Monthly Archives: dezembro 2018

#SUS: Você conhece o portfólio de Educação e Pesquisa da ESP-MG?

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O “Portfólio de Educação e Pesquisa 2018-2019” da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), apresenta informações sobre os “Eixos Estratégicos de Educação, Pesquisa e Inovação” da instituição, além de um catálogo de ofertas de cursos que serão realizadas ao longo de 2019, além das instituições parceiras na realização de ações educacionais. O documento consolida uma trajetória de quase 73 anos da ESP-MG: uma instituição historicamente reconhecida pela excelência na formação de trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS).

#SaúdeNaCozinha: Que tal fazer uma receita refrescante de sorvete de banana?

Crédito: Blog Casa e Cozinha / Reprodução.

Crédito: Blog Casa e Cozinha / Reprodução.

Não tem nada melhor do que uma sobremesa bem geladinha em dia de calor, não é mesmo? E se tem uma unanimidade nesse quesito é o sorvete. Então, para você não ficar com água na boca e poder deliciar esse doce sem culpa, o Blog da Saúde MG te dá uma dica de receita fácil e saudável: sorvete de banana. Como assim? A partir de quatro ou mais bananas bem maduras você pode fazer sorvetes de diferentes sabores, cores e texturas.

Para quem não sabe, a banana é uma fruta rica em fibras, potássio, vitaminas C e vitaminas B1, B2, B6, além dos minerais como magnésio, cobre, manganês, cálcio, ferro e ácido fólico. Além disso, é uma fruta que contém compostos antioxidantes (dopamina e catequina) e triptofano que atua na produção de serotonina, responsável por ajudar a relaxar o corpo e manter o bom humor.

MODO DE FAZER:
– Pique em rodelas quatro bananas bem maduras e deposite em um pote ou vasilha com tampa;
– Em seguida, leve o pote ou vasilha com as bananas picadas ao congelador por pelo menos quatro horas.
– Após esse processo, coloque as bananas em um liquidificador ou um processador de alimentos. Importante misturar até ficar uma massa homogênea.
– Em seguida, coloque em um pote de sorvete e congele por quatro horas.
– Na hora de comer, tire um pouquinho antes do congelador, para que fique macio.

DICAS
Você também pode fazer esse sorvete de banana com outros sabores. Confira:

1) Sorvete de chocolate:
– Massa homogênea de banana gelada
– Cacau em pó 60%, 70% ou 80%
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

2) Sorvete de Frutas Vermelhas
– Massa homogênea de banana gelada
– 200 gramas de Frutas Vermelhas (cereja, framboesa, morango, amora, mirtilo, uva vermelha ou roxa e goji berry)
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

3) Sorvete de Mix de Castanhas:
– Massa homogênea de banana gelada
– 2 colheres de café de castanha do Pará triturada
– 2 colheres de café de nozes trituradas
– 2 colheres de café de amêndoas trituradas

4) Sorvete de Mix de Grãos:
– Massa homogênea de banana gelada
– 1 colher de café de semente de abóbora
– 1 colher de café de semente de girassol
– 1 colher de café de gergelim

5) Sorvete de Mix de pasta de amendoim:
– Massa homogênea de banana gelada
– 2 colheres de sopa de pasta de amendoim integral e sem adição de açúcar
– ½ colher de café de canela.
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

6) Sorvete de coco:
– Massa homogênea de banana gelada;
– 1 copo de leite de coco
– 1 coler de coco ralado
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

7) Sorvete de limão:
– Massa homogênea de banana gelada;
– 1 copo de suco de limão natural (limão haiti ou siciliano)
– raspas de limão para decorar a gosto.
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

8) Sorvete de maracujá:
– Massa homogênea de banana gelada
– 1 copo de suco de maracujá natural
– ½ copo de suco de laranja natural
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça
– Separe parte da poupa natural do maracujá com sementes para decorar

9) Sorvete de abacaxi:
– Massa homogênea de banana gelada
– 1 copo de suco de abacaxi natural
– ½ copo de suco de laranja natural
– Folhas de hortelã a gosto
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

10) Sorvete de manga:
– Massa homogênea de banana gelada
– 1 copo de suco de manga natural
– ½ copo de suco de laranja natural
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

10) Sorvete de maçã:
– Massa homogênea de banana gelada
– 1 copo de suco de maçã natural
– ½ copo de suco de laranja natural
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

12) Sorvete de beterraba:
– Massa homogênea de banana gelada
– 1 copo de suco de beterraba natural
– ½ copo de suco de laranja natural
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça

13) Sorvete de iogurte e mel:
– Massa homogênea de banana gelada;
– 2 iogurtes naturais desnatados;
– ½ colher de café de chia
– ½ colher de café de linhaça
– ½ colher de café de canela.

