#MedicaçãoSegura: Pesquisas sobre saúde na internet devem ser feitas com cautela

By | 4 de maio de 2017

Reprodução Internet

A internet mudou de forma significativa a maneira pela qual buscamos e temos acesso a informações, que passam a ser encontradas com mais facilidade e rapidez. No que se refere aos temas de saúde, essa facilidade tem alterado diretamente o conhecimento dos brasileiros sobre doenças, tratamento, medicamentos, e até propiciado o contato com outros pacientes.

Porém, como alerta a farmacêutica Samira do Nascimento Lyra, da Superintendência de Assistência Farmacêutica (SAF) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), esse acesso rápido e facilitado à informações sobre saúde na internet nem sempre se converte em qualidade. “Um sintoma como dor de cabeça digitado em uma busca na internet pode apresentar respostas que vão de tensão à câncer no cérebro. É importante estarmos informados sobre a própria saúde, o autocuidado e quando um sintoma é simples e quando deve ser levado mais à sério”, aponta Samira.

A dor de cabeça frequente, por exemplo, pode indicar a necessidade de mudar de estilo de vida, voltar-se para si, buscar uma vida equilibrada e mais serena. Por outro lado, o mesmo sintoma também pode ser sinal de problemas hepáticos, cardíacos – como a hipertensão, ou até mesmo uma neoplasia (câncer). “O mesmo sintoma ou mal estar frequente, mais de 3 vezes no mês deve ser um alerta para se procurar ajuda profissional”, aponta Samira.

Outro comportamento arriscado, conforme alerta a enfermeira da SAF, é a automedicação, muitas vezes feita com base em pesquisas por sintomas e doenças na internet. “Uma mesma doença pode ter tratamentos diferentes de acordo com sua origem e o estado geral de saúde do paciente. A automedicação traz uma série de riscos, como o agravamento de doenças, e reações como dependência, intoxicação e até a morte”, alerta Samira.

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