#DicaDeLeitura: Revista Radis debate futuro do SUS no Brasil

By | 5 de dezembro de 2018

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A partir de 1º de janeiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) estará sob nova direção, com a posse do novo presidente eleito . A pergunta que profissionais e usuários se fazem é: em qual direção irá o SUS? Esse debate ilustrou a capa da Revista Radis, de dezembro/2018, publicada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).

“Depois de uma campanha em que a saúde não foi discutida com prioridade pelos candidatos, tendo se resumido a promessas vagas de expansão sem fontes de financiamento apontadas, o primeiro desafio é retomar o tema como nuclear do próximo governo”, avalia à Radis o professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Mário Scheffer, um dos autores do estudo “A saúde nos programas dos candidatos à Presidência em 2018”.

O Brasil dedicou 9,5% do PIB à saúde, mais que o Reino Unido (9,1%), é real mas omite que a maior parte desses recursos (57%) são privados — gasto das famílias com planos e medicamentos. Comparado aos outros países com sistemas universais, o Brasil aparece com a menor participação do Estado nas contas: 42,8% do total. Somando União, estados e municípios, o investimento na área é de US$ 334 por habitante por ano, dez vezes menos do aplicado pelo Reino Unido (US$ 3.500 por habitante/ano), segundo o Relatório de Estatísticas Sanitárias 2018 da Organização Mundial da Saúde (OMS), com informações de 2015.

Novo comando

Um dos possíveis nomes para assumir o Ministério da Saúde em 2019 é o deputado federal e ex-secretário de Saúde de Campo Grande, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS). O médico foi apoiador do Movimento Saúde+10, que em 2014 defendia a destinação de 10% da Receita Corrente Bruta (RCB) da União para o setor — o percentual aumentaria gradualmente. Também foi contrário à entrada do capital estrangeiro na assistência.

Mandetta é autor do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 786/17, que busca sustar a portaria que alterou a Política Nacional de Atenção Básica (Pnab), se colocando contra a retirada da obrigatoriedade da presença dos agentes comunitários de saúde nas equipes de atenção básica, por exemplo. Por outro lado, foi conselheiro fiscal (em 1998), presidente do conselho fiscal (1999-2001) e presidente da Unimed Campo Grande (2001-2004) e recebeu contribuição de campanha da Amil na última eleição em que concorreu. Ainda votou pela aprovação da Emenda Constitucional 95, que impõe limite ao gasto público.

  • Para ler a Revista Radis  de dezembro/2018 na íntegra, clique aqui.

 

Fonte: Agência Fiocruz / Adaptação.

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