Monthly Archives: março 2018

#Curiosidade: Por que é importante doar leite materno no BLH?

Créditos: Alexandra Marques - Fhemig

Créditos: Alexandra Marques / Fhemig

Você já ouviu falar sobre  amamentação cruzada? Não. Então, preste atenção neste assunto que é muito importante, principalmente se você for lactante ou necessita de leite materno para o seu filho.

Não é aconselhado que as mulheres amamentem crianças que não são seus filhos, pois pode ocorrer o que é chamado de amamentação cruzada – quando a mulher ou o bebê possuem alguma doença que pode ser transmitida pela amamentação. É importante ressaltar que a criança amamentada pela própria mãe já recebeu anticorpos para algumas doenças durante a gestação e está protegida.

  • Clique aqui e confira uma nota de esclarecimento do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) sobre Amamentação Cruzada.

Por isso, caso conheça um bebê que necessita de leite materno, o Ministério da Saúde – responsável por gerir as diretrizes nacionais do Sistema Único de Saúde (SUS), recomenda buscar um Banco de Leite Humano (BHL) ou uma Unidade Básica de Saúde para orientações à mãe, a lactante e ao bebê. Em Belo Horizonte, por exemplo, às mamães que precisam ou que querem doar leite, podem recorrer ao Banco da Maternidade Odete Valadares.

Alguns motivos podem impossibilitar que a mãe ou o bebê participem da amamentação, como por exemplo, crianças prematuras e/ou de baixo peso que estão internadas. Quando isso acontece é necessário alimentar os recém-nascidos com leite doado por outras lactantes. Por isso, é tão importante manter os estoques de leite cheios.

Antes de chegar aos recém-nascidos, o leite doado, passa por testes de qualidade e por um processo de pasteurização. Como é destinado a crianças com estado de saúde frágil, o leite não pode apresentar microrganismos capazes de representar riscos à saúde.

✍ Clique aqui e saiba mais sobre doação de leite materno.

 

#FicaADica: Vai viajar? Então saiba o que não fazer ao volante

Atenção e concentração! 🤔✋⚠ Essas duas palavrinhas e atitudes são essenciais para quem está ao volante de veículos. Mas, as lesões e mortes no trânsito – que são previsíveis e evitáveis em sua grande maioria – passaram a ocupar espaço mais significativo na agenda global de saúde a partir dos anos 2000. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, a cada ano, mais de um milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito e até 50 milhões sobrevivem com lesões e sequelas, resultando em custos pessoais, sociais e econômicos.

Ainda, segundo a OMS, 90% dos acidentes de trânsito são causados por falha humana. Assim, é essencial que os condutores de veículos lembrem-se sempre de atenção e concentração são fundamentais durante a viagem. Pensando nisso, o #BlogDaSaúdeMG preparou uma lista com atitudes simples que podem ser feitas para evitar acidentes no trânsito. Confira:

#SaúdeEntrevista: Indira Xavier, Coordenadora da Casa de Referência da Mulher Tina Martins

Por Ayrá Sol Soares (Estagiária de Jornalismo – ASCOM/ESP-MG) 

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (08/03) a Ascom da Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG) conversou com Indira Ivanise Xavier, coordenadora da Casa de Referência da Mulher Tina Martins, integrante do Movimento Nacional Olga Benário e militante dos direitos das mulheres. Nesta entrevista, ela explica os objetivos e atividades desenvolvidas em defesa das mulheres. Confira!

Indira Ivanise Xavier - Arquivo Pessoal

Indira Ivanise Xavier – Arquivo Pessoal

1) Quais são os objetivos do projeto desenvolvido pela Casa?

A Casa Tina Martins funciona nos eixos de formação política, do empoderamento, da emancipação das mulheres, do ponto de vista da sua condição de dona, de se apropriar de si, do seu destino, das suas próprias decisões, não viver nessa relação de dependência, que infelizmente a sociedade machista e patriarcal impõe.

