Monthly Archives: outubro 2017

#Entenda: Uma a cada dez brasileiras tem endometriose

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

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Sensibilidade à flor da pele e vontade grande de comer doce são sentimentos comuns durante o período menstrual. Mas para as 10% das mulheres brasileiras esse momento é um tormento, por causa das fortes dores de cólica que aumentam nesses período por causa da endometriose.

A endometriose é uma doença inflamatória que ataca o tecido do útero, os ovários, a bexiga e até o intestino. “O diagnóstico não é fácil e é mais comum em mulheres que estão no período reprodutivo. A doença pode surgir logo após as primeiras menstruações. Além disso, muitas mulheres a confundem com cólicas menstruais”, explica Euzi Bonifacio, enfermeira e técnica da área da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.

Os sintomas da doença podem surgir na adolescência como cólica menstrual forte, dores durante a relação sexual, entre as menstruações, ao defecar e ao urinar, sangramento na urina ou nas fezes e infertilidade.

Diagnóstico

Na maioria dos casos, o diagnóstico clínico-ginecológico é suficiente, permite iniciar o tratamento e manter o acompanhamento da mulher a fim de avaliar a resposta terapêutica. “A escolha do tratamento deve levar em consideração a gravidade dos sintomas, a extensão e localização da doença, o desejo de gravidez, a idade da paciente, efeitos adversos dos medicamentos e complicações cirúrgicas”, ressalta a técnica da área da Saúde da Mulher.

Tratamento

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento medicamentoso ou cirúrgico, ou ainda a combinação desses. Mulheres mais jovens podem utilizar medicamentos que suspendem a menstruação. Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. “Tudo vai depender do diagnóstico e do planejamento familiar da mulher”, explica a técnica. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, e não obtém melhora com o tratamento medicamentoso, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento. Os exames laboratoriais e de imagem podem contribuir. A vídeo-laparoscopia é indicada apenas nos casos que não melhoram com o tratamento instituído.

Infertilidade

Hoje, a maior causa de infertilidade é a endometriose. A instalação da doença nos ovários pode provocar o aparecimento de um cisto denominado endometrioma. Este cisto pode atingir grandes proporções e comprometer o futuro reprodutivo da mulher. O diagnóstico e tratamento precoce são importantes para prevenir a infertilidade. “É importante destacar que nem todas as mulheres que têm a doença não podem ter filhos. Ou seja, as mulheres afetadas pela doença fazerem o tratamento correto”, esclarece Euzi.

A endometriose tem cura?

A endometriose é considerada uma doença crônica, portanto, sem cura definitiva. Entretanto, os tratamentos com cirurgia ou medicamentos específicos podem permitir uma melhor qualidade de vida às portadoras da doença. Alguns estudos recentes mostraram que cirurgias que conseguem extrair todas as lesões visíveis podem diminuir ou retardar a recorrência das lesões e dos sintomas de endometriose.

#SaúdeDaMulher: Instituições parceiras da SES-MG realizam ações de mobilização nesse Outubro Rosa

Em outubro, em alusão ao Outubro Rosa, a SES-MG reforça anualmente a questão da Saúde Integral da Mulher. Uma das ações desenvolvidas é um trabalho intenso de mobilização social junto às instituições parceiras da SES-MG, por meio com fomento à participação dessas instituições, com distribuição de material da campanha. Até o momento já foram distribuídos 92 mil flyers da campanha Saúde Integral da Mulher para as Instituições parceiras.  Também já foram realizadas diversas ações , como palestras sobre a Saúde da Mulher, ações de conscientização para funcionários de empresas e ações em escola. Veja abaixo, em nossa galeria, fotos de ações do Outubro Rosa das Instituições parceiras:

Quer se tornar parceiro(a) do Núcleo de Mobilização Social da SES-MG? Envie um e-mail para susan.prado@saude.mg.gov.br.

Veja outras ações de parcerias e saiba mais sobre a Campanha da Saúde Integral da Mulher: #SaúdeDaMulher: Instituições parceiras da SES-MG realizam ações de mobilização nesse Outubro Rosa

 

#Ciência: Fiocruz Minas sequenciará genoma de sorotipos da bactéria que causa meningite e pneumonia

por ASCOM Fiocruz Minas

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Pesquisadores da Fiocruz Minas, em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz e Fudação Ezequiel Dias (Funed), vão identificar o genoma acessório de dois importantes sorotipos da Streptococcus pneumoniae, bactéria que causa meningite, pneumonia e outras doenças. O objetivo é verificar, nos sorotipos 3 e 19A, fatores de virulência, bem como os genes de resistência a antimicrobianos. O projeto, que terá início imediato, é um dos selecionados pelo Programa de Incentivo à Genômica de Micro-organismos (BRGeM), lançado pela Neoprospecta, empresa de biotecnologia dedicada ao desenvolvimento e comercialização de análises microbiológicas baseadas em sequenciamento de DNA de nova geração e bioinformática.

