Monthly Archives: janeiro 2018

#VidaSaudável: Como integrar carboidratos e a prática de atividades físicas?

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Quando uma pessoa decide praticar atividade física para colocar a saúde em dia, normalmente atrela a isso uma alimentação mais saudável, diferentemente do que fazia antes. No entanto, esse ato pode causar a retirada de alguns alimentos essenciais, principalmente quando o corte é feito sem as instruções de um profissional de saúde.

“É bem comum quando uma pessoa começa uma dieta ingressar também em uma atividade física e vice e versa, sempre procurando por melhores resultados na saúde como um todo e na perda de peso corporal”, explica Caio Reis, professor do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB).

“Nesse caso, é importante ter uma moderação no corte de alguns alimentos. Ele precisa ter cuidado para retirar aqueles alimentos que não são saudáveis, como frituras, processados e ultraprocessados, mas preservar aqueles que são essenciais. Ótimo se cortar refrigerante, doces e ultraprocessados. O problema é quando essa atividade física está aliada a alguma dieta da moda que tenha um caráter restritivo maior”, acrescenta.

Atenção! Diminuir completamente o carboidrato pode prejudicar o seu treino. 😘💪💖 Click To Tweet

Os carboidratos, por exemplo, funcionam como um combustível para o organismo. “Algumas dessas pessoas que se arriscam em dietas restritivas cortam por completo o carboidrato, por completo. Não podemos fazer isso, já que ele é um macronutriente essencial e nossa principal fonte de energia. E quando o indivíduo começa a praticar exercícios, a demanda por energia é maior.

Se ele corta alimentos de forma inapropriada, passa a ter um rendimento menor na atividade e fica exposto a hipoglicemia, desmaios e quedas. Ou seja, o ideal mesmo é readequar a alimentação retirando dela produtos processados e ultraprocessados e incorporar alimentos mais saudáveis como frutas, legumes e verduras. Vale lembrar também que existem diversos alimentos com carboidratos mais saudáveis, como os grãos integrais”.

O ideal é adequar melhor a alimentação. O Guia Alimentar para a População Brasileira ajuda a orientar as famílias nesse sentido. Dentre as práticas ensinadas estão a redução na utilização de óleos, gorduras, sal e açúcar, o consumo de refeições com regularidade, várias vezes ao dia e em ambientes apropriados, e a preferência por alimentos in natura. Confira algumas dicas do Guia:

  • Raízes e tubérculos são fontes de carboidratos e fibras e, no caso de algumas variedades, também de minerais e vitaminas, como o potássio e as vitaminas A e C.
  • Este grupo inclui a mandioca, também conhecida como macaxeira ou aipim, batata ou batata-inglesa, batata-doce, batata-baroa ou mandioquinha, cará e inhame.
  • Na preparação de raízes e tubérculos, como na preparação de todos os alimentos, vale a mesma recomendação quanto ao uso moderado de óleo e de sal e o amplo uso de temperos naturais, incluindo alho, cebola, pimenta, salsa, salsinha e cebolinha.
  • Raízes e tubérculos devem ser preferentemente cozidos ou assados, pois, quando fritos, absorvem grande quantidade de óleo ou gordura.

 

Fonte: Portal Saúde Brasil.

#EducaçãoPermanente: Conheça um pouco mais dos cursos da ESP-MG

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Em 2017, o Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), apostou na ampla qualificação dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado, com cursos de nível técnico, especializações e qualificações nas mais diversas áreas da Saúde Coletiva.

Ao todo, mais de 2.300 alunos passaram pelas salas de aulas, laboratórios e auditórios da Escola, participando de cursos, oficinas, seminários, mesas-redondas e debates, promovidos por uma equipe de referência na formação em saúde pública.

Nessas diversas ações educativas foram abordados temas como regionalização no SUS, comunicação e saúde, controle social, direito sanitário, atenção primária à saúde, apoio institucional, saúde mental, educação permanente em saúde, as bases da saúde coletiva e da formação de técnicos em enfermagem e saúde bucal, direitos humanos, gestão hospitalar, dentre outros.

