#Curiosidade: Você sabe o motivo do uso de “x” ou “@” para a linguagem neutra?

By | 3 de julho de 2017

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Muitas pessoas ficam na dúvida quando se deparam com textos nas internet que utilizam “x” ou “@” no final de palavras que denotam gênero às pessoas. Trata-se de um posicionamento ideológico, humanitário e político em relação a língua portuguesa brasileira que trata de forma binária os gêneros, dando prevalência às construções linguísticas no modo masculino.

Com a fluidez de gêneros que existem atualmente na nossa sociedade – além de debates importantes por respeito e empatia em relação à sexualidade, identidade de gênero e orientação sexual, como tratar essa diversidade em um idioma latino que, muitas vezes, excluí, ao invés de incluir? Daí, surgem a linguem neutra ou não binária, conforme explica este artigo publicado no Nexo Jornal:

Tal sistema é conhecido como “linguagem não-binária” ou “linguagem neutra”, um conceito defendido por ativistas dos movimentos feministas e LGBT que tem como objetivo descaracterizar o “binarismo” da linguagem, isto é, a ideia de que palavras são necessariamente femininas ou masculinas. Para os adeptos da linguagem neutra, a linguagem binária tem papel na perpetração dos estereótipos de gênero.

Uma língua que toma o masculino como regra e o feminino como exceção, dizem, é perfeita para reforçar a exclusão das mulheres – e também de indivíduos de gênero não-binário, isto é, que não se identificam nem como homens, nem como mulheres.

No entanto, o uso de linguagem escrita neutra costuma levantar debates acalorados sobre o peso real do sexismo na linguagem, a dificuldade de transportar o conceito para a linguagem falada e, por fim, os problemas de acessibilidade para deficientes visuais que esse tipo de uso provoca em alguns casos.

Você já deve ter se deparado com algum tipo de linguagem não-binária em textões no Facebook por aí. (…) Os mais conhecidos, no entanto, substituem os “o” e “a” nas palavras com gênero masculino e feminino por “@”, “x” ou “e”. Geralmente, isso só se aplica na linguagem escrita e quando as palavras se referem a pessoas (e não a objetos ou coisas) – “a cadeira” não muda para “x cadeirx”, por exemplo.

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