Até o momento, 92 sorotipos de Streptococcus pneumoniae já foram descritos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atualmente a vacina pneumocócica conjugada (PCV10), que protege contra dez desses sorotipos: 1, 5, 4, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F, 23F. Entretanto, dados disponíveis no Sistema de Redes de Vigilância dos Agentes Responsáveis por Pneumonias e Meningites Bacterianas (SIREVA II) indicam que, embora a vacina seja responsável por uma queda significativa na circulação dos sorotipos cobertos por ela, o fenômeno de substituição de sorotipos já acontece no Brasil. No período entre 2010 e 2015, os sorotipos 3 e 19A, não cobertos pela vacina PCV10 tornaram-se os mais prevalentes no país e a predominância deles tem crescido de forma acentuada.

Dessa forma, o sequenciamento das cepas brasileiras dos pneumococos 3 e 19A contribuirá para o conhecimento do pan genoma da espécie e do genoma acessório desses sorotipos emergentes. Além disso, o conhecimento da estrutura capsular desses sorotipos por inferência a partir de suas sequências genômicas auxiliará o Ministério da Saúde e a Fiocruz na tomada de decisão pela adaptação da cobertura da vacina conjugada antipneumococos.

O projeto conta com o envolvimento de quatro grupos de pesquisa: Imunopatologia (Neurogenômica) e Informática de Biossistemas, ambos da Fiocruz Minas; Laboratório de Biologia Computacional e Sistemas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz RJ) e Fundação Ezequiel Dias.

#Mobilização: Campanha Sangue Azul reforça os estoques de sangue da Hemominas

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Quando a disputa em campo dá lugar à solidariedade todo mundo ganha. Uniformizados com camisetas azuis, cerca de 50 cruzeirenses candidatos a doação de sangue compareceram no Hemocentro de Belo Horizonte nesta terça-feira, (24/10). A ação faz parte da campanha “Sangue Azul”, uma parceria da Fundação Hemominas, Caixa Econômica Federal e o Cruzeiro Esporte Clube, que teve início em 2010 com o objetivo de conscientizar os torcedores sobre a importância da doação voluntária de sangue. Os torcedores que compareceram no Mineirão no último domingo, (22/10), fizeram o cadastro e foram convidados a se encontrar na Sede Administrativa do clube nesta terça, no Barro Preto, onde seguiram com o Raposão, mascote do time, no ônibus oficial, para o Hemocentro.

Uma das torcedoras presentes na ação foi a vigilante Paola Cristina. “É a primeira vez que venho doar sangue. Estive no último jogo no Mineirão e fui incentivada a contribuir com a ação. É preciso que a sociedade se conscientize que muitas pessoas precisam desse gesto”, conta.

_MG_3286- Rafael Martins e Paola Cristina - torcedora

Hellen Dupim, responsável pelo setor de captação do Hemocentro de Belo Horizonte, enfatizou a participação do time azul na ação. “Mais uma vez agradecemos o apoio que o Cruzeiro tem oferecido há muito tempo. Essa é uma época em que temos uma grande queda nas doações. Toda a população deve se conscientizar que precisamos de sangue todos os dias. É um medicamento que não compramos. Dependemos totalmente das contribuições”, ressaltou.

Seja você também um doador de sangue. Agende sua doação pelo MG app, online ou ligue 155 – opção 8.

#SUS: De A a Z, conhecer o Sistema Único de Saúde é fundamental para sua defesa

O Sistema Único de Saúde (SUS) engloba um universo amplo de assuntos relacionados às ações e serviços de saúde. De A a Z, o entendimento da saúde pública no Brasil perpassa questões acerca do financiamento, da gestão, regulação, controle e assistência, que vai da disponibilização e oferta de vacinas e medicamentos à realização de cirurgias; passando pela doação de sangue, a promoção da saúde, entre uma série de outras ações.

Para dar visibilidade a esse universo de conteúdo e entendimentos, a SES-MG retoma a série SUS de A a Z, a fim de aproveitar as letras do alfabeto para explorar temas que perpassam o universo do SUS, como as Conferências de Saúde e os conceito de Equidade e Atenção Básica, por exemplo. De A a Z, há muito o que se conhecer; vem com a gente! Para defender o SUS, conhecê-lo é fundamental! 😉👍

Na galeria abaixo, você já confere todos os itens dessa série, que está sendo publicada na fanpage da SES-MG. Curte a gente e nos acompanhe por lá para não perder nada!

