Monthly Archives: outubro 2017

#SaúdeDaMulher: Núcleo de Mobilização faz balanço final das ações de parcerias

Durante todo o mês de outubro, o Núcleo de Mobilização Social da SES-MG realizou um trabalho intenso junto às instituições parceiras, fomentando as mesmas a trabalharem com o tema Saúde da Mulher. Nesse mês a campanha contou com o apoio de 116 parceiros e 93 mil folders distribuídos, além de divulgação da Campanha em mídias sociais.

As parcerias se deram por meio de diversas ações de mobilização como: palestras, café da manhã, mobilização interna e externa, enfeites com as campanhas, caminhadas, consultorias, rodas de conversa, orientações, etc.

A equipe do Blog Saúde MG divulgou diversas dessas ações que foram acontecendo ao longo do mês. Acompanhe agora mais uma galeria com as imagens enviadas pelos nossos parceiros:

#Sífilis: Municípios terão reforço de R$ 200 milhões para conter avanço da doença

Crédito: Agência Brasil / Reprodução

Crédito: Agência Brasil / Reprodução

Para conter o avanço da sífilis no país, Governo Federal, estados e municípios vão intensificar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. A estratégia, chamada de Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção, foi pactuada na Comissão Intergestores Tripartite (CIT). Municípios terão R$ 200 milhões garantidos no orçamento do Ministério da Saúde por emenda parlamentar. Serão priorizadas 100 cidades que concentram 60% dos casos da doença. Em Minas Gerais, serão 8 municípios: Belo Horizonte, Vespasiano, Sabará, Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Governador Valadares, Teófilo Otoni e Juiz de Fora.

Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) trabalharão de forma integrada para fortalecer diagnóstico, vigilância epidemiológica, tratamento, assistência, pesquisa e comunicação. O Ministério da Saúde assumiu a compra centralizada da penicilina. Foram destinados R$ 13,5 milhões para a aquisição de 2,5 milhões de ampolas de penicilina benzatina, para o tratamento da sífilis adquirida e em gestantes, além de 450 mil ampolas da penicilina cristalina, para tratar a doença em bebês. A quantidade garantirá o abastecimento da rede pública até 2019.

Na ampliação e qualificação do diagnóstico, uma das ações do plano é o aumento da testagem, principalmente nas grávidas. Isso porque a identificação ainda no primeiro trimestre da gestação e o tratamento adequado impedem a transmissão da doença da mãe para o bebê. Também para qualificar a vigilância, haverá ampliação dos Comitês para Investigação da Transmissão Vertical e fortalecimento das Salas de Situação em estados e municípios para o monitoramento da situação epidemiológica.

Além de assegurar a penicilina, para a ampliação do tratamento, o plano prevê implantação de linhas de cuidado para a sífilis com acompanhamento de crianças expostas a doença e também com intervenção em populações chave, como gays e outros homens que fazem sexo com homens, travestis e profissionais do sexo. No eixo de pesquisa e comunicação, está prevista a realização de campanhas educativas durante todo o ano e incentivos para desenvolvimento de estudos e pesquisas voltados para o enfrentamento e monitoramento da doença.

Fonte: Ministério da Saúde

#Halitose: Mau hálito atinge 40% da população mundial; saiba como tratar

Uma das formas de evitar halitose é visitar o dentista periodicamente.

Uma das formas de evitar halitose é visitar o dentista periodicamente.

A halitose, mais conhecida como mau hálito, não é propriamente uma doença, mas um sinal de desequilíbrio no organismo. Quando observado esse sintoma, é possível agir com tratamento.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 40% da população mundial é acometida pela halitose.

O mau hálito geralmente é causado por questões da cavidade bucal, como as doenças da gengiva (gengivite ou periodontite) e a saburra lingual (língua branca).

O incômodo também pode ser causado por fatores extrabucais, como cáseos amigdalianos (pequenos círculos brancos na garganta), jejum prolongado, ingestão de alimentos com odores, diabetes não compensado, hipoglicemia e alterações hepáticas ou intestinais.

 A formação da placa bacteriana e os riscos de inflamação nas gengivas são impulsionados em casos de boca seca, situação que também pode mudar o odor do hálito, mais conhecida como xerostomia. “O grande problema de ter a boca seca é que a saliva é importante para proteger a boca e ajudar na digestão, já que em sua composição existe uma série de enzimas, minerais e anticorpo”, explica a odontologista Natália Freitas.

