#Linfoma: Saiba o que é e como tratar

By | 15 de setembro de 2017

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“Quando eu estava na primeira consulta, ainda sem saber do que se tratava, sem saber que eu tinha câncer, o médico ficou bem sério e me disse: olha, você tem um risco de 98% de morrer se não começar um tratamento imediatamente”, e foi assim que Elson Pereira, aos 53 anos, descobriu que o caroço no pescoço era, na verdade, um tipo de câncer: o Linfoma.

A vida do vendedor atacadista mudou completamente a partir daquela tarde de junho de 2016. “É um susto, fui pego de surpresa, porque eu estava bem, nunca ficava doente, não sentia nada e, de repente, eu estou com câncer e preciso receber tratamento”, lembra o carioca.

Existem mais de 100 tipos de cânceres que correspondem aos vários tipos de células, em diferentes partes do corpo. Hoje vamos tratar a respeito do Linfoma, que se divide em dois tipos: Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin. Eles se diferenciam pelos tipos de células encontradas e pelo comportamento biológico, além de terem respostas diferentes à terapia.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2016 houve o surgimento de 12.710 novos casos de pessoas acometidas por Linfomas – Elson foi uma delas. Além disso, foram registradas 4.690 mortes, somados os dois tipos da doença. As causas de câncer são variadas. Podem ter relação com fatores externos e alheios ao corpo ou internas ao organismo, podendo ambas estar interrelacionadas.

Sintomas

“As manifestações mais comuns dos linfomas são o aumento de gânglios, popularmente conhecidos como ínguas ou caroços, muitas vezes no pescoço, axilas e virilha. Mas existe outras como emagrecimento, febre noturna, anemia e alterações na contagem de plaquetas”, explica o médico hematologista Ricardo Bigni, que também é responsável pela rotina de Linfomas Não Hodgkin e Leucemia Linfoide Crônica do INCA.

Essa descrição se assemelha bastante ao relato de Elson. “Eu estava trabalhando, em um dia normal, quando percebi uma espécie de caroço saindo pelo meu pescoço. Era pequeno, mas estava inchado. Pensei que tivesse sido por ter dormido a noite anterior em uma rede”.

Tratamento

Por isso é importante procurar um médico para avaliação e, consequentemente, receber diagnóstico e o tratamento adequado o mais rápido possível. Quanto mais cedo se busca ajuda, maiores as chances de ver livre da doença, como é possível perceber no relato de Elson Pereira. “Logo nas primeiras sessões de quimioterapia, os caroços que eu tinha no pescoço sumiram e eu fui ficando melhor. Continuei seguindo todo o tratamento e, há cerca de dois meses, eu não tenho mais necessidade da quimioterapia”, conta.

Segundo o hematologista Ricardo Bigni, uma vez estabelecido o diagnóstico, definida a extensão da doença, além do tipo de linfoma – já que a literatura médica descreve mais de 40 tipos, o tratamento “precisa começar logo e pode ser diferente dependendo do tipo de linfoma. Na maioria dos casos o paciente é tratado com quimioterapia e em alguns casos é preciso, também, realizar a radioterapia. É importante ressaltar que os linfomas não são tratados com cirurgia, como acontece em alguns tipos de câncer”.

Em relação a esse tipo de câncer, os pacientes recebem total acompanhamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com os medicamentos que são indicados na maioria dos tratamentos, além de todos os equipamentos que estão em operação por todo o País.

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