#Ciência: Estudo inédito da Fiocruz isola genes associados a Dengue

By | 23 de janeiro de 2018

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Nada de tubinhos, reagentes, microscópios. Um grupo de cientistas está produzindo pesquisa biológica de ponta utilizando apenas computador e o próprio cérebro. Foi por meio da tecnologia que a equipe identificou os genes responsáveis pela infecção viral presentes no mosquito Aedes aegypti utilizando apenas dados obtidos em bancos públicos.

A equipe reduziu o número de genes correlacionados especificamente com a dengue, febre amarela e febre do Nilo, todas transmitidas pelo vetor, das centenas registradas na literatura científica para somente quatro, eliminando o efeito do processo alimentar na análise. Assim, o achado permitirá novas formas de controle vetorial e a produção de testes rápidos para detectar os mosquitos infectados.

A descoberta está detalhada no estudo Meta-analysis of Aedes aegypti expression datasets: comparing virus infection and blood fed transcriptomes to identify markers of virus presence (clique aqui e leia o artigo na íntegra), disponível em acesso aberto no periódico Frontiers in Bioengineering and Biotechnology.

Além de pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) e do Laboratório de Imunoparasitologia, ambos da Fiocruz Bahia, assinam o estudo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Uberlândia e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

O estudo conduzido pela equipe buscou identificar genes específicos da infecção viral no Aedes aegypti, independentemente da alimentação do vetor. “O mosquito se infecta durante a alimentação. Dessa forma, os genes associados ao processo alimentar poderiam estar escondendo os correlacionados ao processo infeccioso”, explica o pesquisador da USP Kiyoshi Fukutani, um dos coautores do estudo. “Ninguém anteriormente conseguiu remover esse processo da análise”, complementa o pesquisador do Cidacs Artur Queiroz.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores utilizaram algoritmos para analisar 13 mil genes disponíveis em duas bases de dados (datasets) públicas, oriundas de outros estudos que coletaram a amostra desejada: mosquitos infectados; não-infectados; alimentados e não-alimentados. Comparando estes grupos, os pesquisadores chegaram a 110 genes com alta correlação.

  • Para ver a matéria completa no site da Agência Fiocruz, clique aqui.

 

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