A diminuição da saliva, causa indireta do mau hálito, ocorre por conta do estresse excessivo, por doenças autoimunes e por medicações que apresentam esse efeito colateral. Menor quantidade de saliva favorece a formação da saburra lingual e dos cáseos amigdalianos.

Cuidados

O Ministério da Saúde alerta que apenas o especialista pode indicar remédios para o tratamentos de halitose. Uma das formas de evitar o mau hálito é manter a higiene bucal da seguinte forma:

  • Usar fio dental e escovar os dentes e a língua
  • Consultar o dentista regularmente
  • Ter uma dieta balanceada
  • Evitar o jejum prolongado
  • Controlar o estresse

Fonte: Blog da Saúde

#AVC: 90% dos casos decorrem de fatores que podem ser prevenidos

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda causa de morte e a primeira de incapacidade no Brasil. Apenas em 2015, 100.520 pessoas morreram em decorrência da doença. Do total, 4.592 mortes foram de pessoas com menos de 45 anos, de acordo com os últimos dados catalogados pelo Ministério da Saúde, que registrou no mesmo ano 212.047 internações relacionadas ao AVC, que pode ser provocado por obstrução de artéria ou mesmo rompimento de vasos sanguíneos.

O total de casos e os problemas gerados por eles podem ser menores se forem adotadas medidas preventivas. “Trata-se de uma doença grave, autoimune e incapacitante, mas que tem uma grande capacidade de prevenção”, afirma o diretor científico da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Rubens Gagliardi.

Segundo a ABN, 90% dos AVCs estão ligados a fatores que podem ser modificados, por isso, a organização e outras parcerias, como a Rede Brasil AVC, aproveitaram o Dia Nacional de Combate ao AVC, que foi celebrado neste domingo (29), para chamar atenção da sociedade com a campanha “Qual o seu motivo para prevenir um AVC?”.

Doença pode ser evitada

“Riscômetro de AVC”

Para contribuir com a efetivação de medidas protetivas, a ABN sugere que profissionais de saúde tenham mais atenção e ofereçam tratamento preventivo aos pacientes com história prévia de doenças cardiovasculares. Isto porque um terço dos AVCs ocorre em pacientes com AVC ou AIT (Acidente Isquêmico Transitório) prévios. Medidas para controlar a pressão arterial e a fibrilação atrial são algumas das que podem dificultar a ocorrência do problema.

A população em geral também pode fazer a sua parte. Além de adotar as medidas sugeridas, é possível conhecer o risco de sofrer um AVC, o que pode ser feito em diálogo com médicos e também usando a tecnologia, como o aplicativo gratuito “Riscômetro de AVC”, que ensina a reconhecer os sinais de AVC e os hospitais que são Centros de AVC em todas as regiões, além de oferecer mais dicas de prevenção.

O Ministério da Saúde espera reduzir em 15% os óbitos por AVC e 10% por infarto como resultado das ações do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados, que tem a meta de tirar 28.562 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020.

Até o momento, segundo o ministério, mais de 7 mil toneladas de alimentos já foram retiradas das gôndolas dos supermercados. Além disso, para reduzir o número de internações e óbitos no país por doenças crônicas, foi lançado o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que tem a expansão da atenção básica como uma das principais ações de enfrentamento.

Para concretizar a expansão, o Ministério da Saúde anunciou investimentos de R$ 1,7 bilhão para custear novos serviços oferecidos na atenção básica.

AVC cresce entre quem tem menos de 45 anos

Rubens Gagliardi detalha que o AVC já chegou a ser a principal causa de morte no Brasil. Agora, apesar da diminuição dos casos, o que tem chamado a atenção é o crescimento da ocorrência entre pessoas mais jovens, com menos de 45 anos.

Questionado quanto a uma possível tendência, ele ponderou: “É uma evidência. O estilo de vida das pessoas tem mudado. Hoje, o jovem fica mais exposto ao estresse, há muito uso de drogas ilícitas entre os jovens, encontramos muitos deles obesos. Esses fatores todos podem favorecer o AVC”, indica.

