#Talassemia: Hemominas e Abrasta compartilham conhecimento sobre o tratamento da doença

By | 10 de maio de 2018
Por Hemominas 

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O Dia Internacional da Talassemia, comemorado na última terça-feira (08/05), foi marcado por encontros importantes na Fundação Hemominas. No período da manhã, ocorreu uma roda de conversa em que foram tratados temas como os avanços no tratamento da doença e ações realizadas em nível nacional em busca de maior qualidade de vida para os talassêmicos.

Estiveram presentes na roda de conversa o vice-presidente da Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta), Eduardo Fróes, e a responsável pelo Apoio ao Paciente em Belo Horizonte, Mariane Ferreira. Representando a Fundação Hemominas, a coordenadora do Hemocentro de Belo Horizonte, Priscila Rodrigues, e integrantes da equipe de atenção multidisciplinar do HBH compartilharam experiências, ideias e expectativas para o tratamento da talassemia.

Eduardo Fróes demonstrou satisfação por estar na Hemominas. Segundo ele, é uma oportunidade para fortalecer a relação que já existe há muito tempo. Fróes compartilhou algumas expectativas positivas sobre novas parcerias. “Estamos em busca de parcerias com grandes hospitais no Brasil. Já obtivemos algumas respostas positivas, e, caso realmente ocorra essa cooperação, os pacientes terão mais facilidade para realização de exames.”

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Ele afirmou que as situações e casos apresentados durante o encontro serão discutidos internamente na Abrasta visando o favorecimento da estrutura dos hemocentros no que tange ao benefício do tratamento da talassemia. No período da tarde, a presidente da Fundação Hemominas, Júnia Cioffi, também recebeu os representes da Abrasta que se reuniram em prol de beneficiar os pacientes portadores de talassemia no estado de Minas Gerais.

Sobre a doença

Também conhecida como anemia do Mediterrâneo, a talassemia é uma doença hereditária que foi introduzida no Brasil por habitantes de países do Mediterrâneo (portugueses, espanhóis, italianos, gregos, egípcios, libaneses). Quem apresenta a doença produz quantidades muito pequenas de hemoglobina normal. Existem dois tipos de talassemia – alfa e beta – que podem manifestar-se nas formas: menor, intermediária e maior. A forma menor, também conhecida como traço talassêmico, produz grau de anemia leve, assintomático e que pode passar despercebido.

Na forma intermediária, a deficiência da síntese de hemoglobina é moderada e possui consequências menos graves. Já na talassemia maior, também conhecida como anemia de Cooley, os principais sintomas apresentados caso o paciente não receba o tratamento adequado são: anemia intensa, aumento do baço e fígado, atraso no crescimento e desenvolvimento ou alterações ósseas.

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Quem apresenta talassemia menor não necessita de tratamento específico. As pessoas com talassemia intermediária podem necessitar de transfusões de sangue. Na forma maior, são necessárias transfusões de sangue regulares e uso de medicamentos responsáveis por retirar o excesso de ferro que se acumula em determinados órgãos. Em alguns casos, o transplante de medula óssea pode ser uma solução terapêutica.

Atendimento multidisciplinar

A Fundação Hemominas oferece atenção multidisciplinar aos pacientes com coagulopatias hereditárias e hemoglobinopatias. Os pacientes recebem cuidados integrais, com vários profissionais de saúde. As ações de atenção primária à saúde são realizados na rede pública de saúde. Dependendo da unidade, a equipe profissional é composta por: médicos hematologistas, médicos infectologistas, pediatras, ortopedistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, dentistas, psicólogos, pedagogos e por uma equipe de enfermagem.

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