#OrgulhoNegro: Hemocentro de Belo Horizonte promove roda de conversa sobre racismo

By | 12 de maio de 2017

_MG_00820 _MG_0821.jpg Palestrante Local Hemocentro DE Belo Horizonte - palestra O que é ser negro no Brasil. foto Adair Gome - Cópia

O que é ser negro no Brasil? Foi com esse questionamento que o Grupo Técnico de Racismo Institucional da Fundação Hemominas abriu as reflexões sobre o dia 13 de Maio, data em que foi abolida a escravidão no Brasil, mas que não proveu uma inserção social ao negro e deixou, historicamente, essa população à margem do processo de inclusão social. O tema, proposto pelo mestre em Psicologia Social, Ricardo Dias, teve como objetivo refletir sobre a condição dos negros no país, desde a vinda nos navios negreiros até os dias atuais, passando pelo problema da miscigenação e o mito da democracia racial.

Pela quarta vez na Hemominas, Ricardo Dias levou sua própria experiência – de preto da classe média – para o campo da pesquisa, e desenvolve seus estudos no Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão Conexões de Saberes da Fafich/UFMG (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais).

Segundo ele, o racismo no Brasil é cordial. “O apartheid não precisa ser escrito. Ele está subentendido no elevador de serviço”, afirma. “O Movimento Negro veio para redefinir a imagem do negro. A constituição do Orgulho Black e a criação da Semana da Consciência Negra são formas de se valorizar a cultura chamada negra no país. O movimento quer tornar o 13/05 um símbolo de luta. E a educação superior, universitária, é tida como um dos mais poderosos recursos para reverter o racismo brasileiro”, explica.

A roda de conversa, que aconteceu na última sexta-feira (05/05), foi uma das ações de enfrentamento ao racismo institucional que estão sendo realizadas ao longo deste mês de maio, no Hemocentro de Belo Horizonte (HBH).  Já na última segunda-feira (08/05) foi realizada uma roda de conversa “Racismo Institucional e Determinantes Sociais na Saúde”, apresentada por Maria Zenó, presidenta da Dreminas, e Yone Gonzaga, superintendente da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais.

Finalizando as ações, na próxima segunda-feira (15/05), haverá um Cortejo de Maracatu, apresentado pelo Grupo Bombos de Iroko; e a exibição de um curta metragem, seguido de roda de conversa, com Doris Faustino, mestranda em Enfermagem, e Maria Zenó, da Dreminas.  Estas ações vão acontecer no Campus da Medicina da UFMG, com início às 11h30, e são abertas ao público.

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