Monthly Archives: novembro 2017

#SaúdeDoHomem: Câncer de Próstata é o segundo mais comum entre os homens

Por Juliana Gutierrez 

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Nesta sexta-feira (17/11) é celebrado o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata. A data tem como objetivo sensibilizar a população para a importância do diagnóstico e do tratamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa e, geralmente, acomete a população idosa.

Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Além disso, a idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência, como a mortalidade aumenta significativamente após os 50 anos. Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

Ao observar qualquer um desses sinais, é necessário procurar um Serviço de Saúde do SUS imediatamente. Em Minas, existem 34 Centros de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) e Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), que atendem pacientes de todo o Estado, são pontos de atenção responsáveis pela assistência aos cânceres específicos da área de saúde sexual e reprodutiva tanto da mulher, quanto do homem (mama, colo de útero, próstata e pênis).

Campanha

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) dedica o mês de novembro para alertar a população a respeito da importância dos cuidados que envolvem a Saúde Integral do Homem no Sistema Único de Saúde (SUS). Com o conceito “O sempre é o momento ideal para cuidar da sua saúde”, a SES-MG desenvolveu uma campanha que enfatiza que os homens também têm direito a uma saúde integral e com ações de cuidados que considere as especificidades, singularidades e a diversidade de seu gênero.

“É mais do que uma campanha de conscientização, é uma forma de alertar, orientar e conscientizar a população masculina a cuidar de sua saúde. Colocamos ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata que é um assunto de grande importância e que nem sempre é tratado com a devida atenção pelo homem. É uma forma de ‘quebrar’ barreiras e orientar a população masculina a procurar por uma Unidade Básica de Saúde”, disse Mayla Magalhães, diretora de Políticas de Atenção Primária à Saúde da SES-MG.

#Tecnologia: UNA-SUS lança aplicativo para facilitar acessos a serviços e cursos

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A Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) lançou, nesta semana, o aplicativo UNA-SUS Mobile. Desenvolvido pela UNA-SUS Amazônia, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e fomentado pela Samsung, o objetivo é facilitar o acesso dos profissionais de saúde aos cursos e materiais educacionais da Rede UNA-SUS.

O aplicativo funciona como um guia de bolso do portal da UNA-SUS. Quando o profissional está logado, ele tem acesso à notícias, informações pessoais de cursos em andamento e guarda os recursos marcados como favoritos, no ARES, entre outras funcionalidades. O app está disponível para smartphones Android e pode ser baixado pela Google Play.

A ideia de criar um aplicativo acompanha as tendências de acesso a serviços via mobile, que tem crescido significativamente nos últimos anos. “Esperamos que o acesso fácil aos serviços permita aos profissionais um melhor acompanhamento das suas atividades de ensino e que eles fiquem por dentro das novidades da Rede”, disse Vinicius Oliveira, coordenador do projeto pela Secretaria Executiva da UNA-SUS.

Fonte: UNA-SUS.

#Sustentabilidade: Pesquisa mostra que 30% de toda a comida produzida no mundo vai para o lixo

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Em seminário online promovido nesta semana pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos. Volume representa 30% de toda a comida produzida por ano no planeta.

De acordo com Juliana Dei Svaldi Rossetto, responsável pelo tema junto à FAO no Brasil, a Agenda 2030 da ONU conta com um item específico para enfrentar o problema. A mete nº 3 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 12 prevê a redução pela metade do desperdício per capita mundial até 2030, bem como diminuições das perdas nos sistemas de produção e abastecimento, incluindo no momento pós-colheita.

Segundo o organismo internacional, o desperdício responde por 46% da quantidade de comida que vai parar no lixo. Já as perdas — que ocorrem sobretudo nas fases de produção, armazenamento e transporte — correspondem a 54% do total. No Brasil, a FAO apoiou, a partir de setembro de 2016, a criação do Comitê Técnico da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). O objetivo do organismo foi desenvolver uma estratégia comum para enfrentar o problema, além de estabelecer diretrizes gerais para mensurar os desperdícios e perdas no país. A agência da ONU também apoiou a elaboração de um diagnóstico nacional sobre a questão.