Para o diretor-geral da ESP-MG, Edvalth Rodrigues Pereira, que assumiu a instituição em junho de 2017, o compromisso continua sendo fortalecer o SUS por meio da educação e do compartilhamento de conhecimentos e saberes. “Juntamente com os trabalhadores da Escola, nos esforçamos para ofertar ações de qualidade para o maior número de profissionais do SUS.

Veja também no site da SES-MG:
ESP-MG segue ampliando a formação dos trabalhadores do SUS

 

#SaúdeNasFérias: Que tal colocar o cartão de vacinação em dia?

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O período das férias é uma boa oportunidade para atualizar o cartão de vacinação de toda a família. Com mais tempo livre, os pais podem procurar com calma a unidade de saúde para checar se todas as vacinas das crianças estão em dia, além é claro, de atualizar também seus próprios cartões de vacina.

A vacinação é a maneira mais eficaz e segura de prevenir diversas doenças. Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência internacional por promover o acesso gratuito da população às vacinas, respeitando critérios e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Atualmente, o calendário nacional de imunização oferece 15 vacinas gratuitamente à população, todas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como BCG; HPV (vírus do papiloma humano); Pneumocócica, contra pneumonia; Meningocócica C, contra meningite; Febre Amarela; VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral poliomielite); Hepatite B; Penta (vacina adsorvida difteria, tétano, Hepatite B-recombinante, Haemophilus influenzae b – conjugada e pertussis); Rotavírus;Influenza na sazonalidade; Hepatite A; Tetra viral (varicela-catapora, sarampo, caxumba e rubéola); Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Dupla adulto (difteria e tétano); e dTpa (difteria, tétano e coqueluche).

Por isso, crianças, adolescentes, adultos e idosos precisam comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua casa e verificar se está com todas as vacinas em dia, independente se há ou não com uma campanha de vacinação em vigência.

Ah, e se você perdeu seu cartão de vacina, é muito importante que procure o serviço de saúde que costuma vacinar ou que faça parte de seu território de abrangência. Lá, você terá o chamado “cartão espelho”, no qual ficam arquivados os registros de doses que foram aplicadas. Agora que o recado está dado, lembre-se de dar uma pausa nas brincadeiras para cuidar da saúde! Saiba mais sobre vacinação: www.saude.mg.gov.br/vacinacao 

Abaixo, assista um vídeo sobre a importância de manter atualizado o cartão de vacinação:

#Ciência: Revista Reciis da Fiocruz aborda saúde, mídia e sistemas de informação

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Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde (Reciis) encerra a comemoração dos seus 10 anos de existência reafirmando seu compromisso com o acesso aberto à produção científica e seu foco na interface da saúde com a comunicação e na informação e/em/para saúde, conforme explicitam seus editores. Para conferir a versão online do volume 11, número 4, da Revista Reciis, clique aqui.

Nesta última edição de 2017, a Estratégia da Saúde da Família é abordada tanto do ponto de vista da gestão do sistema em saúde, quanto da formação dos profissionais de saúde. A Nota de conjuntura destaca a atenção básica como espaço de formação para os profissionais de saúde e como sistema de produção de saúde (efetivo e de baixo custo) para a população.

Em um dos artigos, o Curso de Especialização Multiprofissional em Saúde da Família, oferecido pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), é analisado em sua estrutura e resultados. Em outro, discute-se a educação permanente a partir de uma ação em que agentes comunitários de saúde e estudantes de medicina construíram coletivamente estratégias de combate à dengue, no interior de Goiás.

Também são encontrados nesse número, a análise do discurso de risco à saúde em programa da TV aberta, da relação de pesquisadores científicos com meios de comunicação de massa e com a divulgação científica em geral e da utilização de vídeos e jogos em sala de aula do ensino fundamental.

