Monthly Archives: abril 2018

#Curiosidade: Entenda como funciona a doação de rim

Créditos: Banco de imagens Pixabay

Créditos: Banco de imagens Pixabay

O transplante é única modalidade terapêutica que exige sempre a participação da sociedade. A doação é uma forma de seguro social, já que todos nós corremos o risco de virmos a necessitar de um órgão para nós mesmos ou para alguém da nossa família.

O que é transplante de rins?

 O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na transferência de um órgão saudável (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de um indivíduo, vivo ou falecido, para outra pessoa, a fim de compensar ou substituir uma função perdida. Sendo assim, no transplante de rim se implanta um rim sadio em um indivíduo portador de insuficiência renal terminal. Esse novo rim passará a desempenhar as funções que os rins doentes não conseguem mais manter. Um transplante de rim pode envolver um ou ambos os rins, se for de doador falecido, e apenas um se for de doador vivo. Na maior parte dos casos, apenas um rim é transplantado.

Felizmente, a terapia renal substitutiva, usualmente a hemodiálise, é capaz de manter as pessoas vivas por muitos anos. Entretanto, é indiscutível a vantagem do transplante para estes pacientes, já que aumenta a sobrevida e melhora muito a qualidade de vida dos doentes renais crônicos.

Quem pode autorizar a doação dos rins?

A legislação vigente no Brasil determina que a doação de órgãos ou tecidos da pessoa falecida somente ocorra sob a autorização legal do cônjuge, companheiro ou parentes maiores de idade, até segundo grau – pais, filhos, irmãos avós e netos. Alguns estados brasileiros, como o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, possuem iniciativas locais para o cadastro de pessoas que desejem manifestar a intenção de doar órgãos e tecidos após a morte. Ainda não existe um cadastro nacional de doadores de órgãos, embora a sua implantação esteja sob avaliação deste Ministério. Contudo, qualquer registro de vontade será apenas consultivo, no sentido de subsidiar a família no processo de decisão sobre a doação.

Posso doar meu rim em vida?

A fim de proteger os vulneráveis e garantir a lisura e ética do processo, a legislação determina que a doação em vida só pode ser realizada entre cônjuges ou parentes consanguíneos próximos. No caso de haver intenção de doar por amizade, em que o doador não é parente consanguíneo até quarto grau (ou seja, até primos-irmãos), a lei exige uma avaliação prévia pelas instâncias éticas do hospital e autorização de um juiz.

Posso vender meu rim?

A Constituição Federal e a Lei dos Transplantes proíbem qualquer tipo de comercialização de órgãos e tecidos. Desta forma, a doação precisa ser altruísta, ou seja, a única recompensa é fazer o bem.

Como é organizada a fila para transplante?

O processo de distribuição de um órgão doado é amparado legalmente, ocorre de forma segura e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, e pelas Centrais Estaduais de Transplantes. Para que seja feito um transplante com órgãos ou tecidos de um doador falecido, o paciente é inscrito no Cadastro Técnico Único, por meio de um sistema informatizado disponibilizado pelo Ministério da Saúde. Quem realiza a inscrição é a equipe médica de transplante (previamente autorizada pelo Ministério da Saúde), responsável pelo atendimento. Para que um órgão ou tecido doado a partir de uma pessoa falecida seja destinado a determinado paciente, são rigorosamente observados os critérios de seleção, que incluem gravidade, compatibilidade e tempo de espera em lista. Portanto, não há hipótese em haja direcionamento de órgãos provenientes de doadores falecidos sem que seja observado esse fluxo.

Como é a abordagem da família em caso de morte encefálica?

A doação dos seus órgãos e tecidos após a morte é um direito de todo o cidadão que falece em morte encefálica. Por isso, deve ser oferecida aos familiares por agentes do sistema de saúde, treinados para estes esclarecimentos e para o acolhimento da família em suas dúvidas e decisões, sempre que não houver contraindicações que comprometam a saúde dos receptores. Não se admitem vazamentos de informações sobre doentes hospitalizados e ainda menos que seus familiares sejam procurados e pressionados a doar órgãos e tecidos. Esse tipo de conduta é ilícita, pois a confidencialidade da identidade do doador está garantida no decreto 9175/17, que regulamenta a Lei dos Transplantes.