Também participando do seminário, Kathleen Sousa Oliveira Machado, coordenadora-geral de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), lembrou que o Comitê Técnico do Brasil conseguiu unir para o debate governo, sociedade civil e o setor produtivo. “Reunir os três setores discutindo e propondo soluções foi um grande avanço. Agora, a gente espera ter essa estratégia aprovada em novembro pela CAISAN para poder divulgar à população como o Estado brasileiro está atuando e pretende atuar para conseguir atingir o ODS 12”, destacou.

Sobre a atividade promovida pela FAO, a gestora acrescentou que foi importante ouvir as experiências de outros países, que podem inspirar iniciativas brasileiras. “A partir disso, vamos reunir os especialistas brasileiros para começar a pensar uma proposta e apoiar o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quantificação das perdas e desperdício de alimentos no país. Primeiro temos que saber o quanto é perdido e desperdiçado para depois conseguirmos dizer se nós alcançaremos esse objetivo até 2030”, salientou.

#SaúdeDoHomem: Confira a nossa playlist no Spotify da SES-MG!

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Durante todo o mês de novembro, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) quer sensibilizar a população a respeito da importância dos cuidados que envolvem a Saúde Integral do Homem no Sistema Único de Saúde (SUS). Com o conceito “O sempre é o momento ideal para cuidar da sua saúde”, a SES-MG desenvolveu uma campanha que enfatiza que os homens também têm direito a uma saúde integral e com ações de cuidados que considere as especificidades, singularidades e a diversidade de seu gênero.

  • Clique aqui para conhecer o site da campanha da SES-MG sobre Saúde do Homem.

Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostrou que 31% dos homens brasileiros não têm o hábito de ir ao médico e, quando o fazem, 70% tiveram a influência da mulher ou de filhos. Por isso, um dos objetivos da campanha é convencer os homens de que o cuidado com o corpo e com a saúde não tem gênero. E que é um direito se cuidar também.

O ideal é que todo mundo realize pelo menos 150 minutos por ações como subir dois ou mais andares de escada, realizar deslocamentos caminhando para visitar os amigos, participar de atividades lúdicas, utilizar bicicleta para o trajeto até a padaria, dentre outros, são alternativas de atividade física e contribuem para o indivíduo manter-se ativo. Os momentos de lazer também podem ser utilizados para a prática de atividades físicas, por exemplo: jogar bola, andar de bicicleta ou praticar algum esporte.  Então, conheça, ouça e compartilhe a playlist da SES-MG para estes momentos: 

#Inclusão: Governo de Minas faz capacitação para atender pessoas com deficiência auditiva

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Tente imaginar-se em uma recepção na qual a pessoa que busca informações não consegue estabelecer um grau de interação com o atendente. É o que passam, geralmente, as pessoas surdas quando buscam serviços em diferentes espaços e situações. Em Minas Gerais uma parceria entre a Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) e a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) quer mudar esse quadro.

Com essa parceria, o Estado irá oferecer para quase 270 atendentes, em 131 postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine), o Curso de Introdução à Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os profissionais serão capacitados para garantir à pessoa surda, que busca colocação no mercado de trabalho, o diálogo necessário para que suas necessidades sejam atendidas e respondidas.

No curso, o atendente começará a ter contato com a Língua Brasileira de Sinais para facilitar a comunicação do agente público com a pessoa surda. Todavia, isso não significa que ele já sairá fluente e com condições de garantir amplos diálogos e conversação com a pessoa surda. É o início de um caminho que amplia as ações de inclusão.

O conteúdo será trabalhado em seis módulos, em um total de 80 horas/aula. A dinâmica propõe um período de ambientação com o modelo de Educação a Distância oferecido pela Uemg e outros quatro módulos com as aulas irão abordar conteúdos comuns à introdução à Língua Brasileira de Sinais e ao currículo de Libras.

