#Curiosidade: Funed alerta para a importância das abelhas para a saúde e meio ambiente

By | 21 de maio de 2018
Por Luciane Marazzi / Funed 
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Crédito: Luc Viatour / Wikimedia Commons / Reprodução.

Neste último domingo (20/05) foi comemorado em todo o planeta o Dia Mundial das Abelhas. A data comemorativa, proclamada pela Organização das das Nações Unidas (ONU), foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável, cujo impacto afeta questões ligadas ao meio ambiente e a saúde.

As abelhas são conhecidas pela produção de mel, cera, geleia real e veneno, mas o que pouca gente sabe é que esses seres vitais para o planeta são responsáveis pela polinização de 70% das culturas agrícolas e estão correndo o risco de desaparecerem.

Apesar da importância desses insetos na manutenção e no desenvolvimento das áreas verdes, na renovação das matas e florestas, que contribuem com a geração do oxigênio necessário a toda forma de vida no planeta, as abelhas estão desaparecendo em áreas do mundo todo. No Brasil, esse desaparecimento já se manifesta em vários estados, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

Mas por que as abelhas estão desaparecendo? A resposta está na própria natureza e especialmente na ação do homem sobre o planeta. Doenças, pragas, fungos, ácaros, vírus, mudanças climáticas, contaminação da água, formas de manejo, déficit nutricional e o uso de defensivos agrícolas, conhecidos como pesticidas, estão entre as possíveis causas da chamada Síndrome do Colapso das Colônias.

De acordo com Lívia Gardoni, do Serviço de Recursos Vegetais e Opoterápicos (SRVO), da Fundação Ezequiel Dias (Funed), estudos mostram que o uso de defensivos agrícolas (agrotóxicos), particularmente os pesticidas neonicotinoides, são uma das principais hipóteses para o desaparecimento das abelhas.

Cientistas, empresas, governos e produtores já estão se unindo para salvar as abelhas. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) publicou, em fevereiro de 2017, uma instrução normativa que prevê a avaliação dos riscos de novos químicos considerando a cultura e a forma de aplicação. Até então, só a toxicidade era estudada.

Além disso, segundo o Ibama, alguns neonicotinoides – classe de inseticidas derivados da nicotina – estão em revisão. O manejo inadequado das colmeias também influencia. As caixas devem ficar à sombra e é preciso atenção à nutrição. Para que as abelhas não passem fome, o apicultor não pode retirar todo o mel, precisa deixá-las em locais com boa oferta de pólen e distante das lavouras, explica Lívia.

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