Monthly Archives: agosto 2017

#VidaSaudável: Manual reforça a importância da atividade física na infância

A obesidade na infância e adolescência é considerada uma pandemia, com elevados custos para os sistemas de cuidado à saúde em todo o mundo. Jovens obesos apresentam maior probabilidade de desenvolver fatores de risco cardiometabólicos, diabetes, hipertensão, hepatopatia, doença articular, asma, problemas de saúde bucal, ansiedade, depressão, alterações ortopédicas e articulares, transtornos de déficit de atenção como hiperatividade, problemas de sono e percepção negativa de qualidade de vida.

Um estudo clássico conduzido por Hallal et al. em 2012 analisou dados de atividade física de adolescentes (13-15 anos de idade) de 105 países. Os achados demonstraram que mais de 80% dos adolescentes não atendiam a recomendação de pelo menos 60 minutos diários de atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar demonstraram que, em 2015, 65,6% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental não acumularam ao menos 300 minutos de atividades físicas por semana. Esses estudos que foram publicados no Manual de Promoção de Atividade Física na Infância e na Adolescência, ressaltam a importância da prática de atividade física para as crianças e adolescentes. E é sobre isso que a equipe do Blog Saúde MG fala nesse post. Aproveite as dicas e incentive as crianças!

 

 

Servidora da SES-MG e mestranda da UFMG apresenta trabalho no 4º Congresso Nacional de Saúde

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Com o título “Ouvidoria de Saúde: termômetro para a judicialização”, a servidora da SES-MG e mestranda da Faculdade de Medicina da UFMG, Adriana Katia Emiliano Souza, realizou apresentação no 4º Congresso Nacional de Saúde. A pesquisa identificou, dentro das demandas recebidas pela ouvidoria de saúde, quais haviam sido judicializadas e por quais motivos, em sete municípios da Região de Saúde de Pirapora. O Congresso Nacional de Saúde foi realizado em Belo Horizonte, nos dias 28 a 30 de agosto.

Durante a apresentação, a pesquisadora Adriana Katia destacou a importância da Ouvidoria de Saúde, justamente por ser a instância que escuta, acolhe, analisa e encaminha as demandas dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, a pesquisadora falou sobre o crescimento da judicialização na área da saúde, mesmo que parte das demandas pudesse ser solucionada por meio da Ouvidoria. “Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, no Brasil a judicialização do direito à saúde tem se direcionado a diversos serviços públicos e privados, tais como o fornecimento de medicamentos, a disponibilização de exames e a cobertura de tratamentos para doenças. Assim, minha pesquisa visou identificar nos sete municípios da Região de Saúde de Pirapora os motivos dentro das demandas de ouvidoria que judicializavam”, explicou.

Após análise feita pela pesquisadora, foi verificado que a maior parte das demandas dos 1.125 usuários entrevistados era por farmácia 30% (337), seguida por consultas especializadas 27% (303), 20% (225) exames, 12% (135) procedimentos cirúrgicos; 7% (78) transporte; 3% (33) Gestão do SUS e 1% (12) outros serviços. Foi verificado também que todos os municípios possuíam uma equipe mínima para análise dos processos jurídicos provenientes da saúde e que nem todos os processos eram cabíveis de judicialização se os coordenadores e gestores fossem mais eficientes no encaminhamento dentro da sua rede local.

Ao final de sua apresentação, Adriana agradeceu a todos que contribuíram com o desenvolvimento do trabalho, desde a sua aprovação pelos gestores na Comissão Intergestores Regional (CIR) Pirapora em fevereiro de 2015 até a devolução dos resultados da pesquisa em abril de 2016 durante a reunião Itinerante de CIR, que ocorreu no município de Lassance. Ela destacou ainda que o apoio e trabalho desenvolvido em parceria com os técnicos municipais e da Regional de Saúde de Pirapora foram fundamentais para a conclusão da pesquisa, ressaltando o apoio da servidora Edite de Oliveira, que exercia na época a função de Ouvidora da Saúde, e também da atual diretora da Regional, Maria Cândida Costa.

O 4º Congresso Nacional de Saúde

A Faculdade de Medicina da UFMG promoveu, no período de 28 a 30 de agosto de 2017, o 4º Congresso Nacional da Saúde – Promoção da Saúde: Interfaces, Impasses e Perspectivas. Assim como em suas edições anteriores, 2008, 2011 e 2014, o evento se centra na discussão da promoção à saúde e sua relação com temas contemporâneos que auxiliam na melhoria da qualidade de vida da população brasileira, além de propiciar espaço para a discussão de novas abordagens no processo de formação dos profissionais de saúde.