2) Como isso funciona na Casa?

Nosso foco principal foco é que as mulheres saiam do ciclo de violência, mas também que elas se empoderem e emancipem até o ponto que elas não retornem para nenhum outro ciclo de violência. Elas só conseguem fazer isso aprendendo a conduzir as suas próprias vidas. Como a Casa é um espaço aberto, nós prezamos para que as mulheres tenham autonomia para conduzir sua vida. Nós sentamos, avaliamos, fazemos um planejamento com elas. Se não damos autonomias para elas, permanecerão sempre nessa relação de dependência, e no momento em que saírem da casa, ficarão reféns de alguém que vai conduzir a vida delas, e não estarão livres, independentes.

3) Quais atividades o movimento promove para alcançar esses objetivos?

Para atender esse princípio, nós desenvolvemos na Casa uma série de ações que têm esse intuito. Realizamos rodas de conversa, seminários, eventos culturais que envolvam não só as mulheres da Casa, mas sobretudo as mulheres da cidade. São eventos geralmente abertos ao público, pois entendemos que esse diálogo da violência contra às mulheres têm que tocar também os homens.

4) Cite exemplos dessas atividades.

Algumas mulheres se dispõem a fazer cursos, ensinar as mulheres alguma arte, atividades com fins terapêuticos, como ioga, meditação, crochê, atividades múltiplas, todas de forma reflexivas para as mulheres. Também realizamos feiras de mulheres empreendedoras, como uma forma de abrir a Casa e dar espaço para esse comércio de mulheres.

5) Quem realiza as diversas atividades?

Os eventos são promovidos pela própria coordenação da Casa, pelo Movimento de Mulheres Olga Benário ou por outros coletivos de Belo Horizonte que conhecem o trabalho da Casa e querem contribuir de alguma forma. Como exemplo, realizamos uma roda de conversa sobre mobilidade urbana. Elas fizeram uma discussão de como esse assunto tem a ver com a pauta da mulher, o direito de andar, de se locomover de bicicleta, a pé e tudo o que isso implica, para a segurança e para o empoderamento da mulher.

6) E a convivência na Casa?

Promovemos uma outra forma de auto-organização, que é a convivência coletiva, nossa Casa é uma casa coletiva. Fazemos todas as atividades de forma coletiva, nós compartilhamos as coisas, o que tem para uma tem para todas, o que não tem para uma não tem para nenhuma. Assim elas vivenciam esse espaço de gerenciar os conflitos do cotidiano, e vão se apropriando disso. Elas começam a entender essa relação de espaço privado.

7) Como é o atendimento das mulheres procuram a Casa?

Quando as mulheres não conseguem atendimento nos serviços da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que participamos, nós fazemos esse processo de abrigamento, sobretudo nos casos que são mais complexos. Como exemplo, as mulheres que não são de Belo Horizonte, que não seriam enquadradas nas políticas locais por não serem da cidade ou mulheres que têm filhos maiores, e que se fossem para algum abrigo convencional público talvez precisariam ser desvinculadas dos filhos.

8) A violência atinge todas as mulheres?

Com certeza. Infelizmente a violência transpõe barreiras, ela não fica só em um determinado ambiente ou em uma única área. Por isso nossas atividades são mistas, para que haja possibilidade de diálogo entre os homens com a situação da violência.

 

 

 

#Ciência: Vacina contra o vírus Zika será testada em Minas Gerais

Por Keila Maia *
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A partir da esquerda, o imunologista Jeffrey Berthony, pesquisador da Fiocruz Minas e da George Washington (GWU), a infectologista Flávia Ribeiro, pesquisadora do Centro de Pesquisas do Hospital das Clínicas, e o infectologista David Diemert, professor da GWU. Foto: Fiocruz Minas.

