#Curiosidade: Você sabe como se dá o tratamento da Sífilis pelo SUS?

By | 7 de julho de 2017
Por Paula Gargiulo

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Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), que tem cura e tratamento garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  A doença pode apresentar as seguintes classificações: sífilis adquirida, sífilis em gestante e sífilis congênita, transmitida de mãe para filho durante a gestação ou no momento do parto. Para conferir uma matéria no site da SES-MG, clique aqui.

“É de suma importância tratar tanto as gestantes, quanto seus parceiros, para que assim, haja a interrupção da cadeia de transmissão da doença”, analisa a Referência Técnica da Coordenação de IST/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Maria de Fátima Nonato.

A maioria das pessoas com sífilis tende a não ter conhecimento da infecção, principalmente quando não se observa nenhum sinal ou sintoma clínico da doença. No entanto, mesmo com a ausência de sintomas, pode-se transmitir a infecção aos parceiros sexuais. Dessa forma, a principal maneira de prevenção é fazer uso do preservativo, seja ele masculino ou feminino.

“É importante ressaltar que em todas as relações sexuais – anal, vaginal e oral -, deve-se utilizar o preservativo. Para a Sífilis Congênita, é importante realizar os exames no pré-natal da gestante para que o tratamento adequado seja administrado”, afirma Maria de Fátima Nonato.

Tratamento

Na maioria dos casos, o tratamento da sífilis com a penicilina e pode durar, em média, de 7 a 14 dias, dependendo da fase da doença. A parceira ou parceiro sexual de quem já está em tratamento precisa realizar os exames para diagnóstico da doença e, em caso de resultado positivo, também deverá iniciar o tratamento para evitar a reinfecção.

De acordo com Maria de Fátima, atualmente não há falta da medicação e nem da matéria prima para sua produção. “Em 2014 houve falta da matéria prima para a produção da penicilina G benzenatina em todo o Brasil. No entanto, atualmente, o estado de Minas Gerais está abastecido com a medicação”, afirma.

A penicilina G benzetatina pode ser administrada em toda a população. Porém, pessoas que forem alérgicas ao fármaco, podem realizar o tratamento alternativo, exceto as gestantes, que precisam, necessariamente, da injeção. “Reações alérgicas a penicilina na população em geral e em estantes é um evento muito raro. A possibilidade de reação anafilática a administração da penicilina é de 0,002%, segundo levantamento das evidências científicas”, afirma Maria de Fátima Nonato.

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