O emprego de softwares na elaboração de cardápio escolar, por nutricionistas, bem como no preenchimento de prontuário em serviços de saúde de fisioterapia e ainda um método de georreferenciamento e análise de sistemas de cuidado aos usuários de drogas são descritos em artigos dessa revista recém-lançada. O modelo e as práticas de comunicação de um conselho estadual de saúde (Mato Grosso do Sul) são objeto de um estudo de caso.

Fonte: Agência Fiocruz.

#SUS: Você já se vacinou contra a Febre Amarela?

Em vídeo publicado nas redes sociais da @SaúdeMG e do @GovernoMG, o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Rodrigo Said, reforça o convite para que toda população que ainda não se vacinou, vá até às unidades de saúde mais próxima da sua casa e se imunize contra a Febre Amarela. É importante lembrar que a vacina protege você e sua família desta doença que é grave e que pode levar à morte! Se você tem bebês com mais de 9 meses e adultos com até 59 anos já podem receber a imunização. Assista o vídeo:

#VidaSaudável: Por que é importante ler os rótulos dos alimentos?

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Que tal colocar como uma das metas para 2018 uma alimentação saudável? 😋🍉🍲🍽💖 Existem várias formas de se alimentar com mais qualidade: Evitar os alimentos processados e ultra processados, evitar alimentos ricos em sódio e outras substâncias tais como: Edulcorantes, maltitol, aspartame e umectante. Ela são encontradas nos rótulos de alimentos industrializados.

Um número elevado de ingredientes e, sobretudo, a presença de ingredientes com nomes pouco familiares, que não usados em preparações culinárias, indicam que o produto pertence à categoria de alimentos ultraprocessados. Por isso é muito importante aprender a ler o rótulo daquilo que consumimos. Saber desde a composição e as informações nutricionais até os avisos dos fabricantes.

A relações públicas, Patrícia Marques, já fez disso um hábito. Aprendeu a ler minuciosamente as embalagens antes de comer qualquer produto. E o que ela ganha com isso? “Tem muito alimento que parece ser saudável e na verdade não tem nada de saudável. Eles escondem isso com a embalagem. Têm produtos que você acha que não têm açúcar, gordura hidrogenada e na verdade é uma bomba calórica. Eles se disfarçam.”, destaca.

Depois que começou a conhecer os ingredientes dos produtos, a Patrícia retirou alguns alimentos da dieta dela, principalmente os que têm sódio em excesso. “Veio por cuidado mesmo, pra saber o que estou consumindo. Quem não tem a curiosidade de saber o que são esses nomes acaba consumindo algo ruim pra saúde. Tem que ler o rótulo dos alimentos! Você cria esse hábito e te ajuda a fazer as escolhas certas. Se comer errado, tem consciência do que está consumindo”, ressalta.

Origem dos alimentos

Conhecer a composição daquilo que comemos é ainda mais importante para quem tem algum tipo de alergia alimentar. É o caso do fotógrafo Maurício Zanin, que não pode comer arroz ou derivados. Para evitar transtornos, há anos ele passou a ler os rótulos antes de comer qualquer coisa. “Tem uma quantidade de ingredientes colossal que pode te fazer mal e você não percebe. E você só vai saber quando tem uma reação alérgica forte. A partir de então, eu, minha mãe, minha esposa, antes de comer, lemos o rótulo”, conta.

Zanin lembra que há alguns anos os rótulos eram pouco interessantes e não traziam tantas informações como hoje. A legislação trouxe exigências para a indústria alimentícia. “Ainda têm aqueles mais claros e com letras pequenas. Ai se eu não consigo ler o rótulo eu não como o alimento. Imagine antes, quando não tínhamos o rótulo, quantas crianças não morreram de alergia sem saber o motivo”, lembra o fotógrafo.