No último módulo, específico à necessidade do órgão, os professores irão abordar as rotinas nos postos de atendimento do Sine e os vocabulários necessários para o atendimento às pessoas surdas. Os professores conteudistas estiveram nas unidades, em alguns dias, para ver de perto a rotina de atendimento, para assim melhor estruturar o conteúdo que será oferecido nas aulas.

O curso utilizará de vários recursos na plataforma Moodle, além de garantir acompanhamento semanal de tutores aos alunos. Estes poderão acertar com os tutores os horários para, via chat ou webcam, tirar dúvidas e aprofundar nas questões apresentadas nas aulas.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) possui uma estrutura própria e oficialmente instituída no Brasil como meio de comunicação e expressão dos surdos, pela Lei federal 10.436. Dessa forma, o Estado atua para garantir sua aplicação no atendimento ao público, evitando que pessoas surdas se sintam excluídas em razão da barreira comunicativa.

 

Por Agência Minas / Adaptação.

#SexoSeguro: Oficina prepara os profissionais da saúde no SUS para a implementação de PrEP

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Foto: Prefeitura Municipal de Marília / Reprodução.

Em dezembro, o Ministério da Saúde irá oferecer para Brasília-DF e mais 10 estados brasileiro (Amazonas, Bahia, Ceará, Minais Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) uma oficina de capacitação para os os profissionais da saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) sobre Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP). A iniciativa visa sensibilizar os profissionais de saúde que já atuam nos serviços especializados da rede pública para trabalhar na implementação desta profilaxia.

A implementação da Profilaxia Pré-exposição de risco ao HIV (PrEP) no SUS vai ocorrer de forma gradual, focando as populações com risco substancial à infecção pelo HIV. Em 2018, no primeiro semestre, será ampliado para outros dezesseis estados: Acre, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Tocantins. A meta para 2018 é ter pelo menos um serviço de referência em cada estado ao longo do primeiro semestre. No primeiro ano de implementação da PrEP serão oferecidas 7 mil profilaxias.

A nova estratégia de prevenção, a PrEP, consiste no uso preventivo dos medicamentos tenofovir e entricitabina, combinados num único comprimido. A nova medicação antirretroviral só pode ser usada por pessoa que não seja portadora do vírus HIV. É um comprimido de uso diário.

População Prioritária

No Brasil, a prevalência da infecção pelo HIV encontra-se em 0,4% na população geral. Porém, alguns segmentos populacionais mostram uma prevalência de HIV mais elevada, como homens que fazem sexo com homens (HSH), gays, pessoas transexuais, transgêneros, travestis e trabalhadoras do sexo. Casais que sejam sorodiferentes – que é quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não – também estão incluídos no projeto da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), em razão de aumentar as opções de prevenção dessas pessoas.

Fonte: Blog da Saúde / Min. da Saúde.

#SaúdeDoHomem: Material auxilia profissionais de saúde do SUS sobre saúde masculina

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Os homens não gostam de ir ao médico para fazer exames de rotina ou consultas de prevenção. Talvez por isso, que esses mesmos homens vivem, em média, 7,2 anos a menos que as mulheres. Este dado alarmante faz parte de uma pesquisa do Ministério da Saúde que revela que, pelo menos, 31% dos homens brasileiros não têm o hábito de ir ao médico e, quando o fazem, 70% tiveram a influência da mulher ou de filhos, como revela outra pesquisa – desta vez um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo.

Por isso, em 2009, foi implantada a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), tendo como um dos principais objetivos a promoção de ações de saúde que contribuam para a compreensão da realidade singular masculina e propiciar um melhor acolhimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Participação da família

Uma vez que a PNAISH reconhece que os homens buscam – quase sempre – o serviço de saúde por meio da atenção especializada, torna-se necessário fortalecer e qualificar a atenção primária, garantindo, assim, a promoção da saúde e a prevenção do adoecimento.