#Novidade: Hotsite Aedes da SES-MG está de cara nova

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O hotsite www.saude.mg.gov.br/aedes está de cara nova! Com o lançamento da campanha de mobilização Com o Aedes não se brinca, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) inaugura uma página com navegação aprimorada, a fim de tornar o acesso ao conteúdo e às informações sobre dengue, zika e chikunguya mais simples e objetivo.

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A principal mudança está logo na página inicial. Ao invés de manter todo o conteúdo – entre textos informativos e materiais – na homepage, os grupos de temas e interesses que envolvem o Aedes estão organizados por meio de linkagem. Dessa forma, é possível encontrar de forma rápida as informações buscadas, que serão apresentadas em páginas próprias.

» Clique aqui e não deixe de visitar, navegar e se informar! Com o Aedes não se brinca!

#Curso: Inscrições abertas para curso Introdução à Vigilância Sanitária


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Estão abertas até o próximo dia 27 de outubro as inscrições para o curso online e gratuito Introdução à Vigilância Sanitária. A capacitação é resultado de uma parceria entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Servidores públicos de qualquer esfera e Poder, bem como cidadãos em geral, também poderão realizar o curso.

O objetivo do curso é capacitar profissionais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária para garantir o aprimoramento de sua capacidade em identificar, analisar e intervir nos riscos que se apresentam nesse campo de atuação.

Curso

Com a carga horária de 100 horas, o treinamento será realizado na modalidade a distância, utilizando a plataforma Moodle disponível na Escola Virtual Enap. As aulas terão início no dia 31 de outubro e o término está previsto para o dia 11 de dezembro. O certificado para os alunos aprovados será emitido pela Enap.

Serviço

Curso Introdução à Vigilância Sanitária
Inscrição: até 27/10/2017 por meio do portal da Enap
Público-alvo: Servidores públicos de qualquer esfera e Poder, bem como cidadãos em geral, também poderão realizar o curso.
Período do curso: 31/10/2017 a 11/12/2017
Carga horária: 100 horas

Fonte: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS com informações da Anvisa

#Notícia: Vacinas contra Influenza irão combater três tipos de vírus em 2018

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As vacinas influenza aplicadas no Brasil a partir de fevereiro de 2018 deverão conter três tipos de cepas de vírus em combinação. A cada ano, a imunização é modificada para garantir a proteção contra as cepas virais de gripe em circulação.

A atualização faz parte das recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em setembro de cada ano, indica as cepas que devem ser utilizadas no Hemisfério Sul. Com base nessas recomendações, a Anvisa define a composição das vacinas.

Neste ano, de acordo com resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as vacinas influenza trivalentes para o ano de 2018 deverão estar dentro das seguintes especificações:

  • um vírus similar ao vírus influenza A/Michigan/45/2015 (H1N1)pdm09
  • um vírus similar ao vírus influenza A/Singapore/INFIMH-16-0019/2016 (H3N2) e
  • um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013

Já as vacinas influenza quadrivalentes contendo dois tipos de cepas do vírus influenza B deverão conter, também, um vírus similar ao vírus influenza B/Brisbane/60/2008.

#MobilizaçãoDaSaúde: Em parceria com Hemominas, Cruzeiro promove campanha “Sangue Azul”

por Lucas Leite | ASCOM Cruzeiro Esporte Clube

Com um simples gesto, uma única pessoa pode salvar vidas. Através da solidariedade de doadores de sangue, a Fundação Hemominas beneficia milhares de pacientes espalhados em hospitais do estado. No entanto, com os baixos estoques, a instituição encontra dificuldades para ajudar a mudar a história dos mais necessitados.

Para conscientizar a sociedade sobre a importância da doação, o Pentacampeão da Copa do Brasil retoma, a partir do próximo domingo, a campanha “Sangue Azul”, responsável por movimentar a imensa Nação Azul desde 2004. A iniciativa conta com apoio da Caixa Econômica Federal.

Dando início às ações, a Raposa e a Hemominas farão o cadastramento de torcedores no domingo, na esplanada Sul do Mineirão, antes do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG. Na próxima terça-feira, esses cruzeirenses se encontrarão na Sede Administrativa e serão levados pelo Clube, no ônibus do Tetracampeão Brasileiro, à fundação para contribuírem com a causa.

Ainda no domingo, no duelo válido pelo Campeonato Brasileiro, os jogadores do Cruzeiro entrarão no gramado do Gigante da Pampulha com uma camisa alusiva à campanha no intuito de chamar a atenção da Nação Azul para a causa.

