Monthly Archives: setembro 2017

#Curiosidade: Saiba o que é a Catapora e como se prevenir!

A varicela (catapora) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, mas geralmente benigna. Ela é causada pelo vírus Varicela-Zoster que se manifesta com maior frequência em crianças. A maior incidência da doença se dá no fim do inverno e início da primavera. Porém, uma vez adquirido o vírus, a pessoa fica imune. Além disso, a vacina é a forma mais eficaz de se proteger contra as formas graves da doença. Por isso, o #BlogDaSaúdeMG esclarece algumas dúvidas sobre a catapora. Confira:

#FicaADica: No trânsito sua escolha faz a diferença!

Dia Nacional do Trânsito

O Dia Nacional do Trânsito, celebrado em 25 de setembro, marca o encerramento da Semana Nacional do Trânsito, que acontece anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro. A data foi instituída a partir da criação do Código de Trânsito Brasileiro, em setembro de 1997. A cada ano, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) escolhe um tema a ser trabalhado na semana. Para 2017, o tema escolhido foi “Minha escolha faz a diferença no trânsito”. No Brasil, as escolhas fazem sim diferença, pois é um dos países com mais acidentes de trânsito, nos quais morrem por ano, aproximadamente, 40 mil pessoas.

Em Minas Gerais, os atropelamentos de pedestres são a maior causa de óbitos no Hospital João XXIII, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O número apesar de atendimentos a pacientes acidentados motociclistas é mais elevado, porém os óbitos são menores. De 2011 a julho de 2017, houve um total de 1765 mortes por acidentes de trânsito no HPS. Destes, 36 % eram de vítimas de atropelamento. Somente em 2017, 961 pessoas deram entrada por este motivo no hospital, sendo que 32 morreram. 57% destes pacientes eram do sexo masculino.

Já a lesão mais comum no atropelamento é o politrauma. Trata-se de um acidente em que o pedestre sofre o impacto inicial, o da projeção, e o da queda, ou seja, são três momentos em que a vítima pode sofrer lesões. Além do politraumatismo, em atropelamentos são recorrentes as fraturas expostas, mais do que em qualquer acidente de trânsito. Nos idosos, este tipo de lesão é ainda mais grave, chegando a acelerar o processo de óbito, caso a pessoa já esteja debilitada pela idade e por doenças crônicas. Por isso, o Blog da Saúde MG traz alguns posts sobre esse tema, não perca:

Com informações da Fhemig.

#VacinaSUS: Brasil é referência mundial em produção de vacinas

A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para a prevenção de infecções e epidemias. O Brasil tem mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas por todo o território nacional, que aplicam, por ano, 300 milhões de imunobiológicos. A marca nos coloca como um dos países que mais oferecem vacinas pela rede pública de saúde, sendo que todo este trabalho, que vai desde o planejamento à pesquisa epidemiológica, é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Por conta disso, todo este trabalho é referência internacional em saúde pública e saúde coletiva, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Além de distribuir 25 tipos de vacinas gratuitamente, o País ainda exporta doses para mais de 70 países, sobretudo africanos. No Brasil, as doses são produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Instituto Butantan, sendo que o País já é autossuficiente na produção de insumos imunobiológicos.

A qualidade das instalações e pesquisas respalda a produção nacional. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão que regulamenta a produção e oferta das vacinas no País. Abaixo, confira mais detalhes no vídeo:

#Curiosidade: É possível aproveitar a primavera de forma saudável?

Claro que sim! ☺🌷🌼🌸🌺💜 A primavera é considerada a estação mais alegre e bonita do ano, a época é mais do que convidativa para sairmos de casa, passear ao ar livre pelos parques e praças, o que deixa os nossos dias mais prazerosos contemplando a natureza, o céu limpo e as flores coloridas espalhadas pelas ruas. Em função disso, o #BlogDaSaúdeMG preparou dicas especiais para você curtir esta estação do ano. Confira:

#SaúdeNaCozinha: Conheça os benefícios para a saúde das Frutas do Cerrado!

frutas do cerrado_2017

Você conhece ou têm o costume de consumir as frutas do nosso cerrado? Para fomentar ainda mais a variedades de frutas existentes, o Governo de Minas Gerais abriu um edital, até o dia 02 de outubro, convocando organizações da sociedade civil que queiram investir na compra de equipamentos e maquinários necessários à produção do pequi e demais frutas do cerrado. Para ler a matéria completa, clique aqui.

Muita gente não sabe, mas o cerrado brasileiro possui muitas frutas riquíssimas em vitaminas e minerais. De olho nisso, o #BlogDaSaúdeMG listou algumas frutas  e seus benefícios para nossa saúde. Algumas delas, com toda certeza, você já viu em quintais, praças, parques ou na área rural. Cada uma mais saborosa que a outra. Acompanhe!

