#MaisAmorPorFavor: LGBTfobia também perpassa a negação de direitos

By | 23 de maio de 2017
Arte: Deise Meireles

Arte: Deise Meireles

Desde 2009, travestis e transexuais têm assegurado o direito ao uso do Nome Social em qualquer unidade de saúde pública a partir da publicação da portaria nº 1.820, do Ministério da Saúde. A impressão do Cartão do SUS também pode ser feita somente exibindo este Nome Social. A iniciativa, pactuada por órgãos e entidades ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), visa promover a cidadania, buscando coibir a exposição dos usuários do SUS a situações constrangedoras ou vexatórias.

Nesse sentido, o profissional de saúde atuante em qualquer unidade de saúde pública ou suplementar deve assumir a responsabilidade na confirmação desse direito desta parcela da população tão vitimada por violências diárias. O desrespeito ao nome escolhido pelas pessoas travestis e transexuais configura-se como LGBTfobia, termo que define toda a hostilidade contra essa população também contra toda pessoa que sente afeto e desejo por indivíduos do mesmo sexo. Engana-se quem pensa que a LGBTfobia se manifesta somente por meio da agressão física, que em muitos casos leva travestis e transexuais à morte; a negação de um direito constituído também é uma forma de violência que agrava a invisibilidade dessas pessoas.

Dessa forma, faz-se imprescindível a sensibilização de trabalhadores, gestores e profissionais de saúde que atuam no Sistema Único de Saúde para oferecer um acolhimento e atendimento com escuta qualificada e humanizada também à travestis e transexuais. O curso sobre a Política Nacional de Saúde Integral LGBT, lançado em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), oferece informações para que os trabalhadores e profissionais de saúde possam prestar atendimento qualificado e que considere as necessidades específicas desta população, de modo que ela se sinta acolhida nos serviços de saúde.

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