#SexoSeguro: Brasil é referência internacional no tratamento de HIV/AIDS

By | 13 de dezembro de 2017
Por Míria César

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O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) reconhece o Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), como referência mundial no controle e na prevenção do HIV/Aids por, justamente, oferecer acesso universal ao tratamento das pessoas com HIV, ampliar o acesso à testagem rápida, distribuir gratuitamente preservativos nas Unidades de Saúde, além de realizar de forma regular campanhas informativas de mobilização social a respeito deste assunto na mídia.

É por meio do SUS que é disponibilizando mensalmente às pessoas que vivem com a Aids os antirretrovirais por meio das Unidades Dispensadora de Medicamentos (UDMs) dos CTA/SAE. Atualmente, o estado de Minas Gerais fornece medicamentos para aproximadamente 43 mil pessoas HIV positivas.

Os antirretroviais são medicamentos que combatem a multiplicação do vírus HIV e fortalecem o sistema imunológico. O tratamento contínuo com os remédios reduz a mortalidade e o número de internações e infecções por doenças oportunistas, que atacam o sistema imunológico. Seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem HIV/Aids.

Segundo a coordenadora do Programa de ISTs/Aids e Hepatites Virais da SES-MG, Jordana Costa Lima, hoje em dia, é possível ser HIV positivo e viver com qualidade de vida. “Mas é essencial tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas. Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa”.

Novo medicamento

Em 2017, o SUS passou a fornecer o medicamento antirretroviral Dolutegravir. O remédio é o mais indicado para o tratamento de HIV/Aids pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 100 mil pacientes são beneficiados com o novo tratamento. Antes, o esquema de tratamento das pessoas na fase inicial é composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz, conhecido como 3 em 1. Desde o início do ano, o dolutegravir associado ao 2 em 1 (tenofovir e lamivudina) foi indicado no lugar do efavirenz para pacientes que iniciem tratamento e aqueles que apresentam resistência aos medicamentos mais antigos.

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