#SaúdeEntrevista: Trabalhadora da ESP-MG faz Doutorado sobre educação em saúde no SUS

By | 21 de novembro de 2017

Por Ayrá Sol Soares / ESP-MG.

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O corpo técnico da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) conta com mais uma doutora. Amanda Soares*, defendeu sua tese recentemente, na Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A pesquisa dela abordou o campo da educação em saúde na Atenção Primária no Sistema Único de Saúde (SUS). Confira a entrevista, abaixo:

1) Qual o tema do seu doutorado?

Com o título “Experimentações corporais e produção de outros modos de subjetivação no Dispositivo Educação em Saúde”, a pesquisa foi no campo da educação em saúde, apostando que experimentações corporais podem contribuir para que profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde resistam ao modelo de educar que se quer instituir como verdadeiro e se atrevam a produzir pequenas práticas no cotidiano que ativem a criatividade e potencializem as relações das pessoas no mundo, com o mundo.

2) Quais foram os dados pesquisados para construção do projeto?

Percebemos o que acontece entre experimentações corporais, no encontro-entre-corpos, e as suas possibilidades para a produção de outros modos de constituir práticas educativas em saúde na Atenção Primária à Saúde. Para isso, foi utilizado três estratégias de produção de dados: a observação, para captar acontecimentos engendrados nas experimentações corporais; a entrevista, para ampliar a escuta da dimensão processual da experiência; e a fotografia, para expandir e multiplicar os sentidos produzidos nos encontros, nas experimentações corporais.

3) Quais foram as principais dificuldades para reunir os dados da pesquisa?

Talvez a maior dificuldade para produzirmos uma pesquisa que implica pesquisador e participantes em um movimento incessante de produção de si seja desmontarmos nossos modos já instituídos de funcionamento no campo da composição científica. Talvez seja essa a maior dificuldade e também a maior potencialidade.

4) Como os processos de formação na ESP-MG são impactados como seus novos conhecimentos?

Eu diria que a importância está na possibilidade que experimentei de produzir conhecimentos no campo da educação em saúde por caminhos que me convocaram, o tempo todo, a processos potentes de invenção e de produção de outros modos de ser, sentir, estar, conhecer. Talvez a aposta na invenção e na produção bonita e intensa de subjetividades seja um caminho institucional importante.

5) Quais os próximos projetos?
Penso que, no momento, ficarei à espreita, abrindo-me aos encontros que podem produzir novos e potentes projetos.

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* Graduada em Enfermagem, especialista em Docência e Gestão do Ensino Superior, mestre em Saúde e Enfermagem e Doutora em Enfermagem. Analista de Educação e Pesquisa em Saúde da ESP-MG.

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