#DoaçãoDeOrgãos: Conheça o papel da FAB no transporte de órgãos

By | 5 de outubro de 2017

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo e para os próximos anos, a meta do País é diminuir a lista de espera, já que, atualmente, mais de 41.000 pessoas aguardam por um órgão. Esses dados são do Ministério da Saúde, que mostram também que, durante o primeiro semestre de 2017, houve um aumento de 16% no número de transplantes com relação a 2016.

Isso se deve, principalmente, à atuação das companhias áreas e da Força Aérea Brasileira (FAB), que dão apoio ao transporte de órgãos. Entre 07 de junho de 2016 e 27 de setembro de 2017, a Instituição já realizou o transporte de 366 órgãos para transplante em todo o País. Desse total, foram 174 fígados, 96 corações, 52 rins, 18 pâncreas, 16 pulmões, 06 tecidos ósseos, 03 baços e 01 linfonodos.

A atuação da FAB se intensificou por meio do decreto nº 8.783, de 7 de junho de 2016, que determina que uma aeronave esteja sempre à disposição na capital federal para realizar o transporte de órgãos doados.

Desafio contra o tempo

O processo de transporte de órgãos é iniciado quando a Central Nacional de Transplantes (CNT) é informada por alguma central estadual sobre a existência de órgão e tecido em condições clínicas para o transplante.

A CNT aciona as companhias aéreas para verificar a disponibilidade logística. Se houver voo compatível, os aviões comerciais recebem o órgão e levam ao destino. Quando não há, a central contata a FAB, que desloca um ou mais aviões para a captação e transporte do órgão.

A logística envolvida em um transplante é complexa. Cada órgão tem um Tempo de Isquemia Fria (TIF), ou seja, o período que ele pode ficar sem circulação sanguínea.

O coração é o órgão de menor TIF, já os rins podem ficar até 24 horas sem serem irrigados. O transporte precisa ocorrer em uma caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2 a 8°C. Se for abaixo do previsto, o órgão pode congelar, inviabilizando o transplante. Impactos mecânicos também podem danificar o órgão.

Com o transporte realizado pela FAB, o processo se torna mais viável e ágil, uma vez que as aeronaves têm condições para pousar em pistas e aeroportos menores, o que possibilita maior mobilidade fora das capitais.

Veja abaixo um vídeo mostrando como é o transporte de órgãos por meio da FAB:

Fonte: Força Aérea Brasileira

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