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade George Washington (EUA) e da Fiocruz Minas estão participando de um grande estudo clínico de fase 2/2b de uma vacina experimental contra a infecção pelo vírus zika, em Belo Horizonte. Feita com parte do material genético do vírus, a vacina poderá produzir anticorpos capazes de promover uma resposta contra a infecção num indivíduo que é imunizado.

Chamada de “vacina de DNA contra zika”, a substância experimental já foi testada em seres humanos nos EUA, e o estudo clínico foi aprovado pelos comitês de ética e agências regulatórias nacionais e internacionais. Agora, será avaliada numa população expandida com a finalidade de estudar novos dados sobre a sua eficácia e segurança. Para essa nova fase, serão recrutados voluntários sadios, entre 15 e 35 anos, que morem em Belo Horizonte ou Região Metropolitana e que tenham disponibilidade para participar do estudo pelos próximos dois anos.

Os voluntários serão selecionados após a realização de uma avaliação clínica e de exames laboratoriais que serão oferecidos gratuitamente pela equipe do Hospital das Clínicas. Já a Fiocruz Minas ficará responsável pelo processamento do sangue e urina de todos os participantes da pesquisa, que serão testados para avaliar a eficácia, a resposta imune, e os efeitos da vacina no organismo.

“Faremos o processamento e armazenamento dos amostras dos participantes. Um dos objetivos do estudo é verificar se a vacina induz anticorpos que protejam contra o vírus zika”, explica o pesquisador e coordenador do estudo na Fiocruz Minas, Rodrigo Corrêa Oliveira.

Para se tornarem aptos a realizar o processamento das amostras, profissionais do Grupo de Imunologia Molecular e Celular da Fiocruz Minas passaram por um treinamento rigoroso e receberam um certificado internacional, habilitando-lhes a realizar esse tipo de trabalho.

“É uma atividade que envolve uma série de protocolos a serem seguidos e, por isso, requer todo um preparo. No Brasil, pouquíssimas pessoas estão autorizadas a desenvolver esse tipo de processamento de amostras”, afirma o pesquisador Jeffrey Michael Bethony, da Universidade de George Washington, que há cerca de 15 anos desenvolve projetos em parceria com a Fiocruz Minas como pesquisador visitante.

  • Para ler a matéria completa no site da Agência Fiocruz, clique aqui.

 

Fonte: Fiocruz Minas*.

#Curiosidade: Três cuidados que a grávida deve ter ao se exercitar

Crédito: Pexel / Reprodução.

Crédito: Pexel / Reprodução.

Você sabia que a mulher pode se exercitar durante a gestação? Os exercícios físicos ajudam a gestante a relaxar, melhoram a postura, diminuem a dor lombar e ainda combatem o risco de desenvolver diabetes gestacional. Os benefícios não param por aí: a prática ajuda fortalecer a musculatura do corpo da mulher. Os exercícios físicos também são recomendados para aliviar desconfortos causados pelas mudanças no organismo. Mas a prática deve vir acompanhada de cuidados para não atrapalhar a mãe nem a gestação.

Segundo a consultora técnica do Ministério da Saúde, Danielle Cruz, o primeiro passo é ter a liberação médica para praticar algum exercício físico. Outra medida é fazer com prescrição e acompanhamento de um profissional de Educação Física. Para Danielle, também é preciso levar em conta o histórico de atividades da futura mamãe.  Quem nunca fez nenhum exercício físico, após ficar grávida, não deve “pegar pesado” logo no início. Os exageros podem levar a problemas para a mulher e para a gestação. Também é importante organizar a prática do exercício físico na rotina, para evitar intermitências. Durante os exercícios, porém, é preciso se respeitar alguns sinais, entre eles sudorese excessiva, falta de ar, dor no peito e palpitação.

Cuidados necessários

  1. Ter a liberação médica e/ou da equipe de saúde é vital;
  2. Ser acompanhada por um profissional de Educação Física;
  3. Organizar a rotina e garantir a continuidade.

