Monthly Archives: janeiro 2017

Hemominas realiza palestra para os servidores sobre o uso de internet e redes sociais

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Discutindo o tema “Internet e Redes Sociais: interação e interatividade seguras”, a palestra reuniu, na tarde dessa quinta-feira (26/01), vários servidores da Fundação Hemominas no auditório do Hemocentro de Belo Horizonte (HBH).

Conduzida pela psicóloga Cristiane Lage, instrutora e especialista em gestão empresarial, a palestra começou com uma dinâmica: os servidores foram convidados a escrever em uma folha de papel quanto tempo diário é gasto na internet e quais as atividades mais realizadas online. O exercício permitiu que os participantes interagissem uns com os outros sobre seus hábitos de navegação, comportamento e consumo na internet.

A seguir, Cristiane Lage falou da intensificação da tecnologia nos últimos anos e o crescimento do uso de serviços de trouxeram benefícios e facilidades, mas também causam preocupação quanto à segurança das informações pessoais disponibilizadas nas redes.

Segundo a psicóloga, o acesso à internet trouxe mais praticidade para a realização de tarefas do dia a dia, porém é necessário estar atento para evitar riscos virtuais e navegar com segurança. A consultora citou casos em que a superexposição da vida pessoal na internet pode prejudicar a vida profissional e pessoal dos internautas. Por sua vez, os servidores aproveitaram a oportunidade para trocar experiências pessoais e esclarecer dúvidas.

Ao fim da atividade, Cristiane Lage forneceu várias dicas de uso seguro e responsável da internet, sobretudo de privacidade e exposição nas redes sociais. “É importante que as pessoas reflitam sobre seus hábitos em todos os âmbitos e a partir dessa reflexão possam aprender a utilizar a internet com responsabilidade e parcimônia, reduzir riscos virtuais e garantir a segurança online e off-line.

Organizado pela Equipe de Treinamento e Desenvolvimento da instituição, o evento faz parte do Ciclo de Desenvolvimento Comportamental e foi transmitida via videoconferência para todas as unidades.

 

Fonte: ASCOM / Hemominas.

#Curiosidade: Dia Mundial da Não-Violência e a importância da Cultura de PAZ

30-01 Dia da Não Violência (Cultura da Paz)

Nesta segunda-feira (30/01) é comemorado o Dia Mundial da Não-Violência. Trata-se de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), instituída desde 1948, em homenagem ao líder pacifista Mahatma Gandhi, cujo assassinato ocorreu nesta data. É um dia voltado à educação para a paz, à solidariedade, à mediação de conflitos e ao respeito pelos direitos humanos.

Gandhi, também chamado Mahatma (que significa “grande alma”, “alma iluminada”), nasceu na Índia, em 1869. É considerado um dos principais expoentes do pacifismo e da luta pelo respeito e realização dos direitos humanos e da justiça. Após estudar direito na Inglaterra, foi trabalhar na África do Sul como advogado. Lá começaram as suas primeiras ações de protesto não-violento contra o racismo, baseadas na resistência pacífica e na não cooperação com as autoridades.

Ao fim de anos de luta, e depois de ter conseguido algumas melhorias para a comunidade indiana na África do Sul, decidiu voltar ao seu país de origem – a Índia – e lutar pela sua independência. O país era uma colônia do Império Britânico. Graças a seus esforços, a Índia conquistou a independência em 1947. Os procedimentos e as formas de luta que Ghandi propôs e utilizou eram manifestações pacíficas: diálogos, testemunhos, petições, marchas, jejuns, greves de fome, orações e cooperação com os mais oprimidos.

Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim. (Mahatma Ghandi) 😉👍💖 Click To Tweet

Não-cooperação, por meio de boicote sistemático dos produtos ingleses e da recusa a colaborar com um regime ou com um sistema considerado injusto. Desobediência civil, por meio da violação intencional, organizada, sistemática de leis consideradas injustas. Gandhi teve grande influência entre as comunidades religiosas hindus e muçulmanas da Índia. No entanto, a tensão entre os dois grupos era enorme e resultou no surgimento do Paquistão, país de maioria muçulmana. Foi por tentar unificar hindus e muçulmanos que Gandhi acabou assassinado por um hinduísta radical.

