Monthly Archives: maio 2017

#TOP5: Você sabe quais são os benefícios de parar de fumar?

Vida Saudável-02

Parar de fumar não é fácil, mas também não é impossível! Em Minas Gerais, de acordo com a última Pesquisa Nacional de Saúde, de 2013, a porcentagem de fumantes no Estado é de 17,8%. Mas, o que pouca gente sabe é que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento do tabagismo gratuito. Em Minas Gerais, 600 municípios oferecem esse tratamento nas Unidades Básicas de Saúde (também conhecida como Posto de Saúde). Para mais informações, acesse o nosso site: www.saude.mg.gov.br/tabagismo

Para o tratamento, a pessoa que é tabagista e deseja parar de fumar deve entrar em contato com a Secretaria de Saúde da sua cidade para ser informado quais os locais do SUS que estão ofertando o tratamento. Abaixo, confira algumas informações sobre os riscos do cigarro e, quem sabe, ajudar a convencer o fumante a para parar de fumar:

#MaioAmarelo: Pesquisa analisa os acidentes de trânsito do sistema de transporte público em BH

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Foto: PBH / Divulgação.

Com o objetivo de analisar os acidentes de trânsito do sistema de transporte público coletivo de passageiros da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Promoção de Saúde e Prevenção da Violência da Faculdade de Medicina da UFMG, Maria Beatriz de Oliveira, examinou os dados referentes aos acidentes de trânsito ocorridos no Sistema de Transporte Metropolitano de Belo Horizonte entre 2012 e 2015, caracterizando os envolvidos, os graus de lesão, os tipos e os locais dos acidentes.

O estudo apontou que enquanto os homens (83%) são os principais envolvidos nos acidentes, principalmente entre 30 e 39 anos, as mulheres são as grandes vítimas, 69% do total de acidentados. Além disso, mais da metade dos acidentes, 67%, ocorreram por colisão ou abalroamento (batidas laterais ou transversais entre os veículos).

Segundo a pesquisadora, os dados apontam que a condição do veículo é fator determinante para as lesões fatais, que acontecem, principalmente, na madrugada. “A análise demonstrou uma associação forte entre os acidentes com lesões graves e fatais e aqueles ocorridos por causa da ação dos veículos, como batidas laterais. Dessa forma, os acidentes sem lesões aparentes estão associados aos fatores relativos ao condutor e à via, como falta de sinalização, buracos e alta velocidade”, relata Beatriz.

A dissertação também evidenciou as vias onde acontecem a maior parte dos acidentes, sendo destaque dois dos principais corredores de ônibus de Belo Horizonte: as avenidas Amazonas e Cristiano Machado. Além disso, estas e a avenida Antônio Carlos apresentaram um maior risco de acidentes com óbito.

Números

Os números da pesquisa indicam que, de 2012 a 2015, houve um total de 13.499 acidentes, com a média de uma vítima em cada 1,7 acidentes, sendo registrados 49 óbitos em 46 acidentes fatais. Os ônibus que fazem parte da rede da BHTrans sofreram 22.301 acidentes. Desses 18,99% apresentaram vítimas.

Quando analisados conjuntamente houve, no período estudado, o aumento da taxa de acidentes de 4,5 a 7,2 a cada 10 mil viagens. A dissertação também indicou um expressivo aumento de cerca de 61,8%, do número de acidentes em que os condutores foram os responsáveis em 2015. Resultado bem acima da média do ano anterior, que foi de aproximadamente 39%. Entre os possíveis motivos, relata Beatriz, está o possível aumento do nível de estresse dos motoristas e o aumento do percurso das linhas.

Metodologia

“A pesquisa se reflete sobre os ônibus com itinerários dentro da área urbana. Para isso, nós comparamos os números do Departamento de Estradas e Rodagens (DEER/MG), que correspondem às linhas de ônibus do Sistema  metropolitano, além dos resultados dos ônibus do Sistema Municipal, registrados no sistema da BHTRANS”, esclarece a pesquisadora.

Beatriz explica que os dados utilizados pertencem ao sistema de dados do  Registro de Eventos da Defesa Social (REDS), da Secretaria de Estado de Defesa Social, e ao sistema de acidentes de trânsito da BHTRANS (BH10).