#Fibromialgia: Saiba o que é a doença e como é o tratamento!

A fibromialgia é uma doença é silenciosa, não detectável em exames laboratoriais e, às vezes, não causa qualquer transformação externa na pessoa.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) calcula que a doença afeta cerca de 3% da população, sendo que acomete mais as mulheres na faixa etária de 30 a 55 anos, mas existem alguns casos em pessoas mais velhas, crianças e adolescentes.

Fonte: Portal Brasil / Adaptação.

 

#Curiosidade: Você sabe para que serve a caderneta de vacinação?

Foto: Elo7 / Reprodução.

Foto: Elo7 / Reprodução.

Logo que nascem, os bebês recebem no hospital a caderneta de vacinação. O documento é essencial para o acompanhamento das doses de vacinas aplicadas. Antes mesmo de deixarem a maternidade, recebem doses de BCG e hepatite B. A ideia é prevenir doenças frequentes. O calendário nacional de vacinação foi elaborado para que a prevenção seja mais eficiente conforme o período do ano. Por isso, é importante vacinar as crianças no período indicado.

A recomendação é sempre levar a caderneta quando for se vacinar: só assim, os profissionais de saúde podem verificar as doses já aplicadas e registrar as novas vacinas. Em caso de perda da caderneta, o ideal é voltar ao posto que costuma se vacinar para refazer o documento. O Ministério da Saúde desenvolveu o aplicativo Vacinação em Dia para armazenar as informações da caderneta e disponibilizá-las online. A ideia é facilitar o acompanhamento.

Imunização

No caso da imunização contra meningite, o esquema vacinal ocorre em duas doses: aos 3 e aos 5 meses de vida, e ainda é aplicado um reforço no primeiro ano de vida. Há ainda a tríplice viral, cuja 1ª dose deve ser aplicada aos 12 meses de vida. Aos 15, vem a 2ª dose tetra viral, que inclui a proteção contra varicela. A segunda dose ainda pode ser ministrada em adultos de 20 a 29 anos para prevenir a caxumba.

Já a hepatite B é aplicada em três doses em todas as fases da vida, a primeira delas ao nascer. A hepatite A é ministrada em uma dose, aos 12 meses. No caso da febre amarela, o esquema mudou e a recomendação é uma aplicação única. A vacina pneumocócica também deve ser administrada na infância em três doses: aos 2 meses, aos 4 e aos 6. Aos 12 meses, as crianças ainda devem receber um reforço. Abaixo, confira as vacinas do calendário nacional de vacinação:

Fonte: Portal Brasil.

#Mobilização: UFOP realiza oficina sobre sais de ervas e palestra sobre saúde da mulher

Por Karina Estevo

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Os integrantes da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Itabirito (ASCITO) participaram de uma palestra sobre a saúde da mulher e da oficina de sais de ervas, promovidas pelas representantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em parceria com a Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (ANCAT). O objetivo foi alertar sobre a importância da prevenção de doenças.

Durante a oficina de sais de ervas, ministrada pela aluna do curso de Nutrição da UFOP, Nayara Resende, as associadas aprenderam a fazer os sais, conheceram os seus diferentes tipos e composição, tiraram as dúvidas quanto ao uso e benefícios, e receberam uma amostra para experimentar. Em seguida foi realizada uma palestra pela professora Claudia Martins Carneiro, do Curso de Farmácia da UFOP, para tratar sobre os temas: a saúde da mulher e a prevenção do colo do útero.

“A professora apresentou os desafios para a erradicação da doença, a importância da prevenção e deu várias dicas de como se manter saudável. Ao final, incentivou a prática de atividade física, alertou sobre a importância de ir periodicamente ao médico e fazer autoexame”, destaca a técnica da Ancat, Maria das Graças de Melo Ferreira.

A ação foi de suma relevância para as associadas. “Tivemos uma tarde fitness, vimos como o sal em excesso faz muito mal, aprendemos a fazer sal de ervas. E o assunto que mais nos levou a pensar foi à importância de nós, mulheres, irmos ao médico para nos cuidar, falamos muito sobre a saúde da mulher! Obrigada, UF OP, ANCAT!”, destaca Jennifer, integrante da ASCITO.

A necessidade de realizar uma palestra sobre saúde da mulher na ASCITO foi identificada durante o diagnóstico participativo, desenvolvido pela técnica da Ancat nos empreendimentos. “Na ASCITO foi observada a necessidade de se fazer um trabalho voltado para a saúde dos associados, através dos depoimentos e da observação diária. A maioria dos associados são mulheres e havia muitas queixas sobre a saúde e a falta de orientação médica”, destaca Maria.

Ficou acordado que os associados procurarão o Posto de Saúde para fazer os exames necessários e que a professora da UFOP acompanhará os resultados. No início do mês de outubro, será realizada uma oficina de horta suspensa, onde os associados aprenderão a cultivar a ervas e verduras.