Apesar de ter sido indicado cinco vezes entre 1937 e 1948, o pacifista que enfrentou o poder da Inglaterra nunca recebeu o prêmio Nobel da Paz. Décadas depois, no entanto, o erro foi reconhecido pelo comitê organizador do prêmio. Além disso, quando o Dalai Lama (Tenzin Gyatso) recebeu o Nobel em 1989, o presidente do comitê disse que o prêmio era “em parte um tributo à memória de Mahatma Gandhi”.

Cultura de PAZ

Trata-se de uma proposta que busca alternativas e soluções para estas questões que afligem a humanidade como um todo, não se foca na questão da violência, muito menos na linguagem bélica, mas na paz como um estado social de dignidade onde tudo possa ser preservado e respeitado. Estes pontos são um dos grandes desafios da construção de uma cultura de paz. De acordo com a UNESCO, a cultura de paz tem como base oito pilares:

1. Educação para uma cultura de paz
2. Tolerância e solidariedade
3. Participação democrática
4. Fluxo de informações
5. Desarmamento
6. Direitos humanos
7. Desenvolvimento sustentável
8. Igualdade de gêneros

O ano 2000 foi o ponto de partida para a grande mobilização, assim como foi o Ano Internacional para a Cultura de PAZ. Foi neste momento que as Nações Unidas iniciou um movimento global para a cultura de paz criando uma “grande aliança” que unia todos os movimentos já existentes que já trabalhava em prol da cultura de paz nos oito âmbitos de ação. Este movimento vem crescendo com a Década Internacional para a Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo (2001-2010).

Este movimento representa uma oportunidade de participação que abre portas para que todos juntos possam trabalhar as possibilidades de transformação de uma cultura orientada pela desconfiança, competição e uso abusivo do poder em uma Cultura de Paz, diálogo e responsabilidade compartilhada. Ainda, é válido lembrar que para construir uma sociedade mais humana, é fundamental, que cada um começa por si mesmo e faça sua parte por meio de uma mudança de atitudes, valores e comportamentos que visem à construção de um mundo mais justo e melhor de se viver.

  •  Clique aqui e confira um livro digital sobre a cultura de Paz produzido pelo Ministério da Saúde.
Fonte: Rede Escola / Info Jovem.

OPAS faz alerta sobre a importância do enfrentamento à violência contra a mulher

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A violência contra a mulher é um grave problema de saúde pública, que ocorre em todas as classes sociais. Para que a população possa entender melhor como enfrentar esse crime, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) disponibilizou em português um resumo de algumas das principais publicações sobre o tema, feitas pela agência e entidades parceiras.

A “Estratégia e Plano de Ação sobre o Fortalecimento do Sistema de Saúde para Abordar a Violência contra a Mulher” (disponível em português, inglês e espanhol), de 2015, faz uma análise da situação atual da violência contra as mulheres na América Latina e Caribe e sugere indicadores para monitoramento de progresso.

Já o “Relatório sobre a situação global da prevenção da violência 2014” (disponível em inglês e português) contém dados de 133 países e aborda especificamente o abuso infantil, violência juvenil, violência por parceiro íntimo, violência sexual e abuso de idosos. Foi publicado em conjunto por OMS, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

As “Recomendações éticas e de segurança da OMS para pesquisa, documentação e monitoramento da violência sexual em emergências” (disponível em inglês, francês e árabe), de 2007, apresenta desafios para as atividades relacionadas com a coleta de dados em qualquer contexto, incluindo em emergências humanitárias.

Também está disponível no site da agência documento sobre as áreas-chave para a ação da OPAS/OMS no enfrentamento à violência contras as mulheres. Esse texto aponta, por exemplo, que as diferentes formas de violência contra mulheres e meninas podem resultar em implicações à saúde mental, como depressão, ideias suicidas ou abuso de substâncias. Mulheres e meninas podem ainda sofrer agravos à saúde sexual e reprodutiva, como a contração de infecções sexualmente transmissíveis ou uma gravidez não desejada/precoce.

Dia Laranja

No dia 25 de cada mês, a equipe da OPAS/OMS Brasil se veste de laranja para marcar sua adesão à iniciativa global “Torne o Mundo Laranja”, da campanha Una-se Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A cor foi escolhida para representar um futuro livre de agressões contra mulheres e meninas.

 

Fonte: OPAS / ONU.

#SaúdeLGBT: O que é a Visibilidade Trans?