“Exercícios físicos de baixo impacto, que valorizem a sincronização da respiração com o movimento, como alongamentos, caminhadas, atividades aquáticas, yoga, tai chi chuan, bicicleta ergométrica”, enumera. Daniely Lopes Monteiro, servidora pública, pesquisou várias atividades físicas e levou em conta as indicações do médico e também as preferências pessoais. Ficou em dúvida entre academia, hidroginástica e yoga.

Crédito: iStock / Reprodução.

Crédito: iStock / Reprodução.

“Eu escolhi a yoga e sinto que me ajudou na respiração e também com umas posições que aliviaram as dores das contrações. Quando eu entrei em trabalho de parto, eu me lembrei dos exercícios e isso ajudou bastante”, explica. Outros cuidados importantes nesse período são fazer o acompanhamento pré-natal, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarros e suprir as necessidades diárias do organismo durante a formação do bebê com uma alimentação balanceada.

Depois do parto

Para voltar aos exercícios e perseguir a forma de antes da gravidez, também é necessário buscar aconselhamento especializado, com a aprovação do médico e o acompanhamento de profissional de educação física. As indicações devem variar de caso a caso, levando em conta, por exemplo, o tipo de parto e também as condições de saúde da mãe. Com tantas mudanças pela frente, a pressa não é uma boa nesse momento e o foco deve ser a adaptação à nova vida com o bebê.

 

 

Fonte: Portal Saúde Brasil.

#Evento: Seminário discute a Febre Amarela em MG para estudantes e profissionais de saúde

Crédito: Marcus Ferreira / SES-MG.

Crédito: Marcus Ferreira / SES-MG.

No dia 05 de abril, a partir das 14h, o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Rodrigo do Carmo Said, participa de um seminário na Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para falar a estudantes e profissionais de saúde sobre a situação da Febre Amarela em Minas Gerais e as ações para controle, enfrentamento e prevenção da doença por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O evento, coordenado pela professora da Enfermagem da UFMG. Deborah Malta, e é aberto a professores, estudantes de graduação e pós-graduação da UFMG, servidores das secretarias Estadual e Municipal de Saúde e profissionais da área da saúde. As inscrições, gratuitas, podem ser realizadas no Cenex da Escola de Enfermagem (sala 122), no campus Saúde, pelo e-mail cenex@enf.ufmg.br ou pelo telefone (31) 3409-9831.

Febre Amarela

No último boletim epidemiológico sobre a Febre Amarela divulgado dia 20 de março, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) de Minas Gerais relata que, desde o início do segundo período de monitoramento da doença, em julho de 2017, foram confirmados 396 casos da doença em território mineiro – 137 evoluíram para óbito e outros 650 casos continuam em investigação.

Para mais informações, acesse: www.saude.mg.gov.br/febreamarela 

Serviço:
Seminário atualiza situação da Febre Amarela em Minas Gerais
Data: 05 de abril / Horário: a partir das 14h.
Escola de Enfermagem da UFMG
Inscrições gratuitas pelo e-mail cenex@enf.ufmg.br ou pelo telefone (31) 3409-9831.
Localização: Avenida Alfredo Balena, 190, Centro, BH/MG.

#SaúdeELiteratura: Livro discute prostituição, direitos LGBT e travestilidade

bandeira trans

Em um ambiente político conturbado, mas também de conquistas de direitos LGBT – neste mês, o Supremo Tribunal Federal reconheceu o direito de travestis, mulheres e homens trans à mudança do nome e gênero no registro.

Diante deste contexto, a pesquisadora da UFMG, Olívia Paixão, lança o livro “Entre a batalha e o direito: prostituição, travestilidade e trabalho”. A obra pretende contribuir para a luta de travestis e transexuais pelo reconhecimento e efetivação de direitos daquelas que se prostituem.