No caso dos mais jovens, o AVC também pode estar relacionado à ocorrência de lesão na parede do vaso que leva sangue para o cérebro, por exemplo, em caso de acidente de carro. No caso de crianças, os fatores mais comuns são as doenças genéticas, segundo o Ministério da Saúde.

Fonte: Agência Brasil

#SaúdeDaMulher: Instituições parceiras da SES-MG realizam ações de mobilização nesse Outubro Rosa

Em outubro, em alusão ao Outubro Rosa, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), reforça anualmente a questão da Saúde Integral da Mulher. Uma das ações desenvolvidas é um trabalho intenso do Núcleo de Mobilização Social junto às instituições parceiras da SES-MG, por meio com fomento à participação dessas instituições, com distribuição de material da campanha.  O Blog da Saúde MG vem divulgando, ao longo do mês, essas ações, que conscientizam funcionários, comunidade escolar, e população em geral para a importância da Saúde Integral da MulherAcompanhe:

Conheça outras ações desenvolvidas nesse Outubro Rosa pelas instituições parceiras:

#SaúdeDaMulher: Instituições parceiras da SES-MG realizam ações de mobilização nesse Outubro Rosa

#SaúdeDaMulher: Instituições parceiras da SES-MG realizam ações de mobilização nesse Outubro Rosa

 

#SUS: Lista de medicamentos cresce 25%, com reinclusão de oncológicos e hospitalares

Gestores, profissionais de saúde, usuários e órgãos de controle do país contarão com uma nova lista de medicamentos essenciais ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS). Na próxima versão da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 2018 (Rename) foram reincluídos medicamentos indicados para a assistência hospitalar e oncológica, fora da relação desde 2010. Além disso, a lista trará a disponibilidade de medicamentos por níveis de atenção e cuidado. O anuncio foi feito nesta quarta-feira (25) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Confira a apresentação completa (PDF)

“Antes era um documento burocrático interno nosso e agora transformamos em uma ferramenta para o usuário, gestor, profissional e órgãos de controle. É um facilitador de acesso de informações para todos e, tendo essa informação, evidentemente, as pessoas buscarão consolidar o seu direito de acesso a esses medicamentos”, enfatizou o ministro.

 

A Rename padroniza os medicamentos indicados para a assistência no SUS. É um instrumento dinâmico, disponível online, atualizado permanentemente e publicado a cada 2 anos. Com o incremento, a Rename contará com, no mínimo, 1.098 medicamentos e insumos, a última trazia uma lista com 869 itens. Entre os medicamentos incluídos estão os anestésicos e adjuvantes, isoflurano líquido volátil, propofol 10 mg/ML, os antimicrobianos, vancomicina 500 mg, meropenem 500. Além dos medicamentos oncológicos imatinibe 400 mg e o tamoxifeno 20mg. Foram incorporados também antídotos e medicamentos para nutrição parenteral e parto.

“A nova Rename também é um instrumento regulatório. A partir de agora ficará claro o que o estado tem que ofertar, o que o município tem que ofertar, na atenção básica, especializada e hospitalar, antes não tinha. Os estados dispunham dos medicamentos cada um ao seu critério para atenção hospitalar por exemplo. Agora eles vão ter um regramento nacional”, explicou Ricardo Barros.

A novidade para 2018 é a inclusão de medicamentos oncológicos e hospitalares disponíveis no SUS. A proposta foi construída após análise técnica com base na indicação e uso desses fármacos no país e no mundo. Foram consultadas a lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde (OMS), Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas em oncologia, Formulário terapêutico nacional e medicamentos indicados por Comissões de Farmácia e Terapêutico (CFT) – presentes em todas as regiões do país. A lista receberá a contribuição de especialistas.

Nas últimas edições, a Rename atendia a critérios técnicos do Ministério da Saúde de acordo com o financiamento da assistência farmacêutica, dividida por: básicos, estratégicos e especializados. Com a mudança, a nova relação organiza os itens por linhas de atenção e cuidado, direcionando a oferta entre: atenção básica, atenção especializada ambulatorial, hospitalar e oncológica. A nova padronização foi pactuada na Comissão Intergestores Tripartite neste ano.