Saúde no trânsito e soluções

Maria Beatriz ressalta que uma das motivações para a realização da pesquisa foi a análise dos dados com o objetivo de melhorar o gerenciamento do sistema de saúde. “É preciso um acompanhamento maior das empresas de transporte a respeito dos acidentes. Esses dados são fundamentais para a saúde pública. Por exemplo, quantas pessoas são internadas por causa de acidentes no transporte público? Qual é o gasto disso para o sistema de saúde? Quais são os indicadores de morbimortalidade?”, questiona a gestora de contratos do DEER.

Para Beatriz uma das soluções para a diminuição dos acidentes passa pela educação no trânsito e pelo controle da velocidade nas vias. “O que a gente pode pensar é sobre realmente um controle de velocidade, porque falta educação do motorista, que também não respeita o pedestre. Se o pedestre não é educado, cabe ao motorista ser educado. Dessa forma, a dissertação pode auxiliar a sociedade e os órgãos gestores a terem o conhecimento da realidade do sistema de transporte público metropolitano a fim de proporcionar melhorias”, conclui a pesquisadora.

Maio Amarelo

O Brasil figura entre os dez países responsáveis por 62% das vítimas em acidentes no mundo, sendo o quinto em mortes. O alto índice preocupa a Organização das Nações Unidas (ONU), que promove, até 2020, a Década de Ação para a Segurança no Trânsito. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

A cor amarela foi escolhida em alusão à sinalização de advertência, utilizada nos semáforos. Por isso ficou conhecida como a cor da atenção pela vida. Assim como os movimentos de conscientização de combate ao câncer de mama, de próstata e contra o vírus HIV, o Maio Amarelo também é simbolizado pelo laço, nesse caso, amarelo.

Divulgação
Título:
Acidentes de trânsito ocorridos no sistema de transporte público de passageiros da Região Metropolitana de Belo Horizonte (2012-2015).

Nível: Mestrado
Autora: Maria Beatriz de Oliveira
Orientadora: Eliane Dias Gontijo
Coorientadora: Maria da Conceição Werneck Côrtes
Programa: Promoção da Saúde e Prevenção da Violência
Defesa: julho de 2016

#SUS: Mutirão vai realizar mais de 8 mil atendimentos em hospitais universitários federais

Nesta quarta-feira (31/05), 39 hospitais universitários federais participam do 2º Mutirão Nacional da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A previsão é que sejam disponibilizados mais de 8 mil procedimentos via Sistema Único de Saúde (SUS) em um único dia – o equivalente ao dobro de atendimentos realizados na primeira edição do mutirão.

De acordo com a Ebserh, as unidades de saúde, espalhadas em todas as cinco regiões do país, vão oferecer 668 cirurgias em 16 especialidades, 4,8 mil exames em 31 especialidades, 3,4 mil consultas referentes a 30 especialidades, além de 167 atividades educativas. O objetivo é reduzir a demanda reprimida nas unidades e na rede do SUS.

Dados da Ebserh indicam que, na primeira edição do mutirão, foram realizados 3.649 atendimentos em 22 estados e no Distrito Federal, incluindo 664 cirurgias, 879 consultas e 2,1 mil exames.

Fonte: Agência Brasil.

#SUS: Portaria federal autoriza o uso de antirretroviral para prevenção de HIV/Aids

Child's hands holding an HIV awareness ribbon, Cape Town, South Africa

Foi publicada, na última segunda-feira, (29/05), no Diário Oficial da União, uma portaria do Ministério da Saúde que torna pública a decisão de incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) o antirretroviral Truvada como profilaxia pré-exposição (PrEP) para populações sob maior risco de infecção por HIV/Aids.

A estratégia consiste no consumo diário do medicamento por pessoas que não têm o vírus, mas que estão mais expostas à infecção, como profissionais do sexo, homossexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e casais sorodiscordantes (apenas um dos parceiros é soropositivo). Com a publicação, a PrEP deve passar a ser distribuída em até 180 dias na rede pública de saúde.