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Neste domingo (29/01) é Dia Nacional de Visibilidade Trans. A proposta é sensibilizar a sociedade sobre as questões relacionadas à cidadania, aos direitos humanos e o acesso à saúde pública que envolvem a comunidade de transexuais e travestis.

Por meio da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, o Sistema Único de Saúde (SUS) universaliza o acesso à saúde pública à população LGBT sem que haja qualquer tipo de discriminação ou preconceito nas Unidades de Saúde. Por isso, transexuais e travestis podem ter o Nome Social no Cartão do SUS.

O nome social é aquele pelo qual transexuais e travestis preferem ser chamados (as) cotidianamente, refletindo sua identidade de gênero, em contraposição aos nomes de registro civil determinados no nascimento, com o qual não se identificam. Além disso, é muito importante que os profissionais de saúde respeitem a diversidade sexual e de gênero das usuárias e dos usuários da saúde pública, se preocupando com o acolhimento e tratamento adequado para que não haja discriminação, nem preconceito.

O cuidado com os aspectos da identidade de gênero são fundamentais para trabalhar questões de saúde de indivíduos que trazem uma identidade de gênero diferente de seu corpo biológico de nascimento. Evitar preconceitos e decisões clínicas baseadas em estereótipos de gênero auxilia no alcance do cuidado integral dessa população que tem outras demandas de saúde para além de sua sexualidade.

#VisibilidadeTrans: Cartões destacam empoderamento das pessoas trans na sociedade

“Pessoas trans não são apenas estatísticas. Elas são pais e escritores como o João Nery. Elas são professoras de dança, como Rhany. São artistas, como Sebastian e Pri. São profissionais de comunicação, como Patrick e Taya. São gestoras públicas, como a Paula, ou ativistas formidáveis, como Keila e Tathiane”, defende o Coordenador Residente do Programa das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.

É assim que são destacados os personagens dos cartões postais “Sobre Viver Trans: histórias de afeto e empoderamento pela visibilidade das pessoas trans”, organizado através da campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) “Livres & Iguais”, criada em 2014 para promover os direitos humanos da população LGBTI.

O objetivo dos cartões é promover a visibilidade trans brasileira, usando como inspiração pessoas reais, que contribuem para alcançar a igualdade de direitos da população trans. Além disso, contribui para lembrar que as pessoas trans são muito mais do que apenas uma identidade de gênero, são mães, pais, escritores, professores, jornalistas, ativistas, e tudo aquilo que quiserem ser.

O lançamento dos cartões postais aconteceu na noite de ontem (25/01) durante um cine-debate do web documentário POP TRANS, organizado pelo Ministério da Saúde (MS). As ações acontecem em alusão ao Dia da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. Para a Diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do MS, Adele Benzaken, “Os postais assim como a série de webdocumentário que produzimos, vão contribuir para desconstruir os estigmas com que a população trans é vista”. Assista ao web documentário POP TRANS:

Niky Fabiancic ainda espera que os cartões possam servir como fonte de inspiração.  “Que esses relatos de afeto, que agora se convergem nesses nove cartões postais, possam abrir novos caminhos rumo ao respeito, à inclusão e à cidadania plena das pessoas trans no Brasil”.

CONHEÇA OS PROTAGONISTAS DA SÉRIE “SOBRE VIVER TRANS”:

Keila

Keila, 51 anos, ativista: pioneira na articulação nacional de travestis e transexuais e referência do movimento por direitos humanos no Brasil. Ela luta para que as próximas gerações de pessoas LGBTI tenham mais respeito, dignidade e cidadania, e, principalmente, para que todas as travestis como ela possam ser protagonistas das próprias vidas.

Sebastian

Sebastian, 27 anos, tatuador:  acredita em mudar o mundo pelo amor e espera que a sociedade aprenda a respeitar as pessoas trans e a diversidade dos corpos. Hoje, ele diz que sente a alma livre e que sorrir nunca teve tanto significado. Transborda na militância por visibilidade e respeito, lutando para ver essa liberdade estampada no sorriso de outras pessoas trans.

Tathiane

Tathiane, 35 anos, ativista:  trabalha incessantemente para tornar realidade políticas públicas que contemplem a população trans no Brasil. O maior problema da transfobia, segundo ela, é a falta de amor ao próximo. Thatiane tem orgulho de quem é hoje e diz, sem dúvidas, que é feliz.