BENEFÍCIOS DA PADRONIZAÇÃO – A nova organização da Rename norteará a oferta local da assistência farmacêutica no país. Para os profissionais de saúde, a relação facilita a indicação de tratamento adequado além de direcionar melhor o paciente sobre o local onde ele pode retirar o fármaco indicado. Para os usuários do SUS, a lista aponta medicamentos adequados para o tratamento e onde busca-los. E, para o poder judiciário e órgãos de controle, a padronização dá transparência sobre os responsáveis por garantir a assistência farmacêutica em casos de ações judiciais.

Fonte: Ministério da Saúde

#Curiosidade: Reumatismo, uma doença que não escolhe idade

Pois é, existem mais de 100 tipos de doenças reumáticas, como a artrose, a osteoporose e a bursite – para citar alguns exemplos; e elas atingem mais comumente parte do corpo humano responsáveis pela locomoção como os ossos, cartilagens, tendões e articulações. Porém as doenças reumáticas também podem afetar outros órgãos como rins, coração e pulmão.

👉 #FiqueLigado Engana-se quem acredita que as doenças reumáticas atingem apenas pessoas idosas. Na verdade, pessoas de qualquer idade, e de ambos os sexos, estão propensas a desenvolvê-las, e elas podem ser causadas ou agravadas por fatores genéticos, traumatismos, obesidade, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão e alterações climáticas.

Por isso, é importante ficar atendo aos sintomas que podem indicar o início e desenvolvimento de algum tipo de doença reumática como:

  • Dor, inchaço e calor nas articulações;
  • Dificuldade para se movimentar ou rigidez nas articulações ao acordar;
  • Diminuição da flexibilidade da coluna
  • Dificuldade de movimento nas articulações.

Caso perceba alguns desses sintomas, principalmente por mais de seis semanas, acompanhados de vermelhidão ou inchaço, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. O SUS garante o diagnóstico e o tratamento das doenças reumáticas, que pode ser feito não só com o uso de medicamentos, como de práticas integrativas e complementares, exercícios e terapia física.

#SaúdeDaMulher: Regional de Saúde de Pirapora promove “O dia da Beleza” em comemoração ao Outubro Rosa

 

Créditos: Julia Vieira Carvalho

Créditos: Julia Vieira Carvalho

Por Adriana Katia Emiliano Souza/GRS Pirapora

Na manhã desta quinta-feira (26/10), a Regional de Saúde de Pirapora promoveu um “Dia da Beleza” em alusão ao movimento Outubro Rosa. O evento foi um momento de descontração com palestras sobre Os Cuidados com a Saúde da Mulher: dicas de saúde e beleza além de um Coffee Break especial com produtos naturais. O objetivo do evento foi conscientizar as mulheres e também os homens sobre à prevenção de doenças, como o câncer de mama e colo do útero, bem como seus direitos à saúde integral e equânime.

O evento foi coordenado pela referência técnica da GRS em Saúde da Mulher, Julia Vieira de Carvalho. “Essas ações servem para reforçar o autocuidado que as mulheres devem ter com o seu corpo e a sua saúde. Por meio de hábitos de vida saudáveis como a prática de atividades físicas regulares e alimentação adequada”.

Julia também ressaltou que os homens não estão livres de terem o câncer de mama estendendo a eles o autocuidado e a importância de ir regularmente aos serviços de saúde.

“De uma forma geral a atenção a Saúde da Mulher é um dever de todos, incluindo os homens. Na atualidade o câncer é uma das doenças que mais vem crescendo dentre todas as doenças, por isso a importância de consultar regularmente um medico ou profissionais de saúde”, falou Luís Gustavo Massa, diretor da GRS Pirapora.

#FicaADica: Saiba porque as dietas da moda devem ser evitadas

Hábitos saudáveis devem ser seguidos o ano inteiro, pois Dietas de última hora e restritivas podem gerar deficiências nutricionais e riscos à saúde.

E lembre-se: Não é recomendada a adoção de qualquer tipo de dieta sem a orientação de um profissional de saúde, sendo que para a manutenção de um peso adequado e saudável, a reeducação alimentar, a prática regular de atividade física e a adoção de outros hábitos de vida saudáveis são sempre as melhores escolhas.