De acordo com o ministério, o Brasil é o primeiro país da América Latina a adotar a estratégia como política de saúde pública. A PrEP já é utilizada em nações como Estados Unidos, Bélgica, Escócia, Peru e Canadá, onde é comercializada na rede privada, além de França e África do Sul. O investimento inicial do governo brasileiro será de US$ 1,9 milhão para a aquisição de 2,5 milhões de comprimidos. A quantia deve atender a demanda pelo período de um ano.

Prevenção combinada

A estimativa é que a estratégia no Brasil seja utilizada por cerca de 7 mil pessoas que integram as chamadas populações-chave, no primeiro ano de implantação. A PrEP, segundo a pasta, se insere como uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas que inclui a testagem regular, a profilaxia pós-exposição, a testagem durante o pré-natal e o uso de preservativo, entre outros.

Fazer parte de um dos grupos, portanto, não é o único critério para indicação da PrEP. Profissionais de saúde farão também uma espécie de análise de vulnerabilidade do paciente, levando em consideração o comportamento sexual e outros contextos. A previsão é que, de imediato, a estratégia seja adotada em 12 capitais onde já há experiência nesse tipo de tratamento e, até o fim do primeiro ano de implantação, em todas as capitais brasileiras.

Estudos

Evidências científicas disponíveis demonstram que o uso de antirretrovirais pode reduzir o risco de infecção por HIV em mais de 90%, desde que o medicamento seja tomado corretamente, já que a eficácia está diretamente relacionada à adesão. A PrEP, entretanto, não substitui o uso da camisinha.

HIV no Brasil

Dados do último boletim epidemiológico do ministério revelam que 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil atualmente. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, sendo que 260 mil já sabem que estão infectadas e 112 mil não sabem que têm o vírus. A Aids, no país, é considerada uma doença estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda assim, o número representa cerca de 40 mil novos casos ao ano.

Fonte: Agência Brasil

#VidaSaudável: Dia do Desafio terá participação de mais de 3 mil cidades contra o sedentarismo

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Mais de 3,4 mil cidades em 18 países participarão da 23ª edição do Dia do Desafio, na próxima quarta-feira (31/05). A ideia é mobilizar a população contra o sedentarismo com uma competição saudável entre cidades. Ganha quem contabilizar o maior número de pessoas que tenham praticado pelo menos 15 minutos de atividade física entre a 0h e 21h do dia 31 de maio. No Brasil, participam 1.886 cidades.

O mote deste ano é a construção de microrredes para o incentivo da prática esportiva. “A proposta é que um amigo desafie outro, na família, no trabalho”, explicou Airton Oliveira, da gerência esportiva do Serviço Social do Comércio em São Paulo (Sesc-SP), entidade que coordena o evento no continente americano. Depois de fazer a atividade, o praticante deve ligar para uma unidade do Sesc para que ela conte pontos para a cidade. Também é possível registrar a participação na página do Dia do Desafio no Facebook.

Segundo Oliveira, ao longo dos anos a conscientização sobre a importância da atividade física foi ganhando espaço entre a população, principalmente por causa das práticas ao ar livre. “Temos visto as pessoas se apoderando dos espaços públicos. Vemos com maior frequência, por exemplo, as corridas de rua”, destacou. De acordo com o gerente do Sesc, para vencer o sedentarismo também valem pequenas escolhas, como trocar o elevador por escadas.

Além dos exercícios feitos individualmente, entidades e organizações participantes do Dia do Desafio promoverão atividades durante todo o período do evento em locais como unidades do Sesc, estações de trem e metrô e terminais de ônibus. A programação envolve, por exemplo, caminhadas, passeios ciclísticos e brincadeiras. O Dia do Desafio foi criado nos anos 1980 no Canadá com a proposta de incentivar o interesse pelas atividades físicas. O movimento envolve agentes comunitários, além do Poder Público e instituições privadas.

#Ciência: Montes Claros recebe o caminhão do “Ciência em Movimento” da Funed

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Entre os dias 31 de maio a 03 de junho, Montes Claros recebe o programa Ciência em Movimento, da Fundação Ezequiel Dias (Funed). O caminhão estará disponível na Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro, também conhecida como Escola Normal recebendo os estudantes e a comunidade.

