#SUSParaTodos: Ações visam melhorar o atendimento no SUS da população negra

By | 23 de novembro de 2017
Foto: iStock / Reprodução.

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Para garantir um atendimento ético, humanizado e de qualidade às pessoas negras e pardas no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou a campanha “O SUS está de braços abertos para a saúde da população negra”. A iniciativa vai capacitar cinco mil profissionais de saúde e mobilizadores e distribuir um manual com orientações para a execução da Política de Saúde da População Negra. O lançamento da campanha faz parte das comemorações pelo Dia da Consciência Negra, celebrado nesta última segunda-feira (20/11), e reforça o trabalho do Brasil na promoção da equidade e enfrentamento à discriminação nas instituições e serviços do SUS.

Dados do Ministério da Saúde comprovam a importância de ações especiais para a população negra, que representa 54% dos brasileiros. Os indicadores revelam situações de vulnerabilidades, como maior prevalência de doenças crônicas e infecciosas. Entre as mais comuns estão a anemia falciforme, diabetes mellitus (tipo II), hipertensão arterial e deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

É importante reconhecer as desigualdades étnico-raciais como determinantes das condições de saúde. Click To Tweet

No caso da anemia falciforme, por exemplo, enquanto ela varia de 2% a 6% na população brasileira em geral, na população negra fica entre 6% a 10%. Ainda de acordo com o ministério, a diabetes mellitus (tipo II) atinge com mais frequência os homens negros (9% a mais que os homens brancos) e as mulheres negras (em torno de 50% a mais do que as mulheres brancas).

A hipertensão arterial tende a ser mais complicada em negros, de ambos os sexos. E, por sua vez, a deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase apresenta frequência relativamente alta em negros do continente americano (13%). Além disso, 86% da população notificada com doença de chagas é negra. Abaixo, assista uma reportagem sobre a importância da Política de Saúde da População Negra:

Inclusão

Em 2017, foi instituída a obrigatoriedade da coleta e preenchimento do quesito raça/cor do usuário em todos os sistemas de informação do SUS. Após a adequação dos sistemas, será possível construir um perfil epidemiológico por raça/cor dos usuários do SUS e mapear as ocorrências de saúde para adoção de ações específicas.

Aleém disso, em março deste ano foi pactuado na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) o III Plano Operativo da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. O documento estabelece estratégias de aplicação da política voltada para esta população, que pretende garantir o acesso às ações e serviços de saúde de forma oportuna e humanizada, fortalecer a rede do SUS no trato às doenças prevalentes, enfrentar à violência contra a juventude negra e a mortalidade materna de mulheres negras.

Capacitação

Para fomentar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, cinco mil profissionais de saúde e mobilizadores serão capacitados em 2018. Cursos são voltados para gestores, profissionais de saúde e sociedade civil e irão abranger temas de interesse no tratamento desta população como doenças prevalentes, capacitação dos profissionais da atenção básica para o atendimento em comunidades quilombolas, criação dos comitês de saúde estaduais e municipais da política, a reformulação do módulo de ensino a distância da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra com versões em português, inglês e espanhol, dentre outros temas.

Além dos cursos, será distribuído em todo o país o “Manual de implementação da Política de Saúde da População Negra”. O documento busca a efetivação da política a partir de temáticas prioritárias sobre saúde da população negra, levantando questões como a articulação das redes de atenção à saúde com as necessidades da população negra. É direcionado a gestores, mobilizadores e profissionais de saúde.

 

Fonte: Portal Brasil.

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