O Congresso se destina a um público multidisciplinar, composto por profissionais de diversas áreas da saúde e áreas correlatas, tanto do setor público quanto do setor privado, em especial professores, técnicos e estudantes, bem como agentes da saúde.

#Enquete: Que tal sugerir os temas que gostaria de ler e saber mais?

Tem enquete nova no site da SES-MG! Queremos ouvir de você quais assuntos gostaria de ver mais por aqui, no #BlogDaSaúdeMG e também em nossas redes sociais. Aliás, já segue a gente nelas? Procure-nos por @SaudeMG , ok? 😉👍

Os resultados vão nos ajudar na produção de conteúdo a respeito daquilo que for de mais interesse dos nossos internautas!

🖱 Acesse o site da SES-MG e participe! A enquete está logo na parte inferior da homepage do portal.

Em tempo: No mês de agosto, em alusão à Semana Mundial de Aleitamento Materno, a SES-MG questionou às mamães internautas e/ou lactantes suas experiência com a amamentação. Confira o resultado:

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#Opinião: Indústria farmacêutica, marketing desenfreado e mercado em ascensão

Por Jorge Bermudez (Ensp/Fiocruz)*
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Foto: iStock / Reprodução.

A indústria farmacêutica não conhece a recessão. Mesmo no contexto das restrições econômicas que grassam não apenas no Brasil, mas em âmbito mundial, o faturamento do mercado varejista continua em ascensão, mostrando ser uma das indústrias mais poderosas do mundo, impondo seus interesses e seus produtos. Entretanto, precisa lançar mão de estratégias nada ortodoxas para assegurar a fidelidade a suas marcas e assim aumentar o faturamento e o domínio de fatias de mercado.

Faturando mundialmente cerca de um trilhão de dólares por ano, esse segmento está crescendo no Brasil. Dados do IMS Health mostram que de décimo maior mercado, em 2010, o país passou a sétimo, em 2015, com expectativa de ser o quinto maior mercado farmacêutico em 2020. Isso representa, hoje, um faturamento anual em torno de R$87 bilhões. Os medicamentos genéricos, que vêm aumentando seus aportes, representam cerca de 22% do mercado no Brasil.

São 65 mil farmácias, 50% delas agrupadas em grandes redes de varejo, que transformam o mercado farmacêutico varejista num grande campo de batalha de interesses e disputas.

Analisando o rateio das empresas farmacêuticas no faturamento do mercado nacional, verificamos que aquelas de capital nacional vêm crescendo e conquistando lugar de destaque. Entretanto, ao olharmos para os medicamentos mais vendidos no Brasil em 2016, observamos que a grande maioria dos produtos é comercializada por empresas de capital transnacional. Há uma partilha desse mercado entre produtos restritos a indicação e prescrição médica, como é o caso de anticoagulantes, anti-hipertensivos, e produtos para o manejo de diabetes, asma e doença de Parkinson. Há, ainda, produtos de uso rotineiro como analgésicos, anti-inflamatórios, descongestionantes nasais, vitaminas e protetor solar.

Podemos considerar três vertentes diferentes de propaganda e marketing da indústria no Brasil para proteger suas marcas e seus produtos: aquela direcionada ao médico, na tentativa de fidelizar marcas comerciais; aquela direcionada ao comércio farmacêutico, oferecendo vantagens e descontos nos seus produtos, a serem priorizados diante do comprador; e aquela direcionada ao consumidor, para obter preferência por determinados nomes comerciais, incluindo propaganda na imprensa leiga, em veículos de comunicação, ou até outdoors, entre outras estratégias de mídia.

Do ponto de vista da saúde pública, essas estratégias encerram riscos, pois atendem a interesses comerciais sem vinculação com protocolos ou diretrizes terapêuticas. Chegam a ferir a ética, como é o caso da promoção de eventos para seduzir médicos e impor determinadas marcas e produtos para consolidar segmentos do mercado farmacêutico. Não necessariamente os produtos são mais eficazes, mais seguros ou mais baratos. Essas práticas comerciais acompanham o declínio do ensino da Farmacologia Clínica na maioria das nossas escolas de Medicina. Estamos, assim, diante de um campo de batalha em que interesses se digladiam e o comércio prevalece sobre a saúde.

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*Perfil: Jorge Bermudez, médico e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), integrante do Painel de Alto Nível em Acesso a Medicamentos do secretário-geral das Nações Unidas.

