#MitoOuVerdade: A camisinha de Posto de Saúde é segura e eficaz? A resposta é SIM!

By | 2 de dezembro de 2016
Arte: Maycon Portugal

Arte: Maycon Portugal

É recorrente ouvirmos de amigos ou conhecidos, ou até mesmo ver espalhados pelas redes sociais, comentários depreciativos em relação à qualidade e a eficácia dos preservativos masculinos – a popular camisinha, distribuída gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde (Posto de Saúde) do Sistema Único de Saúde (SUS).

Essas camisinhas são de qualidade inferior ou menos seguras que as vendidas em farmácia? A resposta é simples (e óbvia): NÃO. O preservativo masculino distribuído em postos de saúde é tão seguro quanto os adquiridos em farmácia. “A qualidade de todas as camisinhas, sejam elas comercializados ou de distribuição gratuita, é garantida por meio de um sistema de certificação obrigatória, gerenciado pelo INMETRO. Nesse sistema, todos os preservativos usados no Brasil devem atender às exigências de qualidade do regulamento técnico adotado pela Anvisa”, nos conta Leide Alcântara, referência técnica da Coordenação Estadual DST/AIDS e Hepatites Virais da SES-MG.

Dessa forma, todos os fabricantes de preservativos – comercializados ou distribuídos gratuitamente pelo SUS – passam por auditoria para a concessão da licença de fabricação. Por meio de ensaios em laboratórios credenciados, tanto o sistema de qualidade quanto a conformidade do produto são verificados para a concessão de licença. Além disso, amostras de cada lote fabricado são ensaiadas e aprovadas nos laboratórios credenciados. Esse modelo, atualmente, é obrigatório também para preservativos importados. Sendo assim, falhas do produto como rompimento, permeabilidade e desprendimento são incomuns, e podem estar relacionadas com o uso incorreto.

“O rompimento pode ocorrer por fatores relacionados a falhas no uso, como uso de lubrificantes oleosos ou lubrificação inadequada; a reutilização; a exposição ao sol, calor ou umidade; ao uso de produtos com prazo de validade expirado; o uso de dentes ou outros materiais cortantes para abrir a embalagem do preservativo, e a colocação incorreta dele no pênis”, destaca Leide Alcântara.

Por isso, não acredite em toda e qualquer informação não confiável ou veiculada de forma indiscriminada na internet ou redes sociais. Quando se tratar da prevenção e do cuidado com a sua saúde, busque sempre fontes oficiais, ok? A camisinha é uma excelente e prática estratégia de prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis. Por isso, o SUS mantém sua distribuição gratuita, em todo o Brasil.

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