais de seis mil crianças/jovens em acompanhamento e tratamento para as doenças diagnosticadas (dados de setembro de 2016).

Uma das doenças genéticas e hereditárias mais comuns no Brasil, a doença falciforme afeta o formato das hemácias ou glóbulos vermelhos, que carregam a hemoglobina – pigmento responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões para o corpo. Quando isso acontece, a hemácia apresenta o aspecto de uma foice, daí o nome falciforme, dificultando a passagem do sangue pelos vasos e a oxigenação dos tecidos.

O tipo normal de hemoglobina é o AA. O tipo SS é o que indica a presença da doença falciforme, que segundo Paulo Rezende, provoca anemia, vaso-oclusão de pequenas veias e de artérias que podem ocorrer potencialmente em todas as partes do corpo. Quando a hemoglobina S se associa a outra hemoglobina variante, dá origem aos dois subtipos: hemoglobinopatia SC e hemoglobinopatia SD, que podem ou não apresentar manifestações clínicas. Segundo o médico, é um tratamento para a vida inteira. Uma forma de cura é o transplante de medula óssea, autorizado pelo Ministério da Saúde para formas mais graves, mas é um processo em andamento, necessita de regulamentação, implantação de fluxos etc.

Em parceria com o Nupad, a Hemominas faz treinamento a distância para os profissionais de saúde. Também pelo call center Cehmob-MG Atende (0800 722 6500), com ligação gratuita 24 horas – profissionais de saúde podem discutir casos e receber orientação clínica. O canal atende ainda educadores, pacientes e familiares para esclarecimento de dúvidas.