 

#VidaSaudável: Você sabe escolher e armazenar as frutas corretamente?

Crédito: Pixabay / Reprodução.

Crédito: Pixabay / Reprodução.

As frutas são alimentos que trazem saúde e disposição, sendo de extrema importância para o bom funcionamento do corpo. São fontes de nutrientes essenciais ao organismo, por isso devem ser consumidas diariamente. “A proteção que o consumo de frutas ou de legumes e verduras confere contra doenças do coração e certos tipos de câncer não se repete com intervenções de medicamentos ou suplementos que contêm os nutrientes individuais presentes”, ressalta Helissa de Oliveira, analista técnica da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

Mas, não basta consumi-las, é preciso saber escolher frutas com boa qualidade, indica o livro “Na cozinha com as frutas, legumes e verduras”. A publicação do Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) traz informações úteis sobre diversos alimentos brasileiros e como diversificar seu uso no dia a dia. Também indica como escolher e armazenar esses alimentos, confira:

Fonte: Portal Saúde Brasil.

#Ciência: Estudo indica que Zika Vírus pode provocar infertilidade masculina

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Crédito: Fiocruz Imagens / Reprodução.

Um novo estudo, promovido pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, sugere que a infecção pelo Zika vírus também possa trazer complicações para os homens. Segundo a pesquisa, liderada pela infectologista Vivian Avelino-Silva, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o Zika pode causar infertilidade.

Quatorze homens infectados pelo vírus em 2016 participaram do estudo. Cinco deles fizeram o exame de espermograma e, em quatro, os resultados ficaram fora dos parâmetros de normalidade estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Observamos que, dentre os cinco homens em que fizemos a coleta de sêmen, quatro tinham o valor fora do normal, considerando a normalidade com referência da OMS. Isso sugere que pode existir um efeito de infecção por Zika que a gente ainda não conhecia, que é uma alteração prolongada, talvez até permanente, de infertilidade entre os homens”, disse Vivian.

O estudo não é conclusivo e aponta a necessidade de que novas pesquisas sejam feitas. A pesquisadora destacou que a amostra era pequena e que a equipe não tinha exames desses cinco homens antes da infecção para comprovar que a alteração foi feita pelo zika. “Não conseguimos provar, mas já existem estudos em animais que sugerem resultados semelhantes. Por isso achamos que o resultado é importante para que seja feito um estudo com um número maior de homens”, ressaltou a pesquisadora do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias.

Fonte: Agência EBC.

 

#DezembroLaranja: Início do verão é um alerta para a prevenção do câncer de pele

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Dezembro foi instituído como mês chave para as ações nacionais da Campanha de Prevenção ao Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Conhecido como #DezembroLaranja, a data marca a importância de reforçar o cuidado com a exposição excessiva ao sol e realizar a prevenção e o diagnóstico do câncer de pele. O alerta é para o ano todo, não apenas para o verão. Por isso, veja as dicas que o Blog da Saúde MG preparou para você e curta o verão com saúde!

Com informações do Blog da Saúde e da Sociedade Brasileira de Dermatologia

#RevistaFiocruz: Sisvan Web para crianças menores de cinco anos é destaque em publicação

Por Alessandra Maximiano

A partir de uma análise dos fatores associados à cobertura do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) Web para crianças menores de cinco anos, nos municípios que abrangem a Regional de Saúde de Belo Horizonte, as servidoras Carolina Souza Ferreira e Letícia Alves Rodrigues, e as pesquisadoras, Isabel Cristina Bento e Patrícia Villela, e as professoras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Cibele Comini César e Mariângela Cherchiglia, produziram um artigo publicado na Revista Ciência & Saúde Coletiva da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Foram coletados dados da cobertura do Sisvan Web e um questionário semiestruturado sobre o funcionamento do Sistema foi enviado para as referências técnicas dos municípios avaliados. Os resultados encontrados pelas pesquisadoras sugerem a necessidade de uma maior sensibilização dos gestores e dos profissionais de saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS), sobre a importância do diagnóstico da situação alimentar e nutricional da população.

O Sisvan

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) é um sistema de informação de apoio às ações de promoção da saúde, que tem como objetivo o aumento da qualidade da assistência à população. O sistema integra atividades de coleta e análise de dados destinados ao diagnóstico da situação alimentar e nutricional com foco na população atendida pelas Unidades Básicas de Saúde. A utilização do Sisvan auxilia a tomada de decisões, o planejamento de ações de promoção da alimentação saudável, a prevenção e controle das carências nutricionais e a formulação ou reorientação de políticas públicas.

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O Sisvan Web é um sistema informatizado que tem como objetivo registrar os dados da Vigilância Alimentar e Nutricional (estado nutricional e consumo alimentar) de todos os usuários do SUS. Disponibilizado na internet, o sistema tem como finalidade superar as dificuldades de registro e do fluxo de informações no sistema em sua primeira versão, denominada Sisvan Módulo Municipal.

Embora realizado em 2012 a partir das informações de 37 municípios, que naquele período faziam parte da Regional de Saúde de BH, o estudo descritivo realizado ainda demonstra a realidade atual de que a utilização do Sisvan Web deve fazer parte da rotina das Secretarias Municipais de Saúde. O sistema é um apoio aos profissionais de saúde na realização de diagnósticos principalmente no que se refere a prevalências de distúrbios nutricionais, como o excesso de peso, e ao consumo alimentar como aleitamento materno e introdução da alimentação complementar.

 

#SaúdeEntrevista: Psicóloga do Hospital João XXIII fala sobre suicídio, laços sociais e rede de apoio

Por Priscilla Fujiwara

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Durante a palestra “Suicídio e Violência em Saúde do Trabalhador’ que aconteceu na Regional de Saúde de Belo Horizonte, nesta última segunda-feira (10/12), o #BlogDaSaúdeMG conversou com Luciana Santos*, psicóloga do Hospital de Pronto-Socorro do Hospital João XXIII sobre suicídio, laços sociais e a importância do apoio às pessoas que estão passando por este sofrimento. Confira a entrevista:

1) Do ponto de vista da psicologia, como você conceitua o suicídio?

Como um ato de sofrimento, que sendo ouvido, pode ser cuidado e, com a ajuda de outras pessoas, de profissionais e com o fortalecimento de laços sociais, pode ser superado. Eu defino o suicídio, a partir do meu trabalho no João XXIII, com um ato de dor, como um ato de desespero.

2) Qual é a relação entre o suicídio e os laços sociais?

O que eu pesquisei muito, desde Durkheim, um sociólogo francês que estudou a questão do suicídio como uma questão social, o suicídio é multicausal e as questões sociais atravessam o suicídio o tempo inteiro. No mundo em que estamos, em que se fragilizam os laços sociais ao fragilizar o relacionamento do humano, ao potencializar muito a relação do consumismo e do imediatismo, da competitividade, do dinheiro, acaba desfavorecendo as relações humanas, deixando o ser humano muito desamparado. Neste desamparo, ele pode recorrer mais ao suicídio.

3) Como em nossas relações sociais, em nosso dia-a-dia, o cidadão comum pode tentar prevenir ou ajudar alguém no seu entorno que possa tentar suicídio?

A primeira coisa, quando potencializamos os nossos relacionamentos, seja em nossa casa, no cuidado com os nossos filhos, seja com os nossos amigos, quando passamos a ouvir de verdade as pessoas, a ter um tempo para as pessoas, uma dedicação maior, podemos inclusive reconhecer sintomas ou sinais de alerta que dizem que esta pessoa não está bem.

Frases do tipo “eu não estou aguentando mais, está muito difícil, estou muito triste”. Às vezes a pessoa muda totalmente o comportamento, fica mais irritada, não quer sair, deixa de trabalhar, apresenta dificuldade ao fazer as suas atividades da vida diária. Se a pessoa falar, em algum momento, que tem vontade de morrer, deixe essa pessoa falar, escute e ofereça ajuda.

Você me perguntou como o cidadão comum pode ajudar? Escutando, não se afastando dessas pessoas que apresentam esses sintomas que acabei de falar, de tristeza, irritabilidade, isolamento social. Não se afastando dessas pessoas e escutando a dor que elas têm, orientando essa pessoa a procurar ajuda no serviço de saúde, nos hospitais, principalmente na atenção primária ou no CERSAMs (Centro de Referência em Saúde Mental) ou no Centro de Valorização à Vida (CVV). Mas, o mais importante, além de orientar essa pessoa, às vezes ir com ela e não desampará-la.

4) E qual orientação que você daria para a pessoa que tem uma idealização suicida ou que já tentou?

Que essa pessoa procure ajuda. E aí, eu vou usar uma frase de uma paciente minha: que essa pessoa espera o amanhã e lute pelo amanhã. Busque ajuda de pessoas para superar e suportar estes processos difíceis pelos quais elas estão passando. Há sempre saída, mas, às vezes, a saída não é fácil mesmo, por isso precisamos de ajuda. Às vezes, é uma saída que irá demandar um tempo maior, um investimento muito grande, tanto da pessoa como das pessoas ao redor. Eu oriento que ela busque ajuda e acredite na possibilidade de superação dessa dor que está vivendo.

5) Onde buscar e ofertar ajuda?

– Profissional da saúde mental;

– Centros de Saúde;

– Em Belo Horizonte: Centro de Referência em Saúde Mental (CERSAMs) e Hospitais de Urgência Psiquiátrica conforme critérios da rede de saúde mental;

– Em outros locais do país: Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) com o mesmo modelo de funcionamento dos CERSAMs.

– Centro de Valorização da Vida (CVV): atendimento gratuito às pessoas que querem conversar, sob total sigilo por telefone (188), e-mail, chat e Skype 24 horas, para todo o país. Saiba mais em: https://www.cvv.org.br

  • Clique aqui e confira uma matéria completa no site da SES-MG.

#Tecnologia: Aplicativo “Meu Pré-natal” alcança mais de 100 mil downloads

Crédito: Divulgação.

Crédito: Divulgação.

O aplicativo Meu Pré-natal, planejado e desenvolvido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), alcançou a marca de mais de 100 mil downloads. Disponível para Android e IOS, o Meu Pré-natal busca responder as principais dúvidas das gestantes durante o atendimento pré-natal e acaba de receber uma atualização: o Plano de Parto, funcionalidade que auxilia a mulher a informar ao médico quais são as expectativas para o parto.

A ferramenta educativa foi desenvolvida por equipe liderada pelo Centro de Informática em Saúde (Cins) da Faculdade de Medicina e está disponível de forma gratuita desde junho de 2016. O sucesso do aplicativo também reflete na pontuação da ferramenta. Em escala que vai até 5, o app está com 4 estrelas na opinião dos usuários da loja do Google, onde é possível fazer o download do aplicativo.

A coordenadora do projeto e professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, Zilma Reis, que coordena também o Cins, atribui o sucesso do aplicativo à praticidade do acesso à informação. “O aplicativo descomplica a comunicação entre a mulher e o profissional de saúde. O seu conteúdo científico bem elaborado recebeu linguagem acessível às mulheres”, avalia.

A ferramenta apresenta um formato de pergunta e resposta com o conteúdo mais importante para a gestante se manter bem orientada sobre os cuidados e as transformações em seu corpo. As informações disponíveis permitem saber, por exemplo, se a mulher deve continuar tomando o remédio agora que está grávida ou quando se deve começar a fazer pré-natal.

Plano de parto

Na nova funcionalidade, a gestante responde sobre como prefere que ocorra o nascimento, quem gostaria como acompanhante e o que espera do pós-parto. O técnico em tecnologia da informação do Cins, Isaias Oliveira, explica que, a partir das respostas, um arquivo é gerado e pode ser compartilhado com o médico. Segundo a professora Zilma Reis, com o arquivo, é possível que a gestante consiga explorar as possibilidades de cuidado que serão oferecidas nas maternidades. “Isso facilita a comunicação entre o casal e os obstetras e enfermeiros”, completa.

Fonte: Faculdade Medicina UFMG.

#ApoieOsDireitosHumanos: Saúde é direito humano fundamental

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O ano era 1948. O mundo vivia a ressaca pelo fim da Segunda Guerra Mundial, que terminou oficialmente em 1945. O conflito deixou entre 60 e 85 milhões de mortos. No dia 10 de dezembro deste ano, na Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, era promulgada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada para definir os direitos de todos à vida, à justiça, à educação, à segurança. Nesta segunda-feira (10), então, ela completa 70 anos, já tendo se tornado o documento mais traduzido no mundo, base para a elaboração de constituições e leis de diversos países.

O direito à saúde é reconhecido formalmente como um direito humano voltado à preservação da vida e dignidade humana. A ideia aparece no artigo 25:

Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.

O reconhecimento do direito à saúde como relativo à dignidade humana se materializa nas leis, programas e políticas públicas que buscam promover o acesso de todos aos meios adequados para o seu bem-estar. O Sistema Único de Saúde (SUS), universal, igualitário e equânime, é um exemplo, uma vez que não faz, e nem deve fazer qualquer distinção entre os usuários.

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A conquista do direito à saúde está intimamente ligada à de outros direitos humanos, incluindo a não discriminação, acesso à informação e participação nas decisões, entre outros. Explícito ou implicitamente, o direito à saúde determina condições que incluem a acessibilidade aos serviços de saúde, a condições dignas de trabalho e habitação; transportes de boa qualidade, alimentos nutritivos e o direito ao lazer. Dessa forma, o aniversário da Declaração Universal é, mais que uma oportunidade para celebrarmos-na, de ajudar a reafirmar os princípios e padrões que ela ajudou a estabelecer.

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com ONU BR, Unesco, Ministério da Saúde, Câmara dos Deputados e CEBES.

#Documentário: “Carta para Além dos Muros” reconstrói trajetória do HIV/Aids no Brasil

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O documentário “Carta para Além dos Muros” reconstrói a trajetória do HIV/Aids, com foco no Brasil, por meio de entrevistas com médicos, ativistas, pessoas vivendo com HIV e outros atores, além de farto material de arquivo. Do pavor inicial às campanhas de conscientização, passando pela discriminação imposta aos doentes, o documentário apoiado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) mostra como a sociedade encarou essa epidemia devastadora ao longo de duas décadas.

O documentário investiga o porquê da evolução no tratamento do HIV não vir acompanhada da mudança de mentalidade em relação à infecção. Um dos depoimentos retratados no filme, da imunologista Márcia Rachid, resume bem este desafio: “falar de HIV hoje tem o mesmo mistério de 35 anos atrás. Não pode!”.

O diretor André Canto entrevistou especialistas, pessoas que vivem com HIV, personalidades e autoridades. Estão no documentário nomes como os ministros da saúde que foram chave para que o Brasil se tornasse referência na resposta à epidemia, José Serra e José Gomes Temporão; os médicos Dráuzio Varella, Ricardo Tapajós, Ricardo Vasconcelos e Rosana Del Bianco; a apresentadora Marina Person; Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, além de jovens que se tornaram a nova voz desta epidemia, entre outros entrevistados. Abaixo, assista o trailer:

Fonte: ONU Brasil.

#VidaSaudável: Dieta sem carboidrato pode causar danos à saúde

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Crédito: Pixabay / Reprodução.

Dietas que cortam o carboidrato da alimentação restringem o acesso a componentes essenciais para o bom funcionamento do organismo. Dessa forma, regimes extremamente restritivos, como a dieta sem carboidrato, podem causar danos à saúde. “Seja em sua quantidade ou mesmo qualidade, as dietas muito restritivas deixam de fora da alimentação algum grupo de alimentos. Isso pode ser perigoso para a saúde, pois a longo prazo pode causar a deficiência de alguns nutrientes essenciais para o organismo, como vitaminas, minerais e aminoácidos”, explica a analista técnica de Políticas Sociais, Simone Costa Guadagnin, da Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, uma alimentação saudável é harmônica em quantidade e qualidade e deve atender aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer. “Em contrapartida, as dietas da moda usualmente se limitam a considerar apenas a ingestão de nutrientes e calorias e não considera a individualidade de cada um e o contexto em que vive”, ressalta Simone.

Segundo a especialista, dietas que prometem redução de peso de forma rápida e sem sacrifícios tendem a fugir do costume alimentar das pessoas. Por isso, dificilmente conseguem ser mantidas a longo prazo. “Inicialmente pode haver resultados rápidos, especialmente na perda de peso, causados pelo entusiasmo inicial. Mas depois as chances de recuperar o peso perdido são grandes”, alerta.

O carboidrato, encontrado em maior quantidade nos pães, cereais e massas, auxilia na recuperação muscular e é a primeira fonte de energia para os músculos. Portanto, a presença de carboidratos na alimentação, nas quantidades adequadas, não provoca aumento da gordura corporal. “O carboidrato é a principal fonte de energia para o organismo, por isso pode ser prejudicial para quem exclui da alimentação a longo prazo. No caso de praticantes de atividades físicas, a restrição do componente pode ter um impacto negativo ainda maior”, sinaliza Simone.

Além disso, a ingestão elevada de proteínas, característica das dietas com restrição de carboidratos, pode provocar sobrecarga renal e a desregulação do organismo, além de efeitos desagradáveis como desidratação e desmaios. Dietas restritivas podem levar ainda a à cetoacidose, caracterizada por hiperglicemia (alta taxa de glicose no sangue), vômitos, dificuldade respiratória, entre outros sintomas, informa o material de apoio para profissionais de saúde Desmistificando Dúvidas sobre Alimentação e Nutrição.

  • Para ver a matéria completa no Portal Saúde Brasil, clique aqui.