E aqui devemos considerar a importância da mulher e da família nesse assunto, porque uma das formas que mais surtiram efeito para ampliar o número de homens que se cuidam foi envolver a parceira e os filhos nessa atenção preventiva. Por isso, a política possui cinco temas prioritários: acesso e acolhimento; saúde sexual e reprodutiva; paternidade e cuidado; prevenção de violências e acidentes; e doenças prevalentes na população masculina. Perceba que está tudo interligado!

Desta forma, a Coordenação Nacional de Saúde dos Homens do Ministério da Saúde trabalha, em âmbito nacional, no sentido de fomentar, acompanhar e prestar cooperação aos estados e municípios visando a implantação e implementação da PNAISH, valorizando e respeitando as diversidades regionais.

Qualificação profissional

Esse trabalho passa pelo Guia de Saúde do Homem para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), cujo objetivo é trazer à tona a temática da saúde do homem, e pelo Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde, que é uma ferramenta que busca contextualizar a importância do envolvimento consciente e ativo de homens adolescentes, jovens adultos e idosos em todas as ações voltadas ao planejamento reprodutivo e, ao mesmo tempo, contribuir para a ampliação e a melhoria do acesso e acolhimento desta população aos serviços de saúde, com enfoque na Atenção Básica.

Assim, a Coordenação Nacional de Saúde do Homem tem realizado essa qualificação de profissionais de saúde para realização do Pré-Natal do Parceiro e qualifica os agentes comunitários de saúde para que realizem o acolhimento humanizado desse homem, favorecendo o acesso aos serviços de saúde do SUS.

O coordenador de Saúde do Homem (MS), Francisco Norberto, conta que a importância dessa estratégia vai muito além da promoção e prevenção de cuidados. “É um trabalho muito ativo que ajuda a tirar essa população da invisibilidade e torna os ambientes das unidades de saúde voltados também para o público masculino, que antes eram espaços completamente materno-infantil”.

A qualificação tem foco no coordenador de atenção básica, coordenador de saúde do homem, coordenador de ACS, médico, enfermeiro, ACS, gestor, entre outros, em cada município. São aulas divididas em oito módulos, ministrados em um só dia, durante oito horas – mas calma, tem intervalo para lanches e almoço.

Norberto explica, ainda, que a coordenação de Saúde do Homem tem um cronograma de capacitação para multiplicadores. “Porque a ideia é que esses profissionais sejam qualificados e passem esse ensinamento aos demais. Então os estados vão ter responsabilidade de multiplicar esses profissionais da atenção básica, que vão trabalhar com a estratégia do pré-natal do parceiro e também para os agentes comunitários de saúde”.

Até o momento foram realizadas qualificações no Distrito Federal e em cidades de São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Salvador, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Roraima, Piauí, Amazonas, Tocantins, Paraná, Rio de Janeiro, Amazonas e Minas Gerais.

Como receber a qualificação?

Caso sua cidade ainda não tenha recebido a qualificação, basta entrar em contato com a Secretaria de Saúde Municipal que, por sua vez, deve organizar-se junto à Secretaria de Saúde Estadual para solicitar esse treinamento ao Ministério da Saúde.

E mesmo que você, profissional de saúde, não tenha recebido o treinamento, é possível usar os guias como orientação de como proceder. É fácil e basta baixar os guias no Portal Saúde e seguir suas orientações.

Abaixo, faça o download dos materiais:
Guia de Saúde do Homem para Agente Comunitário de Saúde (ACS)
Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde

 

 

Por Janary Damacena / Blog da Saúde / Min. da Saúde.

#DoadorDoFuturo: Jovens se mobilizam para doar sangue na Fundação Hemominas

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Foto: Ana Ferreira / ASSPROM.

Na última semana, a Fundação Hemominas realizou a quarta edição da gincana “Doador do Futuro” com jovens da Associação Profissionalizante do Menor (ASSPROM). A iniciativa busca conscientizar crianças e adolescentes sobre a importância da doação de sangue. A responsável pelas ações do Projeto Capacitações e Mutirões da Assprom, Erika Fernandes, ressaltou a importância e alcance do programa ao mobilizar aqueles que ainda não são doadores de sangue.

