#VocêSabia? Orientação sexual e identidade de gênero são determinantes sociais da saúde

By | 18 de maio de 2017

lgbt_post4_2

Você conhece os chamados “determinantes sociais da saúde”? Segundo definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), esses se referem às mais diversas condições em que uma pessoa vive e trabalha, e que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco. Dessa forma, fatores tais como moradia, alimentação, escolaridade, renda e emprego devem ser considerados na determinação social de sofrimento e de doença.

Em 2011, ao instituir a Política Nacional de Saúde Integral da População LGBT, o Ministério da Saúde reconhece a orientação sexual e a identidade de gênero também como determinantes sociais da saúde, e propõe uma série de diretrizes com vistas à eliminação das iniquidades e desigualdades em saúde dessa população.

E como entender a orientação sexual e a identidade de gênero como determinantes sociais da saúde? Entre os principais desafios relatados por mulheres lésbicas e bissexuais no acolhimento e atendimento em saúde estão a crença equivocada de que elas não têm risco de desenvolver cânceres de mama e de colo de útero; a oferta de anticoncepcionais e preservativos masculinos antes de qualquer abordagem sobre suas práticas sexuais; e o atendimento ginecológico embasado no pressuposto de que a vida sexual ativa de todas as mulheres é heterossexual ou ligada à reprodução.

Travestis e transexuais, por sua vez, encaram diariamente a restrita experiência dos serviços de saúde em relação à transexualidade, ampliando o intenso sofrimento dessas pessoas ao não se reconhecerem no corpo biológico e agravando distúrbios de ordem psicológica que vêm acompanhados de tendências à automedicação, automutilação e suicídio. Além disso, a falta de respeito ao nome escolhido pelas pessoas travestis e transexuais configura-se como uma violência que acontece diariamente nas suas vidas sociais.

Dessa forma, faz-se imprescindível a sensibilização de trabalhadores, gestores e profissionais de saúde que atuam no Sistema Único de Saúde para oferecer um acolhimento e atendimento com escuta qualificada e humanizada à população LGBT. Nesse sentido, o curso sobre a Política Nacional de Saúde Integral LGBT, lançado em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), oferece informações para que os trabalhadores e profissionais de saúde possam prestar atendimento qualificado e que considere as necessidades específicas desta população, de modo que ela se sinta acolhida nos serviços de saúde.

Deixe uma resposta