Neste ano, as ações da campanha “Sangue Azul” serão realizadas até o dia 12 de novembro e contemplarão visitas do Raposão em escolas, distribuição de cartilhas e informativos sobre o tema, além de outras medidas.

Os cruzeirenses que quiserem aderir à campanha também podem comparecer em qualquer uma das unidades da Hemominas e informar o desejo de ser um doador de sangue. Para saber a unidade mais próxima, acesse: www.hemominas.mg.gov.br

A campanha

A “Sangue Azul” faz parte do projeto “Cruzeiro Solidário”, responsável por diversas iniciativas de responsabilidade social importantes como o Adote um Campeão, Setembro Dourado e Dezembro Laranja, além das visitas do Raposão e Raposinho em instituições de acolhimento, hospitais, asilos e escolas.

Você pode ajudar! Os bancos de sangue estão com estoque baixíssimo. Doe! Se você não puder doar, incentive quem possa. Muitas pessoas precisam de você. Ajude a salvar vidas!

Veja o que é necessário para doar sangue:

– Ter e estar com boa saúde;
– Não ter contraído hepatite após os 11 anos de idade;
– Ter entre 16 e 69 anos de idade. Jovens de 16 e 17 anos podem doar, acompanhados pelo responsável legal, que deverá apresentar um documento de identidade e assinar a autorização no local de doação.
– Se o jovem de 16 ou 17 anos estiver desacompanhado, ele deverá apresentar os seguintes documentos do responsável legal: autorização preenchida e assinada (modelo disponível no site www.hemominas.mg.gov.br) e a fotocópia do mesmo documento de identidade constante na autorização.
– A partir de 61 anos, o candidato deverá comprovar a realização de pelo menos uma doação anterior;
– Pesar mais de 50 kg;
– Dormir bem na noite anterior:
– Não ingerir bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
– Não ter feito tatuagem, maquiagem definitiva ou piercing nos últimos 12 meses;
– Não ter se submetido a exame de endoscopia nos últimos 6 meses;
– Não ter sido exposto a situação de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis;
– Não ter sido submetido a exame de endoscopia ou broncoscopia nos últimos 6 meses;
– Se doar pela manhã, alimente-se antes. Após o almoço, dê um intervalo de 3 horas.

#HigieneÉSaúde: Veja como cuidar de toalhas, escova de dentes e roupas de cama

A higiene corporal é condição essencial para uma vida saudável, e alguns hábitos e cuidados precisam ser adotados como rotina em nosso dia-a-dia. Alguns desses dizem respeito ao trato com objetos de nosso uso pessoal, como a escova de dentes, as toalhas de banho, roupas de cama e lâminas de barbear.

Como já é sabido, nosso corpo é repleto de micro-organismos. Logo, quando nos secamos com uma toalha, usamos uma lâmina ou escovamos os dentes, eles se depositam nesses objetos, que ainda apresentam ou são armazenados em condições favoráveis para a sua multiplicação, como conter resíduos celulares ou estarem em contato com umidade e oxigênio.

O risco aumenta para aqueles que compartilham toalhas, lâminas e roupas de cama, deixando o corpo exposto aos micróbios alheios.

👉 Por isso, o Blog da Saúde MG foi pesquisar este assunto e trouxe um guia de cuidados básicos com alguns dos artigos de nosso uso pessoal:

#Imunização: Adultos e idosos devem manter cartão de vacina em dia

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Para a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacinação de adultos e idosos ainda é insatisfatória no Brasil. Por causa disso, diz a entidade, muitas doenças que estavam eliminadas do país, como o sarampo, a rubéola e a poliomielite, acabam retornando e trazendo preocupações.

“Além da vacinação permitir a proteção do indivíduo, ela ainda evita uma situação como a que a gente viveu no Ceará: a gente estava para eliminar o sarampo e vimos o sarampo voltar porque quem começou o surto, que conseguimos depois reverter com a vacina, foram os adultos não vacinados. E quem adoeceu em nosso país de febre amarela? O adulto que não estava vacinado e, principalmente, o homem. Se é difícil vacinar o adulto, o adulto homem é ainda mais difícil”, disse Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em entrevista à Agência Brasil durante o III Fórum de Especialistas em Vacinação do Adulto e do Idoso, realizado hoje (18), em São Paulo.

Segundo Isabella, muitas doenças fatais para idosos poderiam ser evitadas. “Adulto morre muito de doença que pode ser evitada com vacina – como a pneumonia, que é uma das principais causas de óbito de idosos; e a hepatite B, que é uma doença sexualmente transmissível e o maior de 60 anos está bombando de doenças sexualmente transmissíveis”, disse.