“A Assprom tem uma preocupação com a formação profissional do adolescente, mas vai muito além disso; nos preocupamos também em formar esse indivíduo nos aspectos social e pessoal, visando ao desenvolvimento integral deles e, dentro dessa proposta, a Associação tem vários projetos. Um deles é o Projeto Capacitações e Mutirões que tem o objetivo de disseminar entre os adolescentes temas de relevância social, incutindo-lhes essa responsabilização e levando-os a perceber que, enquanto cidadãos, são capazes de fazer diferença na vida das pessoas. A gincana do Doador do Futuro tem muito a ver com esse projeto; promovemos palestras e divulgamos de sala em sala o ato de doar sangue. Com a ação de hoje, consideramos que estamos formando estes jovens como cidadãos”, afirma.

A gincana mobilizou jovens trabalhadores que atuam na Fundação Hemominas e em outras empresas de Belo Horizonte. O adolescente Alan Silva, de 17 anos, Jovem Aprendiz na Empresa de Transportes de Locomotivos, comentou seu desejo de ser doador de sangue e participar da causa: “A visita foi muito boa, pois eu sempre tive interesse em doar sangue, mas sempre tive muitas dúvidas, e a palestra me esclareceu todas elas. Eu já tentei doar sangue para uma amiga que precisou, o que, na época, não foi possível; hoje, porém, quando lhe contei que eu iria doar, ela se disse emocionada com minha atitude. Agora, vou conscientizar mais pessoas a serem doadoras e reforçar como o procedimento é tranquilo e necessário”.

Por sua vez, prestador de serviços na Coordenação do HBH, o adolescente trabalhador Pedro Henrique, de 17 anos, ressaltou a importância do envolvimento e interação dos jovens quanto à causa da conscientização para a doação de sangue. Confira no vídeo abaixo.

Gincana Doador do Futuro

Configurando uma das atividades do Programa Doador do Futuro, a equipe do setor de Captação do Hemocentro de Belo Horizonte encerra, no próximo dia 21, a Gincana Doador do Futuro, evento que marca também, na unidade, o início das comemorações da Semana do Doador Voluntário de Sangue. Lançada em 30 de agosto e organizada junto às escolas, a gincana propõe um trabalho multidisciplinar que abrange alunos, professores, pais e amigos que se unem para executar tarefas relacionadas ao ensino e aprendizagem sobre a doação de sangue.

O fechamento da gincana prevê a entrega de um troféu simbólico à equipe que melhor cumprir as tarefas: captar o maior número de doadores e conseguir mais curtidas na página do Facebook criada por cada uma delas sobre o tema doação de sangue. Outro troféu será entregue à equipe que fizer a melhor apresentação artística, também relacionada à doação.

O programa Doador do Futuro investe na formação de futuros cidadãos conscientes da importância da doação de sangue e é uma atividade desenvolvida em todas as unidades da Fundação Hemominas. De 2004 a 2016, o Programa contabilizou 7.443 palestras, alcançando 316.005 alunos das escolas de Minas Gerais.

 

Por ASCOM / Hemominas.

#VidaSaudável: Saiba o que é o Diabetes e como se prevenir!

Arte: Alan Martins

Arte: Alan Martins

Nesta terça-feira, 14 de novembro, é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, doença que é considerada um dos principais problemas em saúde pública do mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas diagnosticadas com diabetes aumentou em quase quatro vezes em 24 anos. Estima-se que 422 milhões de adultos no mundo viviam com diabetes em 2014.

O diabetes mellitus é um grupo de doenças metabólicas que tem como principal característica a hiperglicemia. Isso significa que há falta ou má absorção de insulina no organismo, substância produzida pelo pâncreas e que é essencial para a transformação da glicose (açúcar) em energia.

Normalmente, o diabetes se apresenta em três formas, o tipo 1, 2 e Gestacional. O tipo 1 é caracterizado pela deficiência absoluta de insulina, acometendo principalmente as crianças e adolescentes que não têm excesso de peso. O tipo 2 costuma ocorrer em adultos e estar ligado à má alimentação, tabagismo, obesidade e sedentarismo. Já o diabetes gestacional é detectado pela primeira vez na gravidez, sendo normalmente resolvido no pós-parto, ainda que haja o risco de retornar anos depois.

