#SaúdeEntrevista: Referência Técnica da SES-MG esclarece dúvidas sobre Meningites

By | 24 de abril de 2018
Por Paula Gargiulo 

Dia Mundial de Enfrentamento à Meningite (1)

Nesta terça-feira (24/04), é celebrado o Dia Mundial de Enfrentamento à Meningite. A data foi criada para alertar a população em geral sobre os riscos da doença, modos de prevenção e a importância do diagnóstico. Por isso, o #BlogDaSaúdeMG conversou com a Referência Técnica em Meningites e Varicela da Secretária de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fernanda Barbosa, para falar um pouco sobre as doenças, vacinação, formas de prevenção e diagnóstico. Confira:

1) O que é a Meningite?
A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

2) Quais são os tipos de meningite e os sintomas de cada uma?
A doença pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas, ou ainda, por processos não infecciosos. Os sintomas são febre, dor de cabeça, vômitos, rigidez na nuca ou dores no pescoço. É importante observar também confusão mental e sonolência. Nos recém-nascidos e lactantes, pode ocorrer irritação e falta de apetite. O aparecimento de manchas vermelhas ou roxas na pele indica quadro grave.

3) Qual a diferença entre os tipos de meningite?
A meningite bacteriana, com destaque para a meningocócica que é causada por meningococo, preocupa devido sua alta mortalidade. Cerca de 500 mil casos ocorrem no mundo e 50 mil desses casos evoluem para óbito. As meningites bacterianas precisam de tratamento imediato com antibióticos específicos. A meningite viral não apresenta quadro grave, porém exige hospitalização e acompanhamento médico. O tratamento inclui repouso e cuidados gerais.

4) O SUS fornece tratamento para a doença?
As meningites bacterianas precisam de tratamento imediato com antibióticos específicos, fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em ambiente hospitalar. Após 24h do início do uso de antibiótico, o doente deixa de transmitir a bactéria. As pessoas que tiverem contato próximo com pessoas que receberam o diagnóstico de meningite causada por bactérias deverão receber medicação preventiva. Essa medida é realizada pelo serviço de saúde local, na residência, na creche e em outras situações específicas no sentido de interromper a cadeira de transmissão da doença.  Para as meningites virais, o tratamento inclui repouso e cuidados gerais e não precisa ser tratada com antibióticos.

5) Quais as formas de prevenção da doença?
Existem vacinas para prevenir as meningites, mas não para todos os tipos de vírus e bactérias. A imunização é recomendada pelas sociedades médicas e são indispensáveis para garantir a proteção individual e coletiva.  Os vírus que causam a meningite podem ser transmitidos pela saliva ou pelas fezes. Já as bactérias geralmente são transmitidas de pessoa para pessoa pelo contato com a saliva. O hábito de lavas as mãos frequentemente com água e sabão ou de usar produtos para a limpeza das mãos à base de álcool gel pode ajudar a interromper a disseminação de muitos vírus e bactérias causadores da meningite. Evitar compartilhar alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres, também ajuda a interromper a transmissão da doença.

6) Qual a importância do Dia Mundial de Enfrentamento à Meningite?
É um dia para alertar aos pais e a toda população em geral sobre a importância da prevenção, além de conscientizar sobre o diagnóstico precoce uma vez que alguns sintomas da doença podem ser confundidos com outras doenças.

7) Qual é o público prioritário da vacina contra meningite?
Minas Gerais foi o primeiro estado do país a introduzir a vacina contra meningite C, em 2009. A vacina é disponibilizada para crianças menores de 2 anos e também para adolescentes de 11 a 14 anos. A faixa-etária será ampliada gradativamente até 2020, quando serão incluídas criadas e adolescentes com 09 até 13 anos.

8) Qual a importância da vacinação contra Meningite?
A vacinação é uma ação de saúde bem sucedida pois protege a população de doenças evitáveis pela vacina, além de evitar óbitos. Ela proporciona proteção para as pessoas que não são contempladas diretamente com a imunização, ou seja, realiza o efeito da imunidade de rebanho, proteção indireta das pessoas não vacinadas.

  • Para ler a matéria completa sobre este assunto no site da SES-MG, clique aqui.

 

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