Patrick

Patrick, 25 anos, jornalista:  transicionar foi o que lhe salvou a vida. A fase do medo passou e abriu caminho para a coragem. Não só a coragem de ser quem é, mas também a de levantar a bandeira pelo respeito e pela visibilidade que as comunidades trans e negra merecem.

Paula

Paula, 36 anos, gestora pública e poetisa:  viveu todas as dores de ser mulher na pele. Enfrentou obstáculos e preconceitos, mas sempre levantou a cabeça e seguiu adiante. Hoje, ela é a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira no Conselho da Mulher do Distrito Federal.

João Nery

João, 66 anos, escritor: renunciou o diploma em Psicologia para ser quem é. Com o livro “Viagem Solitária”, ajudou pais e filhos, ocupou espaços públicos e abriu caminhos para toda uma geração de pessoas trans no Brasil. Um Projeto de Lei de identidade de gênero leva o nome dele : Lei João W. Nery. No Brasil , país que mais mata pessoas trans, se sente um sobrevivente.

Taya

Taya, 23 anos, estudante de Comunicação Organizacional:  é travesti “com muito orgulho”, mas não se deixa definir exclusivamente pela  identidade de gênero, ainda que tentem reduzi-la àquilo que a discriminam. Traz em si uma infinidade de mundos e atributos.

Pri

Pri, 38 anos, artista social: se identifica como gender queer, desafiando os binarismos que estruturam o gênero e as normas da sociedade. “Ser queer é ter a possibilidade de uma existência consciente, agindo eticamente para que gerações futuras possam desfrutar de um mundo saudável e com igualdade de direitos para todas”.

Rhany

Rhany, 30 anos, ativista: é mulher trans e negra, e sabe como é difícil enfrentar preconceitos. Foi por meio do envolvimento com a arte, militância e a cultura, principalmente a afro-brasileira, que Rhany pode construir, simbólica e efetivamente, a própria identidade de gênero e raça. Espera ver, no futuro, todas as mulheres negras, principalmente as trans, respeitadas, visibilizadas e empoderadas.

ESTATÍSTICAS – O Ministério da Saúde ampliou a assistência para a população trans com a habilitação de mais quatro serviços ambulatoriais. No total, serão nove centros que ofertam terapia hormonal, consultas pré e pós-operatório e cinco que oferecem a cirurgia de redesignação sexual (mudança de sexo). O SUS também realiza a histerectomia (retirada de útero e ovários), mastectomia (retirada das mamas), tireoplastia (cirurgia que permite a mudança no timbre da voz), plástica mamária e inclusão da prótese de silicone e outras cirurgias complementares.

Entre os anos de 2015 e 2016 houve um aumento no número de atendimentos realizados pelo SUS para pessoas trans. O crescimento nos atendimentos ambulatoriais foi de 32% (3.388 em 2015 para 4.467 em 2016), as cirurgias aumentaram 48% (23 cirurgias em 2015 para 34 em 2016) e a terapia hormonal no processo transexualizador aumentou 187% (52 em 2015 para 149 em 2016).

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Por Aline Czezacki, para o Blog da Saúde / Ministério da Saúde.

#SUS: Anvisa completa 18 anos de proteção à saúde da população brasileira

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) completou, na quarta-feira (25/01), 18 anos de proteção à saúde da população brasileira. Nessas quase duas décadas de atuação, a entidade conquistou respeito e reconhecimento junto aos brasileiros e se consolidou como uma das mais relevantes agências reguladoras em todo o mundo.

Criada por meio da Lei nº 9.782, a Anvisa visa promover e proteger a saúde da população brasileira. Para isso, a agência busca a ampla participação da sociedade, organizada ou não, para adotar decisões. Para a entidade, esse processo transparente é prioritário para a visão estratégica.

A agência deixou de ser mera incorporadora de práticas, já adotadas em outros países, e passou a exercer um papel protagonista na discussão e formulação de novas estratégias regulatórias. Ao longo dos anos, a Anvisa investiu fortemente em capacitação para acompanhar a evolução tecnológica mundial, sempre com foco no controle de riscos sanitários e nas consequentes medidas para mitigar tais riscos.