Entre os principais sintomas do diabetes estão urinar em excesso, sede exagerada, perda de peso, fome excessiva, fadiga, fraqueza e visão turva. Para se prevenir, é fundamental controlar a obesidade e a hipertensão arterial, praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de álcool e abandonar o tabagismo.

Os pacientes diagnosticados ou com suspeita de diabetes são acolhidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e atendidos por meio de ações individuais e coletivas como consultas, grupos de promoção à saúde, orientações de prevenção das complicações e oferta do tratamento. Caso exista a necessidade de atendimento especializado, os pacientes são encaminhados para os Centros Estaduais de Atenção Especializada. Todo o tratamento e acolhimento são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

#SaúdeEntrevista: ESP-MG mostra a história de superação de aluna do curso de “Comunicação e Saúde”

Por Jéssica Torres / ESP-MG.

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Montes Claros (Território Norte), é conhecido pelo seu Festival do Pequi e  por ser o berço do antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, além do local de registro das memórias do médico sanitarista Francisco de Assis Machado, o Chicão em seu livro “O SUS que vivi”. Entre seus 400 mil habitantes, vive a jornalista Viviane Carvalho, aluna do curso de especialização em “Comunicação e Saúde” da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG).

A jornalista mantém um currículo profissional tão extenso quanto à sua determinação. O primeiro dia de aula costuma ser motivo de empolgação, mas para ela não foi: a quilômetros de distância, seu pai havia sofrido um acidente no qual resultou em seu falecimento. Mesmo diante desta adversidade, ela não desistiu. Viviane faz parte da segunda turma da pós-graduação lato sensu em “Comunicação em Saúde” da ESP-MG que está em sua reta final: os alunos estão produzindo seus trabalhos de conclusão de curso que serão apresentados nas bancas no primeiro semestre de 2018.

Abaixo, confira nesta entrevista as razões que a fizeram concluir o curso que visa o fortalecimento da comunicação pública no Sistema Único de Saúde (SUS):

1) Como foi seu ingresso na ESP-MG?

Meu contato com a Escola aconteceu por meio de uma pesquisa que fiz no intuito de conhecer o SUS, devido ao meu trabalho anterior como Assessora de Comunicação Social do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Macronorte de Montes Claros. Ao me deparar com a possibilidade de fazer o curso, não pensei duas vezes. E cá estou eu.

2) O que aconteceu quando você chegou na ESP-MG?

No meu primeiro dia de aula neste curso, ainda no final da manhã, eu recebi a ligação de uma tia. Sem entender, perguntei o que estava acontecendo, e ela me perguntou com quem eu estava. Disse que estava em uma sala com quase 50 pessoas, embora não conhecesse ninguém. Foi quando ela disse para eu voltar para Montes Claros, pois meu pai tinha sofrido um acidente de carro e estava no hospital. O chão abriu sob os meus pés, pois eu sabia que não era só isso. Apenas quando eu cheguei na minha cidade é que fiquei sabendo a real situação do meu pai: ele sofreu um AVC hemorrágico quando estava dirigindo e entrou em coma, tendo falecido em menos de 24 horas.

3) Você pensou em desistir do curso?

Com certeza. Mas meu pai foi um grande incentivador para que eu fizesse a especialização em Comunicação e Saúde. E, para honrá-lo, continuei. Agradeço imensamente ao professor Jean Alves, que me deu toda a força possível para continuar. Então, aqui estou eu pelo meu pai e pela oportunidade de desconstruir uma imagem negativa do SUS que eu conhecia.

4) E você desconstruiu essa visão do SUS?

