#SaúdeELiteratura : Livro celebra 11 anos da Lei Maria da Penha no Brasil

By | 8 de agosto de 2017

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Sob o marco da celebração de 11 anos de existência da Lei Maria da Penha, foi lançado o livro Homens e Violência contra as mulheres. Reunindo a experiência de grupos de homens autores de violência, a publicação é fruto do trabalho de um ano de mapeamento dos pesquisadores Marcos Nascimento, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), e Adriano Beiras, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A partir do interesse dos dois em coletar diferentes abordagens sobre a realidade dos homens autores de violência contra a mulher, foi feito o convite para que pesquisadores ligados a programas de pós-graduação do país narrassem os resultados de suas teses e dissertações sobre a temática. O esforço coletivo envolveu profissionais de Psicologia, Saúde Coletiva, Medicina Preventiva, Sociologia, Criminologia, Antropologia e Linguística.

Envolvendo discussões feministas, os artigos compõem diferentes perspectivas teóricas e metodológicas, ressaltando a multidisciplinaridade de experiências presentes neste campo no contexto brasileiro. “Nossa intenção era não se limitar às discussões tradicionais sobre o assunto. Conseguimos abordar olhares bem interessantes. Temos um capítulo, por exemplo, em que o centro da atenção deixa de ser o autor da violência e passa a ser os profissionais que acompanham os homens. Mergulhamos nossa abordagem sobre a equipe que trabalha com esses indivíduos”, destaca Marcos Nascimento.

De forma crítica e atual, ao longo dos oito capítulos do livro, os autores propõem um debate sobre ações concretas, que servem como ponto de partida para a promoção de políticas públicas que possam dar conta de uma realidade tão complexa. “Com as diversas visões sobre as iniciativas voltadas para os homens autores de violência, buscamos desconstruir a prevalência de padrões violentos e desiguais nas relações interpessoais. As intervenções apresentadas visam promover a criação de novos serviços e programas em diversos locais, bem como fortalecer os já existentes, a partir da capacitação de profissionais e da consolidação de ações integradas com as redes de enfrentamento, evitando ações muito pontuais, lineares, ou ainda, pouco qualificadas diante da complexidade do problema”, conclui Marcos Nascimento.

Fonte: Agência Fiocruz.

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