Fonte: Portal Brasil

#VisibilidadeTrans: Ministério da Saúde cria websérie sobre a população Trans no SUS

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Para marcar o Dia da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, o Ministério da Saúde preparou uma websérie que será postada em breve em seu canal no YouTube. Os vídeos contam a história de seis brasileiros transexuais e travestis que receberam assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) durante o processo transexualizador.

O Ministério da Saúde ampliou a assistência para essa população, com a habilitação de quatro novos serviços ambulatoriais em janeiro deste ano. Com isso, o Brasil passou a contar com nove centros que ofertam procedimentos como terapia hormonal e acompanhamento dos usuários em consultas e no pré e pós-operatório. Dos nove centros, cinco oferecem cirurgia de mudança de sexo, chamada de redesignação sexual.

Atendimento

O atendimento a transexuais e travestis no SUS vem crescendo ao longo dos anos. Entre 2015 e 2016, foi registrado aumento de 32% nos atendimentos ambulatoriais, passando de 3.388 em 2015 para 4.467 em 2016. O número de cirurgias de mudança de sexo do masculino para o feminino cresceu 48% de 23, em 2015, para 34 em 2016. A terapia hormonal no processo transexualizador também subiu de 52 para 149 procedimentos, aumento de 187%.

Processo

O SUS realiza desde 2008 cirurgias de redesignação sexual (portaria GM/MS nº 1.707, de 18 de agosto de 2008) para a população transexual. O processo de transexualização envolve uma série de procedimentos de saúde que vão desde acompanhamento psicológico, terapia hormonal até a cirurgia em si, se o paciente desejar fazer. A assistência à saúde exige acompanhamento com equipe multidisciplinar por dois anos e idade mínima de 18 anos.

O SUS também oferta procedimentos como: histerectomia (retirada de útero e ovários), mastectomia (retirada das mamas), tireoplastia (cirurgia que permite a mudança no timbre da voz), plástica mamária e inclusão da prótese de silicone e outras cirurgias complementares.

 

#Especial: Onde está o SUS?

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Qual é a primeira coisa que lhe vem à mente quando se fala Sistema Único de Saúde (SUS)? Provavelmente você deve imaginar pessoas sendo recebidas em um hospital… Ou crianças atualizando a caderneta de vacinas… Até mesmo prontos socorros recebendo vítimas de acidentes de trânsito… Mas você já parou para pensar nas inúmeras outras circunstâncias do dia a dia em que o SUS está presente?

Recentemente, o Brasil se deparou com uma tragédia aérea envolvendo a Associação Chapecoense de Futebol. E quem estava lá para auxiliar no transporte das vítimas? O SUS! Sabe por que? Porque sempre que há eventos de catástrofe ou calamidade pública, a equipe da Força Nacional do SUS é acionada. No caso da Chapecoense, ela foi convocada para dar suporte à embaixada brasileira na Colômbia.

Na primeira fase, o trabalho da Força Nacional do SUS foi de auxílio na identificação dos corpos das vítimas e nos relatórios de atestados de óbito. Depois passou para o translado dos sobreviventes em condições de serem transportados para o Brasil (Rafael Henzel e Alan Ruschel – radialista e atleta da Chapecoense, respectivamente).

“A Força Nacional de Saúde está pronta para atuar a qualquer momento. Basta ser requisitada. E foi assim que nós agimos no caso da Chapecoense. Fizemos o transporte com segurança e com todos os cuidados necessários aos dois pacientes críticos, mas com quadro estabilizado. Vieram muito bem. Foi um trabalho muito bem feito pela Força. E esse trabalho é do SUS”, destaca o diretor de Atenção Hospitalar e de Urgência do Ministério da Saúde, Edgar Tolini.

NA COMIDA

Sabe outro lugar que o SUS está e você quase não se lembra? Nos alimentos industrializados! Entre as principais estratégias do SUS de promoção à saúde estão os acordos firmados com a indústria para reduzir a quantidade de sódio, açúcar e gordura dos alimentos. Para ter uma ideia, quase 15 toneladas de sódio já deixaram de ser consumidas pelos brasileiros em quatro anos de acordo com a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia). A redução equivale a 3.723 caminhões de 10 toneladas carregados de sal. O total preencheria mais de 52 km de uma estrada com todos os caminhões alinhados. A meta é que, até 2020, as fábricas do setor promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro.