Na avaliação da presidente da entidade, a vacinação de adultos e de idosos no país é “tão baixa” que os números nem são conhecidos. “Enquanto temos um controle bem importante da vacinação dos menores de um ano no Brasil, a gente não sabe – fora as campanhas de gripe e de gestantes contra a coqueluche –  qual a cobertura do brasileiro. Estamos muito longe do que precisamos”.

Já a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, lembra que a vacinação de adolescentes, adultos e idosos ainda é recente no país e por esse motivo, os números ainda são baixos: “A vacinação do adolescente, do idoso e do adulto é muito recente. A do adolescente começamos agora, em 2014. Então, se olharmos o número seco [de pessoas dessas faixas etárias que são vacinadas], ele é baixo. Mas temos que pensar que estamos começando agora. Então temos um longo caminho pela frente”.

Carla também alertou para os riscos da baixa imunização dessa faixa etária no país. “O sarampo foi eliminado agora, em 2016, graças a essa vacinação de longa data em crianças e em adultos. No entanto, o sarampo ainda é endêmico em muitos países da Europa e da Ásia. Então, se hoje você for visitar a Itália, está tendo um surto de sarampo lá e, com esse fluxo de pessoas, seja pelo turismo seja pelo comércio, pode reintroduzir essa doença [no Brasil] se nós pararmos de vacinar”.

Entre as doenças que trazem mais preocupação pela falta de vacinação entre as pessoas dessas faixas etárias estão a rubéola, o sarampo, a pneumonia e o HPV. “Precisamos ter a população vacinada para que possamos eliminar e manter controlada muitas doenças”, disse Carla.

Para a representante da Sociedade Brasileira de Imunização, essa baixa vacinação de adultos e de idosos decorre principalmente da falta de informação. Isabella conta que muitos adultos acham que, se tomaram vacinas quando crianças, não precisam mais ser vacinados: “A maioria das vacinas que hoje a gente tem, que a criança toma hoje, nós adultos não tomamos. ‘Eu tomei todas as vacinas, minha mãe sempre me levou ao posto’ [dizem os adultos]. Mas ele tomou três ou quatro vacinas. Hoje são 15. Além disso, tem vacina que não protege para a vida toda. Então é preciso tomar reforços. E tem vacinas que são feitas para o adulto, para doença como herpes-zóster [erupções na pele causada pela reativação do vírus da catapora]”.

Rede pública

Para Isabella, além da falta de algumas vacinas na rede pública, o problema maior é que os adultos e idosos não procuram os postos de saúde. “Tão importante quanto conseguir incluir uma vacina [no calendário de vacinação] é conseguir que essas pessoas procurem a vacinação porque senão podemos ter o que está acontecendo com os adolescentes: a faixa etária do [público alvo] HPV está sendo estendida temporariamente porque a vacina vai vencer e a gente não teve adesão. Vacina na geladeira, sem a pessoa ir lá tomar a vacina, é dinheiro no lixo”, ressaltou.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações nega que as vacinas estejam indisponíveis na rede pública. “Todas as vacinas que estão disponíveis no calendário do Programa Nacional de Imunizações estão disponíveis nas 37 mil salas de vacinação do nosso país e do SUS [Sistema Único de Saúde]”.

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Segundo Carla, o adulto ou idoso que deseja atualizar sua caderneta de vacinação, precisa apenas procurar um posto de saúde. “Toda vez em que o adulto for se dirigir a um posto de saúde ou a um médico, deve levar a caderneta de vacinação porque o médico poderá avaliar se há alguma vacina incompleta ou se não tomou alguma dose e vai poder atualizar essa caderneta de vacinação”, disse.

“É importante que a população tenha conhecimento de que vacina hoje não é só uma ação infantil, mas em qualquer fase da sua vida você tem pelo menos uma vacina que diz respeito à sua idade”, alertou Carla.

Segundo Isabella, a Sociedade Brasileira de Imunização pretende criar um grupo para discutir como incentivar a vacinação de adultos e de idosos. Uma ideia, segundo ela, é buscar apoio de empresas para que, assim como ocorre com as crianças nas escolas, os adultos sejam vacinados ou orientados sobre a vacinação em seus locais de trabalho.

“Hoje é um começo. Vai sair um documento de tudo o que a gente discutiu aqui hoje e aí a SBIM vai convocar as sociedades médicas de especialidade, a enfermagem e representantes dessas sociedades para formar grupos que vão se encontrar periodicamente em busca de tarefas como a melhoria do ensino médico e de enfermagem em relação à vacinação e como melhorar o acesso”, disse.

Fonte: Agência Brasil