O programa Ciência em Movimento foi criado em 2012, pela Funed, com o objetivo de difundir e popularizar a ciência por todo o estado. O caminhão leva conhecimento científico e tecnológico, através de linguagem lúdica e popular, estabelecendo uma relação de diálogo entre os pesquisadores e a sociedade e entre ciência, saúde e cultura.

Durante a visita ao município de Montes Claros, o tema central da Exposição será: “Ciência Alimentando o Brasil”, pauta da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Além disso, também serão oferecidas exposições sobre Animais Peçonhentos, como escorpiões e serpentes, Dengue e captura de animais peçonhentos. Promovida em parceria com os Fóruns Regionais de planejamento das ações de Governo de Minas em Montes Claros no Território Norte, a exposição do Ciência em Movimento vai levar ao público uma demonstração de coleta de animais peçonhentos.

Serviço:
Exposição Programa Ciência em Movimento
Data: 31 de maio a 03 de junho
Horário: das 8h às 17h
Local da Exposição: Avenida Mestra Fininha da Silveira, n°1.225, Jardim São Luiz, Montes Claros. Escola Estadual Professor Plínio Ribeiro.

#FAQ: Tire suas dúvidas sobre a vacina contra a Gripe oferecida pelo SUS

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O Ministério da Saúde prorrogou a campanha de vacinação contra a gripe até o dia 09 de junho. A decisão visa ampliar a cobertura vacinal em todo o país para o cumprimento da meta de imunizar 90% dos grupos prioritários. Até o momento, o país atingiu somente 66,8%, conforme disponível no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Em Minas Gerais, a cobertura vacinal é de 72,2%. Os números demonstram que, no Estado, mais de 1,2 milhão de pessoas ainda não foram se vacinar. Para ler a matéria completa, clique aqui.

Para que a população entenda melhor a vacinação contra a gripe, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) preparou uma série de perguntas e respostas que podem ajudar a esclarecer dúvidas importantes. Acompanhe:

1) Posso ficar gripado (a) após me vacinar?

Não. A vacina contra a influenza (gripe) é inativada, contendo vírus mortos, fracionados ou em subunidades não podendo, portanto, causar gripe. Quadros respiratórios simultâneos podem ocorrer sem relação causa-efeito com a vacina.

2) A vacina contra a gripe causa algum efeito colateral?

A vacina usada na campanha contra a gripe é segura e bem tolerada. Em alguns casos podem ocorrer manifestações de dor no local da injeção ou endurecimento. Além disso, as pessoas que não tiveram contato anterior com os antígenos – substâncias que provocam a formação de anticorpos específicos – podem apresentar mal-estar, mialgia ou febre. Todas estas ocorrências tendem a desaparecer em 48 horas.

3) Por que nem todo mundo recebe vacina gratuitamente?

A Campanha Nacional de Vacinação será realizada com definição de grupos prioritários para receber a vacina. O objetivo da estratégia de vacinação é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus da influenza, na população alvo para a vacinação. Nesta campanha, além de indivíduos com 60 anos ou mais de idade, serão vacinadas as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. Também serão incluídos para a vacinação, neste ano, os professores das escolas públicas e privadas. O público alvo, portanto, representará aproximadamente 60 milhões de pessoas. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação. Os grupos prioritários são recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e fazem parte da estratégia do Ministério da Saúde.

4) O que são grupos prioritários?

São grupos que estão vulneráveis a contrair a gripe e desenvolver complicações, como pneumonia e até mesmo o óbito.

5) Qual o critério de escolha desses públicos?