Fonte: Blog da Saúde

 

 

#DoençaFalciforme: SUS oferece tratamento para a doença

27.10 - Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes

A Doença Falciforme (DF) é uma das doenças hereditárias mais comuns no mundo. A mutação teve origem no continente africano e pode ser encontrada em populações de diversas partes do planeta, com altas incidências na África, Arábia Saudita e Índia. No Brasil, devido à grande presença de afrodescendentes, que é uma das bases da população do país, a DF está no grupo de doenças e agravos relevantes.

teste do pezinhoSua principal característica é a alteração das hemácias (glóbulos vermelhos do sangue). Essas células alteradas tomam a forma de foice (daí o nome falciforme) e não circulam facilmente pelos vasos sanguíneos. Esse bloqueio na circulação impede a chegada do oxigênio aos tecidos, o que desencadeia uma série de sintomas. As pessoas com doença falciforme podem apresentar anemia crônica e episódios frequentes de dor severa, decorrentes da má circulação.

Estima-se que 25 mil a 50 mil pessoas tenham a doença no Brasil, que apresenta alta morbidade e mortalidade precoce. A doença se manifesta, na maioria das vezes, após os seis meses de vida do bebê, mas o diagnóstico deve acontecer na primeira semana de vida, como é estabelecido no Programa Nacional de Triagem Neonatal/PNTN, por meio do “Teste do Pezinho”.
Tratamento

Todos os medicamentos que compõem a rotina do tratamento estão normatizados e são distribuídos gratuitamente no SUS. A vacinação estabelecida no calendário nacional também é outro importante fator de redução da mortalidade infantil por infecções, pois as crianças com doença falciforme possuem um risco aumentado em 400 vezes em relação à população em geral.

Além dos medicamentos, o SUS oferece, desde 2015, para as pessoas com a doença, o Transplante de Células Tronco-Hematopoéticas (TCTH) entre parentes a partir da medula óssea, de sangue periférico ou de sangue de cordão umbilical. Estudos já demonstraram um aumento na sobrevida de dois anos em 90% dos casos transplantados e em outros foi evidenciado que pessoas com doença falciforme deixaram de utilizar a morfina para o controle da dor após o transplante.

Outro avanço para os pacientes foi a implantação do sistema informatizado Hemovida Web – Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias – HWDFH, desenvolvido com o objetivo de sistematizar informações, permitindo o monitoramento da doença falciforme e contribuindo para o planejamento das ações da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, possibilitando uma melhor organização da atenção a essas pessoas.

A busca por visibilidade à Doença Falciforme foi uma luta do movimento negro e pelas pessoas com a doença, organizadas em associações. A predominância da doença é maior entre pretos e pardos, mas não é exclusiva desse grupo populacional.

Fonte: Blog Da Saúde

#Entenda: Desigualdade racial e racismo afetam a saúde

27.10 Pró-Saúde da População Negra

O direito à saúde é universal, amparado pela Constituição Federal, em seu artigo 196. Enquanto condição essencial para o pleno exercício da cidadania, se conforma em eixo estratégico para a superação do racismo, e para a garantia de promoção da igualdade racial, desenvolvimento e fortalecimento da democracia.

A criação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, por meio da Portaria nº 992 de 13 de maio de 2009, tem por objetivo justamente combater a discriminação étnico-racial nos serviços e atendimentos oferecidos no Sistema Único de Saúde (SUS), bem como promover a eqüidade em saúde da população negra e efetivar, assim, a saúde como um direito de todas e todos.

Racismo faz mal à saúde

Sim, o racismo afeta a saúde. O racismo influencia a ocorrência de problemas de saúde e potencializa seus fatores de risco, sendo reconhecido pelo Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, como Determinante Social das Condições de Saúde. No entanto, o racismo não se apresenta necessariamente na forma de atitudes discriminatórias explícitas. Nas instituições pode ocorrer por meio da falta de acolhimento e negligência.

Ouvidoria de Saúde

Todo o usuário do SUS tem direito a serviços de saúde de qualidade e humanizado. Sempre que o serviço prestado no município ou região de saúde em que resida não estiver sendo satisfatório, o cidadão pode realizar uma denúncia ou reclamação por meio dos canais de atendimento. Em Minas Gerais, o usuário pode entrar em contato por meio da Ouvidoria de Saúde pelo número telefônico 162, pelo Fale Conosco da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) ou pelo Portal da Transparência.

Fonte: Política Nacional de Saúde Integral da População Negra