 

#SaúdeDaMulher: PMMG cria a 1ª Companhia de Prevenção à Violência Doméstica

Neste mês, o Governo de Minas Gerais deu um passo importante para o enfrentamento da violência contra a mulher com a criação da 1ª Companhia de Prevenção à Violência Doméstica pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Com isso, Minas é o segundo estado brasileiro a implementar uma unidade específica para esse tipo de ocorrência.

A instalação da Companhia tem como objetivos potencializar a prevenção à violência doméstica na capital, aumentar a sensação de segurança por parte das vítimas e consolidar mecanismos de controle e gestão social, a partir do fortalecimento das redes e da integração dos diversos órgãos de segurança pública do Estado, expandindo e modernizando a atuação comunitária, preventiva e de preservação da ordem pública por parte da PMMG. Veja mais detalhes no vídeo, abaixo:

A violência contra as mulheres é uma violação de direitos humanos e um grave problema de saúde pública. Ela pode trazer como consequências: mortes, lesões, traumas físicos e vários tipos de agravos mentais e emocionais. Além disso, diminui a qualidade de vida das mulheres e de suas famílias, gerando prejuízos à sua autonomia e seu potencial como pessoa e cidadã. A violência pode também provocar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), gravidez indesejada, distúrbios sexuais, depressão, entre outros agravos.

Veja também:
Pesquisa mostra queda nos casos de violência doméstica e familiar em Minas Gerais

No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento às vítimas de violência sexual é integral e obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede, de acordo com a Lei Federal nº 12.845/2013. Para tanto, uma rede de cuidado às pessoas em situação de violência sexual foi qualificada em todo o país.

Em Minas Gerais, 87 hospitais estão habilitados como referências do Serviço de Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual. A regulamentação está na Resolução nº 4.590, de 09 de dezembro de 2014. Esses estabelecimentos oferecem atendimento emergencial, integral e multidisciplinar às vítimas de violência sexual, e se necessário, encaminham aos serviços de assistência social

O atendimento clínico e psicológico nesses hospitais funciona em regime integral, 24 horas por dia, nos 7 dias da semana, e é realizado de forma humanizada, respeitando o sigilo e a privacidade das vítimas. Além disso, essas unidades são responsáveis pela administração de medicamentos preventivos de doenças sexualmente transmissíveis e também anticoncepção de emergência.

#Ciência: Pesquisa inédita mostra efeito da segregação residencial na hipertensão e diabetes

Foto: Agência Mural / Reprodução.

Foto: Agência Mural / Reprodução.

Uma pesquisa inédita realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e mais cinco centros de pesquisa do país revela que indivíduos que moram em vizinhanças mais segregadas economicamente – locais com maior concentração de responsáveis pelo domicílio com renda menor do que 3 salários mínimos; têm 26% mais chance de apresentarem hipertensão e 50% mais de desenvolverem diabetes, comparados a pessoas que residem em áreas menos segregadas. O estudo foi publicado agosto na Social Science & Medicine, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo.

A população analisada, de 10.617 indivíduos, é participante do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), investigação longitudinal composta por funcionários de seis instituições públicas, entre elas a Fiocruz, que tem como objetivo investigar a incidência e os fatores de risco para doenças cardiovasculares e o diabetes tipo 2, incluindo determinantes sociais, ambientais, ocupacionais e biológicos.

“Até onde conseguimos identificar, esses são os primeiros resultados de estudo epidemiológico brasileiro de grande porte a demonstrarem a associação entre a segregação residencial e condições relacionadas à saúde. Além disso, incorpora o contexto de moradia à etiologia da hipertensão e diabetes, normalmente relacionada somente a características individuais como idade, obesidade e história familiar”, afirmou Dóra Chor, autora senior do artigo, pesquisadora da Fiocruz e membro da coordenação do estudo na instituição.

Os resultados, ressalta a pesquisadora, sugerem que a segregação econômica, presente na vizinhança, está associada a uma maior prevalência de hipertensão e diabetes, independentemente de características individuais como idade, renda e escolaridade. Além disso, comparados aos brancos, participantes pretos e pardos moram mais frequentemente em vizinhanças com maior nível de segregação e apresentam maior prevalência de das duas doenças

De acordo com o estudo, além da periferização da parcela mais pobre da população das cidades brasileiras, a segregação residencial significa segregação econômica e social. Em numerosas situações, vizinhanças altamente segregadas são completamente excluídas do acesso ao trabalho formal e infraestrutura pública que são indispensáveis à saúde e bem-estar.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2012, 30% de todas as mortes no Brasil foram atribuídas a doenças cardiovasculares, fazendo dos fatores dos riscos cardiometabólicos, como hipertensão e diabetes, um grande problema de saúde pública.

Fonte: Fiocruz.