São estabelecidas prioridades para vacinação, tanto na rotina quanto em campanhas, que são definidas com a participação das associações e instituições da comunidade científica e de profissionais, no âmbito do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações. Depreende-se daí, a decisão por incluir um imunobiológico no calendário básico de vacinação do país, e vacinar um grupo ou segmento da população. O Ministério da Saúde considera para a sua decisão, uma multiplicidade de fatores que influenciam a transmissão da doença e dos seus efeitos, tomando como base os seguintes critérios:

  • A situação epidemiológica nacional da influenza, tendo como referencial a análise das ocorrências nas 26 unidades federadas, Distrito Federal e grandes regiões referentes aos grupos mais afetados, frequência e proporção de casos, taxas de incidência e mortalidade, gravidade dos casos, entre outros aspectos clínicos e epidemiológicos;
  • A capacidade operacional dos serviços de saúde para realizar a vacinação da população alvo dentro do prazo preconizado;
  • A capacidade dos laboratórios produtores de entregar o quantitativo necessário das vacinas dentro do prazo previsto para a realização da campanha de vacinação.

6) Por que a população prisional (pessoas privadas de liberdade) está entre os grupos prioritários?

Este é um grupo vulnerável que ao contrair a gripe pode desenvolver complicações e evoluir para o óbito. Principalmente quando consideramos as condições de habitação e confinamento a que são submetidos. Protegendo a população privadas de liberdade, protege-se também outras as pessoas que estão em contato com este grupo.

7) Resfriado comum e síndrome gripal são a mesma coisa? 

Não, o resfriado comum é uma infecção viral de sintomas mais brandos que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias. Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, como congestão nasal, secreção nasal (rinorréia), tosse e rouquidão. A febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal-estar, dores musculares (mialgia) e dor de cabeça (cefaléia). Assim como na influenza, no resfriado comum também podem  ocorrer complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção. Os principais agentes infecciosos do resfriada comum são os Rhinovírus (com mais de 100 sorotipos), os Coronavírus, os vírus Parainfluenza (principalmente o tipo 3), o Vírus Sincicial Respiratório, os Enterovírus e o Adenovírus. A gripe é também uma infecção viral, que se caracteriza pelo surgimento de febre alta, cefaleia, dores no corpo, mal-estar, tosse seca, dor de garganta e coriza. Este quadro pode perdura por 7 a 10 dias.

8) A vacina contra gripe imuniza contra resfriado?

Não, pois o resfriado é diferente de gripe. A vacina não imuniza contra o resfriado causado por outros vírus.

9) Caso eu esteja gripado, é melhor esperar uma melhora para vacinar? 

Sim, é importante melhorar da gripe antes de receber a vacinação, para que caso haja alguma complicação da gripe esta não seja atribuida à vacinação. Nesse caso, a vacinação deve ser adiada até o desaparecimento dos sintomas.

10) Quais as medidas de proteção para a população não vacinada?

Para se prevenir, as pessoas devem ser orientadas a tomar alguns cuidados de higiene como: lavar bem, e com frequência, as mãos com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e, ainda, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

11) Por quê em alguns casos eu me vacino e fico gripado em seguida? Ou, se eu me vacinar e ficar gripado, significa que a vacina não foi eficiente ou que o vírus da vacina me pegou?

Trata-se de uma vacina inativada (morta), incapaz de gerar a doença. As pessoas que ficam gripadas após tomar a vacina, provavelmente adquiriram outras doenças respiratórias ou já tinham o vírus e a vacina não teve tempo suficiente de fazer seu efeito.

12) É verdade que a gestante pode se vacinar contra a Gripe?

Sim. Todo ano é importante se vacinar. A cada ano temos diferentes tipos da gripe que podem ser causadas por outros tipos de vírus que circularam em anos anteriores. E mesmo que os vírus sejam os mesmos, a imunidade pela vacina se mantém por um período estimado de 12 meses.

13) Quem faz parte do público prioritário?

Fazem parte do público prioritário da campanha pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas – e os funcionários do sistema prisional.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Para eles é fundamental apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A prorrogação da vacina é um esforço do Ministério da Saúde para alcançar a meta de vacinação que, neste ano, é de 90%.

Fonte: Blog da Saúde / Min. da Saúde / Adaptação.

#DeuNaMídia: AMMTV destaca a implantação do programa “Farmácia de Todos” em Minas Gerais

O superintendente de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Homero Cláudio Rocha de Souza Filho, participou do programa da AMMTV, da Associação Mineira de Municípios. Na oportunidade, ele falou sobre o Farmácia de Todos e esclareceu as principais dúvidas dos gestores municipais com a implantação do programa.