Produzida com base em experiências no Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a obra apresenta temas relacionados à regulamentação e à efetivação de direitos de travestis e transexuais. O trabalho questiona a efetividade do Projeto de Lei Gabriela Leite, proposto pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), e demonstra o abismo existente entre o diploma legal e a real dinâmica envolvida nas esquinas e “pistas”.

“Essa obra é dedicada a todas as travestis que lutam cotidianamente por suas vidas. Que descem à pista, que batalham por seu aqué, que resistem. Gostaria de passar adiante toda a força e coragem que, dia após dia, essas pessoas foram capazes de transmitir. Este trabalho, em todas as suas limitações, deseja ser expressão de parte do que aprendi durante todo o período em que estive com elas”, explica a autora.

Formada em Direito pela UFMG, Olívia Paixão foi integrante do NUH/UFMG e, como pesquisadora, vivenciou experiências com as travestis, nos principais pontos de prostituição trans de Belo Horizonte. Atualmente, Olívia é pós-graduanda no Conselho Latino-americano de Ciências Sociais e cursa o Diploma Superior en Derechos Humanos y Diversidad Sexual.

O livro, com preço de capa de R$ 35, pode ser adquirido na loja virtual da Metanoia Editora.

Fonte: UFMG.

 

#Artigo: Blogs como forma de comunicação científica na era das redes sociais

Por Lilian Nassi-Calò*

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Nos anos 2.000 foram lançados milhares de blogs com alguma referência à ciência. Destes, cerca de 2.500 podiam ser considerados verdadeiramente científicos, muitos deles mantidos por instituições acadêmicas e periódicos renomados, porém também inúmeros deles escritos por estudantes de pós-graduação, pós-doutores, professores universitários, professores de ciências e jornalistas profissionais, segundo um estudo publicado em 2007 no periódico Cell1.

Web logs ou blogs certamente perderam momento desde a década passada, em função da plataforma de microblog Twitter e outras mídias sociais, que requerem menos tempo, esforço e dedicação para disseminar ideias ou opiniões. No entanto, o esforço e a dedicação são diretamente proporcionais ao resultado atingido por 280 caracteres (140 até recentemente) e um texto de, digamos, 800 palavras e talvez algumas imagens ou gráficos.

A despeito da presença ubíqua das mídias sociais em praticamente todas as áreas de atividade da sociedade, a prática de escrever blogs permanece viva e bastante ativa, especialmente na disseminação da ciência, segundo artigo publicado recentemente na Nature2. São inúmeros os motivos pelos quais pesquisadores e estudiosos se empenham em fazê-lo. Paige Jarreau enumera nada menos que 59 razões, divididas em nove categorias, que vão desde o prazer pessoal de escrever sobre algo que se tem interesse até tornar a ciência acessível a várias audiências, corrigir conceitos disseminados erroneamente e inspirar jovens a se interessar por carreiras científicas.

A construção de redes de colaboração e o fortalecimento de comunidades científicas é um dos motivos, aponta Stephen Heard, ecologista evolucional na University of New Brunswick , no Canadá: “Escrever blogs não é para qualquer um, porém é importante que as pessoas percebam que é uma forma dos cientistas falar com seus pares”.

Pesquisadores do Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha, realizaram uma pesquisa com 865 pesquisadores das áreas de ciências exatas e da saúde nascidos após 1981. Quinze por cento deles iniciaram um blog, mas poucos escreviam com frequência, alegando falta de tempo e que a prática não era muito popular em seu país.

No entanto, percebem que os blogs são apenas um formato digital para a comunicação da ciência e os pesquisadores que não utilizam nenhuma plataforma estão perdendo imensas oportunidades. Esta pesquisa revelou ainda que 70% dos pesquisadores acreditam que manter um blog – ou algum tipo de comunicação científica fora dos periódicos – ajuda a impulsionar a carreira e 90% afirmou que poderia atrair mentes brilhantes para a ciência. Allison McDonald, biologista celular na Wilfrid Laurier University, em Waterloo, Canadá, afirma que seu blog lhe permitiu consolidar uma rede de contatos e serve como fonte de ideias para novos projetos de pesquisa.