A morte encefálica é um diagnóstico que está padronizado por protocolo do Conselho Federal de Medicina e, sendo conclusivo quanto à morte de qualquer pessoa, deve ser comunicado pela direção dos hospitais ou seus representantes, às autoridades sanitárias. Essa notificação é feita à Central Estadual de Transplantes.

#SaúdeEntrevista: Especialista da SES-MG reforça a importância da vacina contra a Gripe

Por Míria César 

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Na próxima segunda-feira (23/04), começa a Campanha de Vacinação contra a Gripe (Influenza) que vai até 1º de junho. O Dia D de mobilização nacional está previsto para 12 de maio (sábado). O objetivo da campanha é imunizar 90% das mais de 5,5 milhões de pessoas que fazem parte do público prioritário, ou seja, cerca de 5.034.284 pessoas.

  • Clique aqui e confira uma matéria completa no site da SES-MG sobre este assunto.

A Influenza, também conhecida como gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país. Para falar mais sobre este assunto, conversamos com a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Janaína Fonseca Almeida. Confira:

1) Porque mobilizar a população prioritária para a vacinação contra a Gripe?

A vacina contra a Gripe é muito importante, pois ela tem contribuído, ao longo dos anos, para a redução de complicações, internações e óbitos, especialmente na população de risco, que são as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos maiores de 60 anos, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, entre outros.

2) Qual é a importância da população prioritária se vacinar e qual é a expectativa de público vacinado para esse ano?

O maior benefício conferido pela vacina da Influenza é a redução de complicações, internações e óbitos, especialmente na população de risco: crianças menores de 5 anos, idosos maiores de 60 anos, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, etc.

Expectativa de vacinação em Minas Gerais é:

  • População a vacinar – 5.593.649 indivíduos
  • Meta (90%) – 5.034.284 indivíduos

3) Sobre a segurança da vacina: muitas pessoas têm medo de tomarem a vacina e acham que vão ficar gripadas. Isso procede?

As vacinas influenza sazonais tem um perfil de segurança excelente e são bem toleradas. As vacinas utilizadas pelo PNI durante as campanhas de vacinação contra influenza são constituídas por vírus inativados, fracionados e purificados, portanto, não contêm vírus vivos e não causam a doença. Manifestações como dor no local da injeção, eritema e enduração ocorrem em 15% a 20% dos pacientes, sendo benignas autolimitadas geralmente resolvidas em 48 horas. Pode ocorrer febre, mal estar e dor no corpo de 6 a 12 horas após a vacinação e persistir por um a dois dias, sendo notificadas em menos de 1% dos vacinados. Estas reações são benignas e autolimitadas.

4) Sobre contra quais os tipos de vírus essa vacina de 2018 irá proteger?

É uma vacina trivalente que protege contra os três principais vírus da Influenza:

  • Influenza A/H1N1
  • Influenza A/H3N2
  • Influenza B

5) E porque houve mudança na data da Campanha de vacinação esse ano?

Esta mudança se deu em virtude do atraso da entrega da vacina pelo Instituto Butantan.

6) Quem pode receber a vacina pelo SUS?

Neste ano, o público prioritário para receber a vacina contra a Gripe são:

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias);
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • Gestantes;
  • Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto);
  • Mulheres e homens com 60 anos ou mais;
  • Trabalhadores de saúde;
  • Povos indígenas;
  • Pessoas privadas de liberdade;
  • Portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais que comprometam a imunidade;
  • Professores de escolas públicas ou privadas.

 

#VacinaGripe: SES-MG lança Campanha de Vacinação contra gripe na próxima 2ª feira (23/04)

Por Míria César 

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Com o tema “Pra enfrentar a gripe, vacine-se”, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lança, nesta segunda-feira (23/04), a Campanha de Vacinação contra a Gripe (Influenza) que vai até 1º de junho. Já o Dia D de mobilização nacional está previsto para 12 de maio (sábado). O objetivo da campanha é imunizar 90% das mais de 5,5 milhões de pessoas que fazem parte do público prioritário, ou seja, cerca de 5.034.284 pessoas.

Para a Diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaína Fonseca Almeida, a vacinação é uma das principais estratégias de prevenção da Gripe. “A vacina é muito importante, pois ela tem contribuído, ao longo dos anos, para a redução de complicações, internações e óbitos, especialmente na população de risco, que são as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos maiores de 60 anos, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, entre outros.”, disse.

Ainda, segundo Janaína, quem tomar a vacina não ficará gripado, como muitos pensam. O que pode ocorrer, em alguns casos, são “manifestações, como dor no local da injeção, eritema e enduração, que ocorrem em 15% a 20% dos pacientes, geralmente resolvidas em 48 horas. Pode ocorrer também febre, mal estar e dor no corpo de 6 a 12 horas após a vacinação e persistir por um a dois dias, sendo notificadas em menos de 1% dos vacinados. Estas reações são benignas e autolimitadas”, explicou. A cobertura vacinal no Estado em 2017 foi de 91,2%. Mesmo tendo alcançado a meta geral, grupos como crianças e gestantes, alcançaram pouco mais de 80%.

  • Clique aqui para ler a matéria completa no site da SES-MG.

#Dica: Editora Fiocruz celebra Dia do Índio com sugestão de livros e DVDs

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A saúde indígena é uma das áreas de atuação da Editora Fiocruz. Em seu catálogo, destaca-se a coleção Saúde dos Povos Indígenas, que reúne estudos originais sobre os mais diversos aspectos do processo saúde-doença dos povos indígenas. Os livros da coleção têm como objetivo contribuir para a construção de enfoques teóricos e técnicos inovadores que, no tocante à saúde, possibilitem estabelecer relações socialmente mais justas entre a sociedade brasileira e os povos indígenas.

O catálogo da Editora inclui, ainda, as obras Os índios no Império do Brasil: a etnografia do IHGB entre as décadas de 1840 e 1860, da coleção História e Saúde, e Vigilância alimentar e nutricional para a saúde indígena (volumes 1 e 2), em coedição com a Educação a Distância (EAD/Fiocruz). Elas, porém, encontram-se esgotadas e ainda não disponíveis em formato eletrônico.

Na livraria virtual da Editora Fiocruz, além de livros sobre saúde indígena, também é possível adquirir DVDs que abordam a temática. São eles Baniwa: uma história de plantas e curas e Ehcimakî Kirwañhe: um debate na saúde indígena, que levam o selo Fiocruz Vídeo da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz.

Saúde dos Povos Indígenas teve seu primeiro título publicado em 2003 e conta hoje com seis volumes:

Medicinas Indígenas e as Políticas da Tradição: entre discursos oficiais e vozes indígenas

O livro busca contribuir para a consolidação do direito indígena à atenção diferenciada à sua saúde, considerando as relações historicamente construídas entre povos indígenas e Estado.

 

 

Poder, Hierarquia e Reciprocidade: saúde e harmonia entre os Baniwa do Alto Rio Negro

Resultado de ampla pesquisa na qual a autora apresenta os diversos aspectos que compõem o complexo mundo baniwa, a importância que a doença ocupa nele, suas especificidades, sua cultura, seu modo estóico de vida, suas inter-relações com outros grupos étnicos do Alto Rio Negro, Amazonas.

 

 

Processos de Alcoolização Indígena no Brasil: perspectivas plurais

O livro descreve e analisa as características específicas dos diversos modos de uso de álcool em diferentes povos indígenas brasileiros. Os capítulos trazem relatos teóricos, etnográficos, historiográficos e de intervenções culturalmente orientadas.

 

 

Saúde Indígena em Perspectiva: explorando suas matrizes históricas e ideológicas

O livro analisa o contexto político e institucional que originou o SUS e, particularmente, o Subsistema de Saúde Indígena. Assinala as diferenças e as dificuldades, mas também aponta caminhos de articulação possíveis entre o sistema médico oficial e o sistema indígena.

 

 

Demografia dos Povos Indígenas no Brasil e Transformação e Persistência: antropologia da alimentação e nutrição em uma sociedade indígena amazônica

O livro traz a experiência do autor em sua convivência com os Wari’ (ou Pacaás Novos), povo indígena mais numeroso no estado de Rondônia, com cerca de 2.700 indivíduos.

 

 

Os dois últimos disponíveis em acesso aberto no portal SciELO Livros.

No SciELO Livros também é possível fazer o download gratuito dos títulos:

Epidemiologia e Saúde dos Povos Indígenas no Brasil

Escrito por pesquisadores estudiosos das mais diferentes vertentes do assunto, traz importante e inovadora contribuição a tema que vem emergindo como de grande importância no âmbito da saúde coletiva no Brasil nos últimos anos.

 

 

Saúde & Povos Indígenas.

Este livro, lançado em 1994, foi um dos primeiros títulos publicados pela Editora Fiocruz e o primeiro sobre essa temática. Traz contribuições que exploram aspectos biológicos, culturais e sociais da dinâmica de saúde e de doença de tais povos a partir de uma perspectiva bioantropológica.

 

 

#Ciência: Unimontes avança em pesquisas sobre as condições indígenas em Minas Gerais

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Foto: Unimontes / Reprodução.

A ocupação do território, os direitos e os costumes dos povos indígenas em Minas Gerais e no Brasil são objeto de estudos realizados pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Os trabalhos são desenvolvidos pelos professores do Grupo de Estudos de Etnologia Indígena, que conta com integrantes de três departamentos da instituição.

Nesta quinta-feira (19/04), quando se comemora o Dia do Índio, será realizada em Montes Claros uma jornada especial, que terá como tema central “A questão Indígena: violação de direitos em Minas e no Brasil”, composta por oficina e mesa redonda, abertas gratuitamente à comunidade. Pela manhã, a partir das 10 horas, será promovida no Centro Cultural de Montes Claros a primeira etapa do evento, com discussão sobre “A Temática Indígena nas Escolas”.

Às 19 horas, haverá a mesa redonda “Reflexões a partir de Itinerários e Etnográficos”, no auditório do prédio 3 – do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), no campus-sede. Atualmente, a população indígena do Brasil é de cerca de 900 mil indivíduos, espalhados por todas as unidades da Federação, somando mais de 240 povos. Dados históricos apontam que no século XVI o País alcançou uma população de 4 milhões de índios.

Estudos abrangentes

O Grupo de Estudos de Etnologia Indígena é integrado por professores dos Departamentos da Unimontes de Filosofia (Heiberle Hirsgberg Horácio), de Política e Ciências Sociais (Andrea Jakubasko, Carlos Caixeta de Queiroz e Fabiano José Alves de Souza) e Geociências (Cássio Alexandre da Silva). São realizados estudos de textos da etnologia indígena sobre as diversas comunidades indígenas, entre eles os povos Xakriabá, Pataxó e Krenak, que habitam o território mineiro. Os projetos de pesquisa são submetidos individualmente pelos professores ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) da Universidade.

“O grupo de Estudos Etnologia Indígena busca realizar leituras de obras que procuram compreender as formas de vida social, os contextos ambientais, os sentidos das manifestações simbólicas e a organização dos povos indígenas”, afirma o professor Heiberle Hirsgberg. “Em nossas pesquisas individuais, nos concentramos em falar com os índios – e não em falar pelos índios, em produções que colaborem nas defesas dos direitos dos povos indígenas”, afirma o pesquisador.

Foto: Guilherme Cavalli/Cimi.

Foto: Guilherme Cavalli/Cimi.

Heiberle realiza trabalhos de pesquisa com o povo indígena Xakriabá, que envolve em torno de 11 mil índios, distribuídos por 33 aldeias numa extensão de 54 mil hectares, no município de São João das Missões (Norte de Minas). Ele desenvolveu o estudo “A Religiosidade do Povo Indígena Xakriabá”, ao concluir o pós-doutorado em Ciências Sociais na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Atualmente, o professor Heiberle coordena na Unimontes o projeto de pesquisa “Dinâmicas da Religiosidade do Povo Indígena Xakriabá”, bem como realiza oficinas de como tratar a temática indígena nas escolas.

O mesmo povo indígena é estudado pelo professor Cássio Alexandre da Silva. Ele realizou a pesquisa “A Natureza de um Território no Sertão do Norte de Minas Gerais: A Ação Territorial dos Xacriabás”. Ele concluiu o doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e coordena o projeto “Uma Cartografia Social nas Comunidades Limítrofes da Terra Indígena Xakriabá no Norte de Minas Gerais”.

Outro integrante do grupo, o professor Carlos Caixeta escreveu a monografia de conclusão de curso “A Construção de uma Identidade: o Caso das Relações entre Índios Krenak e Brancos (1992)” e a dissertação “Punição e Etnicidade: Estudo de uma Colônia Penal Indígena”, no mestrado em Sociologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A professora Andrea Jakubasko, que tem experiência em política indigenista, produziu a dissertação “Imagens da Alteridade: um estudo da Experiência Histórica dos Enawene, Nawe” (do Mato Grosso), em curso de mestrado em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Já o professor Fabiano José Alves de Souza coordenou o projeto de pesquisa “Cosmologia, História e Agência Indígena: os Pataxós (MG) e seus ‘outros’ encantados” e escreveu a tese “Os Pataxós em Morros Brutos e Terras Fanosas – Descortinando o Movimento das Puxadas de Rama”.

 

 

Fonte: Unimontes.

 

#VocêEncontraNoSUS: Ações de prática corporal e atividade física; saiba mais!

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Sim! Tem atividade física no Sistema Único de Saúde (SUS), sim!  Elas são ofertadas na Atenção Primária à Saúde, em âmbito municipal, por profissionais de educação física na saúde, fisioterapeuta, e outras categorias, desde que tenham a capacitação para a temática. As ações de prática corporal e/ou atividade física dentro da saúde pública visam o aumento do gradiente de saúde da população, a diminuição do sedentarismo e a melhoria da qualidade de vida.

O município tem autonomia para decidir as melhores atividades a serem ofertadas devendo considerar as preferências e as necessidades do público-alvo, em consonância com a realidade local. Essas atividades devem ter efetiva ligação com as demandas do território para que sejam incorporadas no cotidiano dos indivíduos e para que os mesmos possam usufruir de todos os seus benefícios. Por isso, que tal procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa?

  • Clicando neste link, você também confere a lista de municípios que possuem Polo do Programa Academia da Saúde.

Campanha #VidaSaudável

Nesse ano, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) propõe como tema da Campanha #VidaSaudável o resgate das atividades culturais do estado como danças, jogos e brincadeiras para trabalhar o conceito da atividade física e saúde, focando na inclusão da atividade física na rotina diária dos indivíduos. Para isso, convidamos os profissionais de saúde a desenvolver e estimular atividades que contemplem práticas corporais, lazer, jogos, danças, apresentações culturais e outros, que também valorizem os saberes populares e tradicionais da cultura local.

Os mais diversos espaços já existentes no município podem ser aproveitados para desenvolver essas atividades, como por exemplo os polos do Programa Academia da Saúde, a Unidades Básicas de Saúde, escolas, e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

 

#Cidadania: Prorrogadas as inscrições para concurso de vídeos sobre desconstrução do machismo nas escolas

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O prazo para participar do concurso de vídeos “Desconstruindo Práticas Machistas No Cotidiano das Escolas” foi ampliado até o dia 18 de maio deste ano. A iniciativa, lançada durante a segunda edição do projeto Educa e Empodera as Minas, no dia 8 de março, é realizada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE), em parceria com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac) e com a emissora Rede Minas.

O objetivo do concurso é debater sobre o machismo e a importância da desconstrução desse conceito dentro das escolas. “Uma das premissas da Educação em Direitos Humanos é promover a discussão de todas as formas de violência, e o machismo é uma das que estão mais estruturadas na sociedade, e nem é preciso dizer que isso prejudica muito as mulheres, e muitas vezes até os homens. Por isso, a gente precisa levar para dentro das escolas os debates sobre machismo e sobre as questões de gênero para, inclusive, fazer a prevenção de violências e conflitos. Os estudantes precisam estar conscientes e ser protagonistas desse processo”, disse a coordenadora de Educação em Direitos Humanos da SEE, Kessiane Goulart.

A superintendente de Autonomia Econômica das Mulheres e Articulação Institucional da Sedpac, Renata Rosa, esteve presente na inauguração do concurso e, animada, deixou seu recado para os estudantes. “Minas Gerais tem 853 municípios, e o debate sobre o machismo e a luta a favor dos direitos e igualdades das mulheres têm que chegar a todos eles. E nada melhor que envolver nossos meninos e meninas estudantes da rede estadual de ensino nesse processo de desconstrução das relações desiguais de poder, por meio de suas produções de vídeo. Precisamos espalhar um novo tempo de bem viver e a escola é o lugar ideal para começar esse movimento”, disse.

Os vídeos poderão ser produzidos por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e pelos alunos do ensino médio, e cada escola estadual poderá enviar dois vídeos, um sobre cada eixo: “Empoderamento de Jovens Meninas”, que visa expor o reconhecimento das mulheres na sociedade, do seu valor, de suas conquistas e de suas lutas por direitos; e “Meninos Pelo Fim da Violência”, que pretende mostrar os jovens adolescentes como não como protagonistas dos atos violentos, e sim da luta pelo fim deles.

Os vídeos podem ser feitos com celulares, câmeras digitais ou outros equipamentos de filmagem que os alunos tiverem às mãos. Serão selecionadas 10 produções de cada eixo e as vencedoras serão veiculadas na programação da Rede Minas. Além disso, os produtores dos vídeos escolhidos ganharão uma visita ao PlugMinas, em Belo Horizonte, para conhecerem mais sobre o espaço onde o foco é o protagonismo juvenil.

 

Fonte: Agência Minas.

Tuberculose Ganglionar: conheça a doença que afetou a cantora Simaria

Crédito: Divulgação Facebook

Crédito: Divulgação Facebook

A cantora Simaria, da dupla sertaneja com Simone, foi diagnosticada nesta terça-feira (17/04) com tuberculose ganglionar. A doença a manterá afastada dos palcos por um tempo, enquanto realiza o tratamento. Mas você sabia que essa é uma forma mais rara da doença e que, diferentemente do tipo mais comum, ela não é transmitida de pessoa para pessoa? A gente te explica:

Conheça a doença

A tuberculose é uma doença causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos e sistemas do corpo, como é o caso da tuberculose ganglionar, que acomete os gânglios linfáticos – também conhecidos como linfonodos. Essa é também o tipo mais comum de tuberculose extrapulmonar, principalmente em adolescentes e jovens adultos.

Além do aumento dos gânglios com dor local, os sintomas normalmente estão associados aos da tuberculose pulmonar, como emagrecimento, febre e queda do estado geral. O diagnóstico costuma se dar após o paciente ser examinado por apresentar dores no corpo, principalmente na região cervical, além de febre. Estresse e queda do sistema imunológico também estão associados às causas da doença.

Tratamento no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a prevenção e o tratamento para todas as formas de tuberculose. No caso da tuberculose ganglionar, o tratamento inclui o uso de antibióticos, além de um reforço na alimentação, e não apresenta sequelas. Para êxito no tratamento, é importante que o paciente tome os medicamentos de forma regular e diariamente, e no tempo previsto, geralmente por 6 meses, no mínimo.

Quer saber mais sobre Tuberculose? No site da SES-MG você encontra uma página especial sobre a doença, com informações sobre sintomas e tratamento. Acesse: www.saude.mg.gov.br/tuberculose.

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#VidaSaudável: Pesquisadora da UFMG analisa os os efeitos do programa Academia da Cidade na saúde da população de BH

 Foto: Edanise Reis / PBH / Reprodução.

Foto: Edanise Reis / PBH / Reprodução.

Será que a presença de equipamentos públicos de exercícios é capaz de modular ou interferir na prática de atividade física daqueles que residem mais próximo do programa Academia da Cidade, em Belo Horizonte (MG)?

Foi a partir deste questionamento que a pesquisadora Amanda Souza, que é pós-doutoranda da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenadora do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH), resolveu analisar como as características físicas e sociais do ambiente, como presença de árvores e segurança, influenciam na prática de atividade física de lazer.

O estudo também avaliou os efeitos do programa Academia da Cidade e os impactos positivos causados até para pessoas que não utilizavam os equipamentos, considerando um raio de 500 metros de um polo do programa. A pesquisa foi realizada com 4.048 moradores de dois distritos sanitários de Belo Horizonte, Barreiro e Oeste.

Intitulada Atividade física e medidas subjetivas e objetivas do ambiente em adultos residentes em um centro urbano: estudos saúde em Beagá e observação social sistemática, a tese foi defendida em agosto de 2017. Para ler o estudo completo, clique aqui. Confira mais detalhes deste estudo nesta reportagem da TV UFMG:

 

#EAD: UNA-SUS lança curso voltado para a saúde das populações do Campo, da Floresta e das Águas

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A Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) está com matrículas abertas para o novo curso gratuito, na modalidade de educação a distância (EAD), sobre “Atenção Integral à Saúde das Populações do Campo, da Floresta e das Águas”. Profissionais de saúde interessados no tema poderão se matricular até abril de 2019. Para fazer a sua inscrição, clique aqui.

Oferecido pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e Fiocruz Mato Grosso do Sul, o curso foi validado pela Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, por meio do Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social (SGEP/DAGEP) e pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), ambas do Ministério da Saúde.

A oferta tem por objetivo adequar as competências dos profissionais de saúde que atuam nestas áreas, qualificando o cuidado à saúde dessas populações. Além disso, o curso promove a reflexão sobre os serviços de assistência à saúde oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a população, bem como amplia as competências necessárias para que a atenção à saúde seja universal, equânime, integral, centrada nas necessidades e especificidades das pessoas, respeitando a competência cultural dos indivíduos e comunidades dessas categorias.

Com carga horária de 60 horas, as quatro unidades do curso tratam da diversidade das populações do campo, da floresta e das águas; da gestão do cuidado por ciclo de vida e vulnerabilidade, além dos agravos de maior prevalência e, por fim, a atenção às situações de risco à saúde dessas pessoas.

#VocêSabia: Dona Ivone Lara dedicou maior parte de sua vida à saúde pública

Dona Ivone Lara em dezembro de 2015 - Divulgação.

Dona Ivone Lara em dezembro de 2015 – Divulgação.

Com a morte da cantora e compositora Dona Ivone Lara, o Brasil não perde somente um dos maiores nome do samba nacional. Poucos sabem, mas Ivone Lara dedicou a maior parte de sua vida adulta à área da saúde pública.

Já aos 17 anos, começou a estudar na Escola de Enfermagem Alfredo Pinto e passou a trabalhar como plantonista de emergência. Aos 25, foi contratada pelo Instituto de Psiquiatria do Engenho de Dentro. Especializada em terapia ocupacional, Ivone Lara trabalhou no Serviço Nacional de Doenças Mentais com a doutora Nise da Silveira, médica que revolucionou o tratamento psiquiátrico no Brasil.

Ivone Lara teve papel fundamental na revolução empreendida por Nise da Silveira. A outrora enfermeira percorreu quilômetros de estrada pelos municípios do Rio e estados vizinhos, localizando mães, pais, avós e tios que haviam abandonado seus familiares no hospital, acreditando que não havia mais nada a ser feito por eles – afinal, esse era o diagnóstico que ouviam dos próprios médicos.

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Acervo família da artista, s/d

Ivone também colaborou para que a música pudesse ser remédio para aquelas pessoas, usando seus contatos para conseguir  patrocínio e comprar instrumentos musicais para o Engenho de Dentro. Com isso, criou uma oficina de música, que passou a apoiar festas e eventos de socialização entre os pacientes, seus familiares e os funcionários do hospital. Na oficina  estão as raízes mais profundas de um bloco de carnaval, o Loucura Suburbana, que até hoje desfila anualmente pelas ruas vizinhas ao hospital.

Ivone Lara permaneceu por 37 anos no Instituto de Psiquiatria do Engenho de Dentro  – hoje Instituto Municipal Nise Da Silveira – até se aposentar. Somente aos 56 anos de idade, Ivone passou a dedicar-se exclusivamente à música, lançando em 1978 seu primeiro disco, “Samba Minha Verdade, Samba Minha Raiz”. Dona Ivone Lara morreu na noite desta segunda-feira (16/04), no Rio de Janeiro com uma parada cardiorrespiratória. A sambista estava internada desde a última sexta-feira — dia em que completou 97 anos — quando deu entrada com quadro de anemia.

No filme "Nise - O Coração da Loucura", Ivone Lara foi interpretada pela atriz Roberta Rodrigues.

No filme “Nise – O Coração da Loucura”, Ivone Lara foi interpretada pela atriz Roberta Rodrigues.

Fonte: O Globo e Blog Daniela Name