#DoeÓrgãos: Especialista da UFMG fala sobre avanços do transplante de fígado

By | 19 de setembro de 2017
Foto: iStock / Reprodução.

Foto: iStock / Reprodução.

Os tratamentos das doenças hepáticas, ou seja, àquelas que acometem o fígado, apresentam resultados que são considerados positivos. O transplante do órgão, por exemplo, tem 80% de eficácia nos procedimentos realizados em Minas Gerais. Para que esse cenário se torne mais satisfatório, novas técnicas no tratamento dessas doenças estão sendo desenvolvidas: uma delas já é utilizada e está relacionada aos efeitos colaterais do transplante e à medicação contra a rejeição do órgão.

  • Para saber mais sobre doação de órgãos no SUS, clique aqui.

O professor da Faculdade de Medicina e cirurgião do Hospital das Clínicas da UFMG, Cristiano Xavier, explica que, após um transplante, existe a possibilidade de rejeição ao órgão implantado. O sistema imunológico do receptor reconhece o fígado como um corpo estranho e cria-se a necessidade de uma medicação imunossupressora. São medicamentos que combatem essa rejeição, mas que podem apresentar efeitos colaterais, trazendo o risco de infecções oportunistas.

“Os novos medicamentos evitam a rejeição com menos efeitos colaterais, são mais específicas e têm menos efeitos em outros órgãos e sistemas que não têm relação com o transplante”, afirma. O professor também cita uma técnica para um futuro não distante, que busca aumentar a sobrevida do fígado após a retirada do órgão do doador com morte encefálica. Atualmente, a partir de 16 horas da retirada, o órgão dificilmente é viável para ser implantado no receptor.

Abaixo, ouça o programa “Saúde com Ciência”, exibido na Rádio UFMG Educativa (104,5 FM):

Fonte: Faculdade de Medicina da UFMG

Deixe uma resposta