Indo ao encontro destes resultados, um recente estudo de pesquisadores brasileiros sobre a relação entre pesquisadores e jornalistas no país evidenciou vários aspectos positivos que decorrem da disseminação pública de resultados de pesquisa científica, como a obtenção de recursos para pesquisa de fontes públicas, melhorar a percepção e o impacto dos pesquisadores perante o público, atrair jovens colaboradores e estudantes e inclusive prestar contas à sociedade dos recursos investidos na pesquisa. Até mesmo uma relação direta foi encontrada entre a veiculação pública de um artigo e o número de citações recebidas.

Os interessados em iniciar um blog, entretanto, não devem esperar altos índices de acesso imediatamente. Heard, no entanto, afirma que o esforço será eventualmente recompensado. Em 2017 ele e outros colegas autores de blogs publicaram um estudo avaliando o impacto de seus blogs destinados à comunidade científica e sites dirigidos a pesquisadores sobre o empreendimento da ciência3. O blog mais popular da amostra considerada pelos autores (n=7) atingiu a mediana de 40.000 visualizações/mês, o segundo atingiu 20.000 e o terceiro, 10.000 visualizações /mês. Os autores salientam, no entanto, que alguns dos mais relevantes impactos dos blogs são impossíveis de quantificar, como reações individuais a determinados posts que motivaram mensagens aos seus autores.

Terry McGlynn, um ecologista da California State University em Carson relata que disseminou uma vaga em seu departamento através de seu blog e o elevado número de candidatos que se apresentaram fez elevar seu prestígio na instituição. Como consequência, McGlynn decidiu abrir uma oportunidade a outros em seu blog Rapid Ecology, aceitando contribuições em forma de posts para seu blog de qualquer pesquisador ou estudante de pós-graduação que cumprisse com os seguintes três critérios: ser relevante, ser substancial e ser correto. Assim, até o momento da submissão do artigo, o autor havia recebido contribuições de 30 cientistas que se dispuseram a enviar posts ocasionais.

A rápida disseminação das redes sociais – também na comunicação científica – “diluiu” o impacto dos blogs, segundo Jeremy Caplan, diretor de educação de jornalismo empreendedor na City University of New York Graduate School of Journalism. Contando com Twitter e Facebook para manter-se a par, “as pessoas não querem acompanhar 10, 20 ou 30 diferentes blogs de ciência”. A solução, segundo Caplan, seria postar em um blog e disseminar os posts através das redes sociais, direcionando os leitores para o conteúdo mais detalhado.

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*Perfil: Lilian Nassi-Calò é química pelo Instituto de Química da USP e doutora em Bioquímica pela mesma instituição, a seguir foi bolsista da Fundação Alexander von Humboldt em Wuerzburg, Alemanha. Após concluir seus estudos, foi docente e pesquisadora no IQ-USP. Trabalhou na iniciativa privada como química industrial e atualmente é Coordenadora de Comunicação Científica na BIREME/OPAS/OMS e colaboradora do SciELO.

Observação: Este artigo foi publicado originalmente Scielo.

#VidaSaudável: Cartilha alerta a população sobre consumo consciente da água

Foto: iStcok / Reprodução.

Foto: iStcok / Reprodução.

O Ministério da Saúde lançou na última semana a publicação Qualidade da Água para Consumo Humano: Cartilha para promoção e proteção da saúde. A cartilha foi elaborada para apoiar os profissionais da Saúde e Educação na orientação das famílias quanto aos cuidados com a água para consumo humano. O material tem como objetivo auxiliar na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida da população a partir de orientações, de forma simples e rápida, sobre as atividades de educação em saúde relacionadas à água para consumo humano, independentemente da forma de abastecimento utilizada.