“Nossa preocupação é tentar fazer o possível para colaborar. Esperamos conseguir, inclusive, preparar, de maneira eficaz, a tecnologia para fazermos também a redução do açúcar, com o mesmo sucesso e ritmo que tivemos na redução de sódio”, afirma o presidente da Abia, Edmund Kloz.

O consumo excessivo de sódio é fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis, que atualmente respondem por 72% dos óbitos no Brasil. A redução do sódio em alimentos processados faz parte das estratégias de alimentação e nutrição que estão alinhadas com o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, disponível aqui.

  • Clique aqui para ler a matéria completa no Blog da Saúde do Ministério da Saúde.

#Idosos: Orientação para organizar melhor a rotina de medicamentos

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Quem toma algum medicamento ou muitos tipos diferentes de uma vez só, deve ficar atento a alguns cuidados para se manter seguro. Há quem tome um medicamento  por dia, uma vez por semana, de seis em seis horas ou de oito em oito. Muitas vezes, manter tudo isso dentro da ordem pode ser difícil. Existem vários fatores que interferem no uso de medicamentos e consequentemente no resultado do tratamento, como por exemplo, esquecer de tomar, utilizar uma dose maior ou menor, trocar os horários, entre outros motivos.

O Blog da Saúde preparou algumas dicas simples, mas práticas,  juntamente com a neurogeriatra, Tamara Checcacci, do Hospital Federal do Lagoa, no Rio de Janeiro, que podem ajudar nesse processo. As dicas podem ser úteis para idosos, cuidadores e familiares.

Tome o medicamento como prescrito

Assim como foi prescrito pelo médico, mantenha as instruções dadas a você.  Não pule e nem acumule doses. Se está com dúvidas sobre o quanto um medicamento pode fazer bem ou não, converse com um profissional qualificado e evite ouvir terceiros.

Um medicamento indicado a você pode não fazer bem a outra pessoa ainda que ela esteja com o mesmo problema. Evite tomar qualquer  medicamento que não tenha sido prescrito especificamente para você.

Em nenhuma hipótese decida por si abandonar o tratamento sem acompanhamento e orientação de um especialista.  Ainda que você esteja se sentindo melhor.  “A maioria das doenças são trataveis e controláveis na medida em que o paciente tenha disciplina e faça a  adesão ao tratamento. No caso da diabetes, por exemplo, mesmo que o paciente considere que em num momento a glicemia está normal, deve levar isso ao médico. O diabetes é uma doença crônica e a melhora é esperada quando o paciente está em tratamento”, informa a neurologista.

A automedicação é extremamente perigosa podendo levar desde a piora do quadro de um paciente até consequências mais graves. “Se o paciente tiver um comprometimento nos rins e não se manter ao prescrito, ele vai ter uma metabolização e uma eliminação diferente do medicamento. Isso pode ser um problema”, reforça a médica.

Se o médico te indicou um medicamento específico, verifique ainda no consultório se é possível tomar um similar ou mesmo o genérico,  se o preço for atrativo.

Você sabe a diferença entre medicamento similar e genérico?

É possível encontrar no mercado medicamentos genéricos e similares. Com relação ao tratamento, não há diferença no uso de um ou de outro. Entretanto o genérico é um tipo de medicamento que não possui marca específica; no rótulo contém apenas o princípio ativo e a embalagem é caracterizada pela letra “G”, abreviação de genérico. Já os medicamentos similares possuem marca e nome comercial. A embalagem é caracterizada de acordo com o laboratório que produz.

Mantenha a lista dos medicamentos visível

Anote o que você está tomando e quais são os horários de cada medicamento. Mantenha uma lista com você e outra em casa, a vista de todos.  Atualize a lista a cada consulta ou mudança e inclua também orientações específicas como “tomar após o café da manhã” ou “30 minutos antes do almoço”.

Sua lista deve incluir o nome exato do medicamento, se é similar ou genérico. Também anote por que você está tomando cada medicamento, caso tome mais de um, a dosagem (por exemplo, 300 mg), e quantas vezes você precisa tomar por dia.

Considere dar uma cópia para um amigo ou um ente querido,  que você confia, para que ele possa te ajudar, especialmente,  em caso de emergência ou até mesmo quando você estiver  viajando e por alguma razão, perdeu as orientações.

Faça o acompanhamento periódico necessário com seu médico

Não importa se você usa o medicamento há muito tempo, ou se é recentemente. O acompanhamento de rotina é necessário. Periodicamente é preciso reavaliar se o medicamento é a melhor opção para o paciente e rever horários,  a frequência com que o paciente tomará aquele medicamento e a dosagem, segundo o neurologista com especialização em geriatria, Tamara Checcacci, do Hospital Federal do Lagoa.

“Essas coisas podem  mudar e não quer dizer que,  pelo fato do paciente usar aquele tratamento por um período, vai ser assim pela vida inteira.Quando prescrevo algo e eles me perguntam se é para a vida inteira,  brinco: Nem o papa é para a vida toda”, a médica explica. Ela acredita que esse acompanhamento garante a eficácia do tratamento e também a segurança do próprio paciente.

Esteja ciente das potenciais interações medicamentosas e efeitos adversos que um medicamento pode trazer

Algumas pessoas são alérgicas a alguns medicamentos ou a substâncias que o compõem e ainda não conhecem. Se conhecerem, poderão conseguir gerenciar um possível evento adverso com mais facilidade.

Ainda que o caso não seja de alergia, outras situações merecem atenção também,  como interações medicamentosas:

  • Um medicamento interfere na forma como outro afeta no corpo impedindo que o resultado seja benéfico.
  • Uma preparação ou suplemento afeta a ação de um medicamento;
  • Um alimento ou bebida não alcoólica reage com o medicamento que você está tomando;
  • Uma bebida alcoólica interage com o medicamento.

Você pode descobrir isso caso aconteça com você, mas não espere o efeito dessas combinações. Saiba mais sobre possíveis interações e os possíveis efeitos adversos de seus medicamentos, mas não use a internet para isso. Converse com o médico ou farmacêutico, anote as dúvidas, faça uma lista e peça informações claras e objetivas sobre o assunto. Insista sempre para não sair do consultório sem respostas.

Você ainda pode fazer isso lendo cuidadosamente os rótulos e as informações que acompanham seus medicamentos prescritos.

 

Por Gabi Kopko, com informações do FDA,  para o Blog da Saúde / Ministério da Saúde.

 

#FalaRegional: Norte de Minas reforça ações de prevenção e controle da Febre Amarela

por Pedro Ricardo Costa

Nesta terça-feira (24/01), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, dará continuidade à realização de encontros com representantes de órgãos governamentais atuantes no Norte de Minas, com o objetivo de promover discussões que fomentem ações preventivas contra a Febre Amarela. Amanhã o encontro acontecerá no auditório do 10º Batalhão da Polícia Militar, em Montes Claros.

O encontro reunirá representantes da Polícia Militar de Meio Ambiente, além de técnicos e dirigentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e do Corpo de Bombeiros.

Na programação do encontro estão previstos o alinhamento de dados de casos suspeitos de febre amarela, dos aspectos clínicos e epidemiológicos da doença, bem como das ações de controle realizadas pelas secretarias municipal e estadual.

#Curiosidade: O que é Força Nacional do SUS?

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Criada em novembro de 2011, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) é formada por profissionais de saúde voluntários das mais diversas áreas que são deslocados para agir no atendimento às vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico e desassistência quando for superada a capacidade de resposta do estado ou município.

Quando há a necessidade de atuação da Força Nacional do SUS, o Ministério da Saúde possui um plano de ação entre dezembro e março para acionar estes profissionais voluntários que estarão de sobreaviso, alternando semanalmente a região da equipe que será mobilizada.

Para que a Força Nacional do SUS seja acionada, o município ou o estado deve decretar situação de emergência, calamidade ou desassistência e solicitar o apoio do Ministério da Saúde. Com isso, é deslocada uma equipe para a chamada “missão exploratória”, quando profissionais vão até o local para fazer um diagnóstico da rede de saúde e verificar a necessidade de apoio em relação a equipamentos, insumos e profissionais de saúde. Esta etapa pode ser descartada em situações onde a resposta precise ser imediata.

As equipes da Força Nacional do SUS realizam orientações técnicas, ações de busca ativa e monitoramento de pacientes, atendimentos, liberação de medicamentos e apoio na reconstrução da rede de atenção à saúde local, dependendo do nível de resposta que a situação exija. Para saber mais sobre a Força Nacional do SUS, clique aqui.