Observação: Este artigo foi publicado originalmente no site do Centro de Estudos Estratégicos (CEE/Fiocruz).

Doenças transmitidas por alimentos: saiba como evitá-las!

Doenças transmitidas por água e alimentos contaminados durante sua produção, armazenagem ou processamento representam grave risco à saúde! Por isso, o #BlogDaSaúdeMG traz dicas importantes para evitá-las; confira:

#Curiosidade: Saiba os riscos dos aditivos para mudar sabor e cheiro de cigarros

Foto: iStock / Reprodução.

Foto: iStock / Reprodução.

 

O Brasil foi o primeiro país no mundo a proibir, em 2012, o uso de aditivos que mudam o sabor e o cheiro dos cigarros. Nos anos seguintes, pelo menos 33 outros países baniram produtos de tabaco com flavorizantes. Retroceder nessa medida pode atrapalhar a bem-sucedida trajetória brasileira na redução do número de pessoas que fumam.

A maioria dos fumantes começa a consumir produtos de tabaco antes dos 18 anos de idade, o que torna esse público estrategicamente importante para a indústria do tabaco. Um estudo realizado em 2014 nos Estados Unidos demonstrou que 73% dos estudantes da high school (equivalente no Brasil ao ensino médio) e 53% dos alunos da middle school (equivalente ao ensino fundamental) que haviam consumido derivados de tabaco nos últimos 30 dias, usaram produtos com sabor.

Atualmente, o Brasil figura como um dos países que tem implementado as principais medidas de controle de tabaco. Como consequência, vem alcançando redução na prevalência de fumantes. Em 1989, pesquisas realizadas no país mostraram que a prevalência de fumantes na população com 18 anos ou mais era de 34,8%. Em 2008, esse índice caiu para 18,5%. Em 2013, a prevalência continuou em queda: 14,7%. Isso significa uma redução de mais de 50% em 24 anos.

Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) mostra que 30,4% dos meninos e 36,5% das meninas já experimentaram cigarro. Desse universo, 58,2% dos meninos e 52,9% das meninas disseram que preferem com sabor. O levantamento ouviu 17 mil estudantes em 13 capitais entre 2005 e 2009.

A pesquisa mostra ainda que o nosso aparelho respiratório não está preparado para absorver os aromatizantes contidos nesses tipos de cigarros, que irão agredir as mucosas dos brônquios e causar lesões difusas e imprevisíveis. Além disso, o estudo mostra ainda que a adição de aditivos (como açúcares e flavorizantes como o mentol, mel, chocolate e a cereja) interagindo com a nicotina, dificulta ainda mais o abandono do tabagismo, mantendo maior número de consumidores, dando maior lucratividade para a indústria do tabaco.

Internacional

A OMS recomenda aos países que regulamentem, proíbam ou restrinjam colorantes e ingredientes que possam ser usados para melhorar o gosto ou criar a impressão de que sejam positivos para a saúde. O mesmo vale para ingredientes que estejam associados à energia e vitalidade.

Vários países já adotaram medidas para regulamentar a adição desses agentes, como Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Singapura e Tailândia. Na América Latina, a Costa Rica, o Equador, o Panamá e o Uruguai já estão empenhados na regulamentação dos produtos de tabaco e avançam nos processos institucionais necessários para isso.

 

Fonte: Agência Brasil / OMS / Adaptação.

#Dicas: Como prevenir acidentes domésticos com crianças?

As crianças pequenas não sabem avaliar o perigo. Quedas, cortes, queimaduras e intoxicações são as principais causas de acidentes domésticos com crianças. Por isso, saiba como protegê-las dos perigos presentes em todas as casas:

» Leia também: Pediatras do HJXXIII se mobilizam para a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes

#AtitudeGeraSaúde: Brasil reduz em 42% número de fumantes passivos no ambiente familiar

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Foto: Marcus Ferreira / SES-MG.

Os brasileiros estão cada vez fumando menos em casa e expondo os familiares aos riscos do tabagismo passivo. Foi o que apontou a última edição da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Em oito anos, o índice registrou queda de 42,5% no número de fumantes passivos no domicílio, caindo de 12,7%, no ano de 2009, para 7,3% no ano passado. O dado foi divulgado na última terça-feira (29/08), pelo Ministério da Saúde, em comemoração ao Dia Nacional de Enfrentamento ao Fumo. Clique aqui e confira a apresentação completa.