O Farmácia de Todos é um programa de cooperação técnica aos municípios na aquisição de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de Ata de Registro de Preços, com ampliação do elenco disponível, de 145 para aproximadamente 340 itens. Abaixo, confira a entrevista:

#Curiosidade: Você sabia que as doenças gastrointestinais são mais comuns do que se imagina?

Dia Mundial da Saúde Digestiva

Nesta segunda-feira (29/05) é comemorado o Dia Mundial da Saúde Digestiva. A data foi criada com o intuito de alertar a população sobre a importância do diagnóstico correto e precoce no tratamento das doenças do aparelho digestivo. Neste ano, seguindo o calendário mundial de ações educativas da World Gastroenteroloy Organisation (WGO), a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), traz como tema a “Doença Inflamatória Intestinal (DII)”.

De acordo com a FGB, a DII está relacionada à uma série de condições que envolvem inflamação do sistema digestivo, especialmente o intestino. Trata-se de uma condição crônica (contínua) que resulta em inflamação e, algumas vezes, causa danos à estrutura dos intestinos. Ela ainda apresenta dois tipos principais: a retocolite ulcerativa e doença de Crohn, que afetam partes diferentes do intestino e resultam em sintomas levemente diferentes.

Dados apresentados no livro “Distúrbios Funcionais do Aparelho Digestivo”, editado pela FBG, mostram que é significativa a prevalência das doenças de trato gastrointestinal na população brasileira. “Por isso, é importante que os profissionais que atendem no âmbito primário da saúde reconheçam estas patologias para que o atendimento dos pacientes se faça de maneira rápida e precisa”, orienta José Galvão-Alves, presidente da FBG.

No âmbito social, a correta orientação e o rápido acesso ao tratamento, são direitos da população. Com caráter educativo, a FBG lista abaixo algumas das doenças gastrointestinais mais comuns e alerta para a importância de buscar orientações com uma equipe de saúde para obter o diagnóstico correto. “Quanto antes o paciente inicia o tratamento, maiores são as chances de cura”, ressalta Galvão-Alves.

Síndrome do Intestino Irritável (SII):

Os distúrbios funcionais intestinais respondem por um grande número de atendimentos médicos. A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é reconhecidamente uma das mais comuns, sendo descrita em todo o mundo, atingindo homens e mulheres de qualquer faixa etária, sem distinção racial.

A cada ano, aproximadamente 60 a 90 milhões de novos casos, em todo o mundo, poderão receber o diagnostico da SII, que é essencialmente clínico, pela inexistência de anormalidades físicas, radiológicas e endoscópicas ou achados laboratoriais indicativos da doença. As queixas principais são representadas por dor ou desconforto abdominal que se aliviam com a evacuação, pela eliminação dos gases, diarréia e/ou constipação intestinal (prisão de ventre).

Constipação Intestinal:

De acordo com varias publicações, se constata que a constipação intestinal ocorra em cerca de 20% da população ocidental, sendo mais presente em mulheres, crianças, idosos e nos indivíduos de menor classe econômica. Os principais sintomas são evacuações pouco frequentes, menos de três vezes na semana, difíceis, requerendo esforço, sensação de fezes endurecidas, de pequeno volume ou calibre e defecação incompleta.

As causas mais comuns são ingestão alimentar inadequada, sedentarismo, perda do reflexo da evacuação e postura incorreta no ato da defecação, entre outras. O menor consumo de vegetais e leguminosas também comprometem o estimulo para evacuação.

O estilo de vida atual, com diversos compromissos, ritmo de trabalho acelerado, tarefas concomitantes favorecem a má alimentação, onde se troca uma refeição balanceada por pratos rápidos, lanches gordurosos, ou até o adiamento e suspensão das refeições. Desta forma o reflexo gastrocólico fica prejudicado, gerando a constipação intestinal.