A publicação apresenta o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua) e orienta sobre os cuidados que devemos ter com a água antes de ser consumida e com os reservatórios de água mais utilizados pela população, como caixas-d’água e cisternas, bem como recipientes e utensílios que entram em contato com a água. Esses cuidados ajudam na prevenção de diversas doenças e agravos de transmissão hídrica, tais como: doenças diarreicas agudas, hepatite A, febre tifoide, entre outras.

A cartilha traz ainda algumas medidas que podem ser desenvolvidas no domicílio para o uso consciente da água e a redução do desperdício.

 

Fonte: Blog da Saúde / Min. da Saúde.

#Capacitação: Inscrições abertas para curso sobre doenças infectocontagiosas

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Profissionais de saúde que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) já podem se inscrever no curso Doenças Infectocontagiosas na Atenção Básica à Saúde, ofertado pelo Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da UFMG (Nescon/UFMG), integrante da Rede UNA-SUS. A qualificação é destinada, prioritariamente, a médicos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas também é aberta a demais interessados de outras categorias profissionais.

O objetivo da capacitação é qualificar profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento, a prevenção e o controle das principais enfermidades infectocontagiosas prevalentes no Brasil.

 O curso

Com carga horária de 60h, divididas em 3 unidades, o curso visa proporcionar uma visão das principais medidas de vigilância e controle de agravos infectocontagiosos, bem como o manejo clínico.

As doenças infectocontagiosas são aquelas de fácil e rápida transmissão, provocadas por agentes patogênicos, como o vírus da gripe e o bacilo da tuberculose. Em algumas ocasiões para que se produza a doença é necessária a intervenção de outro organismo vivente chamado agente intermediário, transmissor ou vetor. No caso da dengue, por exemplo, o agente transmissor é o mosquito. Além da dengue e da tuberculose, o curso também aborda aspectos de vigilância de agravos como aids, influenza, malária, leishmaniose e abordagem da síndrome gripal.

Serviço

Curso Doenças Infectocontagiosas na Atenção Básica à Saúde

Inscrições: até 30/6/2018 por meio do portal da UNA-SUS

Público-alvo: médicos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e demais interessados de outras categorias profissionais

#Evento: SES-MG promove I Seminário Mineiro de Judicialização da Saúde

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Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promove, nos dias 02 e 03 de abril, o I Seminário Mineiro de Judicialização da Saúde. O evento, que ocorre no Grande Teatro do Palácio das Artes, tem como objetivo viabilizar a discussão  sobre este assunto com a participação dos diferentes atores envolvidos no processo.

O objetivo é permitir uma melhor compreensão da complexidade do tema, tendo em vista o crescimento exponencial da judicialização da saúde e seu impacto na execução de políticas públicas do setor. As inscrições estão abertas e podem ser feitas gratuitamente por meio do hotsite oficial.

judicialização da saúde pode ser entendida quando o usuário não consegue acesso a remédios e/ou tratamentos de saúde que ainda não estão padronizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou que se encontram em falta. Dessa forma, ele acaba procurando a Justiça para que o Poder Público possa oferecer essa assistência.

Para a subsecretária de Regulação em Saúde da SES-MG, Wandha dos Santos, o Seminário pretende, ainda, discutir e esclarecer procedimentos de incorporação e regulamentação de tratamentos, considerando todo o cenário e os impactos das medidas judiciais.

“Destacamos a importância de ampliar essa discussão com a sociedade, os diversos órgãos de controle e as variadas esferas de governo. Nesse sentido, incentivamos a ampla a participação de todos nesse primeiro encontro mineiro da judicialização da Saúde”, reforçou Wandha dos Santos. Abaixo, confira a programação:

Serviço:
Evento: I Seminário Mineiro de Judicialização da Saúde
Data: 02 e 03 de abril
Informações e inscrições pelo hotsite: www.saude.mg.gov.br/seminario 
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1.537, centro, Belo Horizonte (MG). Veja o endereço no mapa, abaixo: