Monthly Archives: novembro 2018

#Aedes: Se ligue nos cuidados contra o mosquito antes de sair de férias

Férias escolares, festas de final de ano e recessos coletivos em muitas empresas fazem dos meses de dezembro e janeiro época propícia para sair em viagem, seja sozinho(a), com amigos(as) ou familiares. E justamente nesses meses, que coincidem ainda com o início do verão e do período chuvoso, que o ambiente se torna mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, cuja picada pode causar Zika, Chikungunya e Dengue.

#SaúdeEntrevista: SUS oferece teste e tratamento gratuito para HIV/Aids

Por Paula Gargiulo*

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No próximo sábado (01/12), é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a AIDS. A data foi instituída em 27 de outubro de 1988 pela Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS), cinco anos após a descoberta do vírus causador da aids, o HIV. Neste ano, o Brasil completa 30 anos de oferta do tratamento da doença por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A garantia do tratamento para todos e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda de óbitos, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

  • Clique aqui e confira uma matéria completa no site da SES-MG.

O SUS disponibiliza teste rápidos para a detecção do vírus nas unidades de saúde do país. Já o autoteste de HIV é vendido nas farmácias privadas do país, mas os resultados não podem ser utilizados para o diagnóstico definitivo. Em caso de resultado positivo, a orientação é que o usuário busque o serviço de saúde para testes complementares. Nas caixas de autoteste de HIV, distribuído pelo SUS, haverá um número 0800 do fabricante para tirar dúvidas e dar orientações aos usuários. Este serviço funcionará 24 horas e 7 dias por semana. Além disso, o usuário pode tirar dúvidas pelo Disque Saúde 136.

Além da testagem, o Governo Federal também financia o tratamento para o HIV/aids no país. Desde 2013, os medicamentos (antirretrovirais) podem ser acessados nas unidades de saúde pelos soropositivos independente da quantidade de vírus que eles apresentarem no corpo. Desde a introdução do tratamento para todos, até setembro deste ano, 585 mil pessoas com HIV/aids estavam em tratamento no país. A maioria, 87%, fazem uso do dolutegravir, um dos melhores medicamentos do mundo que está disponível gratuitamente no SUS. Para falar mais sobre a importância da testagem e do tratamento Aids/HIV no SUS, o Blog da Saúde MG conversou com a Coordenadora de IST/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mayara Marques de Almeida. Confira:

SAÚDE MG: Qual a importância de haver uma data em alusão à luta contra a AIDS?

Mayara: O Dia Mundial de Enfrentamento ao HIV é uma data comemorada mundialmente, com o objetivo de conscientizar toda a sociedade e chamar atenção para o problema, desde a prevenção até o tratamento, e, como consequência, a redução do preconceito.

Qual é o tipo de tratamento que o SUS fornece para a pessoa HIV positiva?

No Brasil, desde 1996, todas as pessoas diagnosticadas com AIDS recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizados pelas Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM) dos Centros de Aconselhamentos e Testagens (CTA) e dos Serviços de Atendimentos Especializados (SAE). A partir de 2013, o tratamento para HIV/AIDS também passou a ser distribuído para todas as pessoas com o diagnóstico reagente para o HIV/AIDS.

O tratamento, que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais (ARV) que ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico, fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV, além de reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas. Ele traz vários benefícios como: diminui as complicações relacionadas às infecções pelo HIV, reduz a transmissão do vírus, melhora a qualidade de vida da pessoa e diminui a mortalidade.

Atualmente, existem 22 medicamentos em 38 apresentações farmacêuticas.

A AIDS, em Minas Gerais, é uma preocupação?

A taxa de detecção de AIDS vem caindo no Brasil nos últimos anos. A Região Sudeste apresenta tendência de queda nos últimos dez anos. Em 2007, a taxa de detecção dessa região era de 22,0, passando para 17,1 casos por 100 mil habitantes em 2017. Em Minas Gerais, tem se observado um declínio da taxa de infecção (18%) e do coeficiente de mortalidade padronizado de AIDS entre os anos de 2007 e 2017 (23,8%), de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde 2018.

Quais são as principais formas de prevenir a doença?

O método mais eficaz para evitar a transmissão do HIV/AIDS é o uso do preservativo (masculino ou feminino) em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais). O preservativo está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS).  Outras formas de prevenção são:

  • Não compartilhar agulhas, seringas, canudos e cachimbos;
  • Utilizar materiais esterilizados na aplicação de piercings e tatuagens;
  • Realizar exames de pré-natal durante a gestação;
  • Evitar transfusão sanguínea sem o controle rigoroso das bolsas;
  • Evitar materiais não esterilizados em clínicas odontológicas, nas manicures, barbearias, etc.

Quais são as formas de contágio?

As principais formas de transmissão do HIV/AIDS são as relações sexuais (anal, vaginal e oral) sem o uso do preservativo. Também há a transmissão da mãe infectada para o filho durante a gestação, no parto ou na amamentação (transmissão vertical). O compartilhamento da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa, instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados, são outras formas de transmissão não menos relevantes.

E os sintomas?

Quando ocorre a infecção pelo vírus HIV, causador da AIDS, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV. Esse período varia de três a seis semanas. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida. A segunda fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável às infecções comuns.

A terceira fase é a sintomática inicial e é caracterizada pela alta redução dos linfócitos TCD4+ (glóbulos brancos do sistema imunológico), que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a AIDS em si. Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou por não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

A faixa etária mais atingida pelo agravo é a de 20-34 anos. A que a SES-MG credita esses números tão expressivos para essas idades?

A infecção pelo HIV/AIDS nesta faixa etária nos últimos 10 anos vem aumentando consideravelmente. Isso se dá ao fato de estarem na fase sexualmente ativa e, muitas vezes, com múltiplos parceiros, além do uso de drogas e álcool ser mais comum nesta faixa etária.

Qual é a atual taxa de incidência de AIDS em Minas Gerais?

A taxa de incidência de HIV/AIDS em Minas Gerais até novembro de 2018 é de 23,82%. Observamos que há um declínio na incidência quando comparado aos anos anteriores.

É possível ter HIV positivo e ter uma vida saudável?

Sim. A seriedade do tratamento com os remédios reduz significativamente a mortalidade e o número de internações e infecções por doenças oportunistas, que aproveitam a fraqueza do sistema imunológico para atacar o organismo. Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem HIV/AIDS. Iniciar o tratamento cedo é crucial para conseguir atingir uma qualidade de vida melhor e por mais tempo. A expectativa de vida hoje de uma pessoa que tem um diagnóstico precoce e inicia o tratamento imediatamente e mantém a carga viral indetectável é semelhante à de uma pessoa com a mesma faixa etária e que não tenha HIV.

No que consiste a PEP e a PrEP?

A Profilaxia Pós Exposição (PEP) é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como:

  • Violência sexual;
  • Relação sexual desprotegida;
  • Acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

A Profilaxia Pré Exposição (PrEP) ao HIV é um novo método de prevenção à infecção pelo HIV. A PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causados da AIDS infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus.

A PrEP não é para todos. Ela é indicada para pessoas que tenham maior chance de entrar em contato com o HIV. Como:

  • LGBT’S;
  • Pessoas trans;
  • Trabalhadores do sexo.

E, além disso, se você:

  • Frequentemente deixa de usar camisinha em suas relações sexuais;
  • Tem relações sexuais, sem camisinha, com alguém que seja HIV positivo e que não esteja em tratamento.
  • Faz uso repetido de PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV);
  • Apresenta episódios frequentes de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s).

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*Com informações do Ministério da Saúde.

#RedesSociais: Fiocruz lança Twitter para notícias em inglês

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acaba de lançar seu Twitter em inglês. O objetivo da ferramenta é divulgar as notícias da instituição que tenham interesse para a comunidade internacional. Com parcerias em mais de 50 países e 100 instituições, a Fundação já conta com um boletim de notícias internacional, que acabou de completar dois anos. “A nova conta de Twitter da Fiocruz vem se somar à estratégia de estreitar o contato com as instituições de todo o mundo que trate de assuntos de ciência, tecnologia e saúde pública”, conta Elisa Andries, coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz. O endereço do Twitter em inglês é @fiocruz_en.

Com o novo Twitter, a Comunicação aproveita para reforçar o planejamento de mídias sociais da Fundação, que conta com canal de YouTube, Instagram, Facebook e o próprio Twitter. “Atualmente, as mídias sociais são essenciais para criar uma ligação entre a sociedade e as instituições, assim, não é possível pensar Comunicação sem estes instrumentos, que são muito eficazes para passar informação qualificada e de maneira rápida”, explica Elisa. O canal do YouTube disponibiliza vídeos oficiais da Fiocruz e, em destaque, está o institucional, lançado recentemente, que já conta com mais de oito mil visualizações. O canal pode ser acessado aqui.

Além da divulgação dos principais eventos da Fundação, a fanpage no Facebook (/oficialfiocruz), que conta com pouco mais de 127 mil curtidas, mostra as ações e serviços da Fiocruz. Já o Instagram (/oficialfiocruz) chegou à marca de dez mil seguidores e, por se tratar de uma mídia que privilegia as fotos, acaba por promover a integração entre as pessoas e a Fiocruz por meio de marcação em fotos e uso de hashtags que remetem à instituição. O Instagram é a rede social que mais cresce no mundo e alcançou o impressionante número de um bilhão de usuários ativos recentemente.

O Twitter internacional será a terceira conta institucional da Fiocruz neste ambiente, uma vez que a Fundação possui o Fiocruz Oficial (@fiocruz) e o da Agência Fiocruz de Notícias (AFN) (@agencia_fiocruz). O oficial, criado no início de 2009, há quase dez anos, tem cerca de 47 mil seguidores, enquanto o da AFN, lançado no mesmo ano, em 2009, tem mais de 240 mil, o que comprova que esta mídia social é a ideal para a disseminação de notícias. Vale lembrar que a atuação da Fiocruz nas mídias sociais vai além das contas gerenciadas pela Comunicação, uma vez que várias unidades e regionais da Fundação também possuem seus perfis independentes, de forma a assegurar a comunicação com todos os públicos, do geral até os mais segmentados.

Por Daniela Rangel (Agência Fiocruz de Notícias)

#Evento: BH sedia o I Encontro Sudeste de Práticas Integrativas e Complementares (IESPICS)

Nos dias 03 a 05 de dezembro será realizado em Belo Horizonte (MG), campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) o I Encontro Sudeste de Práticas Integrativas e Complementares (I ESPICS). O objetivo principal é integrar as experiências em Pesquisa, Ensino/Formação e Gestão em PICS no Sudeste do Brasil, sobretudo entre os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com os organizadores, o I ESPICS terá o formato de minicursos, oficinas, mesas redondas e Grupos de Trabalho (GTs), conforme os eixos temáticos e com o objetivo de auxiliar nas questões referentes à implementação das PICS nos municípios.

No dia 03 de dezembro, das 08h30 às 12h30, acontecerá um pré-encontro com minicursos e oficinas com certificado que irá contemplar temas como: Farmácias Vivas, Fitoterapia para Feridas, Fitoterapia e Plantas Medicinais, Homeopatia para todos, Saúde da Mulher na abordagem da Medicina Antroposófica e da Ayurveda, A Depressão na Abordagem da Medicina Tradicional Chinesas, As PICS na Odontologia: Uma Abordagem Terapêutica Diferenciada; Ozonioterapia no SUS: Formação da Equipe de Saúde; Medicina Antroposófica; Metodologias de Pesquisa em Estudos Multicêntricos voltados para PICS, dentre outros.

O Encontro conta com a participação da USP, UNICAMP, UNIFESP, UFRJ, UERJ, UFF, UFMG, UFES, UFOP, Secretarias Municipais das 4 capitais do sudeste e Secretarias Estaduais de Saúde dos 4 estados, dentre outros. As inscrições para o I ESPICS, mini cursos e apresentação de trabalhos já estão abertas. O preço da inscrição é simbólico a fim de viabilizar a participação de alunos universitários e profissionais da saúde. Para outras informações, acesse o site: https://www.even3.com.br/espics 

I ESPICS

#VidaSaudável: Conheça as diferenças entre a Academia da Saúde e Academia ao ar livre

Você sabia que Academia da Saúde é diferente de Academia ao Ar livre? Esse assunto surgiu em uma reunião de pauta da nossa equipe, por isso, resolvemos falar sobre isso, aproveitando que estamos quaseeeeeee no verão e muitas pessoas começam a praticar exercício físico nessa época. Aliás, você conhece a diferença entre atividade física e exercício físico? Clique aqui para saber!

#VidaSaudável: Qual o melhor açúcar para o consumo diário?

Crédito: Pixabay / Reprodução.

Crédito: Pixabay / Reprodução.

Essa é uma pergunta que assombra muita gente: qual o melhor açúcar para o consumo diário? De acordo com a publicação do Ministério da Saúde e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição, quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele possui e mais perto do estado bruto ele está. Já a cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, que foi o refinamento.

“Dentre os diferentes tipos de açúcar, os que possuem menor processamento são sempre mais indicados para uma alimentação saudável, como o mascavo e o demerara. Os mais refinados, como o cristal, o refinado e o de confeiteiro, são os mais prejudiciais à saúde, pois passam por processamentos químicos em sua elaboração. Contudo, mesmo os tipos de açúcar com menor processamento devem ser utilizados com moderação, pois apresentam alto valor calórico”, explica a analista técnica de Políticas Sociais Simone Costa Guadagnin, da Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

Veja também:
Brasil assume meta para reduzir 144 mil toneladas de açúcar até 2022

Tipos de Açúcar

A Resolução da Anvisa nº 12, de 24 de julho de 1978, define açúcar como a sacarose obtida da cana (Saccoharum officinarum) ou da beterraba (Beta alba, L.) e, menos frequentemente, de outros vegetais, por processos industriais adequados. O açúcar pode ser classificado como refinado, cristal, demerara, mascavo, entre outros, como os mais recentes açúcar light e de coco. As principais diferenças entre os açúcares aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional. Então, o que escolher?

Açúcar cristal
É apresentado na forma de cristais grandes e transparentes e passa por processo de refinamento em que cerca de 90% das vitaminas e minerais são retirados.

Açúcar refinado
Também conhecido como açúcar branco, o açúcar refinado é o mais conhecido. Durante o processo de refinamento, são acrescentados alguns aditivos químicos, como enxofre, para dar a coloração branca. Nesse processo, porém, algumas vitaminas e sais minerais são perdidos.

Açúcar mascavo
É a forma mais bruta de extração do açúcar da cana, retirado depois do cozimento do caldo da cana. Como não passa por refinamento, o açúcar mascavo apresenta coloração mais escura e sabor mais encorpado, semelhante ao da cana-de-açúcar. Sem refinamento, são preservados os minerais como cálcio, ferro, zinco, magnésio e potássio, e as vitaminas.

Açúcar demerara
Este tipo passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico, por isso seus grãos são marrom-claros. Possui valor nutricional alto, parecido com o do açúcar mascavo. A melhor escolha para este tipo de açúcar é a forma orgânica, porque mantém todos os nutrientes sem a adição de defensivos agrícolas.

Açúcar de coco
É um substituto do açúcar de cana, extraído do fluido das flores da palma de coco, que não passa por refinamento e adulteração. Além disso, não contém conservantes. O açúcar de coco possui elevada quantidade de potássio, magnésio, zinco e ferro e é fonte natural de vitaminas B1, B2, B3 e B6. Apresenta baixo índice glicêmico, sendo digerido mais lentamente.

Açúcar light
Também conhecido como açúcar fit ou açúcar magro, é mistura do açúcar refinado comum e de adoçantes artificiais como sucralose, ciclamato de sódio e sacarina sódica. É menos calórico que o açúcar comum, em função de seu menor teor de sacarose, porém deve ser consumido com cautela. Apesar de conter menor teor de sacarose em relação aos outros tipos de açúcares, o açúcar light não contém nutrientes e não pode ser considerado um alimento saudável. O açúcar light só deve ser consumido por indivíduos com diabetes do tipo 1 ou 2, caso seja recomendado por nutricionista ou médico, observando sintomas clínicos, exames laboratoriais e sendo inserido em uma alimentação equilibrada e saudável.

Consumo com moderação

Todos os tipos de açúcar são bastante calóricos e tem o poder de aumentar muito rapidamente a glicose no sangue. Portanto, independentemente do processamento, o produto deve ser utilizado com moderação. “O açúcar tem um importante papel no aumento do índice glicêmico, devendo ser evitado por indivíduos que precisam controlar a glicemia, como os diabéticos”, orienta Simone.

O consumo excessivo de açúcar pode contribuir para o desenvolvimento de obesidade, diabetes e outras doenças crônicas, especialmente de indivíduos com fatores de risco cardiovascular, como destaca o Guia alimentar para a população brasileira. Aos indivíduos saudáveis, é recomendado uso moderado do açúcar em preparações culinárias, deixando a alimentação mais saborosa sem que fique nutricionalmente desbalanceada.

Fonte: Portal Saúde Brasil.

#VidaSaudável: Você conhece a diferença entre atividade e exercício físico?

Reconhecer a diferença entre os conceitos é fundamental para tentar driblar a falta de tempo e de recursos, e incorporar uma vida saudável.

#ArmazémDaSaúde: Aplicativo do INCA incentiva a alimentação saudável de forma lúdica

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Com a proposta de incentivar a alimentação saudável com foco na prevenção de câncer, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) lançou o aplicativo Armazém da Saúde. O app funciona como um armazém virtual no qual o usuário pode simular suas compras habituais de alimentos. Ao final das compras, o aplicativo fornece aos usuários informações sobre suas escolhas alimentares e sugestões para ter uma alimentação mais saudável. O usuário pode compartilhar o feedback das suas compras nas mídias sociais.

“O app Armazém da Saúde é uma atividade inovadora de educação alimentar do Instituto. Ela visa a promover o reconhecimento da população de que o câncer é passível de prevenção por meio de uma alimentação saudável, prática de atividade física e manutenção do peso adequado. Além disso, o app tem uma utilidade no nosso dia a dia. Podemos checar se as nossas compras reais favorecem ou não uma alimentação saudável e ter informações de como podemos melhorá-las”, garante Maria Eduarda Melo, responsável pela Área Técnica de Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Câncer do INCA. “É uma atividade lúdica que trará inúmeras outras funcionalidades, como acesso a receitas, sugestões de missões e alguns desafios”.

Inicialmente serão disponibilizadas 80 receitas com alimentos das diferentes regiões do País, divididas por ocasiões como “almoço em família”, “jantar com os amigos”, “merenda escolar”, entre outras. Além disso, as compras ficam armazenadas em uma despensa virtual, que pode ser acessada a qualquer momento. Clicando em cada alimento, o usuário tem acesso a conteúdos específicos sobre o item e orientações para a prática de uma alimentação saudável com vistas à prevenção de câncer. Ao consumir um alimento que está na despensa, o usuário pode perder ou ganhar força no jogo. Se o alimento consumido é saudável e deve fazer parte da alimentação para a prevenção do câncer, ele ganhará força. Caso contrário, perderá força no jogo.

Desde de julho desse ano, o app também ganhou outras interfaces, com incentivo a práticas saudáveis: o usuário é convidado a listar suas práticas referentes a alimentação, atividade física, entre outras, e o app sugere o que fazer para melhorá-las, propondo algumas missões. Se o usuário relatar o consumo de itens não saudáveis, por exemplo, o app recomenda alguma missão, como diminuir o consumo de ultraprocessados ou aumentar a ingestão de alimentos mais saudáveis. Ao completar a missão, o avatar do usuário se torna mais forte.

Então, agora você tem mais um incentivo para ter uma #VidaSaudável!

 

#Ciência: Seminário abre inscrições para submissão de trabalhos sobre fake news e saúde

Crédito: Pixabay / Reprodução.

Crédito: Pixabay / Reprodução.

Diversas notícias chegam diariamente em nossos perfis nas mídias sociais, mas nem todas são verdadeiras. As fake news, ou notícias falsas, se espalham com frequência e são alvo de preocupação pelo impacto em diversas áreas e na saúde não é diferente. Para discutir o tema, a Fiocruz Brasília-DF realizará, no início de 2019, mais um Seminário Internacional: As relações da saúde pública com a imprensa. A sexta edição do evento apresenta algumas novidades, como um espaço para submissão de trabalhos científicos e relatos de experiências e também um curso livre sobre o tema.

Serão aceitos estudos e relatos de experiências sobre o tema Fake news e saúde” na modalidade de Comunicação Oral. Estudantes, trabalhadores, pesquisadores, professores e gestores das áreas de comunicação, saúde ou áreas afins poderão submeter em algum dos seguintes eixos:  Jornalismo e saúde, Publicidade e saúde, Redes sociais virtuais e saúde, Relações Públicas e saúde e Comunicação Organizacional e Saúde. O prazo para submissão dos trabalhos científicos é até o dia 01 de dezembro. A submissão é gratuita, assim como a participação no evento. Confira o edital aqui.

A comissão científica do evento é formada por membros da Fiocruz, do Ministério da Saúde, além de professores e pesquisadores de diferentes universidades do Distrito Federal. Os critérios de avaliação estão disponíveis no edital, assim como o formato exigido para a submissão. Os trabalhos serão apresentados no dia 21 de março de 2019, durante o evento.

Programação

O Seminário será realizado entre os dias 18 e 21 de março. O debate contará com jornalistas e assessores de comunicação, pesquisadores, gestores e especialistas da saúde e da comunicação do Brasil e do exterior para debater e analisar como as notícias falsas podem ser prejudiciais à saúde das pessoas e afetar a execução plena da política de saúde no país.  Um curso livre sobre Fake news e Saúde também integra a programação do evento, que será divulgada em breve, bem como o link para inscrição no evento gratuito.

Esta é a segunda edição internacional do evento. Nos últimos dez anos, a Fiocruz Brasília promoveu o seminário para debater temas de relevância para a saúde pública brasileira. Febre amarela, H1N1, a imagem do SUS na mídia, ebola, chikungunya, dengue, zika e o Aedes aegypti foram os temas abordados nas outras cinco edições do evento.

Fonte: Agência Fiocruz.

 

#AconteceNoSUS: Hemominas realiza atividades em homenagem aos doadores de sangue

25_Dia Internacional do Doador de Sangue

O Hemocentro de Belo Horizonte, da Fundação Hemominas, promove entre os dias 21 e 24 de novembro várias atividades em homenagem aos doadores de sangue. A comemoração faz parte da Semana do Doador da Hemominas e do Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, celebrado em 25 de novembro. A programação se iniciou na última quarta-feira (21/11), às 10 horas, com um culto ecumênico na unidade localizada na Alameda Ezequiel Dias, 321, bairro Santa Efigênia em Belo Horizonte. Já na sexta-feira (24/11) e sábado (25/11) os usuários terão programação especial na unidade da Alameda Ezequiel Dias, em Belo Horizonte (MG).  Na próxima semana, será realizada a cerimônia de diplomação dos doadores fidelizados, com mais de 35 doações. Clique aqui para ver a programação completa.

Outras Unidades

A unidade da Fundação Hemominas em Divinópolis irá promover ações no período de 26 a 30/11. Nesses dias, os candidatos à doação que comparecerem ao Hemonúcleo serão recebidos com um lanche especial e apresentações musicais. No dia 30, sexta-feira, será feita a diplomação dos doadores fidelizados e a entrega dos certificados de honra ao mérito. Na ocasião os doadores assistirão à apresentação da soprano Regina Maria Nunes.

Agendamento OnLine

Para sua comodidade, a doação pode ser agendada online, pelo aplicativo MG app ou pelo telefone 155, opção 1. O call center recebe ligações das 7h às 21h, de segunda a sexta-feira; e aos sábados e domingos, das 07h às 19h. Para saber mais sobre orientações para grupos e caravanas de doadores de sangue, clique aqui.

Qual é a importância da doação de sangue?

Salvar vidas. Mais precisamente de até quatro pessoas que necessitam de transfusão por algum motivo. O hábito de doar sangue requer responsabilidade, compromisso e, principalmente, solidariedade – qualidades que já nascem com a pessoa ou que podem ser cultivadas desde a infância e mesmo despertadas pelo exemplo alheio. Ou quando a necessidade bate à porta. O ato traz benefícios para todos: hospitais, pacientes, Hemominas e sociedade, além de dar mais segurança ao cidadão que, a qualquer momento, pode necessitar do procedimento transfusional. E quem não pode doar, também pode dar sua contribuição, conscientizando outras pessoas sobre a importância e necessidade desse grande gesto. Os requisitos para doação de sangue são:

  • Estar em boas condições de saúde
  • Ter entre 16 e 69 anos. Pessoas acima de 60 anos só podem doar se já tiverem doado sangue alguma vez antes dessa idade
  • Pesar no mínimo 50kg
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas)
  • Estar alimentado, por isso evite alimentos gordurosos e aguarde até 2 horas para doar
  • Apresentar documento original com foto, que permita o reconhecimento do candidato, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).
  • Para saber mais, acesse: www.hemominas.mg.gov.br

 

#MedicaçãoSegura: Profissionais de saúde discutem o acesso aos Medicamentos Biológicos

Crédito: Fiocruz Imagens / Reprodução.

