#SaúdeLGBT: Minas Gerais inaugura ambulatório especializado no processo transexualizador

By | 24 de novembro de 2017
Por Alexandra Marques / Fhemig
Foto: Cristina Rossi / SES-MG.

Foto: Cristina Rossi / SES-MG.

O Governo de Minas Gerais, por meio do Hospital Eduardo de Menezes (HEM), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), inaugurou, na manhã desta quinta-feira (23/11), o primeiro serviço ambulatorial de atenção especializada no processo transexualizador da saúde pública estadual, destinado à população trans (travestis e transexuais) de Minas Gerais.

O atendimento, que conta com equipe interdisciplinar e multiprofissional (composta por psiquiatra, endocrinologista, clínico, enfermeiro, psicólogo e assistente social), será realizado às quintas-feiras, no horário das 8 às 13 horas, com agendamento telefônico e também pelo Sistema Nacional de Regulação (Sisreg). Inicialmente, serão realizadas quatro consultas por dia. O acolhimento será feito por profissional da equipe interdisciplinar, que irá desenvolver um plano terapêutico individual, conforme as necessidades de atenção de cada indivíduo.

O “ambulatório trans” do HEM é o segundo em Minas Gerais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), e o primeiro ligado a uma instituição de saúde pública estadual. Foi criado a partir do esforço conjunto da Fhemig, da SES-MG e do Comitê Técnico Estadual de Saúde Integral LGBT. O “ambulatório trans” (como também é conhecido o serviço ambulatorial) representa uma nova forma de ingresso na saúde pública para travestis e transexuais, que historicamente sofrem com a discriminação e a invisibilidade frente às políticas públicas. Com o novo serviço, a comunidade trans passa a ter uma atenção humanizada e especializada que, além de contemplar suas especificidades, respeita sua individualidade, numa ação direta contra a transfobia, que expõe essa população a vulnerabilidades sociais geradoras de situações de risco social, como violências psicológicas e físicas, dentre outras.

De acordo com o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, a abertura do “ambulatório trans” materializa a política do governador Fernando Pimentel de ouvir para governar. “A construção do ambulatório é uma história complexa que alia ações do HEM, do Governo de Minas, da Secretaria de Estado de Saúde e do Movimento LGBT. O ambulatório terá uma importância muito grande para a região metropolitana de Belo Horizonte. Ele concretiza a pauta da equidade e da inclusão que é uma prioridade do Governo de Minas”.

A superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Ana Paula Medrado de Barcelos disse que a pauta da Superintendência de Atenção Primária à Saúde contempla a questão do processo transexualizador. Segundo ela, a criação do Comitê Estadual de Saúde Integral LGBT é um passo importante para a visibilidade do movimento. “A gente precisa dar mais visibilidade para essa discussão, principalmente pela via da comunicação social, da publicização do tema. Precisamos pensar modelos que tenham um olhar diferenciado para todos e todas”, explica.

  • Para ler a matéria completa no site da SES-MG, clique aqui.

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