Entre as capitais, todas apresentaram queda, com destaque para Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC). Aracaju (5,1%) teve a menor incidência de fumantes passivos em domicílio, no ano passado. Já Porto Alegre (RS) apresentou o maior percentual (10,4%), no mesmo período. A frequência de fumantes passivos no domicílio foi mais alta entre os mais jovens (18 a 24 anos), em ambos os sexos. A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e no Distrito Federal e contou com 53.210 entrevistas.

  • Clique aqui e confira no site da SES-MG informações sobre Tabagismo.

A queda no número de fumantes passivos em domicílio vem junto com a redução de fumantes no país. Nos últimos 10 anos, houve redução de 35% no número de usuários de produtos derivados do tabaco. A prevalência caiu de 15,7% em 2006, para 10,2% em 2016. Quando separado por gênero, a frequência de fumantes hoje é maior no sexo masculino (12,7%) do que no feminino (8%). Se analisado por faixa etária, a pesquisa mostra que a frequência de fumantes é menor entre os adultos jovens antes dos 25 anos (7,4%), ou após os 65 anos (7,7%) e maior na faixa etária dos 55 a 64 anos (13,5%).

O tabagismo passivo é causa de doenças e morte. Em 2015, foram registrados 17.972 óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco. Ser fumante passivo significa inalar fumaça de cigarros (ou outros produtos derivados do tabaco) por pessoas que não fumam. Essa fumaça se difunde no ambiente e faz com que as pessoas ao redor inalem a mesma quantidade de poluentes que os fumantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

Estudos comprovam que os efeitos imediatos da poluição ambiental pela fumaça do tabaco não são apenas de curto prazo, como irritação nasal e nos olhos, dor de cabeça, irritação na garganta, vertigem, náusea, tosse e problemas respiratórios. Essa exposição também está relacionada ao aumento do risco de câncer de pulmão, de infarto, e de várias outras doenças graves e fatais relacionadas ao tabagismo.

A diretora do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Ana Cristina Pinho, destacou a importância do Dia Nacional de Enfrentamento ao Fumo. “A data é para reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população brasileira para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. Essa foi a primeira legislação em âmbito federal relacionada à regulamentação do tabagismo no Brasil, inaugurando a normatização voltada para o controle do tabagismo como um problema de saúde coletiva e que completa hoje 30 anos”, afirmou.

Como parte da política de enfrentamento, controle e prevenção ao tabagismo, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para fumantes nas Unidades Básicas de Saúde. São ofertados adesivos, pastilhas e gomas de mascar. Apenas com esses tratamentos, são investidos R$ 23,7 milhões.

#Dica: ONG “Criança Segura” lança jogo para evitar acidentes domésticos em crianças

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Nesta quarta-feira (30/08), data em que é comemorado o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes na Infância, a ONG Criança Segura lançou um jogo online gratuito chamado de Game Criança Segura, Trata-se de um jogo destinado ao público infantil, que tem como objetivo disseminar a cultura de prevenção de forma lúdica e prazerosa para as crianças. Para acessar o jogo, clique aqui.

O game, por meio de vários jogos curtos, apresenta situações nas quais os pequenos aprendem a identificar os perigos em ambientes domésticos ou no trânsito e dá dicas de como evitar acidentes que podem acontecer com as crianças, tudo isso de forma muito divertida e leve, afinal, criança aprende brincando. Além disso, em breve, um aplicativo desse jogo também poderá ser baixado gratuitamente pelos usuários de iOS, Android e Windows Phone.

  • Clique aqui e confira no site da SES-MG uma matéria sobre prevenção de acidentes em crianças.

“A nossa mensagem é sempre direcionada para o adulto, pois entendemos que ele é o responsável pela vida da criança. Mas, é importante também ensinarmos a criança noções de comportamento seguro para que ela seja capaz de compreender algumas situações de perigo desde pequena. Daí vem a importância de um game como esse. Nele, nós nos preocupamos em trabalhar todas as principais causas de acidentes com crianças, como queda, intoxicação, sufocação, afogamento etc. Dessa forma, esperamos contribuir com o desenvolvimento da autonomia de meninos e meninas, com uma linguagem direcionada para esse público e muita ludicidade”, explica Carla Lerner, responsável da Criança Segura pela área de Mobilização da organização e pelo desenvolvimento do jogo.

Prevenção

Todos os anos, milhares de crianças brasileiras de zero a 14 anos morrem e outras centenas de milhares são internadas devido a algum tipo de acidente, como atropelamento, afogamento, sufocação, queimadura etc. Evitar que as crianças se machuquem gravemente é uma preocupação constante de pais, familiares, responsáveis e profissionais que trabalham diretamente com os pequenos. Por isso, é tão importante que os adultos se informem sobre como prevenir acidentes e adotem comportamentos e medidas que garantam a segurança de meninos e meninas.