Crédito: Peter Ilicciev / Fiocruz Imagens / Reprodução.

Como garantir que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) tenham acesso a medicamentos biológicos com segurança e sem desequilibrar o orçamento público? Essa discussão tem ocorrido no Grupo de Trabalho (GT) para a Política de Medicamentos Biológicos, que se reuniu pela quarta vez em Brasília-DF, e trouxe a metodologia do diálogo deliberativo para políticas. O tema do diálogo foi “a intercambialidade ou possibilidade de troca de medicamentos biológicos, originadores e biossimilares”.

Medicamentos biológicos, segundo a definição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são aqueles obtidos a partir de fluidos biológicos, tecidos de origem animal ou por procedimentos biotecnológicos. São uma classe bastante diversa de medicamentos que servem para tratamento de doenças como diabetes, câncer, artrite reumatoide, esclerose múltipla e até de condições agudas como infarto e tromboembolismo.

Os biossimilares também são medicamentos biológicos, semelhantes aos originadores, que devem ter a mesma ação e eficácia no tratamento de determinada condição. Mas essa comparação não é simples; por terem origens em células vivas, medicamentos biológicos e biossimilares com os mesmos princípios ativos podem ter comportamentos diferentes.

Em geral, os medicamentos biológicos são de alto custo, pois os processos de produção são muito complexos. Às vezes, são produzidos por um único laboratório farmacêutico. Os biossimilares, nesse contexto, poderiam aumentar a oferta, induzir competição no mercado de medicamentos e, por consequência, reduzir os custos para o Sistema Único de Saúde. Porém, são necessárias medidas para garantir que esses medicamentos realmente tenham a mesma segurança e eficácia para que possam ser trocados.

Uma Síntese de Evidências rápida produzida pelo Decit/SCTIE/MS buscou literatura científica sobre o tema e extraiu opções para solucionar a questão da intercambialidade baseada apenas no menor preço do medicamento. O diálogo, conduzido pelo DAF e pelo Decit/SCTIE/MS, seguiu a metodologia das Ferramentas SUPPORT.

O objetivo da reunião foi agregar aos resultados de pesquisas científicas as percepções e opiniões das partes interessadas na questão, para melhor embasar a Política de Medicamentos Biológicos. O diálogo deliberativo não é um debate que busca convencimento e também não busca necessariamente um consenso, mas ampliar a visão dos participantes sobre o tema.

Durante o diálogo, os participantes trouxeram muitas questões sobre um processo que já tem ocorrido: a troca de medicamentos por outros de menor custo, principalmente por conta da Lei de Licitações (Lei 8.666/93). De quem seria a autoridade para decidir sobre essa troca, se do médico ou do governo; quem deve arcar com o ônus de provar a eficácia e a segurança dos biossimilares, se deve ser a indústria farmacêutica ou deve haver investimento público em pesquisa; foram alguns dos questionamentos levados à discussão.

Essas questões não foram solucionadas, mas devem ser trabalhadas pelo GT na construção da política. O ponto que caminhou para um consenso foi a importância de ações para educar e sensibilizar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e toda a equipe de assistência à saúde, além de pacientes, a respeito da Política de Medicamentos Biológicos, dos tratamentos disponíveis e dos próprios medicamentos.

A reunião seguiu a regra de Chatham House, utilizada em relações diplomáticas, que não permite a identificação e a afiliação dos participantes. Estiveram representadas diversas Secretarias do Ministério da Saúde, a Conitec, a Anvisa, a Fiocruz, associações de pacientes, conselhos farmacêuticos, entre outras instituições.

Fonte: Decit/SCTIE/MS.