Sim. Hoje penso que o SUS está intrinsicamente ligado ao nosso dia a dia. Os meios de comunicação não informam isso de maneira clara, talvez por desconhecer de fato como é o trabalho do SUS e qual sua real importância na vida do cidadão. Eu também desconhecia o SUS, achava que seus recursos, como consultas, exames e procedimentos médicos não eram efetivos, mas foi um engano. É uma pena a banalização feito pela mídia, que desconhece o sistema na sua essência e apresenta de forma tão grotesca a uma sociedade que também não busca conhecê-lo.

5) Como surgiu o interesse pelo tema do TCC?

Hoje atuo na Arquidiocese de Montes Claros, por estar em um ambiente religioso fiquei sem saber como abordar o tema comunicação e saúde para apresentar o projeto. Não precisei ir muito longe, pois uma iniciativa popular produzida e conduzida pelo Padre Bessa Cavalcante foi o marco inicial para essa proposta. A ideia é, junto à minha orientadora, apresentar a proposta de análise do vídeo de uma campanha..

6) E do que se trata essa campanha?

A campanha contra a dengue do Padre Bessa consiste no sacerdote percorrendo as ruas de Montes Claros em um carro – Belina 1975 – e, com uma caixa de som, anuncia sua passagem e a troca de pequis e saquinhos com pães de queijo por objetos que servem para a proliferação do mosquito da dengue. As pessoas saem de suas residências carregando garrafas de plástico, vasilhas inutilizáveis, latas e vários outros objetos que acumulam água nos quintais.

7) Participar da especialização em Comunicação e Saúde, da ESP-MG, modificou sua visão de mundo?

Sim. Existe uma Viviane antes e tem outra Viviane depois deste curso. Ampliação de visão, ganho de possibilidades de crescimento intelectual e conhecimento abrangente de um sistema que realmente funciona e que é modelo para outros países são elementos que eu venho aprendendo e que certamente continuarão comigo.

 

#SaúdeDoHomem: Cuidado permanente com a saúde é essencial!

com Juliana Silva

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde estima que 31% dos homens brasileiros não têm o hábito de ir ao médico e, quando o fazem, 70% tiveram a influência da mulher ou de filhos. Em 2012, outro estudo do órgão apontpu também que os homens são mais suscetíveis às doenças cardiovasculares, possivelmente pelos comportamentos de risco mais frequentes. Em Minas Gerais, dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) indicam que as principais notificações de doenças na população masculina, no ano de 2017 foram sífilis, AIDS, tuberculose, Hepatite, Caxumba e Febre Amarela (dados parciais até setembro de 2017).

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Por isso, um dos objetivos da campanha promovida pela  SES-MG neste mês de novembro é convencer os homens de que o cuidado com o corpo e com a saúde não tem gênero. Isso porque a maioria dos homens tem dificuldade com o assunto, deixando a saúde para o segundo plano, por medo de que suas preocupações sejam confundidas com sentimentos considerados pouco masculinos como fraqueza, medo, ansiedade e insegurança. Porém, o adoecimento pode acometer a todos.

Mayla Magalhães, diretora de Políticas de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, explica que homens e mulheres têm diferenças causas de morbimortalidade diferentes. E que os coeficientes de mortalidade masculina são consideravelmente maiores em relação aos coeficientes de mortalidade feminina. Por isso, além de cuidados cotidianos é importante realizar visitas frequentes aos serviços de saúde para prevenir o surgimento de doenças. Fazendo consultas preventivas, com avaliações de saúde de forma integral.

Além disso, pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença para a saúde. “Uma alimentação balanceada, à base de frutas, legumes, verduras e cereais e atividades físicas regulares são importantes para uma vida mais saudável”, reforça Mayla.

Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as pessoas adotem níveis adequados de atividade física ao longo de toda a vida. Ações como subir dois ou mais andares de escada, realizar deslocamentos caminhando para visitar os amigos, participar de atividades lúdicas, utilizar bicicleta para o trajeto até a padaria, dentre outros, são alternativas de atividade física e contribuem para o indivíduo manter-se ativo. Os momentos de lazer também podem ser utilizados para a prática de atividades físicas, por exemplo: jogar bola, andar de bicicleta ou praticar algum esporte.