#Curiosidade: Como faço para receber o tratamento para o Vitiligo pelo SUS?

By | 17 de agosto de 2017

Vitiligo 1

Caracterizado pela perda da pigmentação da pele, o vitiligo não é contagioso e não traz prejuízos à saúde física. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a doença acomete cerca de 0,5% da população mundial. Apesar de ainda não ter uma causa definida, fatores emocionais podem desencadear ou agravar a ocorrência.

Além disso, em muitos casos, o vitiligo é uma doença é hereditária, por isso pessoas com histórico de vitiligo na família devem ficar mais atentas ao surgimentos de manchas na pele. Outro ponto que se deve levar em conta é que as pessoas com vitiligo devem evitar fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como usar roupas que provoquem atrito ou pressão sobre a pele.

Ainda, as lesões provocadas pelas manchas impactam significativamente na qualidade de vida e no emocional. Em função disso, o acompanhamento psicológico é o mais recomendado para se trabalhar com questões como autoestima e aceitação, por exemplo.

O diagnóstico do vitiligo é essencialmente clínico, pois as manchas com pouca pigmentação aparecem, geralmente, em locais do corpo bem característicos, como boca, nariz, joelhos. A biópsia cutânea revela a ausência completa de melanócitos nas zonas afetadas, exceto nas bordas da lesão, e o exame com lâmpada de Wood (lâmpada com luz fluorescente utilizada nos diagnósticos dermatológicos) é fundamental nos pacientes de pele branca, para detecção das áreas de vitiligo.

É importante lembrar que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece consultas, diagnóstico, tratamento ambulatorial e hospitalar para a doença. No SUS, a pessoa com vitiligo deve obter uma consulta em Unidade Básica de Saúde (mais conhecida como Posto de Saúde ou Centro de Saúde) com o clínico-geral ou o médico da família que, após uma avaliação do caso, irá encaminhá para um acompanhamento com um médico dermatologista.

Nesta consulta com o especialista será avaliado qual tipo de vitiligo acomete o paciente, além de verificar se há alguma doença autoimune relacionada e indicar o tratamento mais adequado ao caso. O tratamento do vitiligo é individualizado e depende das características de cada paciente. A principal indicação de tratamento é a fototerapia que apresenta resultados positivos principalmente para lesões da face e tronco.

Ana Regina Andrade, médica dermatologista, reforça algumas questões acerca do vitiligo. “É essencial que as pessoas tenham em mente que apesar de não ter cura, é possível controlar a doença. Além disso, é preciso saber que algumas doenças endócrinas podem predispor o aparecimento do vitiligo, como doenças da tireoide, doença de Addison, diabetes melito, anemia perniciosa e algumas anormalidades oculares”.

Abaixo, confira algumas dicas na nossa galeria e compartilhe este conteúdo nas redes sociais:

Fonte: Portal Brasil / Adaptação

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