#Ciência: Pesquisadora da Fiocruz é eleita personalidade do ano pela Nature

By | 20 de dezembro de 2016
Celina Turchi: mulher, brasileira e trabalhadora do SUS (foto: Fiocruz Pernambuco)

Celina Turchi: mulher, brasileira e trabalhadora do SUS (foto: Fiocruz Pernambuco)

A pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, Celina Turchi foi eleita uma das 10 personalidades do ano na ciência pela revista britânica Nature por seu trabalho para o estabelecimento da relação entre o vírus zika e a microcefalia em bebês.

Publicada desde 1869, a Nature é uma das revistas científicas mais antigas e relevantes do mundo, já tendo publicado inúmeras descobertas científicas de extrema relevância para a sociedade, como os raios X, a estrutura em dupla hélice do DNA, o buraco na camada de ozônio, dentre tantas outras.

A revista destaca que Turchi integrou uma rede de epidemiologistas, pediatras, neurologistas e biólogos que levou a resultados “formidáveis”. Segundo a publicação, quando Turchi e seus colegas começaram suas pesquisas, o conhecimento sobre o zika era extremamente limitado. A revista afirma ainda que a médica ajudou a produzir uma quantidade suficiente de evidências para demonstrar o vínculo entre o vírus e malformações fetais.

“Nem em meu maior pesadelo como epidemiologista eu havia imaginado uma epidemia de microcefalia neonatal”, disse Celina à Nature. “Quando começamos, não havia nenhum livro a seguir”. Em relação à lista de 10 personalidades do ano da Nature, Celina encara como um reconhecimento do trabalho de um grupo e não apenas dela. “Estou grata e entendo que esse foi o reconhecimento de um trabalho coletivo, não só de nós pesquisadores, mas por todos profissionais de saúde envolvidos. Foi fruto também da oportunidade de poder contar com grupos experientes e qualificados de laboratório, clínica, neurologia e com apoio da instituição”, declarou Celina.

“Os cientistas da lista de 2016 da Nature são um grupo diverso, mas todos eles desempenharam papéis importantes em grandes eventos científicos neste ano, com o potencial de levar a mudanças em escala global”, disse Richard Monastersky, um dos editores da revista britânica.

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