Além disso, também faz parte do papel do adulto ensinar às crianças, desde cedo, como avaliar possíveis perigos no ambiente e evitar riscos a si mesmas. Mas, como educar os pequenos para que eles se protejam e se mantenham em segurança? Esse sempre foi um desafio enfrentado por todos aqueles que convivem com crianças quando queriam realizar ações que promovessem a segurança infantil.

#FiqueSabendo: o que significam os itens da Tabela de Informação Nutricional nos rótulos?

As informações contidas nos rótulos de alimentos são importantes para que o consumidor possa fazer escolhas conscientes sobre o que vai para sua mesa no dia a dia. Para que as informações sejam de fácil entendimento e respondam às dúvidas sobre a qualidade nutricional do produto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos, vem realizando um trabalho a fim de propor novas soluções para a informação nutricional no Brasil. Leia mais clicando aqui.

Aqui no #BlogDaSaúdeMG, preparamos um pequeno “glossário” com alguns dos principais itens da Tabela de Informação Nutricional nos rótulos, a fim de estimular você e sua família a lerem e entenderem as informações veiculadas nos rótulos dos alimentos. A adoção desse hábito vai contribuir com a melhoria de sua saúde e qualidade de vida.

#AtitudeGeraSaúde: OMS realça liderança do Brasil no controle do tabagismo

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Relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho deste ano afirma que uma em cada 10 mortes por doença no mundo é causada pelo fumo, apesar de 4,7 bilhões de pessoas, o equivalente a 63% da população mundial, ter acesso a advertências contra o uso do tabaco. Por conta disso, o órgão sugere o aumento de políticas de controle do produto a nível mundial.

Entre as medidas propostas estão uma maior divulgação de imagens e gráficos de advertência sobre os riscos do tabaco e o estabelecimento de lugares públicos livres do fumo. Segundo o oficial técnico do Secretariado da Convenção Quadro da OMS sobre o Controle do Tabaco, Rodrigo Santos Feijó, hoje o número de pessoas informadas sobre os riscos do fumo representa 3,6 bilhões de pessoas a mais que em 2007.

O documento Epidemia Global de Tabaco 2017 alerta que, num esforço conjunto, os países podem ajudar a evitar milhões de mortes todos os anos por causa do fumo ou de doenças associadas ao seu uso. Diz ainda que, desde 2007, as políticas abrangentes de controle do tabaco quadruplicaram.

Brasil na liderança

Segundo Feijó, o relatório da OMS apresenta o Brasil, mais uma vez, como um líder mundial no controle do tabagismo. “O país aparece como um dos oito que conseguiram, dentro do grupo de nações de rendas baixa e média, implementar quatro ou mais dessas medidas [de controle] efetivas no seu mais alto grau. Então, o Brasil continua aparecendo como uma liderança e uma referência para outros países no cenário global, no que se refere ao controle do tabagismo.”

A Organização Mundial da Saúde  afirma que a indústria do tabaco impede tentativas de governos de implementar medidas contra o produto. E que políticas efetivas de controle ajudam a economizar bilhões de dólares com gastos de saúde e a perda de produtividade de vítimas do tabaco. Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, governos de todo o mundo devem incorporar as orientações da Convenção-Quadro sobre Controle de Tabaco da ONU nos seus planos nacionais.

Comércio ilegal

Ghebreyesus acredita que o comércio ilegal de tabaco está agravando o tabagismo. Segundo a OMS, a cobertura atual de 63% da população envolve pelo menos uma medida de controle do tabaco, daquelas previstas na Convenção da agência sobre o tema. A OMS lembra que, desde 2008, existe um conjunto de diretrizes chamado de Medidas Mpower para promover ações de governos em seis estratégias de controle. Entre elas, o aumento nos impostos sobre o produto e a proibição de anúncios e propagandas assim como patrocínio de eventos por empresas de tabaco.

As demais medidas são o monitoramento de medidas de uso e prevenção, proteção das pessoas do fumo passivo, ajuda para quem quer deixar de fumar e mensagens de advertência sobre os perigos do tabaco que ainda causa grande número de mortes no mundo. O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, embaixador global da OMS para doenças crônicas, disse que esse quadro pode mudar com o auxílio de medidas eficientes de prevenção e alerta.

 

Fonte: Agência Brasil.