Dispepsia funcional (má digestão):

A dispepsia é um distúrbio no aparelho digestivo e é considerada como uma má digestão, geralmente manifestando-se por sensação de empanzinamento, “estufamento” após as refeições, náuseas e eructações (arrotos) frequentes. Pode manifestar-se também por dor no abdômen superior, tipo queimação. Após adequada avaliação clínica realizada através de métodos comuns de imagem (endoscopia e ultrassom), têm-se ao diagnóstico de dispepsia funcional. É um sintoma frequente na população em geral, ocorrendo entre 20% a 40% daqueles que procuram atendimento médico.

“Os sintomas das doenças gastrointestinais podem traduzir pequenas mazelas como podem também ocultar doenças mais significativas. Por tanto, cabe ao médico, em especial ao gastroenterologista, avaliá-los adequadamente”, finaliza o presidente da FBG.

 

Fonte: FGB.

#LinksDaSemana: Confira as principais notícias que foram destaque no Sistema Estadual de Saúde

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Você é desses que fica zapeando pelas redes sociais atrás de novidades? Então, não se preocupe!

Nós preparamos um resumo de tudo que foi destaque nas nossas redes. 😁💻💖

Toda semana o Blog da Saúde MG traz as principais matérias que foram publicadas no site da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e das vinculadas do Sistema Estadual de Saúde. Tudo isso para você não perder nenhuma notícia importante sobre o SUS, além de informações sobre prevenção e cuidados com a sua saúde! Nessa semana, os destaques ficam por conta da campanha de imunização contra a gripe. Acompanhe:

Site da SES-MG

26/05 – SES-MG alerta sobre a importância da imunização

Em função do crescimento de grupos anti-vacinas nas redes sociais, a SES-MG faz um alerta a todos sobre a importância da imunização e sua contribuição na erradicação de doenças, principalmente nas crianças.

25/05 – Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 9 de junho

Para atingir o índice de 90% de vacinação dos grupos prioritários, a vacina contra gripe foi prorrogada em todo país até o 09/06. Se informe e não perca esse novo prazo!

24/05 – Nota de Esclarecimento sobre a importância da Vacina contra a Gripe

A SES-MG publicou uma nota oficial sobre a importância de se vacinar, buscando assim desfazer os mitos dos grupos anti-vacinas. Confira! Informe-se!

Blog da Saúde MG

25/05 – #Opinião: “É estarrecedor ouvir pessoas pondo em dúvida a necessidade de se vacinar”

O pediatra e referência técnica em Imunização da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), José Geraldo Leite Ribeiro comenta sobre a questão dos grupos anti-vacina e narra expêriencias vividas em sua carreira para alertar sobre a importância de se imunizar.

22/05 – #Evento: SES-MG promove web seminário “Tabagismo uma ameaça para o desenvolvimento”

Em comemoração ao Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio da Diretoria de Promoção à Saúde, promove no dia 1º de junho o web seminário “Tabagismo uma ameaça para o desenvolvimento”.

ESP-MG

26/05 – A importância do cuidado da saúde mental de crianças e adolescentes

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com a Coordenação de Estadual de Saúde Mental da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), realizou na última quarta-feira (24), a primeira aula da Ação Educativa: o cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes, com o tema “Política de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes”.

Fhemig

23/05 – Fhemig abre Processo Seletivo Público Simplificado para o HRAD – Regulamento nº 19/2017

Estão abertas as inscrições para cadastramento de currículos visando contratação de profissional na função de técnico de enfermagem para atuar no Hospital Regional Antônio Dias (HRAD), em Patos de Minas. As inscrições podem ser feitas até as 17h do dia 30 de maio de 2017 (horário de Brasília).

Hemominas

22/05 – XI Seminário de Iniciação Científica reúne bolsistas em Belo Horizonte

Com apresentação de 19 trabalhos, foi realizado o XI Seminário de Iniciação Científica da Fundação Hemominas. O evento divulgou os resultados de pesquisas desenvolvidas com foco nos seguintes assuntos: doenças transmissíveis por transfusão e transplante; hemoglobinopatias; coagulopatias; imunohematologia e doenças da série vermelha.

#Curiosidade: Você sabe quais são os sintomas do glaucoma?

Dia Nacional de Enfrentamento ao Glaucoma

O glaucoma é uma doença nos olhos que pode levar a cegueira. Silencioso, muitas pessoas descobrem tarde o problema, quando já perderam uma parte do campo visual. Causada pela lesão do nervo óptico e relacionada à alta pressão do olho, o glaucoma pode causar dano no nervo óptico. Estima-se que entre 2 e 3% da população brasileira acima de 40 anos possam ter a doença, segundo o Conselho Brasileiro de Olftamologia.

Para tratamento da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece consultas, exames de diagnóstico, acompanhamento, tratamento oftalmológico, cirurgias e implante de prótese. A quantidade de procedimentos aumenta a cada ano. Em 2015, foram registrados 2,2 milhões de atendimentos, entre exames, consultas e cirurgias, sendo 47% a mais que em 2012, quando foram registrados 1,5 milhão atendimentos. Já em 2016, R$ 174,6 milhões foram investidos na realização desses procedimentos.

Na maioria dos casos, o glaucoma atinge os dois olhos e a herança genética influencia no aparecimento da enfermidade. As pessoas com mais de 50 anos, histórico familiar da doença, afrodescendentes, pacientes com pressão intraocular elevada devem se submeter a um exame oftalmológico. O tratamento é feito com colírios que controlam a pressão intraocular. Ainda, há dois tipos de glaucoma: o de ângulo aberto que é gradual, lento e assintomático e responde por 90% dos casos; já o glaucoma de ângulo fechado pode ocasionar dores de cabeça, dor no olho, auréolas de arco íris ao redor das luzes, náusea e vômitos.

Tratamento

Ao longo dos anos, foram introduzidas novas medidas de assistência aos pacientes com glaucoma na rede pública de saúde. Esse atendimento também é garantido por meio do Aqui Tem Farmácia Popular. Desde 2011, o medicamento maleato de timolol foi incluído na lista dos produtos do programa, desenvolvido em parceria com a rede privada de farmácias e drogarias, cuja oferta de medicamentos e outros produtos garante desconto de até 90% à população.

No SUS, uma das principais estratégias de prevenção, controle e enfrentamento ao glaucoma é feito por meio de prevenção às doenças que causam o problema, tais como diabetes, miopia e lesões oculares. As ações preventivas permitem a detecção precoce do glaucoma – principalmente quando há hereditariedade, o que contribuiu para o tratamento mais rápido e adequado. Abaixo, confira algumas curiosidades sobre a doença: 

• Pessoas com histórico familiar de glaucoma têm cerca de 6% de chance de desenvolver a doença.
• Os diabéticos e negros são mais propensos a desenvolverem glaucoma de ângulo aberto – em geral, este tipo de glaucoma não apresenta sintomas e o paciente não sente dor e perde lentamente a visão.
• Já os asiáticos têm maior tendência a desenvolverem glaucoma de ângulo fechado, forma da doença em que ocorre um rápido aumento da pressão do olho. Os sintomas podem incluir dores oculares e dores de cabeça intensas, olhos avermelhados.
• A prevalência de doenças oculares que levam ao comprometimento da visão cresce com o avanço da idade. As taxas maiores de cegueira e baixa visão são observadas com o aumento da vida média da população.
• Na população com mais de 50 anos de idade, as principais causas de cegueira são a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular (perda da visão no centro do campo visual, a mácula).

Exames ofertados pelo SUS:

• Tonometria para medir a pressão intra-ocular.
• Campimetria que permite avaliar como e se o glaucoma afetou o campo de visão. O teste de campo visual é uma importante ferramenta que permite avaliar a extensão do dano sobre as fibras nervosas do nervo óptico.
• Oftalmoscopia ou exame do fundo do olho: é o exame de fundo do olho. A coloração e aparência podem indicar se há ou não dano relacionado ao glaucoma e qual a extensão deste.
• Gonioscopia que capta a sensibilidade das áreas visuais de cada olho através de um gráfico. Este exame pode prever com alguma antecedência um ataque agudo de glaucoma de ângulo fechado. Uma lente especial contendo alguns espelhos é colocada a frente do olho do paciente, permitindo a visualização do ângulo.

 

Por Carolina Valadares / Ministério da Saúde.