#Curiosidade: Quais são as consequências das queimaduras?

By | 6 de junho de 2018

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As queimaduras são acompanhadas de altas taxas de infecção e mortalidade, que aumentam quando a internação é muito prolongada e as lesões são muito graves, o que é típico no Hospital João XXIII, da Rede Fhemig. “Quando um paciente perde sua defesa, já que a pele é a primeira barreira de proteção, a propensão de bactérias oportunistas aumenta muito. Estamos em um grande hospital, e por mais cuidado que se tenha, há muitos germes hospitalares. O paciente queimado é o mais susceptível a sepse”, afirma o gerente assistencial do Hospital João XXIII, Marcelo Lopes Ribeiro.

O tempo médio de internação de um paciente com mais de 25% da superfície do corpo queimada, é de três meses. Acima de 60 %, este tempo é de no mínimo um ano. Além disso, o tratamento ambulatorial pode durar anos em virtude da necessidade de cirurgias reparadoras e reabilitação. “Muitas vezes damos alta para o paciente, mas no retorno temos que reinterná-lo, pois a ferida não foi tratada adequadamente no centro de saúde para o qual ele foi encaminhado”, explica.

Um paciente queimado custa cerca de R$ 3.500 por dia, podendo chegar a R$ 8.000. Caso precise de diálise, este valor aumenta ainda mais. De acordo com Rodrigo Sizenando, o paciente queimado é o mais grave que existe, o índice de mortalidade é muito alto e ele sofre muito, por isso pensa muitas vezes em desistir. “Existe um limite para oferecer tratamento. Porém, no Hospital João XXIII, este limite é levado ao máximo. A luta contra as queimaduras deve ser todos os dias, e não apenas no dia 06 de junho”, ressaltou, durante a coletiva.

Veja também no site da SES-MG:
– Hospital João XXIII faz alerta sobre a importância da prevenção de queimaduras

Avanço

O Hospital João XXIII aguarda novas tecnologias para que o tratamento oferecido ao queimado seja ainda mais eficaz. Uma delas é a chegada da membrana amniótica, retirada da placenta, que serve como um curativo biológico para as lesões das queimaduras.

A membrana amniótica um líquido cheio de proteínas, formador de células que podem acelerar o processo até mesmo melhor que a pele. “Com ela, é possível tampar a lesão, evitar a infecção e promover a cicatrização”, explica Izabela Honorato. A alternativa deve chegar ao HPS ainda em 2018.

 

Fonte: Fhemig. 

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