A escolha dos alimentos

A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, aconselha que criemos o hábito de ler as embalagens dos produtos. “O rótulo nos permite identificar entre os alimentos, qual deles têm menos sódio, menos açúcar, menos gordura. Quais têm ou não conservantes, de preferência os que não tenham. Se têm ou não glúten, para aquelas pessoas quem têm doença celíaca. O rótulo nos permite identificar se o produto está vencido ou não, quando observamos o prazo de validade do alimento”.

Outra dica da Michele é evitar alimentos com aditivos, edulcorantes e conservantes. “Quanto mais dessas substâncias que têm nomes esquisitos, pouco familiares, que não temos em casa, menos saudável o alimento é. Por isso precisamos optar por produtos orgânicos e preferir alimentos in natura ou minimamente processados. Além de limitar o consumo de alimentos processados e evitar os ultraprocessados”, ressalta. Abaixo, assista algumas dicas de como se informar por meio dos rótulos dos alimentos:

Como ler os rótulos?

Cabem às empresas que produzem alimentos se adequarem às normas de rotulagem dos produtos. É possível denunciar embalagens que não seguem a legislação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio e-mail ouvidoria@anvisa.gov.br, para a Vigilância Sanitária mais próxima, ao Procon ou Ministério Público.

  • Acesse aqui conteúdo da Anvisa sobre a rotulagem de produtos.
  • Fique atento à lista de ingredientes dos alimentos industrializados! Para saber mais sobre esse assunto, leia o Guia Alimentar para a População Brasileira.
  • Então, agora que você já sabe mais essa dica, se alimente melhor! Conheça os alimentos que você consome!

 

 

Fonte: Blog Da Saúde / Ministério da Saúde.

#Ciência: Biblioteca Virtual reúne vida e obra do cientista Oswaldo Cruz

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Perfil biográfico. Trajetória científica. Objetos museológicos. Correspondências. Bibliografia. O maior acervo já reunido sobre a vida e a obra de Oswaldo Cruz (1872-1917) está disponível agora a apenas alguns cliques de distância. Resultado de um trabalho multiprofissional da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), a Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz (BVOC) oferece a pesquisadores, estudantes e curiosos em geral uma plataforma digital inovadora, que marca o centenário da morte do cientista e celebra o Ano Oswaldo Cruz.

Até o momento, a biblioteca virtual multimídia abriga 239 imagens, 159 correspondências, 11 vídeos e seis músicas, além de linha do tempo e outros textos de referência e material de apoio. Todo o conteúdo é oferecido em português e inglês, com o objetivo de ampliar o acesso do público internacional à obra do cientista. Responsáveis pela coordenação e pesquisa histórica do projeto, as historiadoras da Casa de Oswaldo Cruz, Nara Azevedo e Ana Luce Girão, levaram cerca de cinco anos trabalhando na BVOC, ao lado de profissionais de Tecnologia da Informação (TI), Design, Comunicação, Biblioteconomia e Arquivo.

Estudiosas da vida e da obra do patrono da Fundação Oswaldo Cruz, Nara e Ana Luce afirmam que a indexação do conteúdo disponível na biblioteca virtual foi um dos maiores desafios do projeto. O cuidado com a classificação dos documentos foi fundamental para o desenvolvimento de um sistema de busca integrado, que também é apontado como um dos diferenciais da BVOC. O objetivo era construir uma narrativa histórica atraente e acessível tanto para pesquisadores das áreas das ciências e da saúde quanto para o público em geral.

“O arquivo de Oswaldo Cruz foi organizado em 2000. A gente já teve para esse projeto acesso a uma documentação descrita, organizada e seriada. Isso permitiu uma visão mais ampla do nosso personagem”, explicou a pesquisadora.

Além da documentação sobre a vida pessoal e trajetória científica de um dos maiores cientistas brasileiros do século 20, que estão sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz, o novo site também apresenta material inédito, como a correspondência de Oswaldo Cruz, seja para os seus familiares, seja para colegas cientistas contemporâneos no Brasil e no exterior. O acervo com as cartas do cientista foi reforçado nos últimos anos, a partir da doação de material de seus herdeiros.

 

#SaúdeNoVerão: Cuidados ao tomar sol são essenciais para evitar a insolação

Principal fonte de vitamina D, o sol, está sempre muito convidativo durante o verão. Porém, é preciso atenção ao excesso de exposição solar para evitar a insolação, uma doença causada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. Ela ocorre quando a temperatura corporal aumenta rapidamente e o organismo fica desidratado, causando febre que pode passar dos 39 graus.

A insolação também pode provocar náuseas, vômitos e até convulsões. Mas, o que fazer para evitar a insolação? Como agir em casos que a pessoa apresentar os sintomas? Veja as dicas que o Blog da Saúde MG preparou sobre o tema:


Agora que você já sabe, não se esqueça de tomar as pequenas medidas para prevenção!

 

#SUS: Inscrições abertas para intercambistas no Programa Mais Médicos

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Médicos brasileiros que se formaram em instituições estrangeiras e têm habilitação para exercício da medicina no exterior têm até a próxima quarta-feira (17/01) para se inscreverem no Programa Mais Médicos. Contudo, as inscrições não garantem alocação e participação no Projeto, pois ainda não foi definido o número de vagas – que só serão divulgadas após o termino da 1ª fase (CRM Brasil), no dia 28/02.

Também na quarta-feira (17/01) termina o prazo para a entrega de documentos dos profissionais brasileiros que se inscreveram no 15º Ciclo do Programa. Esses inscritos devem comparecer, de 09h às 18h, em Brasília-DF, com a documentação completa, conforme previsto no SGTES/MS nº 12/2017.

De acordo com o cronograma do edital, a próxima fase é a validação dos documentos dos médicos brasileiros, entre os dias 23 e 31 de janeiro.

#FebreAmarela: Não se vacinar é a principal razão da ocorrência de casos no Estado

Por Míria César

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Diante da confirmação de 11 casos de Febre Amarela em Minas, no período de julho de 2017 até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG)intensifica as ações de controle da doença nas regiões com os casos confirmados e orienta à toda população do estado sobre a importância da vacinação no Sistema Único de Saúde (SUS) e pede atenção especial do público masculino, que se vacine.

Entre as ações definidas para controlar a febre amarela nas áreas rurais e manter a incidência zero de febre amarela urbana, destacam-se as campanhas educativas sobre a necessidade de vacinação, ampliação dos horários de vacinação nas unidades de saúde, a vacinação casa a casa na zona rural dos municípios com casos confirmados ou com epizootias (morte de primatas) confirmadas para a febre amarela e o aumento no número de equipes de saúde nas regiões e também parceria entre as áreas de Atenção Primária e Vigilância em Saúde.

Segundo a Diretora de Políticas de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Mayla Magalhães, essa parceria tem possibilitado a identificação das pessoas não vacinadas, checagem do cartão e atualização da vacina. “Especificamente neste momento de enfrentamento da Febre Amarela, essas áreas disponibilizam o diagnóstico situacional que permite a localização da população que ainda não está vacinada. Os agentes comunitários de saúde têm papel importante na criação do vínculo e nas relações de confiança com a população, pois fazem parte da comunidade e estão diariamente na rotina do município”, disse.

Ainda de acordo com a Diretora, “os agentes comunitários de saúde realizam visitas domiciliares, fazendo o acompanhamento dos cartões de vacina e prestando orientações à população, no intuito de mobilizá-las para as ações de prevenção e controle da doença.  As informações coletadas durante as visitas domiciliares possibilitam, também, que as equipes de Atenção Primária planejem suas ações e adotem as medidas efetivas no enfrentamento à febre amarela”, explicou.

Essas e todas as outras ações desempenhadas pelo Estado desde a primeira notificação da doença, em janeiro de 2017, contribuíram para que Minas Gerais alcançasse a atual cobertura vacinal de 81%, índice superior ao registrado no mesmo período de 2016, que era de 47%. Esse aumento coopera diretamente para o controle da ocorrência da doença, mas o Subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, ressalta que mesmo com essa cobertura, ainda há mais de 3,6 milhões de pessoas não vacinadas no estado.

“Temos um grande trabalho pela frente para alcançarmos a cobertura ideal de 95% de pessoas vacinadas. As estatísticas apontam uma cobertura menor entre indivíduos do sexo masculino, entre 15 e 59 anos. Apesar de todos os esforços realizados ao longo de 2017, ainda temos o desafio de aumentar essa cobertura em nosso estado, pois o vazio vacinal é o principal responsável pela ocorrência de casos. É extremamente necessário intensificar a vacinação em todos os municípios, principalmente nas áreas rurais”, afirmou.

  • Para ler a matéria completa no site da SES-MG, clique aqui.

 

 

 

#FAQ: Você já ouviu falar em transtorno dos jogos eletrônicos e como isso pode afetar a saúde?

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O transtorno dos jogos eletrônicos (tradução livre de gaming disorder) é definido no rascunho da 11ª Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11) como um padrão comportamental que prejudica a capacidade de controlar a prática de jogos eletrônicos, de modo a priorizá-los em detrimento de outras atividades – ao ponto que o jogo se torna mais importante que outros interesses e atividades diárias.

Também é caracterizado pela continuidade ou intensificação do ato de jogar, mesmo com a ocorrência de consequências negativas.

Para que o transtorno dos jogos eletrônicos seja diagnosticado, o padrão de comportamento deve ser de gravidade suficiente para resultar em um comprometimento significativo nas áreas de funcionamento pessoal, familiar, social, educacional, profissional ou outras áreas importantes de funcionamento, e deve ser observado regularmente por pelo menos 12 meses.

Perguntas e respostas

1) O que é a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde?

A CID é a base para a identificação das tendências e estatísticas de saúde em nível mundial e do padrão internacional de notificação de doenças e condições de saúde. É usada por profissionais médicos em todo o mundo para diagnosticar condições e por pesquisadores para categorizar essas condições.

2) A inclusão de um transtorno na CID é uma consideração que os países levam em conta ao planejar estratégias de saúde pública e monitorar tendências de transtornos.

A OMS está trabalhando na atualização da CID. A 11ª revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde está programada para publicação em meados de 2018.

3) Por que o transtorno dos jogos eletrônicos está sendo incluído na CID-11?

A decisão de incluir o transtorno dos jogos eletrônicos na CID-11 tem base nas revisões das evidências disponíveis e reflete um consenso de especialistas de diferentes disciplinas e regiões geográficas envolvidos no processo de consultas técnicas realizadas pela OMS no processo de desenvolvimento da CID-11. A inclusão do transtorno dos jogos eletrônicos na CID-11 segue o desenvolvimento de programas de tratamento para pessoas com condições de saúde idênticas àquelas características do transtorno dos jogos eletrônicos em muitas partes do mundo e resultará em uma maior atenção dos profissionais de saúde aos riscos de desenvolvimento dessa condição e, consequentemente, às medidas relevantes de prevenção e tratamento.

4) Todos os jogadores de jogos eletrônicos devem se preocupar com o desenvolvimento do transtorno dos jogos eletrônicos?

Estudos sugerem que o transtorno dos jogos eletrônicos afeta apenas uma pequena proporção de jogadores de jogos eletrônicos. No entanto, as pessoas que praticam essa atividade devem estar atentas à quantidade de tempo que gastam fazendo isso, particularmente quando resulta na exclusão de outras atividades diárias, bem como quaisquer mudanças em sua saúde física ou psicológica e funcionamento social que possa ser atribuído ao seu padrão de comportamento em relação a jogos